Poesias sobre a Cultura Indigena
Sobre a medida de punição dos espíritos e das Almas que estiverem no Geena.
Aparentemente, pode parecer que todo o Inferno, quando for lançado no Lago de Fogo e Enxofre, O Geena, sofrerá igualmente, o mesmo grau de dor ou de queimação. Refiro-me tanto a Demônios quanto às Almas Humanas. Mas, à luz da Filosofia, Arte, Poesia e Teologia, ( afora depoimentos alhures, dos mais diversos!) entendemos que, se no Primeiro Inferno, onde jazem as Almas Humanas condenadas, há várias alas de punição, cada qual com um grau de pena aplicada, conforme a natureza de seu pecado praticado, na Terra, então não seria justo que, no Geena, pecados menores, fossem punidos com a mesma intensidade de pecados maiores praticados. Entendemos de forma absolutamente resumida, dizendo que, no Geena, isto é, no fogo eterno, que, cada um que lá estiver, irá queimar num grau ou numa intensidade; uma Alma numa, outra em outra intensidade, conforme o pecado que praticou. Em outras palavras: o fogo do Geena, arderá em cada um, numa intensidade proporcional. Embora todos que hão de estar lá, sejam mergulhados naquele inimaginável Mar de fogo, cada qual sentirá um nível de queimadura eterna, na Alma...
Às 08:51 in 12.10.2025
Sobre a ambição de reunião de detalhes, no interior do espírito Científico-Filosófico
O Filósofo Nietzsche, mais precisamente em seus Escritos Sobre História, mostra-nos a avidez por detalhes dos fatos universais, no espírito Científico-Filosófico e Histórico, do Escritor Austríaco Franz Grillparzer. Chegando mesmo a citar que, nesse espírito, há como que um fogo que o consome a querer devorar os detalhes, de modo sempre insaciável. Essa avidez e percepção filosófica, não é algo exclusivo do campo da Filosofia propriamente dita. Mas que é direcionado aos mais diversos campos do saber. Como nas Artes, Pinturas Realistas, Naturalismo , Esculturas, Poesias, Romances...
Em relação a estes últimos, por exemplo, podemos citar o incrível detalhista e minudente romancista - Gustave Flaubert! Seu romance, em especial, Madame Bovary, ganha, entre os intelectuais, o título de "o Romance realista por excelência". ( Marvin Perry). Este Historiador, chega a mencionar que um crítico das obras de Flaubert, comentando sobre o realismo dessa citada obra, Madame Bovary, diz: "reflete uma obsessão com a descrição. Os detalhes são relatados um a um, dando-se a todos a mesma importância, cada rua, cada casa, cada livro, cada folha da de grama, tudo é descrito em pormenor".
Essa avidez no espírito contemplativo, é como que uma vaidade científica que o gênio tem, por fazê-lo sentir-se o portador do atributo Divino da Onisciência. E é exatamente assim que que o gênio buscador do conhecimento, se satisfaz.
Às 12h18 in 13.11.2025
A morte não rouba ninguém
Nildinha Freitas
Um dia, quem sabe, eu saiba mais um pouco sobre esse processo que leva a morte a me alcançar. Uma corrida insana que parece que eu nunca vou ganhar. Mas o que é vencer, afinal? O que é morrer, senão continuar depois e depois?
A vida, essa que tanto estimo e à qual me apego, é um caminho que começa e nunca termina. Só muda o cenário, feito filme. Mas quem continua, protagonista da própria história, sou eu.
Casa
Casa não é o teto
sobre quatro colunas e paredes.
Casa é gente
com a alma aquecida de amor.
É onde a gente chega sem medo,
onde a gente pode falar sem dor.
Casa não é só chão
onde a gente pode pisar,
é coração
que pulsa
sem ninguém machucar.
Nildinha Freitas
Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?
As cartas estão sobre a mesa,
Embaralho a vida
Como num jogo de azar.
Mas minha maior sorte
É ter você comigo.
Sobre a Lua
Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.
Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Que se cingiu de amor, esperança e alegria
E buscou a luz para refletir àqueles que se encontravam nas trevas.
Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer a lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu fechado.
Agradeço por isso: por oferecer, por meio da luz, a cura de sua bondosa alma.
E recrimino as nuvens por hoje não me permitirem contemplá-la.
Desejo que brilhe, ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, sei que isso me bastará.
DRAL
"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹
🖋
"Escrevo muito.
Escrevo o tempo todo.
Escrevo sobre tudo.
Escrevo até na hora do almoço.
✍
É dessa maneira que vou lidando
com os meus sentimentos.
Meus pensamentos.
Minhas emoções e com o meu coração.
🖋
"Sensibilidade ao Espírito Santo não é sobre arrepios ou lágrimas; é sobre a prontidão em ouvir e a coragem de obedecer à sua voz."
- Leonardo Campos -
Sobre a Vaidade da Sabedoria
A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.
É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.
Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.
RIO DE JANEIRO
Evan do Carmo
Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?
Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.
Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.
Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.
Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?
Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.
Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?
Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.
Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.
Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.
Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?
Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.
Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?
Tese sobre o Caos e a Consciência
Antes da inteligência humana, havia o caos — não mero desarranjo, mas um abismo fecundo, um entrelaçar de forças indomáveis e silenciosas que pulsavam sem testemunha. A expansão do universo — efeito da grande explosão — moveu massas, gerou órbitas, incendiou estrelas; e ao longo de milênios incontáveis, dessas forças surgiu uma ordem apenas aparente: uma harmonia caótica, tão tênue quanto ilusória.
Os humanos, criaturas de um lampejo tardio de consciência, acreditam enxergar perfeição onde há apenas fluxo, perceber mistério onde existe apenas processo, e, com vaidade, tentam nomear o que escapa a toda nomeação. A inteligência, ainda jovem, nasce dos erros involuntários do próprio caos, e é com ela que se edifica a pergunta — não a resposta.
A consciência — esse clarão que se anuncia no “penso, logo existo” — produziu infindáveis interrogações. Mas que respostas poderia oferecer a criatura que emergiu de uma ignorância tão profunda? É impossível que uma mente tão jovem compreenda o abismo anterior a si mesma, o princípio inominável de onde tudo se ergueu, o silêncio primordial que, ao se desfazer, fez nascer não apenas o universo, mas também a angústia de quem o contempla.
— Evan do Carmo, 14-10-205
Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.
Sobre Partidas
Há de existir um novo céu. Cheio de Deus,
abraço de Mãe e olhares Amigos. Há de acontecer de novo os encontros que pareceram pouco e o mover dos sonhos celebrados, sem pensar na fugacidade do tempo.
O Eco da Solidão.
"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."
Existem almas como o amanhecer,
que trazem o sol sem pedir licença.
Não é sobre o que você faz,
mas sobre a paz da sua presença.
Admiro o silêncio da sua integridade,
essa alma que é porto e é prumo.
Sua ética é o que traz a verdade,
sua bondade é o que dá o rumo.
Há uma beleza que o tempo não gasta:
a luz que vem de quem é de verdade.
Para iluminar o mundo, você basta,
pelo simples dom da sua raridade.
Não é sobre o traço, a cor ou o olhar,
É sobre a luz que você insiste em emanar.
Sua beleza caminha, mas não se limita ao chão,
Ela mora no jeito que você estende a mão.
O mundo repara no que o tempo consome,
Mas eu vejo em você o que não tem nome.
Uma calma no gesto, uma força que ensina,
A alma de mestre no brilho de menina.
Suas virtudes são versos que Deus escreveu,
No mapa de um coração que se assemelha ao d'Ele.
Pois mais do que o rosto que o espelho revela,
É a pureza da alma que te faz ser tão bela.
Sobre as flores
Quando morrer
Não se preocupe
Vão cuidar bem de você
Vão te vestir
Arrumar seus cabelos
Arrumar tempo
Cancelar compromissos
Mover-se para se despedirem
Irão chorar por você
Irão estar com você
Irão lembrar de você
Irão te elogiar
Mas por favor
Não espere isso enquanto estiver vivo
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
