Poesias que Falem em Mãos
Entre o amor e a desconfiança
Amamos com culpa nas mãos,
e medo nos olhos.
O amor veio torto,
nasceu de um erro
e quis se endireitar no caminho.
Eu pedi paz,
ela pediu confiança.
Mas o silêncio gritava
mais alto que as promessas
e os gestos desmentiam as palavras.
Carregamos passados como sombras,
seguindo a gente mesmo ao meio-dia.
Ciúmes não eram falta de amor,
eram excesso de insegurança,
era o pavor de ser trocado
do mesmo jeito que um dia alguém foi.
Ela dizia “confia”,
mas não largava as portas abertas.
Eu dizia “fico”,
mas já estava cansado de vigiar.
Nos amamos…
mas amor sem credibilidade
vira dúvida,
vira nó no peito,
vira guerra fria entre dois corações cansados.
Talvez não tenha faltado sentimento.
Talvez tenha faltado coragem
de ser inteiro,
de ser claro,
ou de admitir que amar
não é suficiente quando não há paz.
E assim seguimos
não por falta de amor,
mas por excesso de medo
de ficar
ou de partir.
Nem sempre Deus estenderá às mãos para te livrar das dificuldades;
Às vezes a dificuldade é às mãos de Deus para te ensinar a caminhar apesar das dificuldades.
"A arte da cultura, nos versos que o tempo não apaga,
vivem Mestres e Mestras raízes,
mãos que moldam a arte da palavra, da dança e dos saberes,
guardiões da cultura popular, tradição espelho de um povo feliz,
donos desses países.
Entre os ritos e os cânticos, tece saberes que os livros não trazem,
é oralidade pura desse chão."
— (Mestre Malaquias da Viola)
“Não andeis ansiosos.”
Quando colocamos tudo nas mãos de Deus e aprendemos a descansar n’Ele, o coração se aquieta e as coisas começam a se encaixar.
Descansar não é se acomodar, é confiar que, enquanto fazemos nossa parte, Deus faz o que está além do nosso alcance.
Ele conhece os desejos do teu coração, e sim… Ele sempre terá o melhor para nós. Então descanse!
Mãos cerradas que nada ofertam,
Coração mudo que não sabe agraciar.
Vive o lamento de quem se sente só,
Mas esquece que o amor é via de par.
Exige o brilho, o mimo, o cuidado,
Faz-se vítima do próprio deserto.
Quer ser banquete em solo sagrado,
Sendo apenas um abismo aberto.
Mãos vazias
Quando se perde dinheiro perdemos pouco
Quando se perde um amigo perdemos um pouco mais
Quando se perde a fé e a esperança ai sim podemos dizer que realmente perdemos tudo que um dia pensamos ter em nossas mãos.
Todos nós enfrentamos provas nas mãos de Deus e conseguimos superá-los.
Quem afirmou que você não vai triunfar?
O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.
Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.
Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.
Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.
A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.
Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”
Um real.
Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.
Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.
O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.
Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?
Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.
E a história será implacável.
Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.
MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.
Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.
E você?
— Nereu Alves
Teu valor não ecoa na voz alheia,
não é moeda nas mãos do mundo;
ele nasce fundo, em silêncio e raiz,
tronco que cresce inteiro por dentro.
E mesmo quando a tempestade ruge,
tuas folhas resistem, firmes no vento;
porque és árvore que sabe quem é,
e não se curva ao peso do momento. 🌿
Toque de olho no olho,
Enlace de mãos e pele na pele.
Corpos no anseio do amor,
Na sedução dos lençóis,
Suor, saliva doce da boca terna
De hálito quente...
Caricia de vida, emoção...
Músculos se confundem,
E fundem homem mulher,
E a mãoo que desliza no êxtase do afago
É a mesma que irá esbofetear e esconder
A lágrima no ato nítido da dor...
"Cicatrizes Invisíveis"
Fui jarro nas mãos erradas,
quebrada sem que me vissem,
minhas palavras, vazias
no silêncio das piadas disfarçadas,
minhas histórias, rasgadas
nos sorrisos forçados.
O que era risada
era apenas disfarce.
Havia inveja mal escondida,
um veneno suave,
despido de palavra,
mas que se infiltrava
no olhar que cortava sem tocar.
Tirei 10,
mas foi um prêmio falso,
uma vitória que não era minha,
encoberta pelo peso
do olhar que disfarçava o desgosto
e se escondia atrás de uma máscara
de amizade,
que, na verdade, não passava de um jogo.
"Vai confiar em cobra besta",
disse a professora, com um sorriso
que não via minha dor,
mas refletia o reflexo de quem me cercava,
de quem me deixava sangrar
sem sequer perceber o corte.
E naquele espaço vazio,
encontrei o que faltava:
amizades que nunca se esconderam
na sombra da inveja,
que não precisaram me diminuir
para se sentir elevadas.
Porque o que é genuíno
não fere, não corta,
não ri do sangue que escorre.
Agora, sou inteira.
Não sou mais jarro.
Minha autoestima, antes despedaçada,
é agora uma fortaleza construída
com os pilares da verdade e da confiança.
A inveja mal escondida
já não me atinge,
não porque ela desapareceu,
mas porque, agora, sou forte o suficiente
para não me deixar mais quebrar.
E quem riu enquanto sangrava,
não entenderá a paz que hoje tenho,
pois aprendi que a luz verdadeira
não se apaga com sombras alheias.
As perguntas escapam como folhas ao vento;
Eu tento alcançá-las com mãos frívolas.
Cada passo só revela caminhos que não conheço;
Resta-me caminhar dentro do próprio caminho.
A morte não procura ninguém, ela apenas cumpre seu papel...
E todos passaremos pelas suas mãos frias enquanto houver vida sobre a face da terra.
Quando morremos, partimos ao encontro definitivo com Deus, pois é através da morte que partimos para outra existência; existência divina.
E porque muitos têm medo da morte?(Há quem diga não temer)
Isso eu não posso negar: temo muito, mesmo sabendo que não há fuga...
A morte causa medo e insegurança...
Quase sempre surpreende. Não tem dia, não tem hora, não tem lugar, ela simplesmente chega...
Para alguns, lentamente; para outros, derrepente!
Nos causa dor, lamentações, tristeza e um vazio imenso no coração...
Por ser assim, viva, ame, perdoe, pratique o bem, doe-se; Plante espalhe e colha amor... Aproveite e viva bem cada momento...
Olhe sempre à frente, encontre motivos que os façam felizes. A vida uma viagem com ponto de chegada e de partida.
Caí tantas vezes, errei sem medida,
fui a lugares que me machucaram,
busquei mãos que só me feriram,
mas hoje vejo além da mentira vestida.
Máscaras de maldade, falsos sorrisos,
hipocrisia tentou me engolir,
mas resisti, Senhor, e aprendi
a ouvir Tua voz nos meus abismos.
Chorei calada, sem eco ou luz,
mas um anjo sussurrou em mim,
e mesmo quando o mundo caiu,
Tua presença me fez crescer na cruz.
Se a vida grita que é o fim,
lembro do sangue que escorreu,
e mesmo cansada, eu sigo em Ti,
porque em Tua força eu renasci.
A chama da fé não se apagou,
Jesus me abraça, sinto o calor,
lembro os momentos que me ergueu,
e hoje sei: quem crê não caiu.
Minha esperança não acabou,
em Tuas mãos eu vou vencer,
mesmo que o vento sopre dor,
quem está em Ti permanece de pé.
Perdi meu filho
Sem chance de abraçá-lo
Perdi em mim
A fonte segura
De mãos pequenas
Que vinham
Me tocar
Meu filho
Nosso filho
Filho da eternidade
O amor
Compreendeu a dor
De nossa separação
Deus sabe
A verdadeira razão
De seu retorno
Como dizer
quando não se tem voz?
Como escrever
quando não se tem as mãos?
Mas…
e quando mesmo tendo voz para dizer
e mãos para escrever,
ainda assim
não se consegue falar
nem escrever
o que a alma sente?
Confuso, não é?
Entreguei-me ao Oleiro Celeste,
para que Suas mãos de vento e fogo
remodelassem a argila inquieta do meu destino.
Hoje, tempestades de pó ergueram muralhas no deserto,
cegando o sol que deveria guiar-me.
A dor foi um rio subterrâneo,
cavando cavernas no meu peito:
suas águas frias levaram sementes de desprezo,
e nas margens, apenas silêncios retorcidos brotaram.
Mas agora compreendo:
o que partiu era areia movediça,
e meus planos, castelos que o mar devora ao alvorecer.
Um novo amor virá como estação —
não tempestade, mas chuva que acorda a terra adormecida.
Ele será a ponte de raízes entre meu canto e o jardim divino,
o mapa das estrelas que Deus traçou
antes mesmo do primeiro sopro da criação.
Gratidão, Senhor, por cuidar de cada detalhe.
Entrego meus planos e minha semana em Tuas mãos.
Amém 🙌
Que pelos caminhos que passar, haja paz.
Que colhas sorrisos.
Carinho.
Que as mãos estejam estendidas, prontas para fazer o bem e quem sabe receber o bem também.
Se não receber, seja gratidão sim!
O que importa é o que damos com o coração.
O que importa é o amor.
A palavra.
A escrita.
A voz.
O silêncio.
Amor, sempre o amor...
Que floresce em qualquer estação.
Que floresce dentro da gente, e como um sol nos aquece.
Pelos caminhos vá espalhando coisinhas boas, e quem precisar com certeza há de sua porção pegar.
Pode ser fé.
Esperança.
Paciência.
Perseverança.
Ânimo.
Coragem.
Alegria.
Por onde nossos pés caminhem, leve sempre essas coisinhas...
É como um médico e sua maleta.
No nosso caso, são sentimentos guardados no coração.
E se alguém precisar, a gente abre o coração e envia com emoção tais coisinhas.
Pra nós, às vezes é pouco.
Mas para quem recebe é tesouro.
Tão bom ser do bem.
Ser gratidão.
Ser sorriso mesmo quando nós é que precisamos de um.
Ser á qualquer tempo, lugar ou estação...
Amor que inspira.
Amor que acolhe.
Amor que ouve.
Amor que entrelaça as mãos.
