Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
"Poesias não são apenas versos em rima
poesia é sentimento
poesia são palavras expressivas
Que descrevem dores de uma vida
ou até de momento.
Poesia é conforto
para quem não consegue falar Diretamente
O que sente.
poesia são como músicas, te fazem Ser, sentir, ou entender sua própria mente.
poesia são declarações de amor
São paixões inesquecíveis
é tudo aquilo que o tempo nunca
curou..."
O Pintor de poesias
Assemelha-se o poeta,
A um jeitoso pintor,
Que após desenhar a reta,
Faz um quadro de valor.
Enquanto o dotado artista
Pinta as cores de uma flor,
O hábil e audaz lirista
Acha a alegria na dor.
Imagens a tinta escreve
E a palavra pinta rima;
Mesmo um feito muito breve
Torna-se única obra-prima.
Risca, pincela, sombreia
Às letras mortas, aviva.
Zela, contenta, anima
Ao bom descanso convida.
Pensa, avalia, medita,
Às cores mortas, alegra.
Rima, argumenta, versa
À bela arte invita.
É o pintor de poesias
E o poeta de afrescos.
O feitor das alegrias
E dos autos principescos.
Vinde à agradável arte
Do espírito eloquente.
E pintai seu estandarte
Adornado belamente.
Para compor belas poesias não precisamos de muito, basta observar a natureza, e verás caneta e papel à mesa.
Registrar o dom da vida e as exuberância da criação, deixar fluir as letras, as que jorram de um agradecido coração.
Desejo que as inspirações convertidas em versos e poesias apresentadas nesta obra pioneira nos provoquem tão variadas reações, motivem a leitura, a reflexão e produções artísticas como expressão dos sentimentos favoráveis e antagônicos inter e entre si, envolvendo-nos no mesmo vento em que, como bem traduzido por Luiz Fernando Veríssimo “Os tristes acham que o vento geme, os alegres acham que ele canta”, em razão nossos diferentes estilos e subjetividades.
Trecho do prefácio do e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"
''Minhas poesias me soam como palavras alheias
Impregnadas de conselhos coesos
Que invadem o meu corpo pelas veias,
Ocupam o meu cérebro e exigem que ele as leia,
Minhas poesias são consolo para mim mesmo''.
TEXTO::
Cuida de mim.
Dos meus olhos vermelhos
Da minha pele branca
Dos meus castelos decaídos.
Cuida de mim
Da minha paz bagunçada
das minhas letras tortas
dos meus porquês sem sentidos
Cuida de mim
da minha alma que chora
do meu corpo que dói
da minha fala que cala
do meu amor que desfalece
Cuida de mim
do que restou de mim
do que restou de nós
Pra esse dia acabar bem vou me embriagar com suas lembranças sem culpas.
Ele diz que eu tenho o coração dele, mas seu amor é o bandido da história. Esse está perdido.
Me desculpe se não fui e não sou tua é que o acaso nos traiu.
Me pega no colo. Me dê as rosas e teu sorriso. Me protege num abraço. Me ama devagarinho. Me faça tão sua como jamais fui de um outro alguém.
Eu queria me deitar. Mas queria um pouco mais. Queria teu corpo pra me cobrir. Tua boca pra me beijar. E teu amor pra me visitar e e me tomar inteira, inteira como sempre fui. Com você.
Tínhamos sonhos feito de chocolate. Saboreavamos só de vez enquando com medo da opinião alheia. Chocolate bom derretia e jogávamos fora. E quando sentíamos vontades dos sonhos, tomávamos chá pra esquecer o que realmente queríamos para nos completar. Chocolate!
Me sinto liberta, mas dói. Tu não faz parte da minha liberdade e sim da parte em mim que inflama e não cura mais.
Teus olhos nos meus e mil poesias pra te descrever e mais mil sonhos pra te sonhar e um tantao de amor pra te amar pra sempre.
Quando o homem realmente tem uma mulher. Esse ter de verdade mesmo. Ele passa a temer o tempo. E tem muito medo até da morte. Prefere se sentir vivo todos os dias nos braços dessa preciosidade.
Quisera morar no teu sorriso. Embaixo da tua pele. Nas dobrinhas da sua bochecha. Quisera lhe tocar as mãos e alcançar seu coração. Correr livre no teu sangue. Escapar da sua boca num beijo. Abraçar teu corpo quente. Entrar no seu campo. Na sua áurea. Ser parte tua de vez. Me fazer tua de verdade.
Quisera te sonhar acordada com você velando meu amor e mais nada.
Só dói...
Hoje só dói...
Hoje não sei de mais nada seu...
Onde está? Com quem está? O que faz?
Se está feliz?
Hoje já não sou nada pra você...
Hoje ninguém se importa mais...
Não existe mais nós dois...
Só existe nas minhas lembranças..
E eu insisto em lembrar só das boas...
Não sei pq as ruins nem passam na minha mente... Elas foram apagadas.. E eu nem porque...
Eu nem nem porque tudo isso aconteceu...
Hoje eu abri o filtro dos sonhos e meu sonho era abrir em Londres com vc...
Só lembro de vc quando vejo e escuto Londres...
Virou uma palavra proibida pra mim...
Porque dói...
Eram nossos sonhos juntos...
Era uma esperança...
E hoje só dói...
Só dói....
Depois de mais de meio século reverenciando a Suprema Corte do meu Brasil passei a me sentir um idiota, após perceber que de Suprema ela nada tem e que não é digna do meu menor respeito, visto que, seus membros usam o poder e o potencial de suas mentes para lambuzar a Justiça em detrimento da sociedade.
Amanheci Em Nós
Decaindo
Em décadas
Em tempos
De você me lembro
No século
No segundo
Que levantou poesia...
Com poética nos entendemos
De cada passo no tempo
No sopro
Na chuva
No Caos
De tudo isso se basta
No bastante decímetro
De espaço
De laços
De nós.
Em um
Att; Aurora N. Serra de Mendonça
Devido a todos os acontecimentos do século XX, podemos equipará-lo ao jogo de “Campo minado”, visto que, no jogo, existem diversos “quadrados vazios”, outros com “bombas” e uns com “minas”. Analogamente, observando as ocorrências do referido século, podemos assemelhar esses “quadrados”, respectivamente, aos anos e aos acontecimentos que marcaram esse período histórico. Os “quadrados vazios” podem ser compreendidos como sentimento de alienação social, angústias, desprazeres, fome, solidão e perdas. O “quadrado das bombas” pode ser assimilado pelo período das duas grandes guerras mundiais- conflito bélico de grandes proporções que envolveu um grande número de nações e países de distintos continentes-, quando, literalmente, houve incontáveis mortes provocadas pelas “bombas” provenientes dessas guerras.
Por último, “as minas” podem ser depreendidas como as conquistas sociais, avanço no campo tecnocientífico, justiça e liberdade de pensamento.Em suma, esse período histórico pode ser resumido em um único “período”: momento das belicosas mortes e das infelicidades.
A SERIEMA
Falam que a seriema, quando desata
O seu canto, no cerrado ali tranquilo
A viola do roceiro, chora, a segui-lo
Roncando esmorecimento pela mata
O retinir, longo, tal um sino de prata
Quando soa, longe, se pode ouvi-lo
Num tal solfejo, em aguda sonata
De um aristocrático canoro estilo
Quando a cantata, ressoa amolada
No coração do sertão, bem fundo
A saudade dói, e no peito faz morada
E o que mais neste canto se espanta
É que o canto de apenas um segundo
Na alma do sertanejo se agiganta...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2020/agosto, Triângulo Mineiro
Muitos são os que falam sobre o amor,
Muitos são os que dizem como o amor deve ser,
Muitos são os que insistem em fazer do amor uma prisão,
Mas são poucos os que realmente sabem amar.
Bendito os que semeiam o amor
Que distribuem carinho
Que falam com o olhar
Que deixam o outro brilhar
Que fazem a diferença com uma palavra apenas
Que carregam a bondade em cada gesto
Que transmitem segurança num aperto de mãos
Que fazem de um abraço um gesto de paz
Que nas mãos trazem afogos para quem anda sozinho
Que na bondade encontram razão para sorrir
Que fazem do aprender razão para seguir
Que encontrar na dor uma nova esperança
Que sabem que felicidade é modo de viajar
Que na fé encontram razão para viver
Que descobre no amor a essência para existir
Bendito os que andam na verdade
Que vivem e ensinam a retidão do caráter
Que carregam na alma, luz, amabilidade e ternura
Bendito os que podem sem arrogância ensinar
Aut: Mery de Almeida
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Demônios
Suas cicatrizes falam, elas contam sua história.
Um belo poema de amor e ódio seu passado demoníaco está marcado nesses cortes em você, que gritam sobre as lembranças mais assustadoras da sua cabeça.
Demônios mentais fazem você pensar que tudo está perdido e às vezes até imaginar, Como está viva? Como está falando? E a resposta é, não sabemos nem eu, nem você.
Essa é sua vida, se marcar de desgraças e contá-las nos mais belos poemas e contos.
E essa foi a saída que você encontrou para não ter que sair dessa vida, afinal, não há um artista neste mundo que nunca se quer
exorcizou um de seus demônios em alguma de suas obras…
Na vida precisamos lutar por aquilo que acreditamos, dar o melhor de nós e por aqueles que amamos. Desistir Jamais!
Sentimos saudades de nossas poesias, imagens e canções.
Nada é físico, nada é concreto, mas tudo parece ser completo, tamanha a sinergia, esta que se recria a cada mensagem, que se faz brasa acesa, combustível e calmaria na lida do dia a dia...
Pensei em escrever porque alguém me perguntou:
“Cadê suas poesias? Tem escrito?”
A resposta veio assim:
Nem todo dia tem poesia.
Tem dia que amanhece seco,
sem metáforas, sem rima, sem vontade.
Tem prosa crua,
comunicado de despejo,
recado na geladeira,
mensagem não lida.
Tem carta escrita às pressas
só pra não dizer que ficou calado.
Palavras que se alinham não pra explicar,
mas pra confundir, provocar, desarrumar.
Nem todo dia tem bons pensamentos.
Tem dia em que o peito pesa,
e os sonhos dormem mais do que a gente.
Tem vontade de sumir,
e tem lembrança que insiste em ficar.
Tem o corpo presente e a alma ausente.
Tem desejo partido,
tem carta de amor rasgada antes de ser enviada.
Tem dia que tem só o silêncio —
mas é um silêncio cheio de barulho por dentro.
Tem dia que o mundo cala,
e mesmo assim, a palavra teima em transbordar.
Sai pelos olhos,
escorre na pele,
explode no papel.
E é nessa bagunça que, às vezes,
sem querer, a poesia volta a acontecer.
Concurso de trovas & poesias em geral
(vencedora em Taubaté - 2004)
Poesias & Trovas
*
Muitas vezes fico mudo,
sentindo dentro esta mágoa
que a água é que lava tudo,
e todos sujam a água.
Cipotânea é a lembrança
de meus tempos de menino,
um passado de esperança
no presente me sorrindo.
Não temo erros, nem enganos,
e, se os houver, Deus perdoa!
Nos meus avançados anos
eu só penso cousas boas.
Dom Antonio Afonso de Miranda
filho de José Afonso dos Reis e de Maria das Dores Miranda nasceu em Cipotânea/MG. Bispo Emérito, domiciliado em Taubaté/SP, com participações em concursos de trovas e de poesias em geral.
