Poesias que Falam de Amor do Seculo Xix
minha vida hoje parece ser um barco no meio do mar após uma terrível tempestade que passou, e nessa metáfora estou seguro dentro do barco após a calmaria, mas o fato de ainda esta no meio do mar me assustar, pois olho para o horizonte e só vejo as expansões das águas e me pergunto será que vou conseguir enxergar terra firme? Nessa situação de sobrevivência às vezes o mais fácil parece ser pular do barco e me afundar nas águas até meu fim, mas isso significaria desistir da minha vida meus projetos e fé, pois ainda tem a terra firme para chegar eu só não a vejo ainda
Contemplar o belo é coexistir entre o simples e o espetaculoso através de um olhar que te leva à intensa e pura elevação da alma
A vida não é como nos filmes. Embora, a vida inteira, todos conspirem para lhe dizer que é assim... seus pais, professores, pastores... todo mundo! Dizem que sonhos se realizam, o bem vence o mal e as pessoas vivem felizes para sempre! Toda essa bobagem! Até que um dia você acorda e percebe que a sua vida deveria ter sido diferente. No meio do caminho você se perdeu e, quando percebe, os anos se passaram, já é tarde demais! Corremos atrás de coisas e desperdiçamos as pessoas... a vida passa... a vida é gasta.
Às vezes, temos feridas que nunca cicatrizaram. Vivemos tanto tempo com elas que já nem nos damos conta que estão ali. A dor tem raízes profundas... a única maneira de arrancá-la é perdoar quem a causou e também perdoar a si mesmo. Do contrário, ambos viverão atormentados.
Ela representava tudo o que ele ansiava e temia ao mesmo tempo: a promessa de paixão ardente e a ameaça de sofrimento inevitável. Cada olhar trocado era um convite para um mundo desconhecido, uma jornada tumultuada através dos labirintos do desejo e da vulnerabilidade.
A saudade que sinto de você ecoa como uma melodia suave, mas constante, em minha alma. À medida que o tempo passa, esse desejo de estar ao seu lado só se intensifica, alimentado pela esperança firme de que, de alguma forma, estamos conectados por esse fio vermelho invisível do destino. Cada momento que vivemos juntos, cada risada e cada olhar, são pérolas que eu guardo no fio da nossa história. Apesar da distância que agora nos separa, mantenho a crença inabalável de que nosso fio é forte, capaz de resistir a qualquer emaranhado ou estiramento. No fundo, sei que, não importa os obstáculos ou o tempo que leve, estamos destinados a nos reencontrar, a nos reconectar. A esperança de ver você novamente não é apenas um consolo, mas um farol que guia meu coração de volta para você, sempre.
Eu me enganei profundamente... imaginei que poderia sorrir e seguir adiante, fingindo que o destino se inclinaria a meu favor. Tracei um plano: almejava metamorfosear meu ser. Abraçar a existência como um ser renovado. Alguém destituído de passado. Desprovido da dor de quem viveu. Mas, a realidade se revela implacável. Os infortúnios persistem, perseguem-nos. Impossível escapar-lhes, por mais que se deseje. Resta-nos tão somente nos preparar para o bem-vindo, para que, ao chegar, o recebamos de braços abertos, pois dele necessitamos... Eu necessito.
Sonhando acordado, vejo-te em cada instante, como uma visão que torna meus dias mais belos. A inspiração que me levou a escrever aquele poema é a mesma que agora me faz desejar adormecer, para encontrar-te também nos meus sonhos. No silêncio da noite, espero sentir tua presença, como uma doce lembrança que se materializa na minha mente. És a musa que enfeita meus pensamentos e a estrela que desejo alcançar quando meus olhos se fecham. Boa noite, minha inspiração. Que possamos nos encontrar nos sonhos e fazer desse encontro algo eterno.
Ela é a força que me mantém de pé quando o mundo tenta me derrubar, mas também é a fraqueza que me faz tremer só de ouvir seu nome. Ela é o calor que aquece minhas madrugadas frias e o abismo para onde me lanço sem medo, mesmo sabendo que posso não voltar. Nos seus olhos encontro a paz que procuro e o caos que temo, e em seu abraço descubro que não há fuga possível, porque eu não quero fugir. Ela é minha vitória e minha derrota, minha cura e minha ferida, o paraíso e o exílio em que escolhi viver. E, apesar de tudo... ou por causa de tudo... ela é, e sempre será, o meu amor.
Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.
Mesmo sem me conhecer por inteira, parece que você me entende como ninguém. Há algo em tua presença que traduz minhas dores em silêncio e meus sentimentos em palavras. Em uma única tarde e noite, nos revelamos mais do que muitos que convivem por anos, como se nossas almas já tivessem se reconhecido em algum sonho antigo. Você é doce como mel, mas também mortal como veneno; cruel na intensidade, belo no enigma... Um paradoxo que me fascina e ao qual, inevitavelmente, me rendo.
Se é isso que o teu coração escolheu, eu aceito em silêncio, ainda que doa. Perante Deus, que conhece cada batida do meu coração e cada amor que ali habita, peço apenas que a tua vida seja repleta de luz, sorrisos e paz. Que a felicidade te abrace de tal forma que não reste espaço sequer para a lembrança do que fomos. E mesmo que a minha ausência se dissolva no tempo, que a tua alegria seja eterna— pois amar, às vezes, também é saber partir em silêncio e desejar, do fundo da alma, que o outro seja feliz... ainda que longe de nós.
Não tenho, e justamente por não ter é que desejo... É a falta que me move, é a ausência que me consome e dá forma ao meu querer. Se eu tivesse, talvez o amor adormecesse na segurança da posse; mas é no vazio que ele se acende, como chama teimosa em meio à noite. Amar, para mim, é isso: sentir a ferida aberta da falta e, ainda assim, agradecer por ela, porque é dela que brota o fogo do meu desejo.
Cada escolha é uma renúncia, e em cada renúncia nasce um vazio que, paradoxalmente, alimenta o desejo. É naquilo que me falta que encontro a intensidade do que quero; é no que deixo para trás que descubro o peso do que realmente importa. Afinal, amar é também aceitar que não se pode ter tudo... e ainda assim seguir escolhendo, mesmo quando a ausência grita mais alto que a presença.
A fantasia é o refúgio silencioso onde meu desejo encontra abrigo. É ali que a falta se transforma em chama, que a ausência se curva diante da imaginação e que o impossível toca o possível. Nela, consigo conciliar a urgência de querer com a renúncia que a vida exige, e cada pulsão encontra sua expressão sem se perder na frustração. É nesse espaço íntimo e secreto que meu amor pulsa com intensidade, mesmo quando a realidade insiste em colocar limites, porque é justamente a tensão entre ausência e desejo que me faz sentir vivo.
Ela é meu delírio, a fronteira tênue entre a lucidez e a loucura. Quando penso nela, minha mente tenta ser racional, mas meu coração sempre escolhe se perder nesse abismo doce que só o amor é capaz de criar. Ela é o caos que dá sentido à minha ordem, o risco que colore minha rotina, o sopro que me arranca da monotonia e me devolve à vertigem de sentir. Entre a sanidade que me prende e a loucura que me liberta, é nela que encontro o lugar onde realmente existo.
Sei que parte de nós sempre ficará suspensa no ar, como fagulhas que nunca se apagam por completo. Mas aceitar o fim não é negar o que vivemos... é, na verdade, reconhecer que nossa história foi magia rara, única, impossível de ser repetida.
No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.
Na saudade, a intensidade distorce o tempo: basta um segundo de ausência para que eu me perca em eternidades. O vazio entre nós cresce em silêncio, e só sua presença é capaz de devolver leveza ao relógio da minha alma.
A vida é curta, a vida é triste, a vida é cheia de dor… Mas talvez seja exatamente nessa imperfeição que resida a sua beleza. É a consciência da finitude que nos convida à profundidade, é a experiência da dor que desperta a compaixão, é o peso da tristeza que dá sentido à alegria. Esta é a chance de compreender que, mesmo em meio ao efêmero, podemos tocar o eterno.
