Poesias para um Futuro Papai
O HOJE
Aprendi que a ignorância...
Não é dor...
Mas sim , um estado pior...
Vives as certezas do errado...
Dum mundo escuro e apagado...
Do incerto que te orgulhas...
Do engano disfarçado...
A sombra te segue e seguirá...
Mesmo como sol apagado...
Carregas as dúvidas que alimentaste...
A fome que ordenaste...
Faltou o espelho,que nunca olhaste...
A humildade que recusaste...
Preferindo a Hipocrisia...
Mas Alguém, que não tu...
Te levará..num minuto ,hora ou dia.
" TALVEZ "
Talvez haja um segredo em tudo isto
que nos conduz a alma pela vida!
Talvez uma magia concedida
sei lá no quê, pois nunca fez-se visto!
Vai ver, talvez, sequer tenha medida
nem forma, já que nunca foi previsto!
E penso que, talvez, tudo que alisto
nem perto chegue à lógica exigida.
Feitiço? Vai saber… Por natural,
não há explicação conceitual
pra tudo o que, sem causa, aqui se fez…
Diria que o amor seja o segredo
que traça nossas almas nesse enredo
até que o aprendamos, pois! Talvez!
Depois de anos de um sono profundo, acordei
E quando pensei maravilhado que veria os campos verdejantes no que havia sonhado
A vida, caminhando em meio as estrelas, me presenteou com a imagem dela
Seu perfume vibrava em mim como todas as respostas que pedi
Ela não só sorria como toda aquela energia para mim
Era o mundo inteiro esperando ela sair do calabouço escuro que ela se escondia
Todas essas pessoas esperavam como a um cometa cintilante a volta daquela mulher
E não esperavam sós… ela sabia de tudo… o plano que não tinha dado certo, e todos os testes eram antes
Onde o caos era só um espelho mal polido
Onde o reflexo da sua luz tremia, mas nunca se perdia
O mundo a queria inteira, mas ela voltava em pedaços de fogo
Cada centelha era um renascimento, cada lágrima um novo acordo
Caminhou descalça entre entre escombros do passado, daquilo que ela chamava de destino, ou aprendizado
Com as mãos abertas, como quem já não teme o divino
Porque ela era o próprio milagre — o improvável vestido de coragem
E no silêncio que antes a calava, agora ecoava a sua verdade
As estrelas se ajeitaram no céu pra vê-la passar
E mesmo o tempo, que tudo julga, teve que se calar
Pois ali ia ela, não mais prisioneira da dor
Mas soberana de si mesma, feita de sombra e flor
E eu, apenas testemunha daquele clarão inesperado
Soube enfim: meu sono era só espera
Pra vê-la surgir, e com um olhar, mudar meu mundo.
" NÃO DEVO "
Queria, mas não devo! Mas, queria!
Parece um bom partido pra paixão
pois mexe co'a libido e a emoção
a despertar-me o sonho e a fantasia!
Meu medo é quando acaba a ilusão
e nada fez-se como deveria…
Termina o sonho, o encanto, até a magia
e nada foi igual a previsão.
Porém, desta distância, me fascina
e a tentação me cerca em cada esquina
junto ao desejo de provar-lhe o gosto…
Não devo, mas queria! Bem assim…
E, na vontade que não tem mais fim,
desejo esse desejo ali disposto!
Se a consciência é um espelho,
então o ‘eu’ é apenas o reflexo daquilo que escolho acreditar.
Talvez uma construção.
Talvez ilusão.
Talvez nenhuma das duas.
Mas uma coisa é certa:
andamos todos no mesmo barco —
cada qual guiado pela sua única verdade.
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
O amor verdadeiro é um laço profundo, essencial nos dias de hoje, onde muitos relacionamentos são descartáveis. A fidelidade vai além da traição; é um compromisso emocional. O respeito é reconhecer a individualidade do outro, enquanto a compreensão abre caminhos para a empatia.
Construir uma relação sólida exige esforço e dedicação. É preciso abandonar a superficialidade e investir no crescimento mútuo, enfrentando desafios juntos. O amor é coragem, uma escolha consciente de cuidar e cultivar. Que busquemos esse amor profundo, que respeita, compreende e constrói. Esse é o amor que realmente vale a pena.
Raphael Denizart
25 de Abril 🌹
Dia da liberdade, um dia marcante para todos nós pela positiva, eu sou de signo Leão ♌ e nasci no Ano da Revolução.
Passei muitos anos difíceis ao longo da minha caminhada 🥾 hoje me sinto renovada, com um interior mais leve mas acima de tudo mais confiante para seguir a minha jornada com tranquilidade e Paz.
Sejamos sempre muito felizes e façamos alguém feliz 🤗 😘
Quando o homem consegue transformar sopro e luz em palavras eternas, certamente teremos um livro de tirar o fôlego.
"Vivemos um tempo em que o papel do professor vem sendo desvalorizado não apenas pelas instituições, mas também, e de forma alarmante, por pais e responsáveis. Houve uma inversão de valores gritante: antes, o professor era autoridade e referência de respeito. Os pais, ao ouvirem que seus filhos haviam cometido algum erro, diziam com firmeza: “Se meu filho errou, pode corrigir”. Hoje, a cena se repete, mas invertida — o aluno desrespeita, o professor tenta intervir, e os pais correm para a escola não para ouvir, mas para confrontar.
Essa nova postura, onde o professor se vê acuado e o aluno é blindado de toda e qualquer consequência, gera uma geração de jovens sem limites, sem noção de responsabilidade e com uma perigosa sensação de impunidade. Quando os pais se tornam "amiguinhos" dos filhos, esquecem que educar é impor limites, e que amar não é sempre dizer sim. Ao protegerem seus filhos a qualquer custo, inclusive quando estão errados, contribuem diretamente para a desautorização do professor e, em muitos casos, alimentam um ambiente de violência psicológica — e até física — contra esses profissionais.
Essa inversão não apenas compromete a educação, como corrói os pilares da convivência social. O professor, desrespeitado, desmotivado e desprotegido, acaba por se afastar da missão de educar com paixão e firmeza. E sem professores respeitados, não há futuro digno para uma nação."
Carrego o peso de um céu distante,
onde até os anjos hesitam em me acolher.
Na terra, caminho entre sombras e feras,
sem medo do que rasteja, sem tremor diante do mal.
Meu temor é apenas um:
não encontrar abrigo nem na luz, nem no abismo.
Ser um lobo sem matilha,
um espírito solto, entre a guerra e o silêncio.
Deus predestinou um povo para ser a sua Igreja
Antes da fundação do mundo ele traça o seu destino.
Série Linhagem Espiritual
Predestinação
Mais um dia no metrô
Sonhos destruídos
Sorrisos falsos
Todos seguem a largos passos
Pelo capitalismo, são consumidos
Todos carregam consigo seus celulares
Saem extremamente cedo de seus lares
Em busca de uma quantia para sobreviver
Sonham pelo dia que poderão viver
Drogados às centenas, aos milhares, aos milhões!
Imploram por uma nota
Enquanto burgueses colocam, no poder, mais um patriota
Controlam todas as ações
Chegam em casa depois de um turno pesado
Dormem pensando em como irão pagar o mercado
Sentem saldade da simplicidade da infância
Se arrependem de não ter lhe dado a devida importância
Tentam, no subúrbio, achar uma salvação
Recorrem a igreja em busca de uma proteção
Nela, encontram esperança
Tentam e batalham, até que cansa
E assim segue o mundo
Alguns estão no segundo
Implorando por um salário mínimo
Enquanto os do primeiro
Se esbaldam no dinheiro
E seguem comprando, aproveitando a vida ao máximo
Parada de trem
Eu espero um trem
Não sei que hora ele passa
Desse trem, eu sou refém
Sinto que estou esperando uma farsa
Porém, eu quero prosseguir
Quero, no meu destino chegar, conseguir
Mesmo que todos me digam que não
Até mesmo o maquinista diz que não há salvação
Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente
Ali fico, horas, dias, meses...
Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente
Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses
Ainda sim, teimo em não ver a razão
Afinal, que coisa mais desnecessária
Preciso apenas seguir meu coração
É apenas uma incerteza temporária
Após muitos meses, vejo o trem no horizonte
O vejo a alta velocidade, pelo monte
Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho
Eu perco completamente meu brilho
O trem, corre em minha direção
A maquinista nem tenta frear
Embriagada, ela fala: "Acho que não"
Ela diz, antes de me atropelar
"Um momento de reflexão sobre a vida"
Boa noite é mais do que uma saudação. É um instante de transição entre as ações do dia e o merecido repouso da alma. É o momento em que o silêncio se torna um convite à introspecção, e a mente repousa no colo da consciência, permitindo-nos refletir sobre a vida e os passos que demos ao longo do dia. Também é uma oportunidade de preparar o espírito para o que virá.
Quando olhamos para a vida como um todo, percebemos que ela é composta por inúmeros instantes como este — momentos de passagem entre fases, ciclos e sentimentos. Cada transição carrega em si a semente da transformação, e cabe a nós extrair dela o que há de mais valioso.
A vida não segue uma linha reta, tampouco um roteiro previsível. É feita de curvas, altos e baixos, risos e lágrimas, vitórias e tropeços. E é justamente nesse emaranhado de emoções que aprendemos a crescer, a ressignificar, a nos tornarmos melhores.
Ao desejarmos uma boa noite a alguém, não oferecemos apenas descanso. Desejamos serenidade, lucidez e a chance de um novo despertar. Que a noite traga calma ao coração e prepare o corpo e a mente para mais um dia de desafios, conquistas e esperanças.
Em essência, a vida é feita desses pequenos grandes momentos: pausas que nos permitem respirar, refletir e seguir em frente com mais sabedoria. Que saibamos honrar cada um deles com consciência e gratidão.
"Eu a amo como jamais um homem amou uma mulher, amo a tão certo como o nascer do sol e tão sincero como risada de criança.
A cada momento penso cada vez mais e mais no grande momento quando te ver de novo e uma lágrima de felicidade mais uma vez escorrer."
Espero que você receba esse novo ciclo com um belo golpe FOREHAND ou BACKHAND para rebater qualquer desiluminado que aparecer.
Que você SAQUE esse novo inicio com boas risadas junto a pessoas que lê querem bem e quando aparecer aqueles dias cinzentos que tudo parece dar errado, você consiga enxergar e devolver no LOB até achar um belo de um SLICE ou até mesmo um VOLEIO pra mudar a direção dessa história… e assim achar aquele momento certo pra atacar com um belo golpe de SMASH, sem oportunidades de retorno!!!!
Caso hoje apareça um amigo com um grande engradado de cerveja você deguste cada gole como se fosse um DROPSHOT para descer devagar e redondo para sentir aquela sensação espetacular de estar rodeado somente de pessoas que lhe querem bem.
Desejo que recebas muitos GANCHOS de abraços apertados!! Tudo de bom sempre, com preferência sempre em cima de um pódio.
Dayana...
Enquanto você almoça, descansa, talvez ajeita o cabelo ou fecha os olhos por um instante…
Eu só consigo pensar em como seria te ter aqui agora, no colo, no meio dessa pausa.
Meu corpo te sentindo devagar, como se cada toque fosse uma refeição que eu devoro sem pressa.
Te puxaria pela cintura, te encaixaria no meu peito…
E minha boca começaria no teu pescoço, subindo, descendo, descobrindo teu sabor com a fome de quem esperou demais.
Porque, pra ser sincero…
Tem horas que meu apetite não é por comida.
É por ti.
Por teus suspiros abafados.
Por tuas mãos se perdendo nas minhas costas.
Por tua pele arrepiando com um sussurro meu no teu ouvido:
‘Você não faz ideia do quanto eu te quero.’
E eu não sei o que você sente aí agora…
Mas se tua respiração ficou um pouco mais pesada, se teu corpo reagiu sem explicação…
É porque teu desejo também me reconhece.
Mesmo sem nunca ter me tocado.
Através de um sonho
o universo me levou até você.
E você, cheia de encanto e poesia,
desnudou tua alma e pensamentos
num encontro mágico e envolvente
que se torna a cada dia mais intenso,
e que eu desejo fortemente
que nunca chegue ao fim.
Til
No til não há pressa.
Também não há urgência.
É um sinal menor,
mas que carrega pão,
mãe,
irmão.
Sem ele, o mundo seria mais seco.
Seria são demais.
Seria não.
Til é curva que não encurva.
É nariz da língua,
sorriso discreto no rosto da letra.
Ninguém repara —
até que falta.
E quando falta,
tudo desafina.
Poderíamos viver sem ele?
Claro.
Como se vive sem o silêncio.
Mas é no til que a fala respira.
E a palavra se lembra de ser palavra.
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