Poesias Infantis Primavera
Anunciam-se escritos no universo,
- Versos intimistas
De uma primavera que não cessa;
Tens no colo a tua pantera,
Celebrando o amor da primavera anunciada.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
É tarde de Primavera, e cá estou,
Carrego um coração que insiste,
Um coração que jamais desiste,
Que por amor sempre persiste...
É tarde de Primavera, e lá vou eu
Recitadora de versos que abalam,
Dona dos poemas que te tocam,
Que por amor jamais se sufocam ...
É tarde de Primavera, e cá estou,
Respirando os aromas doces dos florais,
Embalando os nossos detalhes fundamentais,
Que por amor traça caminhos transcendentais...
É tarde de Primavera, e lá vou eu
Trovadora do amor, que sempre insiste;
Dona da esperança que não desiste,
Que por teu amor, enfrenta tudo - persiste.
Chegou a hora de celebrar o amor:
É Primavera Austral, tu bem sabes,
És dono dos meus versos mais audazes.
Não buscamos poesias elementares,
O amor surgiu com versos estelares
Para saborear nos teus beijos os bons mates.
Versos que te trouxeram para mim,
Versos que plantaram florescências
E mostraram todas as evidências
De um amor que existia antes de chegar.
Ele só esperava a primavera anunciar,
Quero só você acariciar e me deliciar.
Fascinadora poesia do Sul,
Que faz do mundo dulcíssimo e bem mais azul,
Encantadora de corpos ainda distantes,
Sei que seremos bem mais do que bom amantes,
Temos um sonho de amor muito mais imponente
Do que um brilhante.
A Primavera Austral nos fará bem
Mais aproximados,
Ela que é exaltadora dos campos gerais
E dos campos cerrados.
Cupidamente ela nos transformou
Em ternos namorados
- perdidamente apaixonados-.
Temos segredos a serem desvendados...
Esperando você chegar com a primavera
E subindo em direção à serra
A mente girando feito um carrousel
Aonde foi o meu coração e todo o seu mel?
Imagino-te com a doce entrega...
Nasceu um manso regato
Sou água cristalina
Brotou em Santa Catarina
O mais belo verso intimista
Você está sendo esperado, o mel está guardado
Quero que sejas todo meu - namorado
O coração vai dando tom com as batidas
Admirando a revoada das cotovias
O teu amor aqui está enfeitiçado...
Lá no alto da serra
Estou a tua espera
Que venhas, logo!
O teu amor e a primavera.
O teu jeitinho da terra
Empolga de alegria
Amo esse teu jeito macio
No fundo você é um menino
Eu te vejo no meio das araucárias
Sei que é coisa imaginária
O coração sempre sonha
Que o amor não seja orbe lendária,
As estrelas serão as nossas luminárias...
A primavera está se aproximando plena,
E trazendo a sabedoria em primazia;
Pertencemos a nós dois, e está escrita
- a nossa poesia serena -
Nos mais altos dos céus.
Os meus olhos se perderam por um tempo,
Enfim, puder ver que tudo era escuridão;
Só que o amor trouxe o clarão:
Descobri que te quero é no meu coração,
És todo o meu chão...
Como bem sabes, e eu também sei
Que o amor é primavera que não passa;
O amor é a alma de toda a revolução
- escrevendo a nossa canção -
Decidi esperar por nosso amor, então.
Quem ama traz consigo uma constelação,
Nunca abandona o estado de oração,
Vive intensamente a emoção
- respira só paixão -
E se entrega de coração.
A primavera virá
Entre o rio e o mar,
Quero te encontrar.
Sob o teu olhar,
Olhos negros
Dominantes,
Par de maçãs
Brilhantes,
Doce por ansiar
Os teus beijos;
Assim desejo
Os alucinantes!
Ventos do deserto
Hão de me levar
Para bem perto.
A sedução fluirá
Além do tempo,
Ela florescerá.
Porque te amarei
Com as mãos,
Assim amarrarei
Com as pernas,
Para não haver
A tua escapatória.
Paixão que escraviza
Solta com o aroma,
Assim se cumpre
Na pele do amado,
Que se envereda,
Nos cabelos da amada;
Poema sobrenatural,
Feito de sonho,
Canção premonitória.
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
E o coração em silêncio
repleto de delicadeza
embala uma primavera
que não tem mais
como ocultar do mundo,
ele assume desinibido
que por ti espera.
Existe a Primavera
como estação,
e a total Primavera
de mais de um coração.
É da segunda que estou
falando que ainda
sem data é a La Sagra
que estou esperando.
O Folk Trentino nunca
parou de estar sempre
para ela se preparando.
Como a guardiã da poesia
desta Cidade de Rodeio
nunca deixei de embalar no peito.
NA PRIMAVERA AINDA EXISTEM FLORES,NO JARDIM DA VIDA EXISTE AMOR !
Giberto Braga.
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Se desejamos e queremos colher flores,
primeiro é preciso cuidar do jardim,
não basta jogar a semente,
é preciso arar,revirar, adubar,
para ai sim semear...
Assim é a vida e o amor,
nada começa por acaso, no jardim das nossas vidas,
é claro que as flores que cem com espinho,
é para no lembrar sempre,
que para viver a primavera perfumada e colorida,
as vezes precisamos sentir dor,
a dor que perfura ,como espinho, a nossa alma,
trazendo a aridez da solidão,
mas essaa mesma dor, traz a colheita da alegria ,
e a beleza da felicidade num coração.
Não basta jogar um semente,
tem que cuidar todos os dias com amor e carinho,
e ver a plantinha do amor crescer lentamente e ter paciência,
pois é assim que funciona..
quem semeia a semente da bondade e da felicidade,
colhe amor em forma de flor,
e cuida do jardim perfumado do amor !
Assim como as rosas, o amor também tem seus espinhos...
doi, machuca as vezes, mas sempre queremos colher !
Poema - Primavera
Problemas todo mundo tem
Mas as vezes como um trem
Passa por cima
Atropelando o autoestima
Nos deixando para baixo
Depressão, eu acho
A noite vem
A tristeza também
Mudando só a data
Talvez a madrugada
Seja para pensar
Junto com a chuva, lágrimas derramará.
A alegria vem pela manhã
Tipo uma van
De passagem
Deve ser aprendizagem
São nos momentos difíceis
Que nos tornamos incríveis
A tempestade vai passar
O sol vai bilhar
A chegada da primavera
Abro a janela
Vejo tudo florescer
Motivações para viver.
A tempestade vai passar
O sol vai bilhar
A chegada da primavera
Abro a janela
Vejo tudo florescer
Motivações para viver.
No dia em que chegaste, primavera
Trouxeste consigo teus irmãos
Maior fosse tua família
traria juntos pais e irmãs
Amanhã, já ninguém se lembra
Que ontem foi mudança de Estação
As folhas já nem sabem mais
Qual é seu tempo certo de cair
Num mesmo dia vem aqui todos vocês
Não existe mais prevalecência
de um irmão sobre os outros três
Eu fico aqui, coberto de descrença
Sem saber dizer ao certo
Quando era mesmo que floresciam os Ipês
Alguém me disse, quase com certeza
não haver mais a antiga beleza
Que gerava as festas das Mudanças de estação
Pois o ano inteiro parece ser um só Verão
Não há mais chuvas finas
Flores, borboletas, abelhas e pássaros
Garoas não mais existem
Nem frio, nem romantismo
O Humano sinismo
que hoje a tudo envolve
Envolveu também a Natureza
Que hoje
Todo aquele cretinismo nos devolve
Sonhei que caminhava
por uma estrada florida
pensei até que fosse primavera
mas as primaveras existem
assim como a fé;
apenas em nós
perguntas sem respostas
O paradoxo do céu estrelado
num campo de Girassóis
O Mundo às minhas costas
À minha frente
Dez milhões de Universos
Pequenos grãos de areia
pelo infinito dispersos
Que se fazem realmente imensuráveis
diante desta vida tão pequena
revestida de eventos miseráveis
vida que existe por algum absurdo
longa, diante de um sonho tão curto
Objetos luminosos distantes
Quasares gigantes, gigantescos
irradiando seus raios farsescos
Que não me atingem
assim como o imenso amor
que envolve o mundo
nunca me atingiu
nem haverá de me atingir
sequer por um segundo.
Não basta fazer o ninho
Sob a soleira da melhor das casas
Se quando chega a primavera
O passarinho bate as asas
E ao raiar do primeiro dia
A sua ausência se torna alegria
Não basta a presença de um sorriso
É preciso sempre alguma coisa a mais
O melhor remédio
Também tem hora certa pra ser ministrado
E quando o momento passa
Pode acontecer de tornar-se um veneno
O passarinho simplesmente
Percebe
Que o ninho não mais possui
Aquela graça
Que o quis fazer ficar.
Edson Ricardo Paiva,
"Não era uma espera
E nem primavera sem Sol
Não era pela pedra no caminho
e nem no sapato
Não era pelo fato de a via ser de dupla-mão
Não, não era
Porque por ela, só ia
Não era a linha solta e nem cruzada
Não, não era nada
Era por causa da vida
Porque era isso que era."
Edson Ricardo Paiva.
Não me lembro bem que ano era
Tem bem mais que muito tempo
Era só mais outra primavera
Mas setembro tem o dom dessa saudade
Tinha um sapo que cantava à toa
Sua voz tinha o som de piano ou de sanfona
E tinha a sapa, que valsava
E tinha uma canção, que vinha no vento
O sapo era tão vagabundo
Que esperava a balsa pra ganhar o mundo
E tinha a rã, com cheiro doce, de hortelã
Porém, a sapa era do mês de agosto
A marrafona era mulher sem rosto
E eu ainda era criança
Mas o tempo passa e sempre tem setembro
Trazendo essa saudade, essa lembrança
Uma coisa boa, uma verdade que é so minha
E não me lembro muito bem que ano que era
Nem qual idade que eu tinha.
Edson Ricardo Paiva.
