Poesias Famosas de Agua
Sabe qual é a semelhança de um pato com um carioca?
Ambos saem da água falando Qualé! Qualé! Qualé!
Ar, água e fogo
Não tente me tirar do chão
Com esse seu signo de ar
Eu sou pedra e mesmo que voe
Pro chão eu vou voltar.
Água minha amiga
Me molhe e seja minha
Me amoleça e fortaleça
E vamos se preparar
Por que o sol vai te evaporar
E vou continuar sendo pedra.
Não se preocupe fogo
Eu posso esquentar até virar lava
E volto a ser rocha
Depois de uma bela caminhada.
E que caminhada.
Dia
O passarinho bebeu água
Na poça da rua
Vigiava o gavião no alto do telhado
Veio o gato deu um pulo
Assustou o rato
No olhar do menino
Uma luz do sol espelha a nuvem
Quem desejar histórias
Contém as nuvens.
Diana Balis
(Pseudônimo da Psicóloga Clínica Gisele Sant Ana Lemos.
Deus está presente em teu coração?
Deixa-O entrar, e tua vida se transformará do vinho para a água.
Viver melhor é aprender a amar o próximo.
*Água sobre a cidade*
Num tempo, São Paulo seca.
Agora, encharcada...
Como se as águas conscientes,
Morando nas profundezas da terra,
Entendessem o seu lugar
para retornarem sempre:
Ora amigas.
Ora bravias.
Matando a sede,
Enchendo casas,
... Ruas
... e as próprias almas!
junho/04
Despejo a água do cântaro
Sem nenhum subterfúgio
Esfrego o sabor na face
Sem nenhum sacrifício
Assim como um láparo
Vou rumo ao destino
Nos teus braços vadios
Suspirar de regozijo.
Segredo que a nós derrete
Com o maior dos sigilos,
Segredo que a nós compete
Cheio de [desvios]...
Segredo que nos seduz
Com audácia e sedução,
Segredo pequeno e sujo:
- Ardente de paixão! -
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
A Bahia debaixo d' água
também me preocupa,
A Bahia não sai nunca
do coração e do pensamento,
Canto Caymmi em silêncio,
O rejeito e o lixo atômico
também me preocupam,
O Sertão e o Mar
moram em mim além do tempo.
A minha boca anda
seca porque falta água,
só sabe disso
é quem por isso passa,...
Se você não passa,
ao menos respeite.
A minha barriga
anda vazia
por de falta comida,...
Se a tua
se alimenta,
a minha respeite.
Falta gasolina,
sobram bloqueios
e notícias de incêndios.
Se não tem autocontrole,
ao menos não atrapalhe.
Um país infernizado
evidentemente
pelo Império epicentro
do Mal pandêmico
que não dá descanso.
Ontem foi dia de lembrar
também do velho General
que salvou a vida
do Comandante Eterno,
e dele não há notícia.
Não se sabe nada
até o momento
do General que preso
está injustamente
há dois anos e sem
nenhum acesso a luz da justiça.
Água Doce
A energia dos ventos
dos Campos de Palmas
me levam por um instante
a bravura da tua memória
inscrita no vale verdejante.
De Entradas e Bandeiras
e dos teus heróis anônimos
da Guerra do Contestado,
À Água doce eu devoto
mais de um poema apaixonado.
Do dia que se ergue
e da noite que se eleva
deste Meio Oeste a gentileza
da tua amável gente
o coração jamais se esquece.
O deputado foi
libertado,
Pela libertação
dos Generais
desde aqui
com expectativa
eis o aguardo!
Eles que estão
presos há
muito mais tempo,
Deles e da tropa
é preciso cessar
o sofrimento:
Da Mãe da filha
do Coronel que
não sabe como
se encontra
neste momento.
Alguém sabe
do Hugo Marino?
Ele que até
agora se encontra
desaparecido,
O coração da
Mãe dele não
está tranquilo.
É preciso reagir
contra o bloqueio
da melhor maneira,
Sei que escrevi
demais e posso
estar proibida
de cruzar a fronteira.
Bem me queiram
porque o melhor
para cada um
assim desejo,
Só quero mesmo
é que vocês
se entendam,
E o futuro saia
dessa ganhando.
Ainda alarma
a quantidade
de deserções,
Peço a Deus
que seja muito
maior ainda
a de reconciliações.
Saber que
falta luz e água,
tem me deixado
aterrorizada,
porque se tudo
falta ao povo,
a mim também
me faz falta.
Do General
injustiçado
e da tropa
perseguida
não estou
sabendo
mais de nada.
Como eu ainda
gostaria de crer
que o mundo
possível existe;
Não é fácil buscar
motivos para um
sonetário onde
sobra o silêncio,
e rende o tormento.
Como faltou
água e luz
me transformei
em poesia
para não deixar
ao povo faltar,
Da mesma forma
assim sou quando
ao povo falta
pão e liberdade,
Sou aquela que
traz de volta
a Humanidade.
A vida do povo
tem sido triste
e sabotada
todo o santo dia,
ainda trabalham
pela volta da água
e da energia,
contando com
o apoio pela
estabilização
do fornecimento,
e eu sigo sem exagero
pela poesia porque
a recompensa
do poeta é a liberdade,
porque a minh'alma
indignada se encontra
presa com o General
que todos sabem
que é inocente
e com a tropa injustiçada.
Não escrevo como
o oficial que leu
o texto diante do
féretro do Comandante
porque ele e eu
sabemos o quanto
tem doído há muito
tempo essa despedida,
Dialogo diretamente
com a vida porque
o conjunto da obra
violou a lógica,
Não vou aceitar
que haja nenhuma
despedida porque
sou a reação quando
falta justiça,
e assim me recuso
a parar de falar.
A luz voltou,
e a água está
a caminho,
que prendam
bem presos
os saboteadores
da paz do povo
e que se inaugure
um melhor capítulo.
Falta saber quando
é que virá o fim da
injustiça contra
o General que
segue vítima
da intriga alheia.
Sigo em prosa
e poesia até
o findar dessa
história,
que o Império
pare daqui adiante
de minar
a glória
da Pátria Grande,
e que desfaça
toda essa
trama gigante.
Um ano e um dia,
a luz vem sendo
restabelecida
assim como
a água,
a vida do povo
foi sabotada,
Ainda não
cessou a agonia,
por não ter
nenhuma notícia.
Há um povo que
não se entende:
conspirações,
agressões
e desaparecimentos,
não consigo
culpar o Governo
o tempo todo;
embora eu reconheça
que a emoção
me deixa fervente;
ademais cabe
as pessoas
aprenderem
a se controlar,
e os desafios superar.
Não sei como
se encontra
o General,
só sei que
a última
imagem era
de um homem
visivelmente
adoecido,
pois pela
grave injustiça
ele foi ferido
há um ano
e um dia
vítima de intriga,
não sei como
ele tem estado,
e nem sei
quem é o seu
novo advogado.
Versejar feito
de lama,
água, fogo
e luto,
tentando
entender
porque
nessa vida
ninguém
se previne.
Centenas
de almas
sacrificadas,
para lágrimas
ainda não
inventaram
barragens
de contenção.
Só sei que
dez estrelas
escapuliram
de várias
mãos;
dobraram
os sinos,
caiu a noite
e já não sei
mais o quê
escrever,
só sei que
o meu peito
não para de doer.
Sonhei com cobra me perseguindo. Estou na dúvida se jogo no bicho ou me benzo com água benta.
Decidi. Vou matar a cobra, jogar fora seu veneno, fazer um sapato salto agulha dezoito e entrar sambando na paralelepípedo.
"A musa era de pedra, e o poeta de o rio....
De tanto querer ser pedra, o poeta virou água... depois virou mar..."
"Nasci numa cidade pequena do interior da paraíba. Monteiro, lá ainda não tem água encanada nem esgoto, mas disseram-me que em breve o rio são francisco será desviado para lá.
Acho que isso não é verdade, quem poderia fazer tal obra, cavar todo o sertão para levar água a meia dúzia de nordestinos famintos, pessoas sem muita importância na cadeia social?
Não será mais uma promessa de campanha de algum candidato desesperado?
Os senhores sabem, que em época de eleição os homens fazem mais milagres do que os santos!"
De algum livro que não escrevi...
