Poesias Faceis do Elias Jose
José SONHOU.
O Padeiro SONHOU.
O copeiro SONHOU.
Até faraó SONHOU.
E porque os irmãos de José não sonharam?
Porque quem está ocupado em matar os sonhos dos outros, não tem tempo para viver seus próprios SONHOS.
Você diz: eu não posso.
Você diz: eu não aguento.
Diz: “meus SONHOS estão perdidos
O que passou não volta mais
Mas Deus está dizendo:
Eu ainda realizo os sonhos
Volte a SONHAR, volte a SONHAR
Deus ainda realiza SONHOS.
PREVISÃO DO FUTURO – O genro
Seu José, ainda jovem, com todo vigor, gostava de sair aos finais de semanas para tomar uma gelada com a família, e nas férias adorava ir à praia, tinha apenas a filha Mariinha, moça bonita e atraente, que começou a namorar cedo.
Um certo dia, seu José parou para pensar e refletir:
- Assim não dá, todo final de semana saio com a esposa para distrair e tomar uma gelada. Quem sempre chega, a sua filha Mariinha com o seu namorado possível futuro genro, que bebi, come e diverte, e como sempre sai de fininho e nem ao menos agradece, e quem paga a conta?
- Claro, que sou eu afirma, Seu José.
Seu José tomou uma decisão como gosta de sair final de ano, nas férias para passear, não vai mais sair nos finais de semanas, assim não precisa bancar a farra do quase futuro genro, e ainda economiza para o passeio de no mínimo sete dias.
Todavia voltou a refletir e sussurra baixinho:
- Não podemos viajar e deixar a Mariinha, e levando ela, quem vai junto, o queridinho genro. E quem vai bancar essa viagem?
- Acertou de novo, sou eu, exclamou Seu José.
- Vai precisar de dois quartos, que por outro lado é um problema, pois a Mariinha e o seu namorado vão dormir juntos, bancados por quem, Seu José irrita só de imaginar.
- E mais ainda, se o possível futuro genro está acostumado a não ajudar a pagar a conta aos finais de semanas. Quem vai bancar o almoço, o jantar, e os bares nessa viagem?
Seu José, cabisbaixo parou e resmungou:
- Vou mostrar para todos, também não vou passear. Mas, vou deixar de viver por isso?
- Assim é melhor morrer, murmurou seu José baixinho.
E imaginou: Quem vai tá ao lado do seu caixão, rezando para ele, claro seu genro, mais ou menos assim:
- Aleluia, Aleluia, Aleluia (Bis);
- Graças a Deus!!!
Está obra é apenas ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.
Élcio José Martins
A ROSA
Esta rosa é poderosa,
Tá por cima toda prosa.
Dois dedinhos de prosa,
Faz a conversa ser gostosa.
Já foi cupido do amor,
Já foi a cura da dor.
Já foi loucura de amor,
Já foi o despertar de um grande amor.
A mais bela de todas,
Embora não aceites.
Enfeita bailes e bodas,
É a rainha dos enfeites.
A cor já não importa,
Seu perfume o amor transporta.
Sua pétala é pluma leve,
É a beleza do cair da neve.
Flor dos amantes,
De jardins, vales e montes.
De palácios exuberantes,
De amores inebriantes.
Tem ternura feminina,
E jeito de menina,
Tem o olhar que fascina
E sorriso que contamina.
Tem na cor sua beleza,
Um aspecto de riqueza.
Seu lugar na natureza
É primeiro com certeza.
O jardim esta florido,
Sorriso largo e definido.
O buquê de alarido,
Fez o amor mais aguerrido.
É remédio que acalenta,
É doçura que contenta.
É perdão que a alma alcança,
É a paz e a esperança.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
PAI
Pai nosso que estás no céu,
E na terra sob o véu.
Presenteia-me com o troféu,
Sou declamador, sou menestrel.
Declamo alto seu nome,
De um amor que me consome.
Carrego no peito incólume,
Seu brilho e codinome.
Fruto espermático,
Do prazer orgástico.
Frissom lunático,
Do êxtase enigmático.
Das vindas e bem vindas,
Tu não sabes ainda.
Foste tu meu leme e meu rumo,
Foste tu a matriz, eu sou o resumo.
Das lições bem dirigidas,
De respostas arguidas,
Deste-me guarida,
Fez-me homem nessa vida
Seu tempo foi meu tempo,
Nem que tinha contratempo.
Deste-me a força, o amor e o carinho,
Fizeste meu cenário e meu ninho.
Compreendo o esforço outrora,
Não dei valor fiquei por fora.
Só percebi agora,
Quão grande é esse amor que aflora.
Das repreensões recebidas,
Às vezes dolorida,
Foi apoio na subida,
De uma alma distraída.
Pai, ser seu filho é um orgulho,
Pra defender seu nome eu juro,
No rio com piranhas mergulho,
Ando em espinhos e descalço em pedregulho.
Obrigado pelo abraço e afeto,
É um exemplo pra seu neto.
O amor que não te dei à época,
Hoje o meu coração te hipoteca.
Sem tu não viveria,
Nem viver atreveria.
Pois com sua maestria,
Me deste a alegria.
Me deste o mundo e um pouco mais,
Me deste o amor dos animais.
Fez-me poesia de seu amor,
Cantou meu sorriso e sofreu a minha dor.
No jardim você é a flor,
Na escola é o professor.
Na família o genitor,
E de Deus o sucessor.
Obrigado pai, por tudo que errei,
Obrigado pai, pelo pouco que retornei.
Mas agora que cresci eu sei,
Sempre, sempre, muito e muito te amei.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
FAMÍLIA
Família tem contorno de ilha,
De avó, de mãe e de filha.
Tem o pão e o amor que compartilha,
Tem lição e instrução de cartilha.
A família é o esteio,
É o início, o fim e o meio.
É a avó com o coração cheio,
É o avô com as brincadeiras de recreio.
Família é a razão da vida,
Calma, suave ou atrevida.
É só perdão mesmo em bola dividida,
Só desiste dos seus, quando termina a partida.
É a rosa mesmo que o espinho doa,
É o calor mesmo ao tempo e na garoa.
Mesmo longe segue na proa,
Tem família severa e aquela que ri à toa.
Família é segurança,
É o ritmo da dança.
É a fé e a esperança,
É o sorriso e a alegria da criança.
Família é porto seguro,
É a liberdade cercada de muro.
É o verde fruto maduro,
É o amor latente, eu juro.
Família é o remédio e a cura,
É o ornamento de ternura.
É o médico que afasta o tédio.
É o lar, não importa o tamanho do prédio.
Família é a busca no aperto,
Na discórdia, no erro ou no acerto.
É a melodia do concerto,
É o símbolo que não precisa de conserto.
É a calmaria nas temidas tempestades,
É o amor no ceio das maldades.
É o entender das tenras falsidades,
É o afagar dos sonhos, dinamitando as vaidades.
Fujo, corro e escondo,
Pra mim, sou um estrondo.
Mas quando nada sai redondo,
É na família que acabo me recompondo.
Família é o astro que brilha,
É a lar recheado da mobília.
É a alegria dos pássaros cantarolando,
É raiz, é vida, É DEUS que está provando.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
LEITE QUENTE
Leite quente dói o dente e
Queima a língua da gente.
Com chocolate é um presente,
Leva o frio e afaga a mente.
O sabor do leite quente,
Tem um jeito eloquente.
Abre um sorriso sorridente,
Tem o vício da aguardente.
Leite quente é diferente,
Difere enormemente,
Do dialeto falado normalmente,
Vem do sul a palavra cantada contente.
De cor branca e puramente,
Faz viver o ser nascente.
É calma no frio cantante,
Com chocolate faz a gente mais elegante.
Vem da brasa e do fogo quente,
Vem da dádiva do peito latente.
Para não ser uma mãe negligente,
Nutrirás seu filho com afeto e leite quente.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
A INTERROGAÇÃO DA CURVA
O que tem depois da curva?
Pode ser o monstro que uiva,
Ou o santo que cuida.
É São Cristóvão que ajuda.
A interrogação persiste,
No medo que existe.
Não tem regra nem palpite,
E nem Lei que eu acredite.
O que tem de lá,
Não pode ser o que tem de cá.
De cá é o que conheço,
De lá virá o que mereço.
Rezo a reza, rezo o terço,
Vida longa que eu mereço.
Tempo de ida e recomeço,
Vejo a curva pelo avesso.
Interrogo o tempo,
Interrogo o maestro do tempo.
Perco a hora, perco o tempo,
Faço contas, quero mais tempo.
Curva leve a acentuada,
Com descida e encruzilhada.
Estrada da vida transitada,
Pelo amor e a intolerância malvada.
Pequenos automóveis na estrada,
Cruzam carretas desgovernadas.
Estradas esburacadas,
Ceifam vidas estruturadas.
Vem o medo e some o riso,
Irresponsabilidade sem juízo.
Na placa tem o aviso,
Seu freio é seu paraíso.
Mas na curva da ilusão,
Tem caminho e direção.
Afoga as mágoas da emoção,
Tem o amor que acelera o coração.
O câmbio que muda a idade,
Troca marchas de sonhos e saudades.
Quinta marcha dos Casebres de bondade,
Pede a ré os rincões da falsidade.
Mas tem a curva da fé,
Homens justos ficam de pé.
Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé,
Que deu ao universo Jesus de Nazaré.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
CLUB RECREATIVO E ESPORTIVO DE GUARANÉSIA -CREG - 100 ANOS - (17/04/1917 -17/04/2017)
17/04/1917 a pedra fundamental era plantada,
Praça Dona Sinhá seu endereço e sua morada.
Um sonho de outrora se realizou,
Bem cedo à sociedade conquistou.
Cem anos perpassaram,
Causos e amores por lá passaram.
Muitos filhos também geraram,
Grandes orquestras os dançarinos animaram.
Foi local de grandes encontros alusivos,
Famoso pela organização dos eventos festivos.
Local de disciplina, respeito e fascinação,
Grandes homens de respeito participaram de sua gestão.
É guardado a sete chaves bem dentro do coração,
Foi palco de alegria, nostalgia e emoção,
É orgulho da cidade por manter a tradição,
Por anos a fio cumpriu sua missão.
Seu espaço tem beleza de Raiz,
Charlatão não metia o nariz.
Abençoado pelos santos da matriz,
Recebeu a água benta dos jatos do chafariz.
O cafezinho preparado todo dia,
Feito com esmero e simpatia.
Construído na mais fina harmonia,
Palco da dança, da musica e da poesia.
Cem anos de história,
Cem anos de glória.
Um livro escrito em cada coração,
Fez sua história como um grande anfitrião.
Também teve percalços,
Vestiu Luis XV e chegou ficar descalço.
Uma mancha em sua história,
Sorte que foi atitude provisória.
Fica a saudade. Realização dos sonhos,
Quiçá mais cem anos risonhos.
Novas mãos, novos gestores,
Mesma crença, mesmos santos protetores.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
O DESCARTE DE UMA VIDA
Nasceu na fazenda Descarte.
Seus avós moraram lá.
Seus pais da Europa pra cá,
Sua esposa também se instalou lá.
Na lida do campo foi campeão,
Cultivou o alimento do patrão.
Café, cana, arroz, feijão,
Tudo teve seu amor e os calos de sua mão.
Madrugada, já estava na lida,
O orvalho molhava sua pele cuspida.
Suor e lágrimas vendidas,
Pra levar o pão à família construída.
O trabalho era pesado,
Anos e anos de um tempo apagado.
Por certo tempo ainda teve respaldo,
Valeu da força e seu suor sagrado.
Mas nem tudo é permanente,
Sol nascente e sol poente,
Sorriso sorridente,
E lágrimas descontentes.
Como um animal para o descarte,
Que o tempo apagou sem arte.
Na fileira para o abate,
Triste espera de quem o remate.
Aposentadoria de pobre,
Apesar do tempo nobre.
Vê na família o desamparo,
O máximo que pode é um três no baralho.
A demissão cortou na carne,
Perdeu a classe pelo desarme.
A tristeza nas linhas da idade,
Vê no retrovisor os rastros de maldade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
A INCENSATEZ DO NADA
A vida atribulada,
Meio atrapalhada,
Mesmo toda governada,
Fica algo pra outra jornada.
Pra tudo falta um fim,
Tiro de festim,
Lâmpada de Aladim,
Aspirante com espadim.
Tempero sem sal,
Ego do bem e de mal.
Escada em espiral,
Lapso temporal.
Cheiro de relva seca,
Cozinha sem receita,
Febre de maleita,
À espera da colheita.
Juízo sem juízo,
Lábios, boca e sorriso,
Jardins do paraíso,
Lágrimas de sobre aviso.
Busca de algo, será o quê?
Sem resposta, qual o porquê?
Mas tudo teima em querer,
Quer um novo caminho a percorrer.
Poeira levantada,
Berros da manada,
Camisa suada,
Pedras na calçada.
Porta estreita e selada,
Desvios de encruzilhadas,
Doutrinas empilhadas,
Vestes esfarrapadas.
Honestidades descarrilhadas,
Nádegas sem palmadas,
Cócegas de risadas,
Mandatários de privadas.
O brio sem brilho,
Egos afiados no esmerilho,
Dedos firmes no gatilho,
Pátria mãe perdeu seu filho.
Águas turvas da incerteza,
Contar notas com destreza,
Cueca perdeu nobreza,
Virou baú da esperteza.
Élcio José Martins
Quando falamos em exemplo de fé, sempre teremos a sagrada família como espelho.
São José Operário é um grande exemplo aos homens vivente da fé cristã.
São José é um exemplo de esposo, um exemplo de paternidade, um exemplo de persistência, de sensibilidade ao Espírito Santo.
Quero aqui prestar minha última homenagem ao castelense e eterno amigo, José Geraldo Libardi, recém falecido.
Todos nós castelenses de nascença ou de adoção, como é o meu caso, temos uma história para contar do eterno amigo José Geraldo Libardi (in memoriam). Todas às vezes que nos encontrávamos pelas ruas da cidade, parávamos e batíamos um papo legal, sempre me chamando de "doutor Luiz". Sua história foi marcada com altos e baixos, como a de todos nós castelenses, principalmente eu, que passei por bons e maus momentos desde que aqui cheguei há mais ou menos 45 anos atrás. Sua bondade e atenção eram únicas! Na verdade, ele pensava muito mais nos outros do que nele mesmo. Talvez por isso que vivera nesta terra sem pensar muito em questão de estabilidade financeira ou coisa parecida. Deus com certeza vai compensá-lo na eternidade!
Descanse em paz. Amém.
A vida sempre vai ter seus problemas, imagine que não foi fácil também para Davi, José, Jacó, tantos outros servos de Deus, passar por essa vida e ter que ultrapassar as barreiras que por muitas das vezes insistiam em ficar os rodeando. Mas eles conseguiram independentemente da quantidade de pedras que atrapalhavam a qualidade do caminho. Apesar desses homens possuírem sonhos de um homem normal, eles não colocavam esses planos em primeiro lugar, porque entendiam que nada daquilo seria eterno, a cima de tudo reconheciam que a vida aqui é uma grande prova e Deus é quem irá corrigi-la no final. É por isso que Jesus nos diz em Mateus 6:21, ''onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração''. Esse versículo nos transmite força e vigor, porque ele nos ensina de onde deve vir a nossa garra e impulso para vencer as coisas que nos entristecem.
Deus tirou tudo de Jó, contudo, o tesouro de Jó não estava nas riquezas ou bens que possuía, por isso, apesar de ficar sem nada e até com a sua saúde debilitada, Jó louvava a Deus e o agradecia mesmo quando todos, até mesmo sua mulher o maldizia. A tristeza devia rondar dia e noite os pensamentos de Jó, pois até seus filhos ele os tinha perdido. Porém, o segredo de Jó e de tantos outros foi depositar o seu tesouro em Deus, e por isso, em Deus também estavam os seus corações.
Imaginem novamente que sempre vão haver problemas enquanto aqui vivermos, mas que as alegrias também vão existir, é impossível somente coisas ruins acontecerem, então, pegue as coisas boas e faça com que elas tenham mais importância do que as más em sua vida. Entregue tudo a Deus para seu fardo não ficar pesado e vai florir amor por ai. Isso tudo não me faz deixar de acreditar no ''felizes para sempre'', pelo contrario, eu sei que um dia Deus nos dará de presente.
Élcio José Martins
AMOR À PRIMEIRA VISTA
Chegou sem dizer nada,
Não podia ser porta errada.
De mansinho conquistou,
Um coração flechou.
Duas almas de juntaram,
Dois corações se apaixonaram.
Abraços e beijos trocados,
Eternos namorados.
Das duas, uma só alma,
Sem estresse, tudo se acalma.
Dos dois, um só coração,
Sem regra, sem razão,
Só o pulsar da emoção.
É suor de malhação,
É o esfregar da dança de salão.
É o roçar de mão,
É o beijo de supetão.
E ainda mais se amaram...
Embebedaram-se do mel,
Com volúpia gargamel,
De êxtase subiram ao céu,
Pernas e braços, o escarcéu.
Com o amor e o desejo se casaram,
E desse amor louco se encontraram.
E ainda mais se amaram,
Dos desejos soltos novamente se embriagaram.
E ainda mais se amaram...
Cúmplice cama dos pecados,
Cálidos beijos molhados,
Lençóis esparramados,
Vertigem de lustres dourados.
No chão, na lareira, na esteira,
No bico da mamadeira.
Suor, corpos molhados insaciados,
Sussurros de versos inacabados.
E ainda mais se amaram...
Élcio José Martins
PARA TODAS AS MÃES....
MÃE
POR: José Luiz Mak.
Palavra tão pequena mas de uma força...
Mãe, em teus braços fomos acalentados com tamanha força e dedicação, Mãe; passa os dias e noites orando por nós, não tem limite, é tempo sem hora, luz que não se apaga, simplicidade quando sopra o vento em seu rosto, lágrimas ao ver seu tão amado filho sofrendo; Mãe; chora em silêncio, não tem ira; Mãe; afaga o meu rosto quando tudo parece estar perdido; Mãe, com suas mãos calejadas do humilde trabalho; Mãe; não tem maldades, tudo transborda em paciência e amor; Mãe; corre, trabalha, ajuda sem querer nada em troca; Mãe; está na ponta da língua em qualquer situação; Mãe, um olhar meigo e carinhoso a quem lhe ofende, transmitindo todo o amor que existe em seu coração; Mãe; quantas pessoas queriam tê-la; Mãe; anulando a dor em silêncio; Mãe; paz de espírito e sabedoria além dos tempos; Mãe; cabelos brancos quase que transparentes, carregando toda experiência do mundo; Mãe; único ser que gera em seu ventre algo tão especial; Mãe; parceira, amiga, confidente e conselheira; Mãe: as vezes brava, mas só de passagem; Mãe; omite situações para não magoar; Mãe; um abraço, um beijo, um carinho; Mãe; única, luz divina em nossas vidas.
VOCÊ EM MIM
POR: José Luiz Mak.
Teu cheiro amadeirado em minhas roupas, o gosto de tua boca em meus lábios, teus fios de cabelos no meu lençol, teu sorriso estampado ao sol, tuas unhas cor suave combinando com o penoar transparente. De fato, ainda há muito de você em mim, há muito de você em meu coração, a tristeza me faz morrer a cada dia, desespero constante de falta de você, tudo soa como uma irrupção em meu coração, um deserto que me assombra, incerteza, dor, insegurança. De fato, ainda há muito de você em mim, apenas um sinal, por mais simples que seja me fará ver o brilho do Sol, um grito calado, dor de quem sofre em silêncio, horas de solidão implorando o que já está implícito e tão visível em seu coração incólume, frio e sem graça dentro deste coração pernóstico. De fato, ainda há muito de você em mim, lágrimas caem sem parar em meu peito ferindo como fogo, escorrem dilapidando o que há de mais bonito de mim. Lembro daquelas tardes, daqueles dias, daquelas noites, sim aquelas noites! De fato, ainda há muito de você em mim. Penso o que há de errado e qual o motivo do caminho das pedras? Passo dias e noites pisando em estilhaços de vidro, em pontas de aço ferindo o minha alma e o meu próprio orgulho. Não quero riqueza e nem luxo, quero você fazendo parte de mim, formando um só coração. De fato, ainda há muito de você em mim, está impregnada como doença que não tem cura, como tinta no papel branco, como uma cicatriz em meu coração, tuas lembranças me incomodam e mesmo que eu quisesse mudar não posso, seria em vão.
CABELOS GRISALHOS
POR: José Luiz Mak.
A vida passa, o tempo passa, não me recordo o dia que percebi o primeiro fio de cabelo grisalho, talvez seja o corre corre do dia a dia, ou talvez a vontade de estar sempre jovem, me pego as vezes achando que o tempo passou muito rápido, não vi meus filhos crescerem, tão pouco a aquela árvore de ipê florir todas as primaveras, sinto que o tempo não passou, não existe apenas beleza dos cabelos grisalhos, mas sabedoria também, não que eu seja pernóstico, mas sabedoria e experiência de que nenhum jovem pode se vangloriar. Após todos esses anos de pura rebeldia, justo quando minha cabeça aceitou a cor prateada, meus cabelos grisalhos se fizeram maioria, obrigado Deus, pelo meus cabelos grisalhos. Cada fio dele tem uma história para contar, temos mais passado que futuro, temos mais alegrias que tristezas, mas não nos vangloriamos demais pela idade, ela nos trouxe toda bagagem, mas também todas as dores, não sinto as minhas forças indo embora, mas sei o quanto fui forte pra chegar até aqui, e, ainda que a velhice me tome de súbito, que os cabelos grisalhos se tornem muito brancos, que venham, mas brindem nossa sabedoria tão magnífica.
ALMAS
Por : josé Luiz Mak.
Almas destinadas se encontram para iluminar o Dia, luzes ao raiar fortalecem encontros fleumáticos, pessoas se encontram, pessoas se tocam, como que se fossem passar uma energia irradiante, pessoas se falam, poetas de sumidade deixando suscitar sentimentos que até então encontravam-se recônditos em suas mentes, amores que choram taciturnos ao anoitecer, encontros resultantes de Irrupção no coração, palavras arrebatadoras, palavras doces perenes em seu tênue coração, amigos que se abraçam procurando homizio no calor dos encontros, simplicidade, energia parte de nós criando perfeita balbúrdia na mente, taciturnos e ao mesmo tempo loquaz, sereno e belicoso, talvez a luz que precisamos esteja no recôndito de nossos corações.
MULHER
Por: José Luiz Mak.
Delicado ser que ilumina nossos dias, nos fazem mudar o mundo, entregar os pontos; Perfume que invade a mente e espalha pelo corpo, perene ao sabor dos lábios; Corpo que nos causa alarido e nos transforma em amantes eternos; Brilho intenso, ofusca olhares causando até balburdia entre os homens; Dias de fúria, dias de choro, dias de alegria, dias de mãe; Mente que sente, mente que guarda, sonhos frustrados, sonhos impossíveis, mesmo assim continuam sendo Mulher; Ama o filho, ama a todos, ama simplesmente por amar; Guarda em seu ventre o segredo que dá a vida, e em teu seio o leite que a alimenta; Noites em claro, dias apreensivos, saudades infinitas, contando em seu leito todos os segundos de um tempo que não tem mais fim; Ser tão indispensável quanto a água cristalina que mata a sede; São brilhantes no que fazem; Olhares no futuro, olhares desconfiados e ao mesmo tempo crentes na verdade; Mulher que não consegue esconder o que sente, amantes cheias de vida; Poucos que percebem que a alma da Mulher é sensível, reflete sobre as coisas mais do que outras pessoas, se preocupa com o que os outros estão sentindo, chora com facilidade, às vezes lhe falta um pedaço, está por um fio, partida em cacos, tão forte e tão frágil, Mulher criada para ser única, para encantar, para ser infinita, Mulher criada para ser Mulher.
ROSAS
Por: José Luiz Mak.
As rosas são perfeitas, enchem de cores nossas vidas, trazem no simples gesto de recebê-la ou doá-la uma emoção ímpar, cultivamos milhares de rosas em um só jardim e não encontramos aquela que procuramos, incessantemente buscamos em todos os rostos e corpos, em olhares e não encontramos; em outras vidas o perfume que elas exalam, passamos a vida toda procurando rosas por todos os lugares possíveis, só encontramos os espinhos que nos ferem. Rosas quando colhidas de um jardim de amor, de paz nos trás a vida e um ênfase tão grande que traduz todo o sentimento de um ser para outro. Rosas brancas na paz, amarelas no calor e na luz, lilás na sua espiritualidade e o vermelho que nos conduz a felicidade, a fortuna e a força. Quisera eu receber uma rosa por dia, uma cor de cada vez, assim transformaria a dor em cura, a ira em amor, o ódio em pó. Rosa é o próprio gesto da vida, o simbolismo da esperança, de receber em troca com o mesmo carinho a que oferecemos. Rosa, tão delicada e tão agressiva, tão perfumada e tão sensível. Rosa tu descansas com o brilho da Lua e o perfume perene, descansas com gesto de dar e receber, descansas com lágrimas de felicidade.
