Poesias Elogiando o Brasil
PRECE A NOSSA SENHORA APARECIDA
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, assim como foste achada no rio, pelos pescadores, que até então nenhum peixe haviam pescado e, depois de a encontrem, os peixes chegaram em abundância, suplico-lhe que mostre sempre o melhor caminho da vida a percorrer para mim, minha família e meus amigos, para que sejamos alegres, felizes, cheios de bondade. Proteja nossos corpos e nossas almas de toda maldade. Cubra-nos com seu manto de proteção em todos momentos em que passarmos por perigos. Derrame graças sobre nós. Nossa Senhora Aparecida rogai sempre por nós. Amém.
Descobrimento do Brasil
As caravelas da esquadra portuguesa,
Comandada por Pedro Álvares Cabral,
Chegou ao litoral sul do estado da Bahia.
Num lugar batizado de Monte Pascoal.
Isso ocorreu no dia vinte e dois de abril,
O ano dessa chegada era mil e quinhentos.
Esses portugueses, eram povo vil!
Dizimaram os inocentes e ingênuos índios.
No dia seguinte celebraram a primeira missa,
Rezada pelo Frei Henrique de Coimbra.
Depois a esquadra rumou em direção as Índias,
Em busca das muitas riquezas e especiarias.
A arquitetura colonial brasileira se apresenta,
Como exemplo de originalidade e riqueza.
Fruto do impulso inicial dado pelos jesuítas,
Responsáveis pela construção de inúmeras igrejas.
O Brasil não precisa do IBGE pra dizer a
quantidade de analfabetos que existem no país, basta só acessar o Facebook.
BRASIL
Essa é a nossa nação
tem ouro que vale cobre
impera a corrupção
e o rei nada descobre
o herói virou vilão
e apenas o cidadão
começa e termina pobre.
Saudação aos que vão Ficar
Como será o Brasil
no ano dois mil?
As crianças de hoje,
já velhinhas então,
lembrarão com saudade
deste antigo país,
desta velha cidade?
Que emoção, que saudade,
terá a juventude,
acabada a gravidade?
Respeitarão os papais
cheios de mocidade?
Que diferença haverá
entre o avô e o neto?
Que novas relações e enganos
inventarão entre si
os seres desumanos?
Que lei impedirá,
libertada a molécula
que o homem,
cheio de ardor,
atravesse paredes,
buscando o seu amor?
Que lei de tráfego impedirá um inquilino
- ante o lugar que vence -
de voar para lugar distante
na casa que não lhe pertence?
Haverá mais lágrimas ou mais sorrisos?
Mais loucura ou mais juízo?
E o que será loucura?
E o que será juízo?
A propriedade, será um roubo?
O roubo, o que será?
Poderemos crescer todos bonitos?
E o belo não passará a ser feiura?
Haverá entre os povos uma proibição
de criar pessoas com mais de um metro e oitenta?
Mas a Rússia (vá lá, os Estados Unidos)
não farão às ocultas, homens especiais
que, de repente,
possam duplicar o próprio tamanho?
Quem morará no Brasil,
no ano dois mil?
Que pensará o imbecil
no ano dois mil?
Haverá imbecis?
Militares ou civis?
Que restará a sonhar para o ano três mil
no ano dois mil?
in "Pif-Paf"
No Brasil é assim:
Intelectuais de esquerda, intelectuais de direita...
E O POVO TOMANDO NO CENTRO !
Amo as marias desse Brasil
Seja ela maria batalhão
Maria do meu irmão,maria popozão
Maria canhão ou a maria chuteirão
Há não posso esquecer da maria das bandas
Maria gasolina,muito menos da maria cartão
Já me apaixonei pela maria patricinha filha da maria sem noção
Hoje vou esbarrando em outros tipos de maria para que um dia
Eu viva com a maria do meu coração.
'Brasil é o único País ¬ CIRCO ¬ onde o palhaço é a própria plateia...
'Políticos fazem dos Brasileiros palhaços, não sabendo eles que os melhores, são aqueles que tentam uma disputada vaga no Circo de Soleil, em que só entram os mais habilidosos, talentosos e corajosos...
Com o passar do tempo, eles perceberam que palhaços e, não palhaços, se encontra em qualquer esquina, porém palhaços com muito mais competência que políticos palhaços...
'Pois é! Chega uma hora que o palhaço entende que a piada tá gasta... E muda!
'Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político...
'Podemos tirar o nariz de palhaço e construir algo real com nossas escolhas...
'O palhaço não sou eu, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão ingenuamente inconsciente que joga o jogo da seriedade, para melhor esconder a falta da sua inteligência...
No Brasil, cultivamos o estranho hábito de analisar Música sem conhecer Bach, de discorrer sobre Filosofia sem ler Nietszche, de tratar do Capitalismo sem avaliar Marx, de preceituar Direito sem observar Celso Bandeira de Mello, de elucubrar sobre Educação sem estudar Paulo Freire, e, sobretudo, de discutir Política sem entender Orwell ou Galeano.
Logo, enquanto preferirmos a mídia aos livros, como fonte de informação, restaremos fadados ao analfabetismo político.
Vai Brasil!!!
Definitivamente é hora de tomar uma atitude...
Quem governa governa um povo... submisso, omisso, anêmico, sem sabedoria, sem discernimento... covarde...
e por aí vai...
eu poderia enumerar centenas de adjetivos para caracterizar o povo governado... que vai sendo levado com os olhos e ouvidos tapados... calado... totalmente calado... alienado
Um que outro ergue a voz... e é quase totalmente ignorado...
E o governo? Bem... e o governo segue
des-go-ver-na-do...
totalmente
des-
go-
ver-
na-
do...
E o povo... que não é definitivamente nada do que eu disse aí atrás... uma hora é acordado... e se dá conta de que esse tipo de governo tem de ser definitivamente cortado.
Se eu fosse o governo estaria morrendo de vergonha hoje... no mínimo.
Vai Brasil... mostra tua cara... tua inteligência... tua capacidade... tua sabedoria... tua força...
e põe nos eixos este país desgovernado.
No dia da Independência do Brasil...
D. Pedro I gritou às margens do Rio Ipiranga: “Independência ou Morte!”
E todos escolheram “Independência”
Mas eu... Se for para escolher...
Eu prefiro a morte do que ter que viver sem você.
Um pensamento recorrente após exercer meu dever cívico de hoje, dia das eleições: Brasil, um pais de aparências!
Helda Almeida
(15/11/2020)
ELEIÇÕES
Aqui no Brasil, eleição é coisa séria...para o eleitores é claro!
Voto obrigatório, secreto, urna eletrônica e tudo isso porque?
Porque os politicos não são sérios e esta é a forma de fazer com que os eleitores, se sintam culpados pelos desmandos dos candidatos eleitos.
Pois se o voto, como nos outro paises, fosse facultativo, ninguem votaria. Mas,como se é obrigatório, nós temos que ir até os locais de votação e escolher o menos pior. Porque se votarmos em branco nos sentiremos culpados por não ter ajudado a escolher o melhorzinho ou o mais o menos.
Enfim de qualquer forma o eleitor é que sera sempre o culpado!
Alguns acreditam, que a cara do Brasil é a Amazônia
Mas, na verdade; a Amazônia é a Alma do Brasil
Floresta Equatorial Tropical, és a floresta das florestas, com hegemonia
És, o paraíso! Tens, do mundo, a terra mais viva e fértil!
Brasil, um país com suas riquezas e pobrezas.
Somos ricos em rios, cachoeiras, praias e Mata Atlântica.
Somos pobres em não saber reputar tal abundancia.
Somos ricos na ignorância, na repugnância.
Somos ricos em salafrários que nos dão ânsia.
Somos pobres nas expectativas.
E em não observar nossa perspectiva.
Somos ricos em estribar nossa desigualdade,
Nossos fracassos e acabar com nossos devaneios,
Nossos anseios e afeição.
Somos ricos em formar nossa prole da destruição.
Somos pobres em querer mudar nosso mundo indo tudo em vão.
Nesses tempos de eleição (outubro de 2022) para presidente do Brasil, senadores, deputados federais e estaduais, governadores, revisitei diferentes momentos e/ou situações vividos no Brasil: ditadura, democracia, corrupção, impunidade, “boicote” à liberdade de expressão, devastação do meio ambiente, precarização da saúde, da moradia dos mais necessitados e do saneamento básico, além de uma educação de má qualidade, cada vez mais “desfinanciada” pelo estado brasileiro.
É difícil escutar o “silêncio” do povo brasileiro em relação à defesa de tudo que permite a liberdade do ser humano, mas é igualmente difícil ver esse mesmo povo “encurralado”, (sobre)vivendo com a possibilidade de um futuro polarizado: democracia (liberdade) e ditadura (opressão).
Eu sei que vivemos em um país cuja bandeira traz o lema do positivismo: “ordem e progresso”, mas conservo a esperança de que os brasileiros não permitirão que esta “marca” exproprie deles a capacidade de lutar por um Brasil democrático, pela qualidade do nosso “lar” provisório neste plano.
Para isto, cada brasileiro precisa se revisitar e tirar de si o melhor para a sua geração e para as que estão por vir. Parece difícil, mas não é. Só depende de cada um de nós. São outros tempos, outras cabeças, outras estratégias, mas vale à pena sair da inércia que incomoda a tantos.
O que é? O que é?
Uma coisa que só no Brasil se faz?
Quem pensou em samba, não é
Nem futebol, nem café…
Responda-me quem for capaz
Agora vou dar uma resposta sagaz
Ora, o que só no Brasil se faz
É claro que são os brasileiros
Pois em nenhum lugar do estrangeiro
Mesmo com muito dinheiro
Um brasileiro se faz
Mas como se faz um brasileiro?
Mais uma pergunta tenaz
Alguém tem alguma receita
Ou uma vaga suspeita de, enfim, como se faz?
Vou tentar dar o meu pitaco:
Cuíca, sanfona, cavaco
Um pouco de balacobaco
Inda assim não se faz
É preciso misturar as cores:
Branco, preto, amarelo
Todo tipo de cabelo
E uma teimosia pertinaz
Mesmo assim um brasileiro
Não é só assim que se faz
Tem que ter algo além
Um pouco de pimenta cai bem
Ou um tempero mais audaz
Um “mexe- mexe” demais
Aí não tem pra ninguém
Boa dose de alegria, bom humor, simpatia
Mas, todavia, porém
Inda assim não se faz
Creio que pra se fazer um brasileiro
O verdadeiro, daqueles que só no Brasil se faz
Nem precisa ser cozinheiro
É só misturar o mundo inteiro
Numa grande receita de paz
Clarice,
Esta é a quarta carta que inicio para responder a sua. A primeira eu deixei no Brasil, só trouxe a primeira página, que vai junto. A segunda eu rasguei. A terceira eu não acabei, vai junto também. Você por favor não ligue para isso não. Pode ter certeza de que não te esquecemos. Daqui de Nova York não posso te contar nada além do que você calcula. Tenho tido muitas dores de cabeça, Tenho tido muitas oportunidades de ficar calado. Tenho tido muita decepção com os Correios. Tenho tido cansaço, saudade e calma. Tenho escrito muitas cartas para você. Tenho dormido muito pouco. Tenho xingado muito o Getúlio. tenho tido muito medo de morrer. Clarice, estou perdido no meio de tantos particípios passados.
Como vai indo o seu livro? O que é que você faz às três horas da tarde? Quero saber tudo, tudo. Você tem recebido notícias do Brasil? Alguém mais escreveu sobre o seu livro? É verdade que a Suíça é muito branca? Você mora numa casa de dois andares ou de um só? Tem cortina na janela? Ou ainda está num hotel? Qual é o cigarro que você está fumando agora? Clarice Lispector só toma café com leite. Clarice Lispector saiu correndo no vento na chuva, molhou o vestido, perdeu o chapéu. Clarice Lispector sabe rir e chorar ao mesmo tempo, vocês já viram? Clarice Lispector é engraçada! ela parece uma árvore. Todas as vezes que ela atravessa a rua, bate uma ventania, um automóvel vem, passa por cima dela, e ela morre. Me escreva uma carta de sete páginas Clarice. Me escreva.”
- Fernando Sabino.
O país virou um teatro de tragédias repetidas.
Polêmica atrás de polêmica.
Como se o Brasil não tivesse outros problemas.
Como se não houvesse fome, desemprego, saúde falida, educação esquecida.
Mas não. Tudo gira em torno dos mesmos nomes, dos mesmos egos, dos mesmos conflitos de sempre.
Porque no Brasil de hoje, não importa quem grita mais alto.
No fim, quem sempre paga o preço é quem nem foi chamado pra briga.
