Poesias e poemas sobre Silêncio
sozinha
já não é ausência
amadurece em silêncio
quase doce
quase liberdade
penso no que nasce
quando ninguém atravessa
minha produção sem ruído
sem moldura alheia
sem o peso do olhar que mede
o que surge de mim
talvez seja mais cru
mais meu
descubro
sou eu
Lilian Morais
Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença.
A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil.
Lilian Morais
Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.
Lilian Morais
Entre o abraço e a despedida,
o amor ensina a coragem,
a dor ensina a verdade.
E no silêncio do coração, ambos coexistem.
K.B
Vi você partir,
e o mundo desabou em silêncio.
Cada passo seu afastando-se
era uma lâmina no meu peito,
cada suspiro deixado para trás
uma dor que se instalava devagar.
E mesmo sem você,
aprendi a caminhar sozinho,
com a memória do que vivemos
como guia na estrada do que virá.
K.B
Você se foi,
e o silêncio se tornou mais pesado que o mundo.
Os olhos tentavam segurar o que já se ia,
as mãos, impotentes, deixavam escapar o que amavam.
Ficou o eco das palavras não ditas,
e eu, sozinho, aprendendo que despedida
é carregar a ausência e ainda seguir.
K.B
As rotas construo de muito
longe desde o primeiro dia,
O silêncio é terra fértil
para crescer como Calabura
da América Tropical
para alimentar com ternura
os seus pássaros
da liberdade profunda,
para se unirem com os meus.
A glória do amor e da vida
nos pertencem com todos
os contornos de cobiça
incontrolável para que adiante
estejamos enlaçados com
tudo o que pede um romance.
O teu aroma de Via Láctea
tem servido a memória
de maneira voluptuosa,
Segredos foram superados
por certezas quentes
que pedem tempo,
zero censura e exibição pública
típica dos apaixonados.
Diante dos prazeres ondeantes
intermináveis que teremos,
O oceano luxurioso quando
for necessário ser sussurrado,
nos manterá bem ocupados;
em vez de nos preocupar se
estão tecendo ou não comentários.
Folia de Carnaval
anunciada no silêncio
citadino de Rodeio,
Antecipando do que
ainda para nós não veio,
e que não pede freio.
Do teu amor não
terei nenhum receio,
E o seu coração
com o meu terá jeito.
Sob a Lua de Neve
por dois escrevo,
O sutil encanto que
ilumina o romance
bonito que preludia
com gala e magia.
Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.
Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.
Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.
Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:
«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».
Com a constelação de palavras,
o silêncio cortante e ausência
tenho escrito rotas inusitadas.
Não faço ideia se vou alcançar
o seu amor raro em tempo,
mas não posso deixar de confiar.
Facilmente de mim não irá se livrar,
porque nasci poesia absoluta
feita de enigma fatal a te desafiar.
A nossa maior viagem está sendo
por antecipação do lado de dentro,
temos os gatilhos do pensamento.
De tanto etéreo e sensorial escrever,
virei a biblioteca do sentimento:
esquecer nunca será mais a opção.
Com a minha pluma mais amorosa
construí na sua alma e no seu coração:
o meu Império como sagrada habitação.
Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.
O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.
Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.
Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:
“A pluma é língua da alma”.
O que pode ser melhor dito,
será bendito no silêncio.
A ação é o condão do verbo
em silêncio ocorrido.
Silêncio junto com você
pode ser benquisto,
Olhos nos olhos, amorosos,
será doce e genuíno
O silêncio acompanhado,
pode ser muito expressivo.
Ele se aproximou defendendo
o mesmo ponto de vista,
Em silêncio os meus passos seguia,
ser delicioso com poder exercia.
Nunca faltou com respeito,
nunca cruzou a linha,
embora tenha nas entrelinhas
deixado claro que me achava bonita.
Com jeito me incluía
a cada dia nas rodas de conversa,
De vez em quando a gente discutia,
Parece que até os meus
pensamentos o danadinho sabia.
No trajeto o silêncio
da sua janela trancada,
No seu peito a poesia
segue encantada,
Os meus olhos felinos
espreitam a sua chamada.
Há algo tão guardado
dentro de nós sob
a névoa romântica
do amoroso silêncio,
Que queremos
tão bem preservado
de um jeito sobrenatural
quanto o Parcel do Calhau.
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
Às pessoas admiram sua qualidade em silêncio...porquê feliz pra eles ? É julgar seus defeitos em voz alta... Mas eu penso diferente...
UM BRINDE AOS NOSSOS DEFEITOS
Até porquê nossas qualidades ninguém reconhece
Mas quando você for perfeito (a)
Me ensina como é que se faz, porquê vou adorar ser seu aluno.
Fhayon
DESEJO
Quando nos entregamos,
o tempo parece parar.
O mundo fica em silêncio
Meu corpo eu quero te dar.
Fico preso aos seus olhos,
ao seu jeito, à sua presença,
com uma vontade imensa de te beijar
e de sentir você cada vez mais perto.
Você acende em mim
uma chama difícil de explicar.
Desejo e carinho constante amor da minha vida me deixe pra sempre te amar.
É uma vontade enorme
de construir algo verdadeiro ao seu lado.
E quanto mais os dias passam,
mais certeza eu tenho
de que é você quem eu quero.
Você é uma rosa rara,
uma pérola preciosa,
um daqueles encontros que a vida
não deveria permitir que se perdessem.
Meu bem, eu quero você na minha vida.
Não por um momento.
Não por uma fase.
Quero para sempre.
Você é meu único amor. ❤️
Eu te amo.
Não duvide do que sinto.
E, por favor, não deixe morrer
esse sentimento puro que existe entre nós.
Porque quando duas pessoas
se escolhem de verdade,
o amor deixa de ser apenas desejo
e passa a ser vontade de permanecer.
Poema: de Ricardo Fhayom
Para o único Amor ❤️
da minha vida,
Marli Barcela
10/09/2026
O Idioma do Teu Silêncio
Sou a maré calma que deságua nos teus pés,
o sopro suave que devolve ao teu peito o desejo de voar.
Aprendo o idioma em que tua alma sussurra
e sou o abrigo perfeito quando o mundo te cansar.
Toco o teu tempo com a delicadeza do vento,
desarmo tuas certezas e desfacho qualquer solidão.
Sou a luz branda que ilumina os teus escuros
e o mapa secreto que guia o teu coração.
Decifro o mistério que habita a tua pele,
transformo cada instante da tua vida em poesia.
Te amo na fresta mais quieta da noite
e te vejo despontar como o próprio nascer do dia.
Invento para nós um refúgio sem pressa,
onde o medo não ousa entrar e o tempo aprende a parar.
Sou para você o que a lua é para a noite:
a razão mais bonita e serena de se iluminar.
No silêncio desta
noite nos prevejo
no giro do carrousel
dos teus abraços
e adorando os seus
beijos no melado
doce dos teus lábios.
Na galáxia dos teus
olhos profundos
navego ao ponto
de perder horas a fio
nos teus castanhos
e sublimes mistérios
de nossos desidérios.
É a lembrança do
que não vivemos,
porém sentimos
como já nós nos
conhecêssemos,
e silenciosamente
nos pertencemos.
De maneira mística
a sua presença
e a ausência capto
como estivesse diante
das minhas vistas,
Não fazes nem idéia
de cada sonho que
venho embalando
e reinaugurando
o Ano Novo a todo
o romântico instante.
A verdade nós dois
sabemos o quê já
está escrito sobre
tudo aquilo que
nos faz a cada
dia mais unidos
e mais absolutos.
