Poesias do Leonardo da Vinci
Eu
Eu sou o meu erro, também sou o meu acerto
Eu sou a minha raiva, também sou a minha paz
Eu sou o meu deus, também sou o meu diabo
Eu sou o meu amor, também sou a minha antipatia.
Eu era eu, eu sou eu, e sempre será eu
Eu sou a minha luz, também sou a minha escuridão
Eu sou a minha esperança, também sou a minha desesperança
Eu sou a minha vida, também sou a minha morte.
Eu sou a minha culpa, também sou a minha desculpa
Eu sou o meu ânimo, também sou o meu desânimo
É eu contra eu, e eu por mim
Sempre será eu por eu, e eu contra eu
Eu sou o meu melhor amigo, e também sou o meu pior inimigo.
Eu sou meu herói e também sou meu vilão
Eu sou o meu céu e também sou o meu inferno.
Eu vi pessoas fazendo de tudo, para obter o máximo de tudo aquilo pelo qual sentia ausência. E vi também todas essas pessoas morrerem de loucura.
Por falta de sabedoria a loucura toma conta de si, e a ausência do entendimento da início ao fim da vida.
Obtendo o entendimento é possível fazer um bom uso da sabedoria.
O primeiro choro vem acompanhado do primeiro sorriso.
O último choro, vem acompanhado de um silêncio eterno.
Certo dia me questionei por quê não é possível agradar a todos, logo em seguida observei um cão de rua sendo ignorado por muitos, enquanto um cão de raça estava sendo leiloado.
Eis então a resposta nesta reflexão, do porquê tal desgosto, de fato todos tem em si uma forma especial de agradar, cabe ao coração puro observar aquilo que o bolso cheio não te deixa enxerga.
Pensei e logo fui escrever
Pensei naquilo que escrevi
Pensei em acrescenta algo a mais
Pensei até em apagar o que eu escrevi
Pensei, pensei demais
Pensei !
Bem sei que, de tanto pensar o tempo passou e eu nem pensei em cogita. Pensei, não tenho porquê escrever o que penso se posso pensar no que escrever e pensar. Pensa !
Aos meus amigos eu digo-lhes, gratidão !
Por ser bom com alguém como eu, que nunca teve nada a oferecer, além de humildes obrigado.
É difícil para todos !
Força não é ter muitos músculos, força é acordar sabendo que você tem mais motivos para desistir do que continuar e mesmo assim continuar. Pegar aquele sorriso infantil e usar durante o dia inteiro e só tirar quando estiver no banho sozinho, então a mão de Deus passa sobre a sua cabeça e você percebe um alívio, uma resposta...
Naquela mistura de água do chuveiro com lágrimas de guerreiro.
Tive uma brilhante ideia de mostrar para o meu amor, que o mundo é mais feliz quando agradecemos ao Senhor.
Vai mentir para si mesmo com a intenção de enganar a si mesmo, ou aceitar a verdade e fazer o que é certo.
Podem chorar, precisamos de consolo,
Podem gritar, precisamos te ouvir,
Podem correr, precisamos nos exercitar,
Podem se esconder, precisamos procurar,
Só não podem desistir, pois precisamos de vocês !
Professor, aprendeu e agora ensina.
De tudo aquilo que aprendeste, o quê realmente gostaria de ensinar ?
A educação brasileira aprendeu, mas desaprendeu.
Os professores nos ensinam a aprendermos .
Os professores estão e devem estar sempre atualizados.
Mas, quem transfere o que os professores devem nos ensinar, também deveriam estar atualizados.
Um educador de sucesso, é aquele que quando se trata de aprender, por conta dos erros e acertos prefere ser chamado como aluno, pois estará apto para reaprender. Muitos professores e outros educadores aprendam e ensinam, mas o ideal seria que todos praticassem a reeducação.
Duas coisas importantes de serem estudadas nas escolas, a beleza e a inteligência.
A inteligente é algo tão sensível e poderosa, que quando bem treinada pode realizar coisas incríveis.
Porém, se uma pessoa inteligente for facilmente influenciada para coisas negativas, poderá correr grande riscos.
O padrão de beleza para a maioria é, ser alto, magro, poucas curvas e uma quantidade de músculos equilibrada.
Um aluno inteligente quando facilmente influenciado para obter esse tipo de beleza, pode está colocando sua inteligência e sua saúde em grande risco.
Já um aluno inteligente e difícil de ser facilmente influenciado, perceberia que o padrão de beleza é aquilo que temos de melhor, sendo melhorado todos os dias.
Tentei não chorar quando nasci e chorei
Tentei não chorar quando percebi onde eu estava e chorei
Tentei
Tentei não me machucar com essas dores, mas me machuquei, tentei, tentei.
Tentei escrever esse poema sem sentir a dor, mas doeu e senti a dor de viver esse poema antes de escrever, mas escrevi e tentei não sentir dor.
Explorando esse mundo, conheci uma planta que te leva para outro lugar, sem ter que sair de lá, por causa dessa planta houvesse Guerras e Glórias e muitos mataram e morrerão por ela, então será que é a erva a culpada ou é o mundo para onde ela te leva. Foi essa a reflexão.
As vezes criamos um mundo, onde não sabemos ainda como viver nele, porque nunca estivemos lá. Mas desejamos por conta da ignorância.
Seguindo em frente, firme e forte, sorridente.
Um ser tão lindo tem de estar sempre sorrindo, para trazer ótimas energias para o seu caminho.
Nada de Sofrer
Nada de Chorar
Pessoas Fortes nunca podem reclamar, somente Agradecer e Orar.
Para que um novo dia possa se abençoar.
Autorretrato
Faço apologia do inútil,
fomento as desimportâncias.
Não vivo sobrevivo apenas com o indispensável.
O sonho e a loucura são essenciais.
Faço oposição ao não amor.
O oposto do amor não é ódio, é indiferença.
Numa sociedade indiferente,
prefiro ser o antônimo.
Minhas palavras descalçam-se
em chão fértil de miudezas,
onde o desimportante vira raiz.
Sem pressa, sem aprisionar o tempo,
sigo plantando o improvável.
Combato o óbvio,
a pobreza da descrição cheia de certezas turvas,
com um segundo olhar.
Troco o fato pela frase,
para abortar extremistas e ditadores.
Economizo a informação,
aumentando o encantamento.
É o jeito que encontrei
de revisitar o Éden.
Utopia ajuizada não é utopia.
Penso que, melhor do que uma verdade escrita,
é uma beleza bem contada.
Tudo me serve de esteio,
cama, sofá, chão, chuveiro.
Joelhos transformam-se em apoio
e os cabelos eu faço de arreio.
Tatei-o tuas ancas e seios
enquanto revira-se em espasmos
alheios.
Desvendo teu pubescente abrigo ao
passo em que alojo-me em teus meios.
Teus Detalhes
A lúnula dança em seus dedos,
uma lua mínima que esconde
o controle das próprias marés,
branca de silêncio e segredos,
como se as mãos fossem ninhos,
guardando sonhos que dormem
nas linhas de sua palma.
Em seu coração, quatro cavidades ressoam;
os átrios recolhem memórias,
enquanto os ventrículos sopram sonhos.
A aorta, em silêncio, germina,
levando o amor e o sangue às extremidades.
E, nesse compasso oculto,
cada batida floresce.
Nos seus olhos,
a luz se desenha sob as escleras,
em lemniscatas, um caminho sem princípio ou fim,
um infinito que repousa entre o tempo,
que envolve sem pesar,
um laço suave de ternura
que flui entre a glabela e a pele.
É tão leve, tão profunda,
como flor que se abre na espera,
desabrocha em silêncio e cresce no cuidado.
Sua beleza é quieta,
uma prece que o coração faz
sem saber que está rezando.
Versos tecidos no silêncio
Quantas horas leva alguém para se tornar expert em um assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje, é a língua na qual possuo maior fluência.
Aprendi a escutar o tempo,
a respirar o compasso de cada segundo.
Ao respeitar sua dança, percebi:
o silêncio não é ausência,
mas uma fonte infinita de compreensão.
No silêncio, as palavras ganham novos contornos,
como se cada sílaba fosse esculpida pela quietude.
A ausência de som cria melodias invisíveis,
e os sentimentos nascem, livres,
sem a limitação da fala.
Uma sinfonia espacial.
Descobri que, quando a boca cala,
outros sentidos florescem.
Os olhos traduzem o que os lábios calam,
o olfato beija o tato,
e os ouvidos, ah, eles leem o murmúrio do mundo.
Na quietude, encontrei a língua do sentir.
Foi assim que fiz poesias com meus sentidos.
Professores, alunos e ostras
Professores são provocadores.
Suas ideias, pequenos grãos.
Um grão faz a ostra sofrer,
e a pérola é a resposta a esse sofrimento.
Os professores lançam grãos no silêncio da gente.
Grãos pequenos, insignificâncias...
Mas as ostras se inquietam com as miudezas,
o saber também incomoda.
Do desconforto do conhecimento,
ostras e mentes fabricam claridades.
Não é só o mar que faz pérolas,
a paciência do ensinar também.
As ideias dos mestres,
esses grãos de perguntas,
é o que fazem brotar no miúdo do nosso pensar
um clarão de entendimento.
Da Ideia à Criação
Antes da lâmpada brilhar,
houve a sombra da ideia,
um pensamento que se insinuava
como quem espreita o destino
sem revelar suas intenções.
O homem, em suas limitações,
só cria porque contempla
o que ainda não existe.
Do verbo ao cosmos,
do planar ao conceito de vôo,
tudo vibra na necessidade
de criar o novo, de moldar o nada.
Pensar é plantar mundos,
colher inovações
que o futuro não supõe.
É fazer do impossível o alicerce
e do impensável
o corpo da criação.
A primeira ideia foi o verbo,
e, desde então,
cada invenção é como uma prece
que nasce nos cantos da alma,
esperando o instante
em que essa ideia se faça matéria.
Fontana do Trevi
Caem as moedas como migalhas de brilho,
partem das mãos com o desejo de se tornarem sonhos,
e o fundo as acolhe como silêncios,
esperando que o tempo lhes devolva voz.
A fonte, imensa em sua mudez,
de costas, recebe pedidos que não ousam gritar.
Em Trevi, o desejo pactua entre águas,
como se um murmúrio pudesse concretizar o devaneio.
Cada moeda que afunda carrega um preço,
um desejo que custa a esperança.
É um pacto entre a moeda e o homem: ele joga, e a fonte o dissolve em segredo,
restituindo-lhe um pouco de vazio,
como se o vazio fosse tudo que temos.
O que desejamos, na verdade, não é sermos atendidos — mas sim que o mistério siga impenetrável,
e, no reflexo da fonte, o que buscamos ver
é apenas o eco de nós mesmos,
profundo e mudo.
