Poesias de Tristeza Pois Perdi meu Avo
Não deixes pra depois o que o céu te chama agora,
Pois a porta da graça ainda está aberta… mas vai-se embora.
Hoje o Rei te chama com voz de mansidão,
Mas um dia virá como juízo e trovão.
Faz-me vencer com amor,
perdoar com coragem
e guardar a fé até o fim.
Pois no final da corrida…
Tu estarás lá,
com uma coroa que o mundo não pode dar.
Bem-aventurados os que ali estão,
os que venceram, guardaram a unção.
Pois grande é o mistério, e fiel é o plano:
as bodas eternas… do Cordeiro Santo!
Bem-aventurado o que guarda a esperança,
que corre sem desfalecer, com perseverança.
Pois ouvirá das mãos do Salvador amado:
“Recebe a coroa! Tu foste aprovado.”
Pois amor assim, firmado em Jesus,
É farol na noite, é chama com luz.
Que venham os dias, bons ou difíceis,
Caminhemos firmes, fiéis e gentis.
Pois em cada passo, de mãos entrelaçadas,
Deus vai escrevendo nossas madrugadas.
Essa aliança é como o fogo do altar:
alimentada dia após dia, sem deixar apagar.
Pois onde Deus é o centro, o vínculo é eterno!
como chama que aquece até no inverno.
Agradeço pela frieza que enfrentei,
Pois ali eu aprendi que só em Ti me apoiei.
Quando faltou o abraço, veio o Teu consolo,
Quando me deixaram, Tu me foste o solo.
Obrigado, Pai, até pelas feridas,
Pois nelas senti Tua presença bendita.
Transforma a frieza que me rodeia,
Em brasas de amor, numa alma que anseia.
O céu se calou para ouvir o clamor,
E o Pai sorriu ao ver o temor.
Pois aquele que se achava sem erro e razão,
Foi embora com vaidade… e condenação.
Mas o que se humilhou, quebrado, ferido,
Foi justificado, foi acolhido.
Pois Deus não busca os que se exaltam em vão,
Mas os que se prostram com o coração.
Se o mundo te apontou, Ele te acolheu,
Se a igreja te rejeitou, Ele não se esqueceu.
Pois o amor de Jesus não é de fachada,
É aliança eterna, graça derramada.
Pois se o Céu celebra o arrependido,
Quem é você pra ficar ofendido?
Há um espírito sutil e perigoso,
Com aparência de santo e piedoso,
Mas por dentro é trono falso, é vaidade:
Rejeita o caído, nega a verdade.
Se esquece do Filho Pródigo voltando,
Enquanto o irmão mais velho vai murmurando.
Reclama da festa, recusa o perdão,
Mas o Pai diz: “Esse é meu filho do coração.”
CASTELO DE AREIA
Estou quase escapando entre seus dedos, pois em suas mãos percebo que não saberá o que fazer.
A sua insegurança me impede de abrir os braço, fechar os olhos e sentir o vento na cara, me impede de embarcar nessa viagem louca que é a paixão... sim, ainda que você seja apaixonante e eu seguramente louca, essa é uma viagem que eu não devo fazer, simplesmente pelo fato de ter assumido uma responsabilidade com o meu coração.
Simplesmente por não desejar jamais ser sufocada por fantasmas alheios ou por seu medo de me amar sem pesos ou medidas.
Meu coração velho, lento e cansado pede que a viagem encerre aqui, meu corpo deseja seguir e sentir cada momento prazeroso que isso passa oferecer, mas minha mente mesmo com parafusos soltos, é uma adulta, vivida e com memórias de cicatrizes, analisa e julga o caso batendo o martelo.
PÉROLAS AOS PORCOS
Jogue pérolas aos porcos, pois meu coração se alimenta de algo muito mais precioso.
Não quero vestidos, bolsas ou sapatos de grife pra desfilar aparência.
Dê-me amor, respeito, cumplicidade e o seu desejo.
Que o brilhante a me ofertar, esteja em seu olhar.
Quero sentir a magia de borboleta no estômago ao beijá-lo.
DESISTO
Eu desisto de amar, pois meu coração já não aguenta mais abrir novas e velhas feridas o tempo todo. Acho que me lançaram uma maldição, onde jamais seria amada apesar da entrega, ou o meu melhor jamais seria suficiente aos olhos mesquinhos dos outros... estou cansada, frágil, só precisava de um pouco de colo, de ser amada, compreendida, de sentir meu coração aquecido
recebendo de volta o amor que ele vem abundantemente desperdiçando ao longo da minha jornada.
Se o amor existe, eu não fui feita pra ele!
TEMPORALIDADE
Choque de ideias.
Maestria cigana.
Pois, quem diria,
ela, pensando ser a dona do seu tempo,
acabou mortal
frente a instantes
desconexos da sua vida.
Passados cem anos,
pessoas, trabalhos, amores e solidões,
abertas suas mãos,
o nada a persegue!
Dez/1992
É preciso traçar novos objectivos, pois, a vida é dinâmica.
Por conseguinte, a adaptação às mudanças constantes é fundamental e necessária.
Temos o dever moral de resgatar o africano de si mesmo, pois, foi-lhe incutido na mente o ódio contra si mesmo, contra o outro africano e contra a sua história.
É imperioso redescobrir e desenterrar a sua identidade cultural.
Em você eu não paro de pensar
Sobre você eu não paro de escrever
Sera que estou a te amar?
Pois em tudo eu vejo você...
O teu rosto eu vivo a imaginar
De manhã até o anoitecer
Sera que eu vou te encontrar?
E te olhando poder te dizer
Que você se tornou especial
Suas palavras são cheias de amor
O que sinto, sei, não é normal
Pra você já escolhi uma flor...
Que estava no jardim de um quintal
Eu peguei e senti um calor
Foi uma força sobrenatural
Isso tudo parece ser amor.
O nosso corpo pode até caminhar, mas nossa alma quer adormecer... Pois a saudade daqueles que foram arrancados de nós germina na dor.
Eu fico sem forças.
O QUE É A VERDADE NUM ORGANISMO HUMANO?
A Verdade é o que liberta, pois o que prende é a Mentira!
Num Organismo Humano a Verdade, ou a Vida que mantém o Corpo vivo, é o Cristo ou o Espírito Humano; enquanto a Mentira é o Véu-da-Ignorância.
Portanto, num Organismo Humano o Homem ou Alma Humana deve desapegar-se da Mentira e apegar-se à Verdade seguindo suas orientações ou seu Caminho para ter Felicidade e Vida.
A Serenidade é uma necessidade do pico da pirâmide de Maslow!
Pois, os que têm interesse em melhorar a sua Serenidade são raros!
