Poesias de Tristeza

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Percebo tristemente que a grande maioria prefere cultivar as sementes em solo árido a zelar pelas árvores que jorram seus frutos.
São incapazes de conviver com os seus próprios resultados e com as imperfeições oriundas da falta de dedicação.

Inserida por BALSAMELO

Não se invente.
Seja autêntico(a) com o seu sorriso ou com a sua tristeza.
Ambos, são resultados daquilo que fez por merecer.

Inserida por BALSAMELO

Uma tristeza sem tradução!
Um vazio repleto de incompletude!
Perguntas que não se respondem na definição indefinida do escoado pranto!
Antes fosse saudade, mas é literalmente lembrança da vida ida que ecoa ingratidão!⁠

Inserida por BALSAMELO

Fui vencido pela história que escutei!
Neste momento, mesmo triste, perdi a guerra, mas me libertei do combate emocional!
Com amor não se briga! ⁠

Inserida por BALSAMELO

#LEMBRANÇAS

Já fui consolo dos tristes...
Agora ando perdido entre gente...
Ir pelo mundo é um bem...
Vence quem se vence...

Muito diz quem pouco fala...
Que aplaca minha sede...
Corro muitas terras...
E não tenho me encontrado...

Quando sem alma fiquei...
Foi quando fui traído...
Tirana sorte...
Oh desgraça...
Se estava escrito...
Não gostei desse destino...

Lembranças....
Triste qual minha ventura...
Que me sustenta...
No correr dos dias...

Que os anjos do céu me guardem...
De males profundos...
O muito sem Deus é nada...
O pouco com Deus é tudo...

Correntes ainda me prendem...
Às asas da vaidade...
Ai de mim que não vi...
Caminhos errados que outrora segui...
Mas foi errando...
Que, sofrendo, aprendi...

Quem inventou a partida...
Talvez não soube amar...
Quando não mais aqui estiver...
Será que de mim alguém lembrará?

Cheguei...
Venci...
Nada!
Ninguém me ajudou...
Tive muitos amigos...
Que meu tapete puxou...

Triste sou...
Triste me vejo...
Fui mais alegre em outros dias...
Se mil corações eu tivesse...
Mil vezes poderia amar...
Hoje já temo...
Em me entregar...

Nada mais simples e profundo...
Tenho a dizer...
Sou sombra...
Mas também sou luz...
Em Deus espero...
Só ele me conduz...


Sandro Paschoal Nogueira

#UM ⁠#DIA #DE #GAROA

Lá fora...
O céu chora...
Se é de alegria ou de tristeza...
Não posso dizer...

Vejo o balanço das horas...
E o que me acontece...
O que agora...
Há de ser...

A bocejar...
Um sol em dia nublado...
Garoa...
Frio...
Aqui está...

Não estou tão sozinho...
Sim, eu vejo...
Em meu jardim...
Ali molhado...
Um anjo solitário...

Com um sorriso me convida para brincar...
Diz com seus olhos...
A vida é bela...
Vem comigo festejar...

Um retrato na parede...
Olha para mim...
Sorrindo diz:
- Vai sim...

Olho para o jardim de cá...
Breve brisa chega...
Minhas flores bailando...
Me convidam,também, para esse encanto...
Me chamam para com elas...
Também dançar...

Trinca-ferro, canarinhos, sábias...
Fazem festa no canteiro...
Doces trinados...
A orquestra...
O pardal é o maestro...

Minha rosa tão linda...
Me oferece seu perfume...
Até o meu cravo...
Esqueceu seu queixume...

A flor-de-liz me diz...
Que hoje é um único dia...
Já não mais repetirá...
Essa fantasia...

Dálias e hibiscus...
Entrelaçam seus galhos...
No balanço do vento...
Amam-se em compassos...

Lírios e jasmins...
Todos orvalhados...
Festejam a dança...
Do bem-te-vi...

Nem sempre os dias mais belos...
São aqueles de azul intenso...

Eu já amo...
Qualquer variedade no tempo...

E o anjo que continua a me sorrir...
Já me estende a mão...
Aceito seu convite...
Suas asas vão me cobrir...

A fonte, num sussurro...
Desvenda um segredo...
Diz que o amor é eterno...
Para quem tem o coração sincero...

Então, tal qual menino...
Pisando nos astros ...
Em firmamento...
Vou bailando...
Me entrego...

Ao sabor do vento...
Eternos momentos...

E o dia fica mais lindo...
Tudo mais belo....
Em minha casa...
Meu jardim...
Meu castelo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PAI #ESTRELA

É bem triste...
Cheio de tantos ais...
Que me enchem a imaginação...
Ter um pai...
Que não está aqui mais não...

Com que sonho?...
Posso tentar dizer...
Sonhar com um pai...
Sem estar junto a você...

De possuir o que não mais possui...
No céu...
Uma estrela a brilhar...
Daqui da terra...
Só lembranças...
Saudades por ficar...

Você me ensinou a ser forte...
Sem ser durão...
Me carregou em seu colo...
Sempre me deu a mão...

Eu te amei muito...
Embora nunca tenha dito com palavras...
Continuarei amando para sempre...
De todo meu coração...

Existem pessoas bem pertinho de nós que amamos de montão...
Mas nunca falamos o quanto as amamos...
Por que tamanho engano?...

Seus conselhos guardo em minha memória...
A você pai que me deu a vida...
Me fez sentir que a vida faz sentido...
Foi mais que um pai...
Foi também o meu maior amigo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ESCREVO #PARA #TI

Na vida me fiz poeta...
Nos sonhos, poesia...
Falo de tristezas...
Falo de alegrias...

Poesia tem vida...
Vida tem amor...
Tem sucesso...
Tem fracasso...
Também tem dor...

Uma transformação sem fim...
Ir do alfa ao ômega...
Ver na tristeza...
Beleza...
Ver na alegria...
Maresia...

Sangrar a dor em flores e formosura...
Celebrar a aliança entre o real e os sonhos...
Transformar as lágrimas em suspiros...
Vitrine dos sentimentos...

Felicidade já tem nome...
Só não posso revelar...
Talvez a sua não seja a minha...
Quem poderia revelar?

Mas não posso ser tudo quero...
Não posso fazer tudo que penso...
Quando fico triste me sinto poeta...
Então vivo intensamente esse momento...

Se eu só falar de alegrias...
Aonde a angústia irei pôr?

A vida precisa e tem sede de loucura e poesia...
Os dias não só são feitos...
De pássaros voando...
Sob nossos passos...
Tem algo rastejando...

Poesia é feita para sentir, e não para ler...
Mas isso...
Poucos conseguem compreender...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#FADO

Saberá o rumo se é tão grande o espaço?
Alma doce, triste e palpitante...
Quantos silêncios, quantas sombras várias...
Habita em seu peito pulsante...

Veste-se de mistérios...
Seu espírito, melancólico...
São demais os perigos dessa vida...
A serem encontrados em qualquer esquina...

E se ao luar vem se unir uma música qualquer...
Na taça que bebe o vinho transborda...
Os amores foram perdidos...
Deseja encontrar...
Tê-los ainda consigo...

E na eterna aventura em que persiste...
Quanto mais procura e não acha...
Mais insiste...
Fiel à sua lei constante...
Maior amor nem mais estranho existe...

O humano coração clama a verdade…
E além, presente na saudade...
Bem adiante...
Não abre mão de sua liberdade...

Lhe basta apenas um instante...
Para sonhar por muito...
Um amor bastante...

Pelos caminhos que anda...
Cultivando vã esperança...
Talvez um dia a encontre...
Só não sei quando...

De atraso em atraso...
Cheio de cuidados...
Vive seu fado...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#DESVALIDO

Os pés sujos...
A alma triste...
Se há esperança...
Onde está?

No gole da cachaça...
Na bagana fumada...
Nos tempos de criança...
Na alma cansada...

As roupas são um trapo...
Encardidas, mal cheirosas...
Na pele enrugada...
A face da desesperança...

Será que é amado?
Ou somente suportado?
Por alguém tão igual...
Por alguém desigual...

Deixa acontecer...
Ponto final...

O vento traz as palavras...
Tamanha humilhação...
Brilho nos olhos perdidos...
Alguém lhe tem consideração?

Não é ninguém...
Para morrer basta estar vivo...
Para alguém...
Talvez faça falta...
Mas nessa noite malfadada...
Acalenta suas esperanças...
Na marvada cana...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#PEREGRINO

Cortei as rosas...
Arranquei as dálias...
Joguei-as, tristes, sobre a calçada...

Tudo passa e nem tudo fica na história...
Às vezes nem sobra uma simples memória...

Tal qual bolha de sabão...
Ao longe uma canção...
Um caminho e nada mais...
Sem querer voltar atrás...

Um peregrino a sonhar...
Distinguindo das vozes os ecos...
Alma velha em traje de festa...
Cuja única esperança: orar...

Tendo andado muitos caminhos...
Tenho aberto muitas veredas...
Tenho vivido com minhas incertezas...

Se é bom viver...
Melhor é despertar...
Sabeis agora...
Que a verdade veste-se de ilusão...
Podeis voar...
Sem tirar os pés do chão...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#RENDAS #NOTURNAS

Triste de mim de alma nua...
Entre as rendas brancas e puras...

Aqui, acolá, acordo à vida...
Disfarço...
Chorar não posso...
Olho pro indefinido...

A confundir os caminhos...
Sozinho no mundo...
Tudo então segue a verdade...
É o que me conduz...
A esperança, a força, a luz...

Um tecido envolvendo a eternidade...
A incerteza do destino...
Esgotando na vida...
Todo o sentido...

Uns acabam...
Outros vem...
E no pensamento que se tem...
Que o que menos merece...
As vezes é o que mais tem...

Na alta noite e nas horas incertas...
Rondo sem fé e sem lei...
Ante um espelho opaco...
Não reconheço o que vejo...
Revolvendo na memória...
O mau fado...

Arranco das rotas veias...
Um suspiro rompendo as cadeias...
De chaves na mão...
Batendo o pé na calçada...
Retorno ao leito desmanchado...

A carnal tentação desenfreada...
Então, por fim, se acalma...
Paisagem morta que a terra conquista...
Aguardo os sonhos...
Esqueço das horas e mais nada...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

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⁠#AVE #MARIA

Enquanto o vento chora...
E a noite se avizinha...
Tristemente ecoa...
Uma linda melodia...
Ave Maria...

Nessa hora...
Muito fala a saudade...
Um aperto no coração invade...
Andorinhas em revoada...
Levando o sol nas pontas das asas...
E o tempo então para...
Ave Maria...

E na forma inquieta de meu ser...
A saudade é uma tristeza...
Que me dá muita alegria...
Ave Maria...

Se o espelho de minha memória...
Soube em meu peito imprimir...
Quando o chegar a hora derradeira...
Quero estar a sorrir...
Ave Maria...

E nessa tarde a cair...
Talho a minha alma agora...
À liberdade, ao amor...
À ventura, à esperança...
Sigo dando minhas graças...
Ao Criador...

Na penumbra que desce...
Estrela D'Alva resplandece...
Lua calma e sutil aparece...
Mais um dia finda...
Ave Maria...

Estremecem no céu as estrelas sonolentas...
O beija-flor já adormece...
Alguns clarões já se anunciam...
Enquanto anoitece...
Noite fria...
Mas não estou só...
Tenho Maria...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠Quando o vento adormece e surge a lua...
Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas...

E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
Elevam minha alma a tão doce e puro encanto...
Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos...
Por mim, tão vividos...

A saudade então me abraça...
Que a delirar então me obriga...
Enquanto a mim murmura...
A sonhar na vida...

Minhas partidas...
Minhas chegadas...
Noites vividas...
Alvoradas...

Ah doce amor...
Que agora beijas minh'alma...
É noite...
E é tão escura...
Nem o brilho das estrelas...
Nem o brilho da lua...
Esconde essa minha angústia...
De não ter minhas mãos junto às suas...

Tudo dorme...
Só eu velo...
Desejando você...

Que é feito de tudo?
Por que tudo assim?
Dormir, sonhar e sorrir...
Ronda rotineira...
Toda noite é assim...
A lhe buscar pra mim...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Sou, num alto de monte...
Onde bate o luar em noite triste…
Aquele que murmura nas horas mortas...
O desejo de uma vida nova...

Negra sorte...
Vivendo dia após dia...
Sobrevivendo a própria morte...

Imagens de saudades...
Varrida por temporais...
Oculto entre as brumas...
Sonhando e sonhando sempre mais...

Fugitiva deste mundo...
Se fez minha alegria...
Às noites eu amo...
E tudo finda no raiar do dia...

Lágrimas dos meus olhos são flores...
Que as semeio pelo chão...
Alumiado de sombras e luz...
Permanece meu coração...

Num íntimo pudor vou envelhecendo...
Ninguém me deseja apaixonado...
E na dor do silêncio...
Em demência me perco...
E já nem sei quem sou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Esta noite eu durmo de tristeza...
Um balão apagado...
Um caixão à cova...
A dor conhecida e não tão nova...
Vil despojo da triste alma...
De uma estrela morta...

Ainda terei alento diante o pranto?
Teu nada em um jardim de pedras...
A pá de cal como promessa...

Por dentro do que pensamos...
Sou espírito sonâmbulo...
Ser que passa no mundo, sem o ver...
Ainda correm lágrimas pelos olhos...
Doem mais as do coração...

É tão tarde para dizer as palavras necessárias...
É dia...
Mas no peito a noite já é bem escura...
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer...

Partistes...
Não haverá retorno...
Vestiu-se para um baile que não há...
Só existem saudades e fotografias...
A vida tornar-se-a agora tão fria...
Resta-me apenas crer...
Em um dia te encontrar se eu puder...
E fazer de nossa eternidade...
Outra história a contar...

In memoriam...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Porque eu te amo, escolhi me afastar. Não é falta de amor, é cuidado. Não quero que a minha tristeza toque o que há de mais bonito em ti, não quero que a dor que carrego obscureça o brilho do teu sorriso. Às vezes, amar é proteger, mesmo que isso signifique partir.

Meu amor por ti é tão imenso que prefiro suportar a saudade a permitir que a minha escuridão te alcance. Ficar longe de ti é a escolha mais dolorosa que já fiz, mas também a mais sincera. Porque amar, de verdade, é querer o bem do outro, mesmo quando isso nos fere.

Sei que nunca deixarei de te amar, mas escolho a distância como forma de preservar o que há de mais puro em nós. Não quero ser a tempestade no teu céu. Quero que sejas feliz, mesmo que a felicidade precise existir longe de mim.

Inserida por italo0140

Sandro Paschoal Nogueira





#Ah...#triste #jacú...


Jacú tão triste...

Sob garoa...



Sob chuva...



Indolente...



Hoje não canta...



Hoje nem pia...



Não procura suas frutas...



Tristeza é sua companhia...



Triste jacú...



Por que tamanha tristeza?



Sozinho...



Assustado...



Calado...



Com frio...



Molhado...



Não quer voar...



Para onde iria?



Tão triste jacú...



Jacú tão triste...



O céu o compreende...



O firmamento chora...



Vendo a grande tristeza de coração...



Aumentando mais sua solidão...





O vento frio sopra...



Convidando o jacú para brincar...



Mais ele não quer...



Não quer voar...



Só quer ficar assim...



Aguardando...



Esperando...



Sabe-se lá o por quê...





Ah... jacú triste...



Tão triste jacú...



Que fez o jardim...



Também triste chorar...



Deixem assim o jacú triste ficar...



Quem sabe amanhã...



Quando o sol voltar a brilhar...



Faz a tristeza do jacú ir embora...



E ele feliz...



Volte a voar...



Sandro Paschoal Nogueira

Encontrei Deus...

Na escuridão...


Triste e calado...

Diante de muitos que o viam...


Muitos perdidos...

Olhares sem brilho...

Que nada viam...

Vazios...

Opacos...

Não tinham brio...


Sorrisos disfarçados...

Enganos...

Fadados...


A esperança inquieta...

Tremia...

Agonizante...

Sofria...


O amor há muito jazia...

Degolado em esquina...

De noites frias...


A amizade tirou sua vestimenta púrpura...

Vendeu-se por qualquer ninharia...


Blasfemar...

Ofender...

Quem diria...

Falsa modéstia....

Grande hipocrisia...

Forma de mostrar a supremacia...

Aonde não existe sabedoria...


Um cálice tombado...

Vertendo o fel...

Notei...


Nem de todo tomado...

Restava ainda...

A grande agonia...

Do dia que iniciava...

Que não clareava...

Do tempo que parou...

No grito que saiu...

Que ninguém escutou...


Silêncio maior...

Tudo abafou...


Lágrimas não tinha...

Tudo girava...

Sombra avançava...

Garras estendidas...


A verdade que num dia foi proclamada...

A tudo ouvia...

Já não falava...

Pela iniquidade...

Teve sua boca...

Costurada...

Sandro Paschoal Nogueira