Poesias de Tristeza
" Meus olhos que somente viam sua aura
passaram a não ter calma
pesados, molhados, tristes
elos de um fim anunciado
meu coração que de tanto sonhar acordou
notou sua ausência
e por consistência passou a pedir
volta volta, volta volta
minha alma já acostumada aos incertos da vida
corria por caminhos sonhados
pensava navegar em nuvens calmas
mas tempestades a fizeram regressar...
" Não gosto do cinza
prefiro o azul
nem das lágrimas
quando não há sol
nem da tristeza
ou da partida
prefiro chegadas
corações apaixonados
madrugadas...
Há de o riso resistir
zombando de todas as tristezas
rolando nos gramados feito louco, em tardes de verão
sem medo, ser feliz
acordar
nos fragmentos de uma tela
despertar o dom
há de ter amor, de sobra, de tanto
pelos cantos, pelas frestas, nas colinas
permanecer esparramado na esteira do tempo
e num riso de felicidade, dizer:
vida, valeu...
Se choro e não oro
o choro pode até ser triste
entretanto se oro e o choro persiste
certeza que não é triste
é comunhão com Deus
e esse choro é de lavar a alma...
O verdadeiro amigo é aquele que
se entristece com a tua tristeza,
se alegra com a tua alegria e
não se incomoda com o teu sucesso,
pelo contrário, regozija contigo
em todas as tuas vitórias, mas
quando alguém se incomoda com isso,
é inveja e onde há inveja não há amizade, apenas relacionamento por interesse.
Estava pensando nesta frase do Chico Xavier: "Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"
(Sim, é terrível quando isto acontece e eu não tenho um tijolo por perto!)
Separação
A despeito do desfecho
Uma separação é sempre triste
Um anúncio na entrada
Vende-se esta casa
E vários cartazes de imobiliárias
O casamento até pode esperar
A separação não.
Já me senti triste, incapaz, sozinha e incompleta.
Eu não sou assim, e nunca fui!
Sou o oposto desta versão;
Antes era apenas o reflexo de alguém que estava ao meu lado, que não queria me ver feliz.
Hoje sou plena, realizada e amada.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Um soneto em seu olhar
Uma tristeza contida
Reconheci aturdida
Quando cruzei seu olhar
Uma profunda ferida,
Abriu-se em dois minha vida
Sem chão, sem teto, sem ar!
Fui eu a navalha afiada
Sem tato, desgovernada
Que perfurou envenenada
Rasgando-lhe o coração?
Quero morrer compungida
Vagando sem rumo na vida
Ressequida, de alma exaurida
A conclamar seu perdão.
Deise Jacques.
Vivemos tempos soturnos.
Tempos tristes...
Tempos rudes!
Tempos de louvação à morte.
Teremos tempo de ver mais humanos tempos?
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
Eu escondo dos meus olhos toda tristeza, que eu possa ver.
Para o meu coração não se machucar mais do que ele possa entender.
Sem entender continuando a bater
mesmo q sem impulso.
Impulsionando assim o sangue
Para sobreviver
Assim eu caminho sempre sorrindo.
Segurando a minha lágrima mais dolorida.
Pensando.
Como pode um corpo com vida .
Conseguir carregar uma alma morta.
Indo trabalhar.
Penso que todos os dias tenho que ir.
Todo dia é assim.
O vento triste e a poeira nos meu olhos, todo dia.
As goteiras que não sei de onde elas vem.
As garotas de programa com caras tristes e perdidas.
O cheiro insuportável de bares imundos.
O cheiro insuportável de pessoas desconhecidas.
O ar condicionado das lojas de colchões que me fazem querer implorar para trabalhar lá.
Ao menos antes de sair de casa eu leio meu livro do iluminado Allen Ginsberg.
O único com poder de me fazer relaxar durante o viagem curta porém interminável.
Santo Uivo de Ginsberg, me inspira somente em pensar nele.
Santo Ginsberg, e tenho vontade de roubar suas frases.
Santo Allen e eu continuo a fazer isso.
Sinto muito por ter nascido quando você já tinha morrido.
Olho no céu e penso em você ALLEN GINSBERG.
Céu.. o único que não abandona ninguém.. pois está sempre lá.
Divino Ginsberg que esta lá.
E há somente duas coisas que eu posso fazer para me confortar...
... ler e criar.
"A vida não deve ser levada tão a sério.
Já tem tristeza demais no mundo e quem é feliz causa repulsa nos que estão acostumados a viver num mundo sem cor."
Caí sobre minha cabeça à garoa intensa como forma de lagrimas da tristeza do desagrado divino.
Eu amo tudo que me foi concedido sem motivos e sem sentido.
O frio da solidão é a imensa dor da saudade no coração.
Amor é divino e concedido a nós de alguma forma, somos amados sem que nós não sejamos cobrados de nada.
Em meus versos me disperso da tristeza e recebo o amor com o coração aberto e transbordantes de alegria em trilhar o caminho da felicidade.
Nas palavras encontro realizações dos meus desejos, porem encontro mágoas e desalento desabafado em uma simples inspiração.
Um verso constrói seu próprio caminho não se faz infame, pois tens sentimentos verdadeiros para tocar o coração alheio.
Vivo minha realidade, realidade de tristeza que me invade com suas formas nada sensíveis;
Todos os dias eu não tenho o amor que convém ou o amor que ficou por interesse;
Selvagem se torna meu caminho aos olhos dos ímpios;
Sem um abraço eu vago para um lado e outro sem ter o próprio tempo;
Eu já me senti tão triste perdendo todos os meus sentidos sem que existisse ninguém para segurar a minha mão;
Hoje eu me senti anestesiado abrindo os braços esperando o parecer do destino;
Sei que pode me levar sem que me deixe encostar os pés no chão;
Feito uma criança me apavoro , mas eu não me enfrente se não quer a frustração;
Eu já encontrei muito mais do que bons motivos para desfazer o meu laço com a tristeza;
Não quero mais viver com os olhos escondidos, me despedaçando por um ódio que não me pertence;
Derramarei o veneno que me cerca e intensificarei o ultimo gole de esperança diluindo a tensão que atrapalha meu caminho;
Tento diluir essa tristeza que me faz mal e tanto me faz ceder a esse capricho sem conseguir acompanhar a esse passo desorientador;
Assisto-me e ensaio em frente do espelho bebendo o ultimo gole desse veneno que trancafia o meu próprio coração;
No meu silêncio eu grito para que o amor inventado não prevaleça e desate tamanha esperança;
