Poesias de Tristeza
Em certos dias a felicidade mata.
Há uma hora exata para cada lágrima.
A tristeza é sublime alegria
Do amargo de cada dia.
Quando estamos passando por momentos difíceis, é fácil se perder na dor e na tristeza. Mas, à medida que o tempo passa, essas lembranças dolorosas se tornam um testemunho poderoso de nossa capacidade de superação. Elas são provas concretas de que somos fortes e de que fomos capazes de suportar aquilo que antes parecia insuportável.
Ao olhar para trás, somos confrontados com nossas experiências mais desafiadoras. Os momentos em que nos sentimos derrotados, exaustos e perdidos. No entanto, também são nesses momentos em que encontramos a nossa força interior. Descobrimos que somos capazes de enfrentar qualquer adversidade e que a resiliência habita dentro de nós.
Cada cicatriz que trazemos em nossa alma é um lembrete constante de como somos capazes de nos curar e de crescer. Essas memórias dolorosas são como um espelho que reflete nossa jornada de superação. Elas nos lembram que somos seres em constante evolução, capazes de enfrentar qualquer desafio que a vida nos apresente.
Não devemos ter medo das memórias dolorosas, pois elas são um testemunho do nosso poder de transformação. Elas nos ensinam a valorizar as pequenas vitórias e a não subestimar nossa capacidade de nos reerguer. Cada dor que experimentamos se torna uma lição valiosa, que nos molda e nos fortalece.
É importante recordar que a vida nem sempre será fácil. Haverá momentos de tristeza, de angústia e de sofrimento. No entanto, ao entendermos que esses momentos são oportunidades de crescimento, somos capazes de transformá-los em degraus para o nosso progresso.
Portanto, conforme o tempo avança, não deixemos que as memórias dolorosas nos definam. Em vez disso, usemos essas experiências como combustível para nossa determinação. Afinal, são elas que nos mostram quão longe chegamos e quão forte nos tornamos.
- Edna Andrade
Vc jogou sal
Onde no solo do meu peito plantei saudade
De alguma forma você diminui a tristeza que meu peito constantemente invade
Como o calmo azul do céu
Como cortes de papel
Me lembra que estou vivo
Me recorda que eu existo
Me perco em recorrentes pensamentos
Talvez por ser humano ou só porque eu realmente tente
Mas eu que costumava só enxergar todo esse caos passei a enxergar você dentre esses cantos
Eu não sei como você me mudou tanto
Me mudou para uma versão melhor de mim uma versão mais verídica e fiel a quem sou tão eu que nem eu lembrava que eu poderia ser assim
Você me faz não desejar tanto o fim
Cinéfilo
Você me frustra como uma comédia romântica,
Me deixa triste como uma novela da record.
Já me alegrou como os doramas,
Tão previsível como os filmes de terror.
Já me encantou com as suas fantasia,
Criando alguns mundos imaginários
Já foi intenso como um filme de ação,
Que me deixava sem fôlego e coração acelerado.
Hoje você é um filme da sessão da tarde,
que ninguém aguenta mais ver.
Se tornou tão chato como Um príncipe em Nova York,
Tão esquecido como as novelas do SBT.
Não fique triste se as pessoas não lhes dêem atenção e nem sequer sabem que você existe, que se fodam-se assim mesmo.
O sol todas as manhãs, ele dá um belo espetáculo, mas a maioria da sua plateia, eles continuam dormindo.
Rios de tristeza
Rios de lágrimas florescentes,
escorrem do peito dolorosamente,
leito afora, solidão e saudade
se misturam pela corrente.
Uma vontade e uma angústia,
entre a foz e a nascente,
é de onde nasce e para que corre,
deságua sempre lentamente.
Assim são os rios de tristeza
que agitam a bravia correnteza
da ansiedade, aflitiva incerteza,
daqueles que vivem na esperança,
daqueles que morrem de saudade,
de um amor ausente.
Eu via nos seus olhos tristes,
Olhos de alguém que precisava ser cuidado
Alguém para beijar a ponta dos dedos e dizer: eu lhe entendo!
E ver um lindo sorriso nascer.
Aliás, eu adoro seu sorriso!!!
Porém te conheci, e percebi que
Não lhe entendo, e não gostei de não lhe entender.
Não gosto quando as coisas saem do meu controle
E eu não consigo controlar os meus sonhos, onde você insistente se fez presente nas 4 últimas noites.
Isso tem tirado minha paz.
Olhar
Você me enxerga ou apenas me vê?
Em você, eu enxergo sua tristeza através de seu olhar
Seu olhar conflitante, revoltoso como o mar
numa tempestade de verão.
Seus olhos castanhos, ao mesmo tempo tão delicados, refletem o luar que nos cerca.
Estas pequenas fendas castanhas de sua alma são belas! Tão belas que não consigo parar de admirá-las!
E você?
Você me enxerga ou apenas me vê?
Sabores
Neste mundo já provei vários sabores de felicidades, dramas, conquistas, tristezas e dores
Já mentirão, fizeram promessas e as lágrimas que me fizeram sofrer, nem mesmo assim conseguiram ver
Aqueles momentos que não me cabe mais, porém, só em pensar já me satisfaz, as fezes me pego pensando, se eu não estiver presente, que falta faz?
Pessoas esperam pessoas partir, para só assim falar - estou aqui...
mesmo sabendo que não haverá respostas, chora e fala que ama, para que tamanha hipocrisia, se quando presente não afirmaria suas respostas.
Afirmaria seus valores, suas dores e seus amores e sem pudor ou barreira de quem há quem queira estar ao seu lado e mesmo assim é se "vivendo" que provar os sabores de emoções que é estar ao seu lado.
As pessoas tem medo da tristeza, querem ser felizes o tempo inteiro, porém isso é impossível. De cada situação negativa surgem pelo menos três hipóteses de mudança, tudo dependerá do foco do indivíduo.
“A vida é feita no prazer, porém nasce da dor.”
TRISTEZA
Minh’alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;
É como a rocha isolada,
Pelas espumas banhada,
Dos mares na solidão.
Nem uma luz de esperança,
Nem um sopro de bonança
Na fronte sinto passar!
Os invernos me despiram
E as ilusões que fugiram
Nunca mais hão de voltar!
Roem-me atrozes idéias,
A febre me queima as veias;
A vertigem me tortura!…
Oh! por Deus! quero dormir,
Deixem-me os braços abrir
Ao sono da sepultura!
Despem-se as matas frondosas,
Caem as flores mimosas
Da morte na palidez,
Tudo, tudo vai passando…
Mas eu pergunto chorando:
Quando virá minha vez?
Vem, oh virgem descorada,
Com a fronte pálida ornada
De cipreste funerário,
Vem! oh! quero nos meus braços
Cerrar-te em meigos abraços
Sobre o leito mortuário!
Vem, oh morte! a turba imunda
Em sua miséria profunda
Te odeia, te calunia…
– Pobre noiva tão formosa
Que nos espera amorosa
No termo da romaria.
Quero morrer, que este mundo
Com seu sarcasmo profundo
Manchou-me de lodo e fel,
Porque meu seio gastou-se,
Meu talento evaporou-se
Dos martírios ao tropel!
Quero morrer: não é crime
O fardo que me comprime
Dos ombros lançar ao chão,
Do pó desprender-me rindo
E as asas brancas abrindo
Lançar-me pela amplidão!
Oh! quantas louras crianças
Coroadas de esperanças
Descem da campa à friez!…
Os vivos vão repousando;
Mas eu pergunto chorando:
– Quando virá minha vez?
Minh’alma é triste, pendida,
Como a palmeira batida
Pela fúria do tufão.
É como a praia que alveja,
Como a planta que viceja
Nos muros de uma prisão!
S. Paulo – 1861.
Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, eu prometo estar comigo em todos os momentos para fazer o que for possível
Felicidade Constante
Que a Felicidade
Esteja sempre presente,
Superando a tristeza,
Contornando as decepções.
Que seja luz permanente
Que deixe o amor enclausurar,
Que deixe o amor perpetuar
Intensamente constante.
o clima lá fora é que nem aqui dentro
quando chove, chove a semana inteira
da uma tristeza
e então faz sol
recupera as energias
faz sorrir as alegrias
porém nos outros dias
queima até cansar
faz suar
incomoda
atrapalha
e então chove
acalma
faz relaxar a mente
traz conforto pra gente
até o segundo dia chegar
pro ciclo nunca se quebrar
A tristeza perdura.
A fraqueza se acumula.
Nada muda e continua
Dura a vida e nula.
Em suma, sofrida!
Luz na Infância
O mundo gira, e na sombra do descaso,
Crianças sofrem, perdidas na tristeza.
Negligência, indiferença, nesse abraço,
Onde a esperança se perde na incerteza.
Oh, Humanidade, que em tua compaixão,
Devolva à infância a alegria e a luz,
Pois cada criança é a nossa redenção,
E nelas reside um futuro que reluz.
Que a luz da esperança em seus olhos brilhe,
E o futuro delas seja cheio de amor.
Neste ato, que a todos inspire,
Cuidar das crianças, eterno louvor.
Que o mundo se una por esse ideal,
Proteger a infância, nosso dever ancestral.
Lágrimas
Dos meus olhos não saem lágrimas,
Só uma tristeza caricata,
Que em forma de cascata,
Banha de solidão o meu rosto.
No infinito de tantas jornadas,
Escrevi meu roteiro no livro da vida.
Andei por todo tipo de estrada,
Mas sempre de cabeça erguida.
Nas rugas do rosto o mapa do tempo,
Imprimiu toda a minha trajetória,
Entre conquistas e batalhas perdidas,
Eu fui um guerreiro, um sobrevivente.
E sigo nessa mesma estrada, com passos
lentos... relembrando a minha história,
Pois o importante é continuar vivendo,
Acreditando que nessa vida tudo posso.
O que a vida te reserva!
Alegrias, tristezas, perdas, conquistas, calma, raiva, resiliência, amor...
A vida nos reserva sentimentos, não importa em qual idade ou situação, sempre sentiremos um desses sentimentos, é o que nos torna seres humanos.
A escolha do que sentir, essa escolha sim é nossa. Então se permita sentir tudo isso e muito mais...
Aprecie cada instante, o que será entregue ao se permitir sentir, será muito mais valioso e te ajudará a continuar vivendo.
Sinta com intensidade, viva com intensidade. O amanhã pertence a Deus, apenas se permita ser você mesmo HOJE.
Hoje, é um dia tão triste
Meu samba toca mudo
De partir o coração,
Veio a chuva forte
E derrubou o barracão,
Dona Teresa e os moradores daquela favela
Encontram-se debaixo dessa lama
Entre os escombros que a água levou,
Fui até o local encontrar o meu amor
Mas, só encontrei...
Lamento e dor,
Mais tarde veio o senhor delegado
Me avisar
Para ir no hospital
Fui trêmulo, mal pôdia caminhar,
Entre os corredores avistei
Coberto com lençol fino branco
Tomei coragem e olhei,
Era Rosinha, minha querida
Segurando em suas mãos
As cartas que lhe dei,
🎶 Chorei, chorei demais
A maloca onde eu cresci
Já não existe mais
Chorei, chorei demais
Rosinha, meu grande amor
Foi morar junto do Pai. 🎶
Vai Rosinha, vai com Deus,
Não se preocupe
Que daqui vou vivendo
E de saudades vou morrendo
Até estar novamente, junto de ti.
