Poesias de Pedro Bandeira Mariana
As estações se sucedem em seus ciclos,
enquanto vou tomando calmantes e antidepressivos
para continuar vivendo.
Enfermo! É assim que estou enquanto escrevo!
E lembro de “amigos”
que já não fazem parte da minha vida,
e muito menos do meu afeto!
Revivo os antigos sonhos,
em um mundo ideal,
eternamente perfeito e imutável,
mergulhado em um saudosismo
que ultrapassa a realidade e meu lado obscuro
que agora começo a revelar, levando você a meditar.
Não creio se esses versos terão lugar em um livro,
ou se alguém irá lê-los um dia!
Mas, se alguém ler,
não imagine que eu sou poeta,
Porque, seguramente, eu não sou!
Sou somente alguém que pensa
e começou a escrever
por ter perdido a fé em tudo que acreditava.
Cumprimento todos aqueles que leem estas palavras
e se esforçam para entender a minha maneira de enxergar
tanto a vida quanto os sentimentos,
livres dos encantadores conceitos oriundos da poesia!
Nasci como uma tela vazia,
isenta das cores que usei
para caiar o rosto das lembranças,
e desta realidade
que, subitamente, me abateu!
Com tinta sobre tintas,
cheguei até aqui;
e, como dono da cana da canoa,
naveguei em busca da tranquilidade
que, inesperadamente, me submergiu...
O Vale
Vale nasce,
Vale cresce,
Vale se expande e aparece
Vale brilhante
Vale ouro
Vale o suor e o diamante
Vale verde
Vale azul
Hoje pobre, quase nú
Vale da dor
Vale da cor
da cultura e do calor
Nosso Vale tem valor
Suas cidades são seu mundo
Seu povo, seu louvor
Suas águas massacradas
Ainda oferecem o seu amor
O nosso povo se orgulha,
E não sente vergonha
De dizer à todo mundo
Sou do Vale do Jequitinhonha
Descendo nas águas mansas
Pode ver-se que localiza
A margem direita do rio
A cidade de Salto da Divisa
Uma cidade de talentos
Gente que faz com habilidade
Mas que vive no desalento
Pela falta de oportunidade
Em mostrar sua capacidade
Esta cidade tem um sonho de verdade
Incentivar e mostrar a toda população
Que a riqueza cultural do Vale
Não é imaginação e sim realidade
Vale nada
Vale tudo
Vale a expressão e vale o mudo
Vale cara risonha, cara amarrada
Cara tristonha e cara gozada
Vale cores, falas e cantorias
Batuques, desejos e folias
Vale viver
Vale entender
O saber e o crescer
Vale valer.
Vale tudo que vier
Vale tudo que puder e quiser
Valeu o valor e o amor falado
criado, preservado, manifestado e expressado
Pelo pobre mas, nobre
Vale do Jequitinhonha.
Perdida
Conheci o belo corpo de uma mulher sexta passada e fizemos um amor como poucos fariam com aquela intensidade e energia,
no entanto, seu olhar estava distante parecia perdido,
seu coração parecia aflito.
"O coração da mulher é assim, parece feito de palha, incendeia-se com facilidade, produz muita fumaça, mas em cinco minutos é tudo cinza que o mais leve sopro espalha e desvanece."
Amar não será nunca indiferença nem conivência, o tão comumente "respeito" que vocês utilizam para evitar serem cobrados de uma atitude. É correto que não pode haver cobrança mútua numa relação, mesmo de amizade, mas isso não implica em que amar signifique tolerar ou permitir desmandos, ou utilizar-se desta "liberdade" para agir sem culpa, permitindo evadir-se de algumas responsabilidades. O respeito é , no amor, a liberdade de aprender conjuntamente, a lealdade, o carinho, a oportunidade de ser um e o prazer de ser feliz. Para amar é necessário compreender o porquê de ser, de pensar, de sentir, e de precisar dos outros. Quem tiver a consciência de existir terá a alegria de ser o amor. O simples ato de ser consciente será a manifestação do mais puro e total amor encarnado, uma condição pura de oferta à procura de satisfazer qualquer necessidade. Sem uma mente clara, equilibrada e desimpedida para ver, sentir e compreender a extensão de um ato, dificilmente poderá chegar a amar conscientemente. Quem conhece a vida plenamente, conhece e vive o amor. Ser a vida e ser amor e amado..."
"Parece que fui sofrendo golpes de rompante e que o angulo espantoso e encantador se ausenta de algumas folhas do livro do meu tempo..."
" Eu nao procuro as letras, sao elas que me procuram a mim..." Mafalda de Albuquerque in Remoinho de Emoçoes
" Como o pai costuma dizer tu saiste uma boa lirica. És nada mais do que uma lunatica. Tens a palavra sonhos desenhada nos lábios."
À você que apenas sabe criticar o que está pronto, entenda que quem fez esse pouco, quando não tinha ninguém para fazê-lo, tem a humildade bastante, para receber também sugestões, para que possamos melhorar o que está feito. Porém, se você não tem nenhuma, recomendo calar-se e buscar a mesma humildade, para aprender a fazer o que já conquistamos.
Refazer os passos, repensar ações, reestruturar minha vida. Ter uma vida nova, apenas aprecia-la e VIVE-LA.
"A confiança é de um valor tão estimável, que deve ser guardado à sete chaves, qual não se pode perder uma única vez sequer, pois esta é irrecuperável."
"Atualmente nos foi vendida, erroneamente, a “tal resiliência”, que nada mais é; do que a forma original do corpo retornar, ao invés usarem a virtude da paciência, que é o ato ou efeito de saber esperar."
"Na estrada da vida, existem dois tipos de pessoas: Umas que vivem a história e, as outras que a fazem..."
Não consegui viajar para todos os lugares que desejei, contudo, através dos livros, descobri lugares fantásticos, sem sair do meu conforto.
Ame a si mesmo, fornecendo as outras pessoas, também esta possibilidade, mas lembre-se de respeitar as opções que lhes cabem.
Liberdade é poder fazer o gosta, a qualquer momento, respeitando outras pessoas, normas e leis, sem afronta, para que futuramente não tenha arrependimento, ou mesmo peso de consciência, pelos seus atos.
