Poesias de Medo
QUEM É ESSE HOMEM
(Nepom Ridna)
Todo ano, fazem festa em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se enfeitam, como espantalho, meninas viram mulheres, meninos viram homens,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se embriagam, dançam, brincam, gritam viva! em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Melhor destino; é caminho da roça, queimar madeira, pisar no chão... ...antigamente podia até soltar balão,
Mas queimava floresta, isso não pode não!
Encontro de culturas, primos, tios, amigos, irmãos,
Hora de dançar agarrado, fazem um barulho desgraçado,
Isso não muda não.
Fazem do milho o rei, e ainda podem soltar rojão,
Mas ninguém sabe quem é esse homem,
Que todos chamam de; "São João".
(Nepom Ridna)
O tempo, clima, gritos e buscas são reais.
Seu amor não me incomoda.
Incomodaria o valor que teria que ser pago.
...se eu acreditasse, e o aceitasse.
(Nepom Ridna)
Quando tiver motivos para chorar, sorria!
Pois além dos motivos,
Ainda lhe resta a vida.
(Nepom Ridna)
...Para mim qualquer competição adversa é de uma mediocridade!!!
Vencer pelo prazer de sentir-se superior... Acho isso medieval...
(Nepom Ridna)
Mentiram tanto em nome do Amor;
Que não acredito mais nem ao menos num simples Bom dia.
(Nepom Ridna)
Houve uma época que as pessoas se encantavam apenas em olhar para o céu.
Sonhavam com uma tal: Felicidade.
Acreditavam em deuses, e num sentimento que chamavam de "amor".
E existia o fim da vida. Que eles chamavam de morte.
(Nepom Ridna)
"Eu, Marcos e Míriam"
Oi
É bom te ver
E ler no seu olhar
O sorriso ao me ver
Nos abraçar
Pegar em sua mão
E dizer; como vai
Como você está
Tudo bem
E a gente começa a conversar
Contar um pouco sobre cada um de nós
Abrindo os corações
Falar das decisões
Viver a harmonia
E toda vida
Respeitando as opiniões
Oi
É bom te ver...
(Nepom Ridna)
Todos querem ser Artistas.
A Arte é como uma Mãe.
Pois vá fazer arte! Para ver se você não apanha.
(Nepom Ridna)
Independente das marcas que o mundo nos causar.
Se houver uma luz para nos renovar; haverá vida.
Enquanto houver vida, haverá esperança.
(Nepom Ridna)
Se eu morrer durante uma forte tempestade. Com chuvas relâmpagos e trovões; terei uma morte regida pela mais bela Orquestra Sinfônica.
Algo menos; será somente um momento fúnebre cotidiano.
(Nepom Ridna)
O anonimato não apaga o brilho.
Fama; não significa sucesso.
Sucesso; é algo muito pessoal.
(Nepom Ridna)
Nada nesse mundo está totalmente definido.
O absoluto; pode ser desmentido. Nada é absoluto.
O concreto; pode ser triturado.
O forte; também precisa de colo, e afago.
(Nepom Ridna)
Os problemas devem ser usados como estímulo,
Para guiarmos para um estado de vida melhor.
(Nepom Ridna)
"Todos temos muitos medos! Mas, quando colocamos o pé na porta do medo, uma vida incrível nos espera do outro lado! Conhecereis a verdade e ela te libertará, principalmente quando essa é a sua verdade!" (CH² - mentir de alto impacto e relacionamentos)
O peso do medo
Dizem que há sombras na esquina,
sussurros frios na neblina,
olhos que espreitam na escuridão,
mãos que apertam sem compaixão.
Tranque as portas, feche o peito,
dobrem-se ao fardo do preceito.
Há sempre um monstro à espreita,
um castigo para a alma imperfeita.
No deserto, a voz bradou:
“O mar se abre a quem rezou!”
E os que duvidam, sem piedade,
são tragados pela tempestade.
Na fogueira, a chama dança,
queima o corpo, apaga a esperança.
A fé impõe o seu decreto:
“Negue-me e prove do inferno certo.”
Coroas brilham, aço brande,
o medo cresce e nunca expande.
Pois só se vê o que convém,
quem dita a lei nos faz refém.
Um novo rosto, um novo nome,
sempre há um lobo em meio ao homem.
Ora justiça, ora nação,
ora inimigo, ora oração.
E assim seguimos, sem acerto,
livres no corpo, presos por dentro.
Grades que o tempo não desmancha,
o medo pesa... e nos amansa.
Ao fitar os seus olhos,
sinto a verdade
que você teima
em não contar!
Existe um medo,
um desejo
ou um segredo?
O passo que
você não deu...
o mundo que
você não conheceu...
a mudança
que não foi possível,
por causa do medo
que te tomou!
Trovoada
O ruído do trovão é uma complexa onda de pressão, precedido dum clarão; resultado de uma ionização. Astrofóbicos ou não, todos encurvam-se com pescoços ao chão.
Para os pessimistas de plantão, eis aqui a minha consolação, sempre após o dia cinzento haverá uma coloração.
Esse calafrio na barriga; essa mudança no meu corpo ao te ver ou sentir.
Seja isso “o alimento dos sentimentos”?
Ou o medo alertando-o?
Por alguma razão, você faz parte dessa cena.
Tenho um desejo insano.
É meio conturbador;
Em, querer sem poder.
Afeta minha alma.
Me faz enlouquecer.
Porque tem que ser assim?
Distâncias e medos
Não fazem sentido.
É um embaralho entanto.
Conturbado? Sim! Fico.
