Poesias de Luis de Camoes Liberdade
Estremeço de prazer por entre a novidade de usar palavras que formam intenso matagal. Luto por conquistar mais profundamente a minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade.
É tamanha a liberdade que pode escandalizar um primitivo, mas sei que não te escandalizas com a plenitude que consigo e que é sem fronteiras perceptíveis.
Esta minha capacidade de viver o que é redondo e amplo - cerco-me por plantas carnívoras e animais legendários, tudo banhado pela tosca e esquerda luz de um sexo mítico.
Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma ideia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens.
Odeia-se aquele que é livre,
porque perturba o descanso
das pessoas rotineiras.
O louco é insuportável,
porque vive perdido
na liberdade total.
Sabe que minhas fantasias e malícias só existem com você, das coisas que te falo, algumas acontecerão e outras não...
Fidelidade é uma questão de espírito...
Vai ter que aprender a usar teu coração para me sentir ou jamais me conhecerá de verdade... serei apenas um personagem da sua imaginação.
Nossas brincadeiras, um delicioso faz-de-conta onde somos personagens.
Desejamos as mesmas emoções...
Desejamos amar aquele amor platônico, atípico.
Dos meus desejos você é o único que faz valer minha vida!
Amo a liberdade, principalmente a sua.
Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas,
mas, como eu não era comunista, eu me calei.
Quando vieram atrás dos sindicalistas,
como eu não era sindicalista, eu me calei.
Quando prenderam os social-democratas, eu me calei;
eu não era social-democrata.
Quando prenderam os judeus,
eu me calei; eu não era judeu.
Quando vieram atrás de mim,
não havia mais ninguém para protestar.
Nota: Trecho de sermão do pastor alemão que posteriormente inspirou o texto atribuído a Bertolt Brecht.
...MaisO amor? Não sei! Ele nos prende, também!
Sabe o que eu acho?
Mais que o amor, o dinheiro, a fé, a fama, a beleza me dêem a verdade.
A verdade nos torna livre e deixa as pessoas livres!
CADEIAS PARTIDAS
Quero soltar estas negras correntes
que me prendem e fazem mal,
quero viver livre, cantar, quero amar!
Deixar cair, um a um, todos os elos,
ganhar a liberdade por minutos.
Quero voar pelas planícies,
encontrar nas alturas do céu
o teu amor perdido no abismo da terra.
Quero que só nós dois, unidos
num último e desesperado vôo,
busquemos a felicidade adormecida.
Há uma verdade absoluta: a que cada um tem a sua própria verdade.
Há pessoas, no entanto, que vivem à procura da verdade nos outros. E há outras que procuram impor sua verdade aos outros.
Umas querem ser escravizadas. Outras querem escravizar.
Quem precisa de senhor, tem vocação de escravo.
Quem escraviza, precisa de escravos.
E se precisa de escravos, é porque não alcançou a liberdade.
Corre, menina, que a felicidade te espera.
E não a perca.
E não se perca.
E seja leve.
E seja livre.
E seja feliz.
Bem feliz.
"E prefiro seguir assim...
Com simplicidade,
Leveza na alma,
Sem muitas bagagens...
Prefiro seguir os caminhos
onde mesmo sem ver,
posso sentir a luz.
Gosto da sensação de liberdade,
consciência tranquila e paz interior.
Não costumo adubar as tristezas,
muito menos cultivar o rancor.
Tudo em mim dura o tempo necessário,
seja na alegria ou na dor."
Célia Cristina Prado
A criatividade é a maior forma de rebeldia da existência. Se deseja criar, você tem que se livrar de todos os condicionamentos; do contrário, sua criatividade não passará de mera imitação, será uma simples cópia de algo.
Você consegue ser criativo somente como indivíduo, você não pode ser criativo como parte da psicologia das massas. A mentalidade coletiva não tem criatividade; seus membros levam uma vida enfadonha; eles não conhecem realmente a dança, a melodia, a alegria; são seres mecânicos.
A pessoa que pretenda ser criativa não pode seguir o mesmo caminho dos outros, uma senda excessivamente trilhada e batida. Ela tem que descobrir seu próprio caminho, tem que pesquisar nas selvas da vida. Ela tem que caminhar só; tem que ser um não-conformista com os valores da psicologia das massas, da mentalidade coletiva.
Como você pode manter um passarinho preso em uma gaiola e ainda assim chama-lo de seu ?
Seu seria se ele estivesse livre e mesmo assim decidisse ficar
Permita ser mal visto, mal falado, mal avaliado!
Permita que se enganem a seu respeito, que deem risadas pelas costas!
Permita que julguem, que cochichem, que acreditem saber quem você é!
Permita que “olhem torto”, que se afastem, que o excluam, que o rejeitem!
Enfrente seu maior pesadelo e veja que sim, ele acaba em morte!
Morte deste que era escravo “dos outros”.
E então viva, viva livre, sem medo.
Porque o “outro” não tem mais poder sobre você.
Tanto no socialismo/comunismo/bolivarianismo, como no fascismo ou nazismo, a história nos mostra que sempre vai dar merda no final, ou você perde seus bens ou perde sua liberdade ou perde sua vida.
Pessoas perfeitas não mentem, não bebem, não brigam, não erram e não existem. Nesse mundo só existem pessoas que fazem a diferença em meio às imperfeições. Enquanto alguns perdem tempo escolhendo pessoas perfeitas, eu escolho as que me fazem bem. Fala sério!! Querer um ser perfeito é o mesmo que desejar não existir!
O trem da nossa vida um dia parou / as estações sei que talvez já não existam / mas há uma saudade que ainda viaja / porque a lembrança é uma viagem sem fim.
Meu Coração
Eu tenho um coração um século atrasado
ainda vive a sonhar... ainda sonha, a sofrer...
acredita que o mundo é um castelo encantado
e, criança, vive a rir, batendo de prazer...
Eu tenho um coração - um mísero coitado
que um dia há de por fim, o mundo compreender...
- é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado
que habita no meu peito e enche de sons meu ser...
Quando tudo é matéria e é sombra - ele é uma luz
ainda crê na ilusão, no amor, na fantasia
sabe todos de cor os versos que compus...
Deus pôs-me um coração com certeza enganado:
- e é por isso talvez, que ainda faço poesia
lembrando um sonhador do século passado
20 de Junho de 1942
Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo o tipo de coisas de dentro do meu peito.
O verbo amar
Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.
Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.
Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...
Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!
(Do livro - Bazar de Ritmos - 1935)
Círculo vicioso
Um dia, milhões de bebês choraram na liberdade uterina do milagre da vida: nasceram. Não vestiram seus corpos, não lhes calçaram sapatos nem lhes deram o conforto do seio materno, antes da posse do sonho infantil, foram rejeitados, ao rigor do abandono.
Um dia, mãozinhas trêmulas, inseguras, sem afeto, bateram na porta do vizinho, procurando abrigo. Não havia ninguém ali para oferecer afeto nem portas havia na pobreza do lado. O menino escorregou na direção da rua.
Um dia, a criança anêmica foi eleita à marginalidade da escura noite e disputava papelões e pães no lixo do depósito público. Aos tapas, cresceu como grão perdido no vão das pedras, sem a mínima possibilidade de sobreviver: sem teto, sem luz, sem chão.
Um dia, o adolescente esperto teve alucinações de vida e o desejo de conferir a sociedade: candidatou-se à luta amarga do subemprego. Alvejado pela falta de habilitação, foi condenado como vagabundo, recebendo etiqueta oficial de mendigo.
Um dia, o adulto desiludido, amargurado, sem emprego, sem referencial, saiu à procura do amor. No escuro, mas cheio de esperanças, foi colecionando portas fechadas pelo caminho. Sem Deus, sem nome, sem avalista, sem discurso, acreditou no “slogan” das campanhas sociais.
Um dia, o menino mal nascido, mal amado, mal educado, não soube cuidar do filho que nem chegou a ver. Não ouviu seu choro. Imaginou apenas que, após nove meses de duríssima gestação, alguém brotara de um rápido encontro, irresponsável, assustado e vazio que sempre ouviu dizer que se chamava amor.
