Poesias de Gregorio de Matos Guerra

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⁠O "Deus de Spinoza" é uma metáfora para a maravilha do universo, um reconhecimento das leis naturais como algo digno de reverência, mas sem consciência ou intenção. Contrastando isso com o Deus pessoal dos teístas – que responde a preces, dita moralidades e tem um plano para a humanidade – o salto, como Hitchens aponta, é enorme.

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⁠Os estados americanos que ainda permitem a palmatória são religiosos. Sam Harris, em sua crítica à religião e aos métodos tradicionais de educação e moralidade, frequentemente aborda como o condicionamento por medo ou punição é arcaico e contraproducente. Um exemplo que ele destaca é a prática de punições corporais em algumas partes dos Estados Unidos, especialmente nos estados mais religiosos.

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⁠O ateísmo vai surgir como estado natural das coisas, como melhor educação e melhorias de vida da população. O ateísmo, diferente da religião, surge como estado natural da humanidade. O ateísmo não é um produto, e nem precisa ser imposto.

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⁠É comum ver argumentações religiosas que tentam usurpar o progresso da humanidade e dar para religiões, especialmente o cristianismo: as evidências mostram que a religião pode ter atrasado a humanidade em séculos, e gerado sofrimento e dor desnecessários.

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⁠A medicina está passando por uma revolução científica silenciosa que, no futuro, poderá redefinir a maneira como entendemos a vida e a humanidade. Isso significa que o que significa ser humano não será diferente de ser um hard drive. Se sermos comparados com macacos tira os religiosos do sério, não posso imaginar a reação quando descobrirem que somos hard drivers.

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⁠O ateísmo vem sofrendo mudanças rápidas nas últimas décadas. O termo ateu é antigo: os cristãos já foram chamados de ateus no passado, na Grécia quando o cristianismo ainda era uma religião marginalizada. Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor (Paulo Freire), resume bem o que ocorreu com o cristianismo. Depois de sofrerem nas mãos dos gregos e egípcios, eles se tornam por mais de 2.000 anos os opressores, usando o termo ateísmo contra outros, o que lhe foi feitos antes.

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⁠O cristianismo, que nasceu como uma religião marginalizada e perseguida, transformou-se ao longo dos séculos em uma força hegemônica, utilizando o mesmo tipo de exclusão e opressão que outrora enfrentara. O termo "ateísmo", que no passado simbolizava uma recusa a certos panteões religiosos, foi ressignificado pelo cristianismo para estigmatizar aqueles que rejeitavam ou questionavam sua visão teológica.

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⁠O cristianismo se baseia em obediência cega, e zero criticismo e evidências. São cegos guiados por cegos e guiando outros cego, rumo ao precipício que ele chamam de arrebatamento, onde o desastre tem um nome: anticristo, onde todos serão levados para o lado de Jesus eternamente.

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⁠A representatividade política é importante para qualquer grupo. Somente o fato de ter uma bancada ateia seria um paradoxo uma vez que vivemos em um país laico. Mesmo assim, isso seria impossível no Brasil atual. A bancada da ciência enfrenta desafios: entre cientistas, o ateísmo é alto, apesar de não ser um consenso.

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⁠A boa notícia, se assim podemos chamar, é que as mulheres sofrem mesmo. Em uma pesquisa local que fiz, disseram, mulheres disseram “somente voto em mulher se for competente”. A parte curioso: nossa politica está cheia de homens competentes? Claro que não. Ou seja, o preconceito contra ateísta também existem contra mulheres, que é algo construído socialmente. As mulheres estão na frente dos ateístas em intenção de votos, isso significa que os ateus podem virar essa balança se aprenderem com as mulheres, com emancipação feminina.

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⁠Ateus podem ser igualmente idiotas quando não usam evidências. Eu já tive essa experiência com Albert Einstein. Muitos ateus não gostam que falo que Einstein negou o ateísmo. Ele nem leem as minhas postagens quando compartilho. Isso é uma visão dogmática de Einstein e do ateísmo. Ateus podem igualmente caírem em dogmatismo caso não usem leituras, evidências e fatos. E foi esse ateísmo dogmático que Einstein rejeitou e alertou sobre.

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⁠Uma crítica ao ateísmo é que a moral ateísta é relativa, isso vindo de pessoas que mudam de igrejas como mudam de rouba e justificam atrocidades do velho testamentos como “naqueles tempos era diferente”, que os ateus podem distorcer a moral deles para fazer atrocidades, e justificar qualquer coisa.

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⁠O cristianismo frequentemente promove uma visão universal da moralidade, na qual os valores pessoais devem ser aplicados à sociedade como um todo. Isso dificulta a separação entre ética privada (como uma pessoa vive sua vida) e justiça pública (como a sociedade regula comportamentos).

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⁠Esse é o desafio: sistema brasileiro parece ter internalizado a importância de manter a população ignorante e profundamente religioso. Isso facilita o trabalho deles.

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⁠Ferramentas como a Comunicação Não-Violenta (CNV) para o utilitarismo ou práticas como ações afirmativas para a justiça mostram que mesmo ideias abstratas podem ser traduzidas em ações tangíveis. O desafio é equilibrar o ideal com a realidade, reconhecendo que a perfeição talvez nunca seja atingida, mas o esforço por ela pode gerar progresso significativo.

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⁠O utilitarismo propõe uma abordagem diferente, baseada em maximizar o bem-estar e minimizar o sofrimento. Diferente do cristianismo, o utilitarismo não romantiza o sofrimento, como necessário e divino, como algo inevitável.

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⁠A moralidade tem sido historicamente moldada por narrativas religiosas, que oferecem uma estrutura de certo e errado fundamentada em crenças metafísicas. No entanto, em um mundo cada vez mais plural e secular, a necessidade de um sistema moral desvinculado de dogmas sagrados é evidente. Como exploramos extensivamente nesse livro, uma moral baseado em figuras externas, crenças metafísicas, focam em agradar uma entidade fora dessa realidade. Isso coloca humanos como segundo plano, nos forçado sofrimento desnecessário para tentar agrada uma entidade metafísica (Deus de Abraão), que nem sabemos se existe, ou mesmo que se importa caso exista (Deus Eric).

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⁠Ser ateu não deveria ser o suficiente. Junto com ateísmo, deveria vir um compromisso com a leitura, pensamento e raciocínio. Um compromisso com o conhecimento, e não falar asneiras.

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⁠A.C. Grayling destaca que a moralidade ateísta, ao contrário das alegações frequentes de seus críticos religiosos, não é relativa ou frouxa. Pelo contrário, ela se baseia em um conjunto claro de princípios que são essenciais para o funcionamento harmonioso da sociedade e para o bem-estar de todos. Em sua visão, existem regras que devem ser mantidas, mas elas não derivam de submissão a uma autoridade divina ou do medo da punição eterna. Em vez disso, essas regras emergem da razão, da empatia e de uma compreensão profunda das necessidades humanas.

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⁠Para mim, ateístas chamando o outro de arrogante é ridículo. Arrogante é um conceito cristão. Vem da ideia de que não podemos mostrar orgulho, um pecado. Digo e repito, ser ateu vai além de participar de grupos de Facebook, WhatsApp. Um ódio primitivo e infantil de religião que pega no caminho até mesmo “religiões” que nunca causaram dano ao ateísmo, e menos ainda oferece ameaça ao ateísmo. Isso para mim é um ateísmo primitivo.

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