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Poesias de Gregorio de Matos Guerra

Cerca de 83719 frases e pensamentos: Poesias de Gregorio de Matos Guerra


Vivemos uma peça surreal,
à margem, a realidade nos procura,
olhamo-nos diariamente com ternura,
no entanto, quase nunca nos tocamos.
A vida nos obriga a muito:
A ficarmos calados...
a ficarmos doentes...
a ficarmos tristes...
ou mesmo contentes.
Nos deixa aflitos
ou apaixonados...
explodindo de alegria
ou desesperados.
A vida apronta
e também ensina,
a vida apaga,
e a vida ilumina.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠Não é o banal, que me agiganta
nem o corriqueiro, que min'alma guia.
Mas o vendaval, que explode em mim,
e essa vontade voraz, que nunca me sacia.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠Não consigo te manter distante.
O meu não, deve ferver o prazer em ti.
Pensas que me enganas com palavras tolas e banais.
O acervo mais completo em ti eu já os lí.
Respiras em pensamentos.
Eu soletro em palavras.
Meu não, para ti, é um sim
Quando digo que SIM.
Tu me vem com o: TALVEZ.
Se me deixo pensar e eu quero digo: NÃO!
E dai pela tua prepotência não curada
E os meus devaneios sentimentais fazem com que venhamos nos encontrar outra vez.

Inserida por Sonhadordaescrita

ANDORINHA.
...
...
A andorinha quando aprende a voar
Ela jamais volta ao seu ninho para ficar.
Sobre o ar e o vento ela começa a bailar.
Pousa também em ambientes que se sente segura.
Tentei escrever como te conheci.
Pensei na ANDORINHA e vi que não vale apena voltar atrás.
Tenho que seguir.
Te deixo pelo caminho.
Não quero mais voltar ao ninho.
Fica a lembrança de um passado lindo.
Quero voar!
Quando puder pousar, quero colocar meus
Pés onde sinto segurança.
Voa andorinha.
Voa andorinha.

Inserida por Sonhadordaescrita

⁠Eu amaria me entregar por completo à ti,
Renunciaria o imprevisível, o intangível e o infinito...
Mas meu coração se oblitera quando da luz só enxergo e ouço o imperceptível
Pois mesmo que com toda fúria eu rogue para que à ti eu seja um favorito,
Ainda à mim faltará grandeza para calçar as sandálias de um discípulo
Ainda à mim faltará a natureza de em última instância clamar pelo nome de seu filho.
Saiba porém que apesar de no ombro pontiagudo da angústia eu repousar
Não esquecer-te-ás que meu amor imutável por ti não há de se imutar.

Inserida por oFelipeMatos

⁠A mais maléfica das desonestidades não é a que engloba a riqueza material,
mas a desonestidade intelectual. Esta mata a boa fé do homem simples, pois, o desonesto intelectual conhece a verdade, porém, dissemina a mentira como se verdade fosse.

Inserida por jornalcanario_canario

⁠Se vc mata por amor... ainda é Amor? ou vira egoismo... Amar é bom, exeto quando vc idolatra seu amor, Ai nesse momento, o seu amor não correspondido se torna raiva...
Então, vc ama alguém e é feliz? ou ama AMAR? e se odeia por não conseguir fazer isso direito?
Ou talvez vc se odeie, por que o egoismo de agir impulsivamente por amar, tenha causado sofrimento a quem vc ama? Pra entender seu Odio, procure entender seu Amor! Reflitam...

Inserida por guilherme_matos_1

Rosa-Mulher

Ela é delicada, mas não se engane, ela não é indefesa.
Ela é flor que nasceu em meio ao caos.
Ela tem belas pétalas, mas também tem fortes espinhos.
Ela teve que aprender a se proteger para manter sua essência.
Ela se mantém linda e perfumada para os que se mostram dignos de aprecia-la.
Ela sabe que não é qualquer homem que tem aptidão para ser seu jardineiro.
Ela sabe que merece ser cuidada e não
arrancada de si mesma.
Ela sabe o que é melhor para si.
Ela é Forte, Ela é Rosa, Ela é Mulher

Inserida por natalia_matos

Fases

Concentre-se no meu olhar
Será que você consegue me decifrar?
Algo diz-me que devo te esperar...
Não sei quem veio me falar
Mas a voz faz-se presente no meu pensar

Mais um dia querendo entender o além
Sabendo que não me contento com a conclusão de ninguém
Quero dormir em paz, não aguento ouvir sussurros cheios de desdém

Hoje, finalmente pude rir de verdade
Minha planta favorita sentiu solidariedade
Ela não quis ser regada com as minhas lágrimas, então me encantou com sua bondade:
Floresceu, entardeceu, morreu!

Nesse momento pude perceber como a vida é cheia de fases.

Inserida por matheus_matos

⁠A caminhada te acolhe
Dizendo o horizonte à percorrer
O silêncio sauda
Combatendo o medo
No universo das incertezas
Uma pausa não é um luxo
Equilíbrio do corpo e mente
Uma escada, uma ponte
Vida de pensador e sonhador
Vitalidade e persistência
Para recomeçar de novo.

Inserida por janiquelymatos82

⁠Quando morre o apego
Que pouco nos tem falado,
Nasce um novo sentimento
Sem amarras, e alado.

É a centelha da liberdade
A verdadeira riqueza
Um despertar de verdade
Um "choque" da natureza.

Um universo novo se mostra
Sem angústia, sem pressão...
O que te oprimia e cobrava
Não fala mais, ao coração.

Morreu tarde, o apego...
Não deixou nenhuma saudade
Pois onde foi sepultado
Nasceu um pê, de liberdade.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠Quando tudo fica desorganizado por dentro, eu quero apenas ficar em silêncio.
Até que tudo esteja organizado novamente.

Inserida por ReginaMatos

Eu não sei o que esperas
O seu silêncio me tortura

A brisa do mar veio me acalmar
Ela disse pra eu não me magoar
Mas esse conselho foi se atardar

Sinto que existe um mar entre ambos
Isso afoga às minhas esperanças
Mais uma vez me encontro à deriva
Boiando num oceano de dúvidas e feridas

Deveria ser pecado amar-te
Não quero ter que renascer para entender
Que eu não fui feito pra você

Prometo consertar esse meu desencontro
Resolver os meus confrontos
Mas não agora
Vou embora
Na dúvida
Se vou
Sobre
viver

Inserida por matheus_matos

⁠A lua e sua misericordiosa aurora:


Enquanto desliza pela minha garganta o último gole de espumante,
Inclino para trás a cabeça e vejo a lua piscar não mais tão pujante.
Minha visão está turva, a obra já não me parece mais tão nítida
Seria o pecado culpado de nossa cegueira tão explícita?

Quando passamos a negar o transcendental e alegrar-se no vulgar trivial,
A lua deixa de pulsar o brilho através de ti, e torna a apagar-lhe com o mau.
Sendo a sombra do homem sempre maior que ele próprio,
Raro será quando este recorrer à lua por uma parcela de seu piedoso clarão visório.

Inserida por oFelipeMatos

A agonia do enigma

O novo diabo do século se mistura, mas não deixa ser visto;
Exerce controle mundial, mas não tem um cargo definido;
Provoca sintomas de angústia profunda, mas o remédio é o veneno e a cura uma incógnita para todos;
Ele turva olhos justos e os lança no calabouço das incertezas;
Silencia bocas corajosas e realça palavras vazias e infelizes;
Faz facínoras lançar pânico ao vento por regalias sociais e políticas;
Seus meios demoníacos uniformizam personalidades e descarta exclusividades;

O novo diabo do século cria e educa seus próprios filhos, e à ti continua não familiar?

Inserida por oFelipeMatos

⁠Em Busca

Eu não sei como dizer
Eu não sei pra onde correr
E essa saudade vai doer...
Mas não vou me esquecer:
Do amor que sinto por ti
Do quanto eu fui feliz
De tudo que você me fez
De tudo que eu não fiz

Mas eu irei de prosseguir
Pra onde Deus me guiar
Pra onde o vento me levar
Prometo não desistir
Sei que não sou um bom guri
Mas não sou de menti

Sentirei falta dessa terra Santa
Da chuva diária, da nuvem nublada
De mainha gritando: não se atrasa
Das mangueiras e praças
Dos meus portos seguros, de onde tanto tirei forças para não desistir

Mas aqui sigo
Olhando para trás
Com o coração em busca de paz
Na esperança de um dia
Rever minhas amadas
Beijando-a pelas docas e sendo abraço pelo vento do rio, perante o Mangal das Garças
Nas Estações que permitam declarar-me diante do pôr-do-sol da praia
Firmando que o nosso amor não a de desencarnar.

Inserida por Preto_matos

⁠Ele está vencendo-me

Meus olhos perduram a derramar lágrimas por quem não as merece
A imagem do meu corpo sem vida no chão não livra minha mente, apenas a obscurece
A fantasia sombria cobre minha pele de calafrios, temo que seja uma premonição da minha vindoura realidade
Mas me deste tantos dons a oferece-los... Eu ainda teria após isso legitimidade?

Ó Pai, sabes que um abraço seu significaria à mim, tal miserável, um ultimato à morte e avivamento do mais belo quadro...
Dessa forma, lembre-se de meu sorriso quando lançar-te insultos,
Afinal,
Meu amor imutável por ti não há de se transfazer imuto.

Inserida por oFelipeMatos

O sonho ilusório


⁠Seu abraço sempre foi imperceptível e frio, ainda sim pude senti-lo em um sonho vívido...
No sonho, seus braços cobriram me de calafrios em um curto regozijo,
Transformando minha insuficiente ilusão em um momento de real fascínio.
Mas fora um sonho criminoso que após segundos de aurora roubou a de mim e destruiu me como num violento latrocínio.
No fim, talvez seja esta a definição de subir e descer do paraíso.

Minha esperança em vê-la só se aquietará quando do céu caírem as estrelas e tamanho brilho eternamente cessar,
pois,
acredito na lua e em suas providências de um dia novamente nos aproximar.
Mas temo que seja apenas um delírio, ou tentativa de reviver algo que jamais ao menos fora recíproco
Pois tive de abrir meu coração e dele derramar o sangue que formou estes versos agoniantes descritos.

Lhe emprestei o que me mantém vivo, agora aguardo por ti para que me prove que não foi em vão meu sacrifício.

Inserida por oFelipeMatos

⁠A anestesia do pecado


Inoculo debaixo de minha língua o veneno torpe
Sinto meu coração se fartar com anestesia, enquanto minha alma se dissipa da presença divina

Ora, entendo que sua silhueta não deve ser confundida com a do pecado
Mas sem atender á meus ídolos de pó, meu nome na sepultura já estaria prostrado

Meus dias andam inférteis como o vale da morte
Quando a esperança parece alcançar-me, estremecido, o Diabo e sua fúria vem a galope

É como se tivesse com seus próprios punhos, ó senhor, desfigurado minha face
E ao cobrir meu rosto com um véu, acusasse me de vaidade
Mas murmuro como filho, membro da noiva que aguarda por seu eminente resgate.

Vencido outra vez pelo anjo, o veneno inoculado retorna a escorrer pelos meus lábios
O vórtex do pecado, no fim, tarda minha percepção do dano por mim mesmo causado.

Inserida por oFelipeMatos

À todas as mães

Como são belas
todas as mães,
com suas mãos que afagam,

por todo o amor
e todo carinho.

Se sou passarinho,
voei de tuas belas mãos,
minha velha mãezinha,

e és o meu pouso
seguro e tranquilo
de volta ao ninho.

Como são belas
tuas mãos enrugadas,
minha velha mãezinha,

pois nelas há um mapa,
para cada etapa
dos meus caminhos.

Osman Matos⁠

Inserida por osmanmatos2