Coleção pessoal de osmanmatos2

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À todas as mães

Como são belas
todas as mães,
com suas mãos que afagam,

por todo o amor
e todo carinho.

Se sou passarinho,
voei de tuas belas mãos,
minha velha mãezinha,

e és o meu pouso
seguro e tranquilo
de volta ao ninho.

Como são belas
tuas mãos enrugadas,
minha velha mãezinha,

pois nelas há um mapa,
para cada etapa
dos meus caminhos.

Osman Matos⁠

Osman Matos

⁠“Como são belas todas as mães, com seus seios que amamentam e amam, e todos os ninhos. Se sou passarinho, voei de tuas belas mãos, minha velha mãezinha, e és o meu pouso, tranquilo e seguro por todo carinho. Como são belas as tuas mãos enrugadas, minha velha mãezinha, pois nela há um mapa para cada etapa dos meus caminhos.”

Osman Matos (Poesia em Gestação)

⁠“O segundo, enquanto não vem, é sempre inédito; quando está sendo, é sempre eterno como agora.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“Tudo passa quando passo de automóvel; na verdade, tudo fica; eu, que pássaro.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“Hoje, ninguém memoriza nada. Estamos voltando ao Google-dá-dá?”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“Nós somos breves como o voo de uma bolha de sabão. Mas nem por isso precisamos correr tanto, como estão fazendo os cabeçudos. A bolha de sabão curte a sua brevidade, voa leve e devagar, observando tudo.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“As lagartas viram borboletas, mas os homens anjos ou demônios.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“A árvore, morta, espera ressuscita e brota, perdoando o homem.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“Sempre haverá um lugar azul por trás de um céu cor de chumbo.

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“O planeta esquenta, mas não derrete a frieza do capitalismo.”

Osman Matos (Bolhas de sabão)

⁠“A formiga que vai, cumprimenta a que vem e não há contramão ou destinos diferentes; a estrada tem o mesmo sentido, o mesmo caminhar, a mesma direção.”

Osman Matos

⁠“A Maternidade é um bem maior que tudo e isso não é absurdo. Precisamos apontar pra humanidade as potentes lentes do Hubble.”

Osman Matos (Poesia em Gestação)

⁠“São indispensáveis as pesquisas da NASA, mas não fizemos aqui, ainda, o dever de casa.”

Osman Matos (Poesia em Gestação)

⁠”O capitalismo selvagem não tem dó; lares como o de Dolores, não têm dólares.”

Osman Matos (Poesia em Gestação)

⁠“Era melhor investir na desigualdade, a gastar num espaço sideral sem humanidade.”

Osman Matos (Poesia em Gestação)

Rua cheia

Depois dessa pandemia,
continue ficando
por muito mais tempo
em sua residência com a sua família.
Vá à casa de algum amigo,
de algum parente,
de algum vizinho,
ou os receba em sua casa
numa noite de lua
para que você possa vê-la brilhar
e não esquecer, jamais, também, das ruas…
É lá que a cidade acontece,
é lá que a realidade é nua e crua;
o filho chora, a mãe não vê,
e é a casa onde muita gente mora,
inclusive a nossa inadiplência
com seus juros de mora.

Osman Matos

⁠#Fique em casa
Aproveite essa quarentena
e seja um vasculhador
para tirar as sujeiras de seu teto.
Fácil demais, não?
Você tem um telhado a seu alcance,
por isso você tem cabeça.
Não podem fazer o mesmo,
os vasculhadores de cabo longo
que moram no bairro Ar Livre na Rua Padeça
Fácil demais, não?
Chamá-los de loucos,
“— Deus lhe favoreça”
Difícil demais, não?
Sem ter um telhado ao alcance,
como ficar em casa e ter cabeça?

Osman Matos