Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Pai, venho aqui neste momento te agradecer por tudo que tens permitido na minha vida, digo, as bênçãos e também as provações porque sem elas eu não saberia o tamanho da minha força que concedestes nas horas horas de sofrimento.
Pai, tenho tanto a agradecer, tenho tanto a Te dizer, em oração te imploro por perdão, em contrição espero em Ti Senhor para livrar-me do mal e dar em dobro tudo quanto a mim for desejado. Pai, em todas as horas do meu dia, tenho dentro da alma, pensado e agradecido por estar constantemente comigo, cuidando e olhando por mim e por minha família. Pai, da-me entendimento para fazer a tua vontade e obedecer os teus preceitos, porque a mim destes a vida, a mim destes certeza da salvação e do perdão.
Amor maior não há, amor igual não existe senão o amor do Pai por seus filhos, sei o quanto me amas mesmo sem eu merecer. Pai, envolve-me com Teu manto sagrado e faz de mim um vaso novo para que eu venha entender e obedecer do teu Grande Amor.
Pai, agradeço por ser quem sou, e ter o que tenho, por ser tua filha e por ser meu Pai. Piedoso, Grandioso, Justo, Bom e Compassivo.
Pai grandioso, Pai amigo, Pai de Amor és Tu Senhor!
Acreditar no inacreditável, este é meu maior defeito!
Crer que posso receber a recíproca verdadeira de um
sentimento que jamais será real.
Passar horas me revirando no travesseiro pensando
no quanto posso ter sido rude, injusta!
Me deixar reprimir e chorar por momentos que desencadearam
tantos pensamentos ruins comigo mesma.
Entender o impossível não é capaz de me deixar infeliz por sofrer
imaginando fazer você sofrer.
Me envergonho, me enojo, me reprimo...
Mas continuo muito mais humana do que você pensa ser esperto.
Sabe por quê? Porque posso até sofrer, ser enganada, magoada...
Mas continuo com um coração que sabe de verdade o que é AMAR.
queria poder deitar sem pensar, dormir sem chorar e acordar sem lembrar, assim não iria tanto me machucar.
(dedicado à minha amiga Sarah).
Hoje estou mais meticulosa que ontem.
Assim, posso pensar antes de agir e amar por ter
pensado, não por ter amado sem pensar em mim.
Quanto mais conheço o ser humano, mais certa estou de que Deus sabe bem com que espécie está lidando. Seres frios, improváveis, débeis quando querem ser, fracos e inúteis. Ainda por cima sentem-se como reis e rainhas.
Mal sabem que são meras criaturas, ridicularizadas por satanás que os quer matar, roubar e destruir.
O que custa, ser humilde? Há que se vale tanta hipocrisia se amar é melhor que odiar? Vãos humanos..... Tristeza..... Sem volta!
Jesus, volte logo, precisamos, necessitamos do Teu Socorro!!!!
Tenha misericórdia.....
Amém.
Fosse eu meramente um ponto sobre a face da terra,
Restaria-me viver para morrer.
Assim vivem os desnaturados. Graças a Deus, sou lúcida!
Não sou de fazer rodeios, minha vida é um livro com páginas
Brancas e azuis. As brancas são para escrever dos meus dias
Calmos e constantes em mim.
As azuis descrevem do meu desejo de romper barreiras e alcançar o mar.
Os sinos tocam um suave som de acalento,
O balanço das ondas sussurra a doçura
Da música tocada pelo vento.
Meu olhar se deslumbra perante a obra
Perfeita do criador.
Quando eu fecho os olhos, tenho uma
Incrível sensação de paraíso.
Tudo tem uma explicação, até mesmo quando
Somos tomados por total descontrole pessoal.
Infelizmente é impossível pensar antes de errar.
Todas às vezes...
Quantas vezes eu tiver que ir e vir irei com coragem e voltarei com a certeza de que valeu a pena ter seguido em frente, o resultado de cada ida e cada vinda terá sido resultado de intermináveis noites acordada, refletindo e persistindo no desejo de encontrar a razão pra tanta teimosia que há no meu coração.
Não me ofuscará aquele que de uma maneira ou de outra tenta invadir minha vida com palavras de descontentamento, pois minha luz não nasceu pra ser apagada, nasceu dentro de mim, contendo um brilho natural que é só meu.
Passo horas olhando pro céu, em especial nos dias sem nuvens a vista, com o sol em sua mais alta claridade, e olhando envolta numa força que é uma só, tamanha é minha convicção do amor imenso que existe dentro d’alma.
Meus olhos falam por si só, escorrem todas as lágrimas que dizem de mim, que falam em mim, e no mais profundo vazio de um ser humano, preencho de fato o vácuo que não mais existe.
A minha vida é mais vidas, se desfaz o vagão de pensamentos, pois jaz em minhas veias o sorriso e o aconchego de vidas que são minhas, quase sem perceber mesmo ao perecer desconhecia o rebento realizar de ser mãe.
Logo deito aos pés da cama, respiro fundo, vejo um filme...
No início um grande dom, o de amar, o de querer, logo, o desprezar que me foi preciso para crescer e em seguida reviver o mais belo sentimento que há quando se pode enxergar a perfeição de proferir a palavra filho.
Presentes que nos são dados na mais enfurecida necessidade de aprendermos com nossas próprias falhas.
Assim no mais profundo desejo de me encontrar por não mais pensar em chorar, e ainda assim soluçar por pensar que ainda há de representar cada peça a se quebrar e novamente montar.
Cairei quantas vezes me for permitido cair, levantarei quantas vezes me for possível levantar, e cada vez que eu cair, levantarei mais forte para por fim colocar a última peça desse infinito quebra cabeças que é viver.
A sociedade nada mais é do que um estereótipo fundamentado por vozes de um padrão escancaradamente ridículo, contornado por regras jamais seguidas por seus idealizadores.
Todo esse teatro, enquanto o mundo passa fome!
“Pensamento”
Deveras fosse apenas pra nascer e morrer, não haveria motivos para sorrir, chorar e crescer. Em harmonia com o Criador, somos seres criados com poder de escolhas, no qual as fazemos conforme nos é emitido à conjunção pessoal com o sonho de ter não apenas passado pela terra, mas sim, na absoluta convicção de que nascemos para construirmos verdadeiros alicerces para os próximos habitantes.
De repente, assim sem esperar, bem coisa de destino um certo anjo aparecerá, o amor falará mais alto e tudo será magicamente explicado. As razões não precisam ser explicadas, apenas aceitas conforme manda o coração. Os passos que nos faz retroceder são os mesmos passos de aprender, tais lições que a vida singela ou bruscamente nos traz. As pedras tendem a se encontrar, quem dirá um amor quando está escrito nas estrelas para acontecer!
Em homenagem a minha amiga" Jéssica Silva"
No barulho do Mar...
Por todos os caminhos que eu andar, de todas as histórias que contar, eu caminharei cantarolando o quanto foi bom amar. Se por todos os rios eu quiser me afogar, lembrarei que é bem melhor nadar do que morrer no mar porque embora minha alma queime de tristeza por tanto desprezar, saberei que meu desejo é viver para te buscar.
Apesar das águas calmas e tranqüilas dominando meu olhar e por mais brilhantes e cristalinas que sejam as ondas do mar, mais envolventes que o barulho do vento no ar, saberá amor, que beleza alguma em ti irá comparar.
Lentamente sigo meu rumo, levando da margem e caminho a pensar, quão misteriosa é a vida que deságua dentro do meu coração me fazendo chorar.
Nas horas de maior atrito interior, me reprimo em questionar: Porque foi embora pra nunca mais voltar?
Por todas as cidades que eu passar, em todos os olhares que eu fixar, sei ao certo que meu coração jamais se enganará, deveras fosse um passarinho cantante a beira do mar, um rouxinol entoando a canção do amar, ainda assim não saberia as notas do amor que sinto dentro alma pra te enfeitiçar.
Entre meio a milhares de vozes, no maior e mais profundo entoar, sentirei falta de apenas uma face, do vazio de apenas um olhar, do perfume do mais nobre a exalar e darei por fim a minha vida em troca de algum dia contigo estar.
Olhos inebriados pela tempestade...
São notórias e deslumbrantes cada fagulha de sentimentos afiadamente transpassados aos meus olhos, ouvidos e sentidos por completo, de tal modo que definha em minhas entranhas o desejo eminente de estar ao léu de tanta paixão.
Olhos incansáveis, com fome de amor, desejo escondido que explode nas veias, queimando minha alma querendo viver.
Momentos de dor, regados de amor, buscando entender cada fase de ser ou não ser.
Vozes aflitas, felizes, cantantes, de um romper estrondoso, do amor querubim.
Reis e rainhas, encantos e magias, palavras de horror, medo e terror...
Tão logo me fez sorrir, chorar e gritar!
Meus olhos não queriam piscar, minhas mãos suavam de agonia, mas meu coração palpitava de alegria por cada som, cada ruído, cada minuto de eloqüente sensação de viver passo a passo, a tempestade de amar sem temer o balançar do navio.
Ventos do espírito
As rajadas dos ventos da vida por pouco não despedaçam minha alma,
transpassam meu coração como espadas de dois gumes, perfuram minhas veias
infiltrando aço derretido.
Que espécie de ser sou eu? Que passos estou dando?
Em direção ao que? Porque que estou lutando?
Em matéria morta estou me tornando e logo morrerei a míngua
de quem pouco fez questão que eu existisse.
Pó, terra podre e morta é o que serei para os que com lágrimas de costume
bandido serei plantada e regada.
Enquanto aqui estiver, tratarei de me recompor, de sorrir pra vida
sem muito temor, de modo que todos visem o que de fato sou.
Ser humano com e sem valor, dependendo de com quem eu ando e com quem estou.
Não! Ser diferente pelo que fui criada e igual pelo que fui formada.
Com um sopro eu nasci, de um suspiro morrerei.
E no fim o que restará senão retalhos de uma vida reprimida,
revirada e definida por frangalhos de esperança ilusionista.
E o que de mim, aqui restar, será para retificação e continuação de uma história...
Apenas mais um capítulo bruto e lapidado ilustrado por mais uma atriz em relapsos na memória.
Independente de Cor
Insensatez causadora de rumores e dor,
Retrato da amargura que dispersa rancores e horror.
Somos brancos, somos negros, somos humanos,
De todos os gênios, de todos os medos,
Semelhantes a Deus, reflexos de amor.
Quem de fato pode levantar a voz e replicar ser o melhor?
Quem de fato num relapso pode definir de que cor eu sou?
Fosse à cor da pele um defeito, um pavor!
Não! Somos todo um só povo, uma só batalha, a favor do amor.
O social me diz igual, o bem e o mal dizem quem sou.
Ao ser quem sou, logo reflito, levando as marcas de uma nação
Que levo a honrar de coração.
Capazes e conflitantes, envolventes e deprimentes,
De cor independem.
As aflições de uma gente que lá de cima vira uma,
Nem imaginam ser dementes, os que pensam diferente.
Quem foi que disse que sou comum?
Quem é que prova ser mais um?
Somos brancos, amarelos, negros pardos, somos gente.
Muitos não entendem, poucos compreendem,
De que matérias foram criadas, de onde fomos formados...
Criaturas definidas, cada uma na missão, de vir á terra,
Viver a vida com razão, honrando a pulso a nação.
Não difere cor, não nos é permitido renegar as raízes.
As raízes que refletem a nossa face, a nossa raça,
Nosso valor.
Ser humano, ser complexo, ser aflito ser pensante,
Ser errante, ser amante, ser que busca a diferença,
Que sonha a esperança, se apega na lembrança,
Seguindo os passos dos iguais, independente de que cor.
Sinto como se uma brasa queimasse meu coração.
Como se uma espada afiada cortasse meu ser.
Palavras que magoam, olhares penetrantes que congelam,
Suspiros de sufocamento.
Meu coração está doente e não há cura para doenças
terminais
Amar a dois...
Quando eu era, pensei não ser,
Quando eu tinha não quis saber,
Um dia inteiro pra dizer,
Mas sequer pude entender.
Os olhares misturados,
Tanta coisa pra viver,
Pouco pude observar,
Os detalhes em você.
As palavras eram ocas,
As atitudes corriqueiras,
Não valiam os esforços,
Não tinha tempo pra perder.
O tempo foi passando,
A saudade foi chegando,
A tristeza aumentando,
Já não tinha mais você.
O que menos esperava,
Logo foi acontecer,
Senti falta do teu beijo,
Do teu cheiro, teu querer.
Tentei mentir pro coração,
Dizer que foi uma ilusão,
Mas não sou eu quem manda em mim,
Quem manda em mim é a emoção.
O dia todo a pensar,
À noite inteira a chorar,
Já não podia me ouvir.
Eu então pude entender,
Tarde demais pra perceber,
Que o amor precisa de um casal,
Amar por dois é impossível,
Amar a dois, fundamental.
Sou eu mesmo sonho.
Meu sorriso é segredo, de guardar do que o medo me prende no enredo e o calar desespero. Doem as marcas das falhas, grito calada, suspiro por nada.
Amor quem me diz? Se sou infeliz! O passado me cobra a dívida alheia, me culpa e me aponta o dedo na cara, me xinga, me humilha, me faz de palhaça.
Nascer ou passar, não sei mais pra que! A vida é madrasta, me cospe o medo, me faz pesadelo. Caminhos sem volta, as trilhas da morte, me dizem tem sorte de estar na história. História de quem? Caminho pra onde? Tem volta chegada? Ou mais gargalhadas? Sorrisos maldosos! Ninguém me responde, todos querem me ouvir, pois grito bem alto: Eu quero sorrir, eu quero entender me deixem andar, me deixem cair, me mostrem os erros, me deixem viver!
Criança tão grande, mulher infantil, tem medo de gente, seu nome é sutil, fraqueza que a mostra o quanto é forte, pra chorar e sorrir sem temer a morte.
Os anos se passam as voltas da vida, os rumos tomados, caminho escolhido, destino ou escolhas, veredas e ventos, quer seja o nome, destino ou estrada, da vida que tratam, a vida relata, são todos os mesmos, em busca do nada.
No fim quem me diz quem vence quem perde, pra que tanta marra, pra que tanta espera, o sopro tem pressa, a vela se apaga, o vento que sopra me mostra a verdade,
Sou tudo sou nada, depende de mim, depende da escolha, do certo do errado.
Sou filha do tempo, sou face do espelho, prevalecer é viver, desistir é dizer: Eu sou o desespero.
Se aqui ainda estou, algo me espera, sendo os galhos do trigo, ou as folhas da flor,
Não importa o espinho, não importa a dor, o caminho eu sigo, seja ele qual for.
As veredas são muitas, os sonhos maiores, o coração grita alto querendo vencer, o corpo desiste, o espírito implora, a alma persiste, viver e viver, não vá ainda embora, não quero morrer!
