Poesias de Dor

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A flor e o espinho

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua

Nelson Cavaquinho
A flor e o espinho, 1973.

Nota: Música composta por Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha.

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Aprendi com minhas perdas
Que a solidão, nem sempre é dor.
Às vezes, ela pode ser
um ótimo remédio.

Fim sem começo

A dor que sinto pelo desprezo
e pela crueldade das palavras,
Talvez não me doam mais que o olhar.
O olhar diz mais que as palavras.
Procuro evitar olhar-te nos olhos,
pois seus olhos me mostram a inocência,
que muitas vezes divido que exista,
e na dúvida é melhor não cruzar os meus aos seus.

Eu sei quando estou te ferindo,
mas, será que você sabe quando está a fazer o mesmo comigo?
Foi de proposito?
Sem querer?

É complicado dizer que o amor ao fim,
mesmo sem começo
não nos deixe mal,
porque mesmo sem início
se iludia a expectativa de que poderia ter sido bom.
Bom mesmo é se estivesse acontecido!
Pelo menos teria do que me arrepender por fatos
e não por teorias!

Agora eu me pego a perguntar a mim mesmo:
Será que era verdade?
Ou será que só eu sofri nesta história!
Ficção ou realidade?
Prefiro acreditar que era ficção!
Pelo menos me conforta de certa forma!

Não penses que te quero mal
Afinal de quem foi o culpado?
Eu por amar de mais ou você por fingir não amar?
Ou ser verdade em não amar
e me deixar se iludir só?

Não quero mais!
A distância vai me machucar,
mas é melhor me ferir agora,
pois amanhã eu posso não ter mais tempo pra me curar.
O fim raramente é bom,
principalmente se não tiver começo.
Fim sem começo.

Está tudo bem?

Eu finjo que dói menos,
que não existe dor
sorrindo...
que nada sinto.

Posso fingir para o mundo
inteiro
mas para mim mesma nunca
nem para meu travesseiro!

A vida tem quatro partes:
Pequena: como a dor
Grande: como o amor
Simples: como eu
Importante: como você

Um dia descobrimos que quando amamos demais sem limites, podemos causar uma espécie de dor também irreparável. Temos que dosar o processo do amor, torná-lo gostoso ao mesmo tempo que introduzimos no coração de quem quer que seja. Amar é uma compilação de desejos, sonhos, vontades, brincadeiras, alegrias e também de sofrimento. Por isso, o equilibrio deve ser de imediato tomado em estudo, para servir de base para uma resposta correta ao coração e a mente. Ame verdadeiramente de forma absoluta, mas com calma.
Nós somos o reflexo do amor, basta amar com moderação, pois assim, seremos felizes no resultado dessa fórmula mágica que Deus nos deu, e que muitas vezes não prestamos atenção na receita.

Lembranças...

Nada me doi mais que aquilo que carrego comigo
essa descofortavel e profunda dor
que as pessoas insitem chamar de 'lembrança'
lembranças tristes que nao te
deixam esquer, nao te deixam viver
lembranças que apertam, machucam
tocam na ferida exposta pela vida

Mas as que mais doem sao as chamadas 'boas lembranças'
essas sao as q nao voltam mais, que so existem no verbo passado
e nao poderao ser revividas, retomadas, ressentidas
estao pra sempre recolhidas, guardadas, escondidas
ferindo mais, doendo mais, mais que qualquer dor
lembranças daquela pessoa tao presente que agora se faz ausente,
daquele tempo tao contente e que hoje melhor que nao se comente
e´ sentimento que hoje doi tendo sido bom ou ruim

As boas lembranças fazem chorar porque causam dor
mas porque tanta dor se foram boas?
lindas lembranças fazem chorar justamente por terem sido boas demais
e quanto mais intensa na época vivida maior se tornara´ a ferida
bons momentos foram aqueles... mas nao guardo boas lembranças
pois ainda que boas nao deixariam de ser meras "lembranças"

O encontro

Sua ausência corta como a lâmina
Dor que não se cura,
Choro que não pára
Lágrimas que não secam.
Seis dias são como eternidade sem ti,
Meu coração espera como criança a sua vinda,
Palpita intensamente quando ouve sua voz,
Treme cada músculo,
Alegram-se os olhos,
Não há uma parte em meu físico,
Por mais insignificante que seja
Que não almeja por ti, vida minha.
Paro no tempo, paro no espaço,
Quando estou contigo.
Poderia ficar ali, perto de ti, por toda vida
Largaria tudo e todos por tua presença.
Eu só me encontro quando te encontro.

Teu "A"mar

Sinto uma tristeza na alma.
E uma dor no coração.
Uma sensação que sufoca.
É como se apertassem minha garganta com a mão.

Tento manter a alegria,
e meu eterno bom humor.
Mas, os meus olhos me traem,
eles agora transmitem dor.

Porque estas coisas sempre acontecem comigo.
O que ando fazendo de errado?
Fico pensando comigo,
será que acreditar em sonhos é pecado?

Odeio esse sentimento de impotência,
que não me permite sair do lugar.
Não consigo compreender porque tenho de ser rasa.

Eu gosto é das profundezas,
aprecio é o fundo do mar.
Mergulhos profundos na alma,
é onde a verdadeira beleza está.

É difícil viver em um mundo de aparências,
onde demonstrar o que se sente é considerado fraqueza.
Onde um olhar verdadeiro condena,
ser verdadeiro é da minha natureza.

Não vou pedir que me ames.
Pois, amor só quem tem pode dar.
Mas, vou pedir que me respeite.
Não me conhece, não tem o direito de me julgar!

Sei que todos estão acostumados a fazer cenas e atuar.
Desculpe, eu não sou como os outros.
Tenho dentro de mim, muito mais para dar.

Se é incapaz de lidar com o mistério
e malícia que há em meu olhar.
Desculpe, você não me merece.
Pois, me olha. Mas, é incapaz de me enxergar!

A minha vida continua,
e uma hora o vento há de mudar.
No céu o por do sol no horizonte
Neste momento navego para longe do teu "A"mar.

Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe

E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo
O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você

A morte é um grande mistério...
Tanta dor na despedida!...
Mas quem morre perde o corpo,
Nunca perde a luz da vida.

Chico Xavier

Nota: Trecho do livro Oferta de Amigo, psicografado por Chico Xavier.

Tu queria ser do jeito que eu sou
Mas tu não aguenta carregar minha dor
Tu queria ir nos lugares que eu vou
Mas, aonde eu ando não anda falador

Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Existem muitas coisas que o tempo não pode apagar.

Nenhuma dor é pouca
Nos erros aprendi
Na vida, sempre louca
Amar é decidir
E cada nova escolha
É o que precisa ser
Nem sempre o melhor

Tiago Iorc
Música Bilhetes ("Reconstrução", 2019)

Morrer como moscas... Um ódio sem fim, e uma dor que nunca sara... Isso é guerra, Naruto. É isso que você terá que enfrentar daqui pra frente.
Esse livro... E agora você... Eu quase sinto como se alguém tivesse preparado tudo para esse momento... Ou talvez seja a vontade de Deus. E é aqui onde o meu papel nisso termina. Naruto, eu acredito que você realmente pode mudar esse mundo.

Como começar a escrever sobre uma perda, sobre uma dor anunciada, o inevitável, um sentimento de saudade já anunciado?

Angústia, agonia e muita revolta... não tenha dúvidas.

Ninguém está preparado pra enfrentar tragédias, para aceitar perdas, pra aceitar o fato de vida ser tão frágil, ver a incapacidade de evitar isso.

Fica na cabeça, no coração de quem está aqui para ver tudo isso, se tudo que acontece em nossa vida pode realmente ser evitado, se há culpa, se algo deixou de ser feito, inevitavelmente se explicando e dividindo a culpa por perdas.

Achar um culpado para expressar os sentimentos ajuda, em partes até alivia, mas não resolve como um todo.

É difícil aceitar e entender, a vontade de dormir acordar e pensar que foi um pesadelo, as lembranças de ontem, de um tempo atrás, de muito tempo, serão agora apenas lembranças... aquele sorriso que estará apenas na memória, no coração.

Se tudo na vida tem um motivo, se nada é por acaso, que algo aconteça.

Se é preciso perdas e tragédias para se dar mais valor e atenção a vida, se é preciso sacrifício, dor e lastimas para algo a mais, só cabe ao tempo responder, cabe à fé de cada um confortar.

Que as pessoas que estejam sofrendo hoje, por qual motivo for, com a saudade, que elas sejam fortes, que não se percam, que elas em vida não deixem saudades aqueles que ficam, aqueles que ainda estão aqui e precisam de suas vidas.

Saudade dói, dói muito, mas ver pessoas que amamos em vida nos abandonarem junto aos que já se foram, dói muito mais.

Se há motivos para estarmos vivos, que continuemos, que vivamos nossas vidas por nós, por aqueles que nos amam, por aqueles que amamos e por aqueles que fizeram e nós deram momentos inesquecíveis em nossas vidas, que vivamos agora por eles, por um grande futuro que o destino não os deixou viver...

Assim a saudade, que insiste em doer, será um dia então confortada.

Ainda que a vida lhe cause dor, não abandone o seu sorriso, pois ele é a marca da superação e o caminho para o recomeço.
Lembre-se: o nosso coração pode fazer planos, mas a resposta certa vem de Deus.

"Nem toda despedida carrega dor, às vezes é preciso ir para a felicidade vir."

-Aline Lopes

A dor física do amor.

Nenhuma palavra que eu diga poderá expressar o quanto me dói. Nada que eu faça poderá fazer com que o tempo volte. As conversas com Deus, por mais frequentes que tenham sido, não acalmam meu coração. A presença dos amigos ou de quem diz ser, não preenchem nem um pouco do vazio que a sua ausência me trouxe. As promessas feitas, de um dia para o outro, não significam mais nada além de lembranças que me fazem chorar. Eis que descubro que a dor de amor é física. A solidão se faz presente mesmo quando não estou sozinha. A melhor companhia é a minha cama, que me escuta chorar baixinho e não insiste em dizer que vai ficar tudo bem. E ao mesmo tempo que não te quero, me auto saboto para não me deixar te esquecer. A rotina é outra, a vida me força a mudar de hábitos, mas insisto em passar pelos mesmos lugares. Espero ansiosa pelo tempo, porque dizem que é ele que cura tudo.

⁠Vou vencer a minha dor e seguir o meu caminho. Só gostaria de ter, de vez em quando, um pouco de sucesso, de ser estimulada e encorajada por alguém que me tivesse amor!
Não me condene! Por favor, compreenda que, às vezes, não posso mais!

Anne Frank
O Diário de Anne Frank. São Paulo: Tricaju, 2020.