Poesias de Dor
E é bem assim a minha relação com Deus: se eu me recuso a tirar do coração, Ele arranca! Se eu me recuso a tirar da cabeça, Ele também arranca! E é à força mesmo, com cirurgias!! Mas que sai, sai!
Quantas vezes nos condenamos por coisas que deixamos de fazer por acharmos que não tínhamos tempo... postergamos nossa vida a troco de quê? Então, algo acontece e aí percebemos que a vida é uma linha tênue, a qualquer momento tudo pode acabar. O despertar vem para todos, alguns precisam passar pela dor para acordar.
Se a vida fosse mesmo só de rosas, a cada mãe, eu daria uma flor. Mas como ás vezes é sobre sangrentas lutas que algumas mães, colhem flores, ofereço rosas para que a vida de todas as mães tenha um pouco de perfume das flores, como antídoto para aliviar a dor dos espinhos á feri-las.
Se você sentir vontade de chorar em público, então você deve chorar... A verdadeira coragem não vem da força externa mas sim daquilo que você cultiva dentro e se mostrar vulnerável é sinal de domínio próprio e aprendizado, afinal, amanhã será um novo dia certo?
Choramos por diversos motivos, porém, as vezes não queremos demonstrar a ninguém, por mais que esse choro nos sufoque por dentro.
A alma só cicatriza onde aceitou sangrar — e o que chamamos de cura é, quase sempre, uma forma elegante de conviver com a ferida.
Há momentos em que a vida parece ser um vasto oceano de desafios, e você se sente à deriva, sem rumo. A dor, o desalento e a desesperança podem obscurecer o horizonte, fazendo-nos crer que não há saída. Mas é justamente nesses momentos de escuridão que a centelha da transformação se acende.
Pra quem tem mãe, cuida, ama, valoriza, pois a saudade dói, o arrependimento machuca e a gratidão não ameniza a dor.
O bom do sofrimento é que as palavras escorrem pelos dedos, mais rápido do que as lagrimas escorreriam pelos olhos.
Numa cultura que confunde exposição com autenticidade, a verdadeira coragem pode estar em cuidar da própria dor fora dos palcos. Porque há algo sagrado em respeitar o tempo da alma. E porque, no fim, não é a intensidade da ferida que nos transforma, mas o que escolhemos fazer com ela — quando as luzes se apagam, e somos apenas nós, frente à verdade de quem somos.
"É você se colocar no lugar do teu próximo e sentir o que ele está sentindo para, assim, entender a importância de não julgar, pois todos nós somos iguais, e o sangue que corre em nossas veias é vermelho.
Ter sido abusada e não ter tido apoio dessa mulher, que era a mãe adotiva, fez com que ela se sentisse culpada e rejeitada. O que explica muito do comportamento que desenvolveu. Tem tantos problemas com os homens, disfarçado de muito interesse. Envolta em prostituição e agora cenas para adultos.
Quando me sinto preterida em qualquer situação, sinto uma decepção profunda, porém reajo de forma quieta, silenciosa, muda. Escondo meus sentimentos e sinto vergonha de que as pessoas saibam que o que elas fizeram ou causaram me doeu tanto que não sei lidar.
Estou tão doente e inexistente, a solidão onipotente, abraçou-me fortemente, consumindo-me agressivamente, abrindo no meu peito uma vertente, de sentimentos profundos e de dores já existentes, e que me consome Insistentemente diariamente.
Naquela noite ela chorou até as memórias renderem-se, mas no seu peito ainda podia se ouvir, o cântico das lágrimas aos poucos se desvanecerem.
O que machuca entre idas e vindas é voltar sempre para a vida um do outro e se entregar mais do que o necessário e, ao recuar, perceber o quanto todas as vezes deixamos partes de nós no outro e o quanto do outro fica em nós.
