Poesias de amor
Quero alguém que me encante e não espante.
Quero alguém que me acompanhe e não me siga.
Quero alguém me olhe e não vigie.
Quero alguém para andarmos juntos e não acorrentados.
Quero alguém que me mime e não brigue.
Quero alguém que me faça rir e não fingir.
Quero alguém para amar a não chorar.
Quero alguém que acenda a paixão e não a solidão.
Quero viver, quero você e nunca mais sofrer!
Sergio Fornasari
Você me deu tanta doçura que deveria se chamar ternura.
Você cuidou tanto de mim, que minha dor chegou ao fim.
Você me deu tanto carinho, que nunca mais chorei sozinho.
Você cuidou da minha dor, como se cuida de uma flor.
Você segurou na minha mão, quando eu já não tinha chão.
Você ficou sempre comigo e não se importou contigo.
Você me deu o seu sorriso, naquele momento que foi mais preciso.
Você me deu toda atenção, hoje conquistou meu coração e te amo de paixão!
Sergio Fornasari
Ah sei lá, queria aquele encontro igual a de filme, quando a moça deixa algo cair, um cara gato ajuda a pegar so chão e é natal em nova york. Os dois se casam e vivem felizes para sempre!
Ehh realmente não vai rolar mesmo ...
Perdido em meus pensamentos só tenho aqui para você bons sentimentos.
Ainda vejo seu sorriso, ouço suas gargalhadas, ainda me lembro de tirar suas roupas e deixar pelo quarto todas espalhadas.
Fico com brilho nos olhos imaginando sua boca molhada esperando pela minha para ser beijada.
Sabendo que poderá chegar aumenta a minha paixão, pois você sabe que sempre será a dona do meu coração!
Sergio Fornasari
"PRÓPRIO"
Queimamos os papeis
Deixamos nas paredes musgo
Em cinzas rezamos a Deus as nossas dores
Carregamos as horas que já deixaram de ser nossas
Palavras estreitas e fortes do mundo
A noite mordia no escuro
Enchia de pedras as sombras queimadas
Ouvia o silencio de olhos abertos
Sem um rastro de esperança
Mortalha umbilical, presença de mim próprio
Rezei, implorei, no final esqueci o porquê?
A carne que roí-se a si mesmo lentamente
Um canto, um pranto escondidas do vento
Onde mordeu os beiços da nossa própria dor
Soluços que perfazem anjos de carne
Filhos que vergam, sujos de sangue que não o nosso
Impenitente fogo queimado, como sujo dos lobos
Na miseras noites engavetadas de um túmulo de ventos apertados
Rotas cartográficas da serra descendo o rio, até aos eucaliptos
Queimamos e rasgamos os papeis que escrevemos
Onde só deixamos cinzas no corpo, tantas vezes na nossa própria alma!
Não Diga eu te amo pra mim , vou achar que quer se casar comigo ter uns 10 filhos e morrer velhinha do meu lado dizendo tivemos uma vida perfeita .
Tenho culpa se sou Mega Carente .
Se eu soubesse desenhar o seu rosto seria minha obra prima.
A cada traço da sua imagem teria um motivo a mais pra sorrir.
Se o tempo parasse no momento do seu sorriso queria estar te olhando.
E se o mundo acabasse logo depois eu morreria feliz.
Você é isso, minha graça, meu motivo, meu incentivo.
Os homens e seus espelhos mágicos
Só vêem um Cristo vencido em dor
Não conhecem a cruz vazia pois ressuscitou
Nem um toque de vida do filho do amor
"AMORES"
Os nossos filhos...
São como diamantes que precisam ser lapidados
São a nossa riqueza em forma de amor.
São a luz dos nossos olhos
Que nos iluminam nas horas tristes
Eles são o sentimento mais forte
Que uma mãe possa ter
O maior amor que existe no nosso coração!
Desculpe!
Sei que sou todo desorganizado
Penso certo, mas as mãos soam, as pernas tremem,
Tudo sai embaralhado.
Talvez seja difícil entender-me
Mas tem certeza que mesmo tudo bagunçado
Há razão para acreditar
Que não há outra razão se não te amar
Te aconselho a amar,
E que entenda o que é tal
Mas que não se confunda com se apaixonar,
Ou serás mais um ser normal
"QUARTO"
Num quarto escuro
Numa cama fria
Onde descansamos o corpo
A nossa mente
A nossa alma
Os nossos lençóis de cetim ou linho
Escondem segredos
Vividos, sofridos e talvez esquecidos.!
A mais bela e desmistificada verdade que existe é a pureza do nosso sentimento!
Nossa alma perdoa, eleva, abstrai, transcende, compreende e faz tudo pelo que sente...
Nem sempre o outro é digno do que há de mais puro na gente.... Mas a alma não quer saber, continua sentindo, emitindo, desejando e agindo através de sua enorme vibração de amor.... O que fazer quando esse espírito fraternal/incondicional passa por cima do que realmente é melhor pra nossa saúde emocional/espiritual e social?
Até no amor mais límpido pode existir o apego que nos corrompe...
Desapegar, deixar voar... É o melhor caminho para nosso lar (alma). O que é belo está dentro... Se ficou pra fora, é porque não foi digno da imensidão do nosso interior.
Gosto de coisas simples
Que me tocam a alma...
Lavam-me as amarguras.
Gosto de olhar para o céu
E ver o sorriso escancarado do sol
De ver o arco-íris cruzando as nuvens
Numa mistura de cores que me rasga aos olhos
São-nos presentes de Deus.
Gosto de beijo na testa
Aliviada respiro o ar
Do profundo carinho revelador
Imprescindível...
Gosto de um abraço apertado
demoroso
Sincero... Caloroso
É-me aconchego.
Gosto de andar de mãos dadas
Com os dedos entrelaçados
De sentir o coração na palma
Sinto-me segura
É-me necessário
É abrigo.
Gosto de palavras soltas
Um papo legal
Alto astral
Sem preconceito
Que desce doce ao paladar
E permanece na boca
Faz-me sentir renovada
Ante as durezas da vida
Gosto de ouvir música com a alma...
Esquecendo os tons
Apreciando os sons
Apenas deixando-me embalar
No meu próprio ritmo
Minha harmonia
Gosto de despreocupada andar
Sem me importar com a hora de voltar
Sem pressa de chegar
Somente ir caminhando
Apreciando a liberdade
Olhando à volta
À frente
Apenas sentindo...
Gosto de estar com a família
Superando as diferenças
Rindo juntos
E se choro for
Chorando mais juntos ainda
Pois isso é amor
é ninho
Gosto de coisas simples
A essência
Que me deixam com saudade...
E quase sempre desejosa
Para que novamente aconteça
Amanhã quando eu acordar eu saiu a te procurar,
se eu não te achar eu volto a sonhar.
E depois de sonhar se nada acontecer,
eu tento te achar novamente quando outro dia amanhecer.
Amanhecendo e você não vindo,
saio a te procurar sorrindo.
E depois de sorrir se você não surgir,
fecho os olhos e a Deus volto a pedir:
Traga senhor o meu amor, essa mulher onde estiver,
Para saciar minha saudade e encher minha vida de felicidade!
Sergio Fornasari
Simplesmente viver
Sigo querendo noticias suas
De nada vai adiantar
Você se foi pra nunca mais voltar
Deixou em mim a mais terrível dor
Choro a ausência do seu amor
Queria que fosse igual pra mim
Esquecer, como você fez
Mas, antes me ame mais uma vez
Cole em mim as suas digitais
Pra que eu sobreviva um pouco mais
Não suporto imaginar que acabou
Não foi suficiente o seu amor
Me mostre o caminho por favor
Diga, qual estrada devo seguir
Quero fugir, me deixe ir, me leve daqui
Qualquer coisa que torne suportável a sua falta
Qualquer ocupação que apague as lembranças
E me devolva a esperança
De um dia voltar a sorrir
Sem precisar essa dor fingir
Deixar de lado o passado
Voltar a sonhar
Talvez outro amor encontrar
Simplesmente viver
Você de mim esquecer
NUM BANGALÔ
Hoje ao som do jazz abri meu bangalô,
Revi um domingo de manhã perdido,
Um convite para o café da manhã...
Neste lindo bangalô esse dia está lá,
O esquecimento do celular em casa,
Seria um ato falho ou de propósito?
Para mim foi puro esquecimento,
Causado pela ansiedade do momento.
Deixo o sol invadir meu bangalô...
Um sorriso branco no rosto negro,
Seria um sorriso para a sedução?
Seria um sorriso de nervosismo?
Acho que nunca soube ou saberei,
Mas numa explosão de desejo e sabor,
Um beijo no corredor, beijo com ardor,
Talvez ficasse apenas numa pegação,
Pegação de domingo de manhã,
Mas a pele falou mais alto que tudo,
A química explodiu como a bomba,
Bomba que arrasou Nagasaki,
A química arrasou o meu coração no beijo.
Explorando meu bangalô ensolarado...
Tenho saudades daquele domingo,
De todos os outros momentos mágicos,
Que guardei em pequenas esferas;
Esferas de cristal finíssimo e escondia-as
Dentro de um lugar especial...
Meu pequeno bangalô de felicidade.
André Zanarella 29-03-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4997024
Como enganar o que se sente
Como seguir
Como enganar o que se sente
Você me diz que eu devo ir em frente
Como me arriscar outra vez
Se eu não esqueço o que me fez
São tantas lembranças
Toda nossa história
E agora essa vida vazia
Nossos momentos se repetindo em minha mente
Me dizendo a todo instante tudo que eu sinto e você não sente
Como seguir
Seguir pra onde
Se me segue essa saudade
Saudades de você, de mim
Daquele amor que era sem fim
Dos tantos planos da gente
De quem eu era com você ao meu lado
Saudades do passado
E do futuro que nunca terei
Do nosso amor que tanto idealizei
Como suportar a verdade
Eu já não sou nada pra você
Não me peça pra entender
Não. Eu não sou capaz
Olha pra mim, veja o que sua ausência me faz
BUSSOLA
Dentro de nós há uma bussola,
De uns ela é feita de platina,
Para outros ela é feita de latão,
Não importa do que ela feita,
A minha bussola é feita de Éter.
Toda bussola tem o seu tempo,
Ela aponta sempre para o Norte,
Às vezes ela entra em parafuso,
Pois esquecemos o que o norte,
Achamos que o norte é um sorriso,
Um corpinho bem bonitinho,
Uma carteira recheada no bolso.
O norte é algo que faz querer crescer,
Faz sorrir da piada mais boba,
É o olhar dormir e se sentir feliz,
Perdoar as falhas, pois as falhas faz parte,
Acreditar que o “para sempre” é eterno,
Colocar todos os problemas num bornal,
Cantar uma canção por apenas lembrar.
Nossa bussola pode quebrar e ficar parada,
Até mesmo pode enferrujar,
Isso mesmo, mesmo feita de ouro,
Mas basta o nosso norte se aproximar,
Que o ponteiro começa a indicar,
Entra num compasso de indicação,
Num tremular que por muitos é paixão
E no seu tempo a bussola faz tudo melhorar
O norte é estar aqui com você...
É vê-la sorrir e ao sorrir querer ama-la
André Zanarella 02-04-2013
Éter: Antigo. Fluido sutil que encheria, segundo os antigos,
os espaços situados além da atmosfera terrestre.
Fluido hipotético, imponderável, elástico,
que se considerava como o agente de transmissão da luz e da eletricidade.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4828159
PRINCIPIO DO FIM
O desgaste da intimidade é fogo,
É um monstro mascando bangue,
Louco para acabar com o desejo.
Entorpecer um e contaminar o outro,
E quando isso ocorre o que fazer?
Levar a intimidade num banguê
Para um ritual de enterro real?
Prefiro lutar e ser chamado de louco,
Colocado numa camisa de força,
Mudar-me de dentro para fora,
Já que para fora para dentro...
Só com uma plástica radical.
Tento fazer tudo contra esse monstro,
Que chega mascando bangue,
Que afasta meu amor de mim,
Que leva meu relacionamento a um fim.
Sou mortal e não um monstro
E perante o prazer do bangue
Acho que estou a te perder...
André Zanarella 04-04-2013
Bangue =espécie de cânhamo de que se faz o haxixe.
Banguê =Padiola para condução de cadáveres.•.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4999541
