Poesias Apaixonantes
Cumpra-se a vontade do destino,
Ele é obra e graça do divino,
- dono do tempo -
Senhor dos ritmos,
- e do sentimento
Eu creio na força dos sonhos,
Nascidos dos meus olhos
- castanhos -
Não menos lindos,
Mas infinitos e capazes
De realizar todos os planos;
E por eles cruzar oceanos.
Tudo, tudo, tudo...,
Tudo pelos sonhos,
Ainda somos moços,
Temos um futuro,
Flores no peito,
E um amor bruxo.
Aos passos ritmados,
Brindados pelas castanholas,
Trocas de olhares,
E feitiços nos provocando,
Passos marcados,
E braços alternados,
Prendendo o desejo ao prazer,
- libertando os corpos -
Tocam os violões emocionados,
Nessa suíte espiritual,
Somos o esquadro e o compasso,
Não tememos mais o desenlace,
Atingimos o ápice,
Flutuamos com essa sinfonia,
Com a certeza e a total alegria
De estarmos completamente apaixonados.
Eu me abro imensamente
- só para você -
A rua é testemunha abaixo
A vontade morro acima
Faço uma obra prima
Para não sair da tua mente.
Essas distâncias
- não separam -
Os nossos corações
E as nossas mentes.
Eu me mostro carinhosamente
- só para você -
Em cores alegres
Em versos serenos
Faço tudo para te ter
- eternamente -
Com arte e perfumes
- amorosamente -
Para refrescar e te aquecer
- sensualmente -
Nas asas da minha plenitude
- amiúde -
Na minha pele com solicitude.
Repara nas minhas formas,
Espie às escondidas,
Estou aqui d'uma forma,
Jamais vista!
Esse meu jeito de menina...
Pelas fendas,
Pelas emendas,
Pelas dobras,
Acolha-me, aproxime-se;
Assim tu me enamoras!
Repara em mim...,
No meu jeito de menina,
Ainda descobrirei,
O quê mais te fascina...,
Você me ensina?
Pelas frestas,
Pelos cantos,
Pelo avesso,
Vire-me, e dobre-me;
Que eu enlouqueço!
Repara em tudo,
O quê sou capaz,
Repara-me inteira,
Longe de ser perfeita,
Por ti sou capaz de fazer,
Sempre, melhor e muito mais!
Não me procures,
Eu pertenci a você,
Agora ao futuro,
- pertenço
Não me procures,
Eu um dia te amei,
E você não me amou,
O passado já passou;
A tua voz me rouba a paz,
Só de pensar em você:
não me agrada mais.
Não me procures,
Peço que me esqueça,
Não que eu mereça,
Eu já te quis demais,
Agora você nada me faz,
- desista -
Não é coisa de artista,
Deixe-me no meu lugar!
Calma, serena e à beira mar,
Não tente me tirar daqui,
Eu não vou te encontrar,
- Aqui é o meu lugar! -
Não me procures,
E não tente me atrair!
Tudo o quê fizeres,
Será perda de tempo,
És o meu esquecimento,
- voluntário
Não gosto de gente
sem coração,
vibração e emoção;
És sem nenhum sentimento,
Tudo para você é só o momento,
- Você já teve o seu tempo!-
Amor: escuta!
As montanhas aos falam,
Não calam, eternizam...,
- pacificam
Elas nos ensinam:
olhar de cima,
e para cima.
Cada montanha é um poema,
- é celebração de vida
Que traz o carinho que serena.
Amor: entenda!
As montanhas aos olhos brilham,
Escrevem, são histórias...,
- registros
Dos triunfos e glórias,
- da nossa existência
Elas nos concedem:
o olhar sublime,
a visão do limite.
Cada montanha é oração,
Que eleva o coração.
Amor: reflita!
As montanhas nos aproximam.
Nos elevam, conduzem
Para mais perto do universo,
- reafirmam a coerência
Da paciência, da fé,
Que o ser humano tanto precisa
Para ficar em pé...,
Diante das auroras e dos poentes,
Assim devemos ser como elas:
Pujantes e persistentes.
Porque quando lhe chamo amor:
eu chamo por mim mesma.
Chamo pela fé ao teu esplendor,
Que me levará aos pés de León,
De joelhos e com as mãos em prece,
O meu coração é um carmelo,
A minh'alma não se prosta,
- não esmorece
Pelo bem do ser humano,
Trabalhar por Ele é o meu plano;
Virar o jogo, mudar o rumo,
Plantar mil primaveras,
Semear vitórias,
Aprendendo com a tua beleza,
- e a tua firmeza
Ir além do Mosteiro de São Marcos,
Transformar todos os desafios,
em obstáculos superados.
A vida tecida na rede artesanal,
surgida ali de forma especial.
- Altos ventos de outrora! -
Numa viagem para dentro,
contemplando o agora...
- Augusta ágora! -
A Humanidade é celestial,
mas ela vive de forma banal.
Doutores deveriam fazer o caminho,
De volta para a liberdade.
- Excelsa verdade! -
A felicidade consiste em navegar
como os pescadores pelo mar...
- Máxima virtude! -
Balneário Barra do Sul é o despertar,
pelas mãos do tecedor voltei a pensar.
O destino filho da rede artesanal,
crescido de um jeito sem igual.
- Nasceu como maré calma! -
Enfrenta com força a maré alta,
porque ele tem paz e alma...
- Virtuose e glória! -
Nascidos do desapego
Da suntuosidade do litoral...
Só conhece, quem testemunhou;
e só pode contar, quem escutou.
- Não duvide! -
Foi Deus quem determinou,
Ele é quem teceu, e nos criou...
- Escritos no firmamento! -
Quem tem personalidade,
não se leva pelo vento.
Porque o Mestre e Caminho,
A Verdade e a Vida,
Escolheram por companhia:
a amizade do pescador.
Souberam tirar o sustento
Da rede tecida,
Disso ninguém duvida:
a vida é arte celestial...
A tua doce liberdade,
Nunca se [ausenta
De mim,
A tua forte [presença
Em mim,
Provoca algo,
Sem fim.
Quando você vem
Para mim.
As asas do teu [ser
São só de amor,
Lindo é o teu [ser
Todo em esplendor;
Tens toda a [luz,
Que seduz sem pena,
Aquece porque é plena.
A tua lida guerreira
Dominando mares,
Desbravando terras,
Faz de mim inteira;
Vivo só de saudades,
E você com os marines,
Suspirando com mil vontades,
Que tu voltes só por mim
Celebrando mil felicidades!
Tu tens a minh'alma, tu me tens
Em todas as posições...,
Como um barco repousando
Sob as águas salgadas
De todas as emoções...,
Tudo flui,
Em Balneário Barra do Sul;
- Terra de todos os amores
Dos nossos sonhos e mil seduções.
Sou a canção nascida da voz
Do pescador e da rede,
Como peixe sem cardume
Busco o meu rumo,
E o teu amor como lume.
Tu me tens pela eternidade,
Sou as ondas do Universo,
A dança de todas as horas,
A saudade pela qual choras,
A valsa de toda a bondade,
A santidade e o erotismo,
- virtudes eternas em letras
Balneário Barra do Sul
É poesia para que não te esqueças.
Surgi como o mais
belo juramento,
Sem engano e
sem tormento.
A minha essência
é profética,
Sou a encarnada
amenidade poética.
Para fazer-te companhia
ao invés do sol,
À beira mar, um oceano
de desejos,
Com versos e todos
os beijos;
Para fazê-lo amar,
longe dos medos.
Estou a te esperar,
poeticamente,
Da forma que ninguém
soube ousar,
E tampouco imaginou
experimentar.
Estou a crer,
infinitamente,
Que virás como
uma mansa manhã,
Acariciando-me
amorosamente.
Como Ave gentil,
Pousou a poesia,
Como gaivota,
À beira mar,
A contemplar,
E escutar,
O que o coração
Tem para falar.
Como Ave gentil,
Assim sou eu
No embalar,
Sempre a te esperar,
E cantarolar
Como as ondas do mar,
Cumprimentando sempre
O azul infinitamente anil.
Como ave gentil
A te espreitar,
Estou aqui,
Te buscando,
Devotadamente,
Sob a luz das estrelas,
Com uma saudade imensa,
Da tua paixão intensa...
Sou o verso mais inebriante,
O desafio, a tua lida,
Sou toda a tua vida,
A odalisca sensual, o teu afeto,
- o teu romance
A papoula rara, - proibida
O incenso oriental,
Que desarma o teu exército,
Genuflexa te embevece,
Dum jeito que te enlouquece.
Em meus lábios escaldantes,
Assim você se deslancha,
E se derrete inteiramente,
Eu tenho um talento único
De te pôr em ponto fervente;
O meu sabor é o da noite,
Eu te faço deitar com a madrugada,
- sou o maior amor da tua vida -
Uma amante para jamais ser esquecida.
Não consigo
ser diferente...,
A poesia que enxerga
em mim,
É mais tua
do que minha,
Essa poesia mora
mais em ti
Do que mora em mim;
Não consigo
ser diferente...,
Escrevo para causar
contentamento,
Escrever para mim
é como um rubi,
Escrevo com o que há
de mais vermelho,
- em mim -
Escrevo para mexer
com o sentimento.
Nunca duvide
do que a minha poesia
é capaz,
Quando menos imaginas,
tu irás atrás,
Do Bem que só
ela te faz;
Tu bem sabes do
que ela é capaz,
Além de ser canto, ela é
o teu colo de paz.
Não consigo
ser diferente...,
Sou o verso presente
nos teus lábios,
A doçura caída do céu
em teus átrios,
Para mudar o teu presente
– um presente,
Nunca estou ausente,
és ciente,
Porque eu
sou diferente;
Não consigo
ser diferente...,
Cheguei para mudar
os teus dias,
Para trazer sorrisos
e mil alegrias,
E fazê-lo feliz
e cheio de valentia,
Guardando cada escrito
meu como magia,
Para sempre se orgulhando
que eu existo: sou poesia.
Amor, escuta o barulhinho:
é o vento anunciando...
Que estou voltando...,
Para ter o teu carinho,
Estou novamente no caminho,
Que eu estava quase deixando,
Pensei que havia esquecido,
Dos nossos planos constituídos,
Dos sonhos e dos corais,
Do nosso profundo oceano,
E dos beijos mais fatais...
Trago este rimário,
Meu relicário,
Abrigado no tempo,
-de volta-
Ao berço do amor,
O nosso templo
Com cheiro de flor
- por nós protegido-
Feito um sacrário.
Amor, escuta o barulhinho:
sou eu que acabei de chegar!
Eu nunca deveria ter ido,
Por isso resolvi voltar...,
Para nunca mais ir embora,
Para amá-lo com gala e glória,
Eternizar a nossa história,
Em linhas intimistas,
De épica em épica,
A batalha poética,
Que a minha ousadia penou,
Só para docemente te conquistar.
Debalde procuro as nossas histórias,
Todas retidas na minha retina,
E bordadas nas minhas memórias.
Flutuação que sempre me leva
Para dentro, ela rompe o tempo,
E sacode todo o sentimento...
Entrevejo a tua presença em tudo:
Tens o meu amor nada diminuto.
És o meu canteiro, o meu jasmineiro.
Não sossego nenhum segundo,
Distância que há de ser rompida,
Por esse amor inexplicável e profundo.
Diante de ti nada se desmantela,
O teu amor é a minha segurança;
Você coloca os meus pés na terra.
A tua voz, oceano tranquilo,
O meu ciúmes um desatino,
És feito todo de carinho.
Diante de nós, o mundo se curva,
No coração carregamos brandura;
A nossa fé esbanja grande bravura.
Efígie e santidade,
Mar do Tahiti,
Nunca te esqueci.
Presença que não dissipa,
E nem faz a alma aflita,
É na eternidade do peito que tu habita.
Fizeste-me tua
desde o primeiro
momento em que te conheci,
À partir desse dia
passei a ser
mais tua do que minha.
Fizeste-me tua porque o teu
acariciar é como o poente
em repouso dengoso sobre o Balneário,
contrastando com o mar de turmalina.
Fizeste-me tua porque
soube domar o meu pertencer,
Como o Sol toma conta do oceano,
Você invadiu todo o meu ser.
A minha pele já se confunde
com a sua,
- [por isso fizeste-me tua
No espetáculo da palavra ardente,
talhada no crisol da retórica
e no fogo ardente da mesma ideologia.
Nasceu o amor na troca de olhares:
a nossa inimaginável magia.
Fizeste-me tua porque comigo não
abandonaste o teu ser combativo,
Reaprendeste o caminho de volta
da ternura e do carinho.
Os teus dias passaram
a não ser mais os mesmos;
eles passaram a ser poesia,
doçura, carícia e melodia.
Fizeste-me tua porque mesmo eu
estando ausente, estou sempre
presente te embalando com versos
e a minha poesia que inundam
cada momento da tua vida.
Sou o tem sorriso, a tua canção e a paixão que trouxe brilho nos olhos e luz para o seu coração...
Você sabe que no minueto das horas
sempre estarei presente no teu sonhar, e em cada minuto do teu palpitar...
Vivo numa casa que tem palmeiras,
E você ainda não se deu conta,
Que eu vivo à beira mar.
E que da vida só levarei as grandezas,
Para sempre esquecerei as pequenezas,
´- eu vivo para escrever e sonhar.
O Frei me disse que o escritor tem uma
sina: "- O escritor de tanto escrever acaba
deixando a vida levar...".
Ainda sou moça tenho muito o que viver,
escrever e te amar.
Hoje passei a minha tarde pensando
o nosso amor na beira da praia,
- eu estou a te esperar.
Vivo nessa roda viva escrevendo,
Doidamente cada perfume do meu
pensamento,
Nascido do sentimento,
E forte como filho do vento.
Ao cair desta tarde, apreciei você meditando
na areia da praia,
Deixei o mar tocar os meus pés,
O céu estava brilhante e remexido,
Fiquei de longe te olhando...,
A tua pele macia...,
A tua barba e o teu sorriso branco.
Sim, vi um pássaro voando desacompanhado
voando na imensidão;
Foi um sinal divino que você estará chegando
para me tirar de vez da solidão.
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Aceita, meu amor, meu anjo, minha vida;
Cada letra de paixão para ti despida.
Parece que até que foi ontem,
Ao paladar da nossa boa prosa,
Que perfumados por nossos sorrisos,
- juntos fazíamos planos
Parece até que foi ontem,
- que perdi as rédeas
Mas continuei o amor semeando,
- o amor em todas a cores e tons
Ainda lembro dos nossos bons momentos,
- apreciando juntos os mesmos sons
Semeando o amor em canteiros de flores,
E vendo o luar à beira do chafariz acontecendo,
Vivendo o nosso amor cor-de-rosa,
parece que foi ontem...
Ainda creio que retornarás por onde
- paramos;
Chegarás em pleno verão para esquentar
os nossos planos.
Porque juntos somos a fome com a vontade
de comer,
Temos o sabor, o aroma e o sangue tinto
repletos de revolução,
Tanto um para o outro não consegue dizer
não.
Sempre soubemos de nós dois,
nunca deixamos nada para depois...
Parece que foi ontem,
Esse momento que ficou longe,
Você me chamando ao pé da escada:
- Não te atrase, venha logo minha amada!
Aqui quem te espera é a
tua alma apaixonada e um ramalhete de
rosas brancas com a tua pureza de eterna namorada.
Festa e luz interior,
Iluminando o exterior,
Assim é o Rio de Janeiro,
Soberano como um poema de amor,
Belo e sempre em pleno esplendor.
Em busca do teu olhar penetrante,
Olho para o céu só para te encontrar,
- grande é o amor que tenho para dar
Da ternura boa para plantar,
- todas as veras faces reveladas pelo amor
Ipês floridos a coreografar,
Balançando e soltando flores pelo ar,
Para o nosso caminho de amor enfeitar.
Festa do Sol, verão estrelar,
Assim é o Rio de Janeiro,
Brilhando sem parar,
Sambando no salto da cabrocha,
Explosão sensual que te fez apaixonar.
Em busca de desvendar ousadamente,
Olho para a tua constelação solar,
Para melhor nos entrosar,
Escrevo para fazer a fazer engrenar,
Para você não esquecer, e sempre lembrar,
Que não existe limite para o amor amar,
E nada que seja impossível que o amor
in natura não possa contagiar...
