Poesias Apaixonadas
A Admiração que a Integridade Cativa
Emotiva e apaixonada quando a sua essência se sente à vontade na presença de certas pessoas e em certos lugares, diante de tudo aquilo que considera imprescindível, que nutre a sua felicidade, tal como o clima de romantismo; o brilho da simplicidade ou a leitura interessante de um bom livro — valores que estão nos detalhes.
Contudo, a sua racionalidade sabe falar mais alto em momentos de seriedade e decisivos, pois, Graças a Deus, já faz tempo que a ingenuidade não está tão presente no seu dicionário, e a sua maturidade que tem aparecido mais vezes — claramente, é uma mulher admirável de muita integridade, uma dádiva que resplandece.
A sua natureza é bela e frágil, mas a sua força vem do Senhor — um amor inigualável que traz vigor ao seu coração; a motivação para seguir em frente, apesar de cada decepção; a razão de ser uma resiliente que não está disposta a viver em vão; portanto, a admiração que recebe é inevitável, não deve ser diferente, o mínimo esperado.
Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)
*Sede de nome*
Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.
Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito
Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.
Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)
Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.
A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.
O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.
O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.
Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.
Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.
No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.
E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.
Basta um famoso qualquer — apaixonado e cheio de razão — tropeçar na arrogância do próprio salto, para as nossas cabeças alugadas se envaidecerem.
Especialmente se isso retroalimentar nosso viés de confirmação.
Mas o que quase sempre nos passa despercebido, é o fato de muitos famosos serem comprados para auxiliar na locação das nossas cabeças.
Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.
Todos — absolutamente todos — têm pleno direito de discordar da opinião contrária, que parece por vezes não mais alicerçar, oportunizar e preceder todo e qualquer debate.
Mas desde que saibam discordar sem desumanizar.
Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.
Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.
Salve as Forças Armadas brasileiras!
São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.
Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.
Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.
E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.
E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.
O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.
Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.
E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.
Respeito não se implora.
Se pratica, se demonstra, se preserva.
E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.
Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.
Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.
Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.
Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.
Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.
Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.
Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.
Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.
A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.
Ainda assim, ninguém é privado da voz.
Não como punição, não como castigo…
A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.
Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.
O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.
Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.
Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.
A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.
E onde há dúvida, ainda há humanidade.
No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.
Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.
Não de ideias nem caminhos.
Muito menos de soluções.
A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.
O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.
Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.
A profundidade perde para a viralização.
E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.
Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.
E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.
O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.
Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.
E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.
No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.
Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.
Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.
As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.
Porque não são preces, são disfarces.
Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.
São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.
Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.
Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.
O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.
Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.
Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.
Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.
Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.
O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.
E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.
Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.
Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.
E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.
Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.
Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.
Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.
É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.
A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.
O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.
Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.
E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.
A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.
Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.
Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.
Mas justiça não pode depender de proximidade.
Consciência não deveria ser fruto de conveniência.
Questionar não enfraquece instituições — fortalece.
O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.
A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.
Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.
As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.
A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.
A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.
Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.
A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.
Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.
Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.
O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.
Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.
Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.
E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.
Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.
A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.
O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.
Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.
No fim, a mentira não se torna verdade.
Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.
Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.
Fingir preocupação com asseclas apaixonados deve ser tão fácil quanto pregar para convertidos.
Afinal, quem já entregou a própria consciência a uma causa não precisa de argumentos — precisa apenas de viés de confirmação.
Basta oferecer a eles uma narrativa em que seus ídolos continuam virtuosos, seus adversários continuam monstruosos e qualquer contradição pode ser convenientemente rebatizada de “perseguição”.
O problema começa quando a preocupação deixa de ser genuína e passa a ser estratégica.
Quando o sofrimento dos outros só importa se puder ser convertido em combustível para a própria narrativa.
Quando a indignação é seletiva, a compaixão tem lado e a verdade precisa primeiro passar pelo filtro da conveniência.
Há algo profundamente confortável em pregar para convertidos: ninguém ali quer ser realmente convencido de nada…
Quer apenas ouvir, mais uma vez, aquilo em que já decidiu acreditar.
Talvez por isso seja tão difícil reconhecer a manipulação quando ela vem embalada em preocupação.
Porque o discurso não precisa mais conquistar a razão — basta acariciar a paixão.
E quando a paixão assume o lugar da consciência, qualquer um pode se apresentar como salvador, inclusive aquele que ajudou a construir o cativeiro do qual agora promete libertar os seus.
Coração
Ah! Meu coração acelerado! tão intenso, forte e apaixonado Guarda todos os meus sonhos aí dentro Faz pulsar cada sentimento inesperado.
Ah! Meu coração bondoso e solidário! Seja sempre verdadeiro e não muito frágil, Quero te contar vários segredos Compartilhar todos os meus medos E te fazer amar a vida com entusiasmo.
Ah! Meu coração alegre e impulsivo! Brinca as vezes comigo e prega peças Mas é sempre tão lindo e grato, Viaja comigo para tantos caminhos E me faz vencer cada obstáculo.
Ah, Meu coração guerreiro! Já chorou pela dor da saudade Passou por algumas dificuldades Mas segue firme e inabalável.
Para os Apaixonados qualquer meia dúzia de prosopopeia flácida para acalentar bovinos é o bastante.
Quando a paixão toma o lugar da razão, até o vazio ganha aparência de profundidade.
Basta enfileirar palavras pomposas, vestir uma ideia pobre com alguma solenidade e oferecer ao ouvinte aquilo que ele já deseja crer.
Não é preciso convencer: basta afagar.
Os apaixonados muito raramente procuram argumentos; quase sempre procuram confirmação.
Querem discursos que não perturbem suas certezas, metáforas que embalem suas convicções e frases de efeito que possam repetir como se fossem pensamentos próprios.
Nesse ambiente medonho, a eloquência não precisa ser consistente — basta ser confortável.
É assim que a prosopopeia flácida prospera: atribui grandeza ao que é medíocre, profundidade ao que é raso e coragem ao que muitas vezes não passa de conveniência.
E quanto mais apaixonados os asseclas, menor parece ser a exigência por substância.
Talvez o perigo não esteja apenas em quem fabrica o discurso, mas sobretudo em quem voluntariamente se dispõe a ser acalentado por ele.
Porque, quando alguém prefere uma bela mentira a uma verdade incômoda, já não é necessário sequestrar sua razão.
Ela mesma se entrega.
No fim, há discursos que não foram feitos para despertar ninguém.
Foram cuidadosamente construídos para manter o rebanho dormindo — tranquilo, satisfeito e, sobretudo, convencido de que está pensando por conta própria.
Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.
Amanteigado
Buscar nos seus lábios
um Amanteigado,
Ganhar um beijo apaixonado
e um sonho romântico
que hei de ter realizado.
Sob a árvore de Manggis
carregada com frutos
maduros jurar amor
apaixonado e profundo
(O maior amor do mundo)
Com a extravagância de corpos
enlaçados e apaixonados,
Com os nossos olhos fechados
e corações abertos temos
a urgência do próximo ato,
Porque deixamos nos seduzir
pela brincadeira e o perfume
natural do amor que viciados
nós estamos sem volta
e sem tédio totalmente gamados.
Embalados pelos voluptuosos
sons dos nossos ais deliciados
por alternâncias quentíssimas
e ondas divertidas de total prazer,
A luxúria evidenciada nos pertence
com aura magnética e todo o poder.
O caos amável que te trouxe é que
desde o dia que me conheceu a tua
régua romântica nunca mais foi,
e nem será mais a mesma por ter
conhecido de perto e ter nas mãos
o domínio do meu encanto sem igual
de tocá-lo inteiro por dentro do meu
jeito por ninguém conhecido e genial.
Envolvidos pelo sabor do amor,
e do doce de Araticum-açu
nos lábios para declamar tudo
o que é cabido para ser eternizado,
E para que seja recordado
nos meus Versos Intimistas
escritos da gente ter se encontrado.
Enroscar-me no trono perfumado,
mergulhar no teu olhar apaixonado,
Sentir o teu respirar entrecortado
com o meu entregue pacificado.
No silêncio carregado de emoção,
nas trocas de toques demorados,
Na proximidade repleta de sedução
e atração potente e sinestésica.
Não é preciso manter o desejo velado,
e sim cultuar espaços irreprimíveis,
Doces alternâncias de submissão
e de poder - pitangas íntimas secretas.
Com trocas de mimos e segredos
profundos entre pele com pele,
Não existem vestes edênicas melhores
do que as nossas e o que ferve.
Sou apaixonada pelos escritos de Simón Bolívar e do General San Martín, mas temos também os nossos próprios heróis profundamente anti-imperialistas que merecem ser lembrados pelas contribuições literárias e pelas lutas: o Padre Roma e seu filho, José Inácio de Abreu e Lima, o "General das Massas". Eles fundaram o pan-americanismo como uma doutrina que dialoga diretamente com o Bolivarianismo.
O General Abreu e Lima, inclusive, juntou-se a Bolívar para lutar na Batalha de Carabobo, na Venezuela.
As bolhas políticas atuais não vão contar, mas não havia "esquerda" ou "direita" na época deles— o que existia era o anseio absoluto de se livrar do Colonialismo.
Os escritos desses homens são maravilhosos e dignos de releituras atuais. São fundamentais para a necessidade fortalecimento da nossa identidade nacional, sem permitir que percamos a nossa identidade maior que está ancorada neste continente, o mais bonito e rico do mundo, que por séculos tem carregado várias nações nas costas.
