Poesia Toada do Amor de Carlos Drumond

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Uma obra de arte começa pelo amor do artista e inicialmente ninguém reconhece a sua beleza ao olhá-la.

Inserida por acvomotta

⁠*** Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
a sua imensurável força
que o tempo não poderá levar ***

**Acordes de sal e sol **é metáfora criada pela escritora Neusa Marilda Mucci e já registrada.

⁠Só o amor
Muda a história do nosso mundo
A nossa história
O nosso Universo
A Consciência
O Coração
Por isso, sempre
Amor e paz no coração

Inserida por PeregrinoCorrea

Prefiro que nem diga que gosta de mim, mesmo gostando, do que viver dizendo que me ama, não me amando.

Quando nos afastamos de algumas pessoas não é necessariamente por não gostarmos delas, mas porque resolvemos dar o devido valor a nós mesmos.

Um dia morreremos, e chegará o momento no qual nossas almas se encontrarão para dançar a valsa da eternidade, fazendo valer o amor que construimos durante anos.

Inserida por carlossilverio

Não é porque a outra pessoa não nos ama como nós a amamos, que ela deixe de nos amar, podendo ter um amor muito mais profundo que o nosso.

Inserida por carlos_alberto_hang

Quando desejamos algo, o queremos somente para nós, mas quando amamos de fato algo, o deixamos livre, pois queremos compartilhá-lo com o mundo.

Inserida por carlos_alberto_hang

Não precisamos ser amados para amar, pois sermos amados pode fortalecer os sentimentos quando recíprocos, mas não necessariamente os criar.

Inserida por carlos_alberto_hang

Nós atraímos e nos relacionamos com quem nos preenche, por mais bizarro que isso possa parecer em alguns casos.

Inserida por carlos_alberto_hang

Nos relacionamentos existe uma troca constante, mas acabamos mais recebendo daquilo que transmitimos ao outro.

Inserida por carlos_alberto_hang

E se por um acaso a possibilidade de dar certo for 0,01% o que impede de tornar os outros 99,9% realidade?!

Inserida por CarlosLigor

⁠Em qualquer grupo social onde “se escolhe a quem irão respeitar”, existem muitas maneiras de um anfitrião, e seus respectivos associados (ou parentes), “expulsarem” um visitante: uma delas é, mediante o doloso cinismo, deixar "claro" por atitudes e insinuações o quanto a presença deste é passiva de tratamento desrespeitoso, ignominio, de forma reiterada. A porta já está aberta, não irão diretamente mandá-lo se retirar, mas a deixa foi dada, mas é o respeito próprio que move as pernas de tal visita em direção a saída para, talvez, nunca mais voltar, bem como outros convites recusar.

Inserida por humusashi

Tudo é
O que ali está
E o que ali está
Nunca mais acaba

É o concreto absoluto
E quase insuportável
De quem viu claramente visto
Como um danado

Cada detalhe vive
Inteiro
Íntegro –
Sua importância é igual
Ao inteiro mundo

O mistério dos mistérios
Ali está
Visível
Manifesto
Mas ninguém sabe o que é

À Virgem Santíssima
Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia


N'um sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só do perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!

À volta de incerto fogo
Brincaram as minhas mãos.
... E foi a vida o seu jogo!

Julguei possuir estrelas
Só por vê-las.
Ai! Como estrelas andaram
Misteriosas e distantes
As almas que me encantaram
Por instantes!

Em ritmo discreto, brando,
Fui brincando, fui brincando
Com o amor, com a vaidade...

— E a que sentimentos vãos
Fiquei devendo talvez
A minha felicidade!

Discurso em crise


Letras voam,
Aéreas no ar.
Consoantes, antes
Levadas a sério,
Hoje despencam
Em queda livre.


Vogais se chocam
Silabas abaixo.
Palavras já não existem mais.


Sons ecoam em dissonâncias,
Nada parece ressonante.


O que antes teria relevância,
Hoje já não encontro mais.


Há mais linguagem desabando
Do que ação se concretizando.


Estamos capotando em discurso.

Eu vivo cansado do mundo,
Eu vivo cansado das pessoas e suas mentes aprisionadas em cavernas escuras,
Deslumbrando, coisas que não estão lá realmente,
São sombras apenas, sombras daquilo que realmente é,
Porque tudo aquilo que é, realmente não é,
Mas, para as pessoas é uma simples mentira,
Fato que não existe!

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante,
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre...

Homem, que fazes tu? Para quê tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa...

Trecho

Quem foi, perguntou o Celo
Que me desobedeceu?

Quem foi que entrou no meu reino
E em meu ouro remexeu?
Quem foi que pulou meu muro
E minhas rosas colheu?
Quem foi, perguntou o Celo
E a Flauta falou: Fui eu.


Mas quem foi, a Flauta disse
Que no meu quarto surgiu?
Quem foi que me deu um beijo
E em minha cama dormiu?
Quem foi que me fez perdida
E que me desiludiu?
Quem foi, perguntou a Flauta
E o velho Celo sorriu.