Poesia te Perdi
FRUSTRAÇÃO
Já não sei escrever...
Deixei de saber pensar.
A poesia deixou de me amar
E fugiu de mim sem eu ver
Nem poder mais versos ditar.
Que tábua agora para me agarrar
Nas ondas alterosas deste mar,
Se ela foi para não mais voltar
À inspiração dorida do meu penar?
Poesia vagabunda, iracunda, reles
A minha, que só contemplas aqueles
De sacrossanto nome já firmado
Nos anais dos teus egrégios brasões
E afundas sem mais remissões,
Os que querem só escrever um fado.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-01-2023)
POESIA FRIA
Que fria,
A minha poesia…
Até parece que no meu inverno
Interno,
Ela deveria
Hibernar
E ficar
Sempre naquele letargo,
Sem me dar o amargo
De continuar
A enregelar
Corações
Quentes,
Amantes
Diferentes,
De outras poesias
Menos frias
De emoções,
Porque a minha,
Coitadinha,
Tão mesquinha,
Vive só de ilusões.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-02-2023)
Se gosta verdadeiramente de poesia e antes de consumi-la, deve primeiro agitá-la, sentir-lhe o cheiro a pureza natura e só depois tragá-la, bebê-la, em dose própria, de preferência, sem outra adição de fármacos.
Contraindicações: Pode, por vezes, causar mal-estar, náuseas, tonturas, diarreia, a chamada caganeira à moda antiga, vómitos que podem trazer sapos engolidos há muito tempo e, pior ainda: síndromas de inveja mesquinha que pode causar "Onicofagia" é o termo médico e técnico para nomear o hábito de roer as unhas, podendo ser das mãos ou até mesmo dos pés. Às vezes, esse hábito passa a não ser de apenas roer as unhas, mas também roer a ponta dos dedos (e sei lá mais de quê...digo eu!)
Última prescrição: Deve ser só administrada em SOS, quando o paciente está mesmo em ânsias extremas de injeção da dose habitual...
A poesia não sacia a fome de estômago, mas alimenta a alma e o espírito
àqueles que os tiverem ainda.
POESIA PRENHE
Muitos,
Que tudo fazem
E desfazem
Para emprenhar a doce
E tão amarga
Presa ou solta à ilharga
Senhora bela - A poesia.
Sem nome de pai,
De mãe ou de tia,
Pelo menos nada consta
No cartão de cidadania.
Basta-lhe ser poesia
Pura, rebelde e arisca,
Não deixar copular
Macho ou fêmea,
Ou qualquer outro artista
Que só lhe quer levar a palma.
Gosta de preliminares,
De beijos e doces olhares
Sussurros loucos ao ouvido,
E embriaguez na alma.
Adora longos coçares
E muito depois então
É que abre as pernas
Para ejaculares
E te dar um dia
Um filho da poesia.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-06-2023)
O HOMEM DO POEMA
Sempre que escrevia, agoirava:
Não vale nada!
Que poesia mais chanfrada!...
Talvez namoro ou derriço,
Ou grito agudo de lamento
Daqueles que a alma vomita
Numa sensata heresia,
Enquanto lhe resta tempo?...
Mas quando o poema nascia
Na transpiração suarenta
Do corte da placenta
Do filho que foi dado à luz,
Entre coxas de sofridão,
Na mais completa escuridão
Onde só se via a cruz,
O homem chorava então,
Já não agoirava e dizia:
Eis a minha poesia
Tão modesta, tão pequena,
Saída da minha pena...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)
Se o pensar e a poesia
Fosse carne no churrasco,
Tanta gente engoliria
O pitéu, mesmo com asco.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 15-06-2024)
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA
Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.
Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.
Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!
(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
Poesia
A poesia sai da mente do poeta
Como pássaros livres de uma gaiola
Uma mente de porta aberta
Pássaros ansiando a liberdade
É como o poeta solta seus pensamentos
Palavras com rimas ou similaridades
Talvez até com uma musicalidade
Cada pássaro leva uma ideia
Transmite sentimentos
A poesia nunca fica velha
Pois é livre e eterna.
Tomando um café
E escrevendo poesia
Em cada xícara mais fé
De alcançar oque se ânsia
Cada xícara um verso
Liquido estimulante
Que a poesia faz companhia
E a mim estimula a mente
Letras de sangue
Quando escrevo poesia
Não é só letras que gravo
É meu sangue que se esvazia
É uma grande luta que travo
Entre letras e linhas
Minha alma solta um brado
Um grito desesperado
Que só ouve quem lê
Quem tem sensibilidade
Aquele que além do superficial vê
Que minhas letras são meu sangue
É meu refúgio de toda insanidade
Que perpetua a humanidade.
Você é poesia
Que não precisa de rima.
Você é poesia
Que não precisa de poeta
Pra ser bem escrita.
Você é ímpar
Como poesia.
23:45
É só mais uma hora
Que meus pedaços caem
E se transformam em poesia.
Meus teclados são pincel
E aqui minha tela.
Nunca se sabe quando é
Que seus olhos vão se colidir
Com aquela garota
Que é pura poesia.
Que te para no tempo.
Que te furta os pensamentos.
Nunca se sabe quando é
Que você vai se deparar com
Mikaela.
É a poesia que[...]
É a poesia que não se encontra em livros, ou em guardanapos de bares. Nem em cartas anônimas. Não vai ser o tipo de poesia que você pesquisa na internet, para colocar nos status. Também não é o tipo de poesia que se escreve a pressas em uma folha de papel amassada, que é dobrada de qualquer jeito, e colocada em uma garrafa vazia de whisky, para ser arremessada no mar, não não.
Ela é a poesia que pode ser encontrada em um ponto de ônibus, mexendo distraída em teu celular. Do tipo que acorda com cabelo bagunçado, e mesmo assim continua encantadora. É a poesia viva, que sente cólica todo mês, mas é tão forte, que não deixa de negar teu sorriso gentil. Ela é poesia que pode ser encontrada sentada no cantinho do ônibus, perto da janela, com seus fones de ouvidos. Ela é a poesia que a cada fio de teu cabelo, é como se fosse os versos mais bem escritos. Ela é tão poesia, que ficaria grande demais para ser poema. Ela é a poesia que […]
— Shandy Crispim
Somos feitos de poesia
e de risos.
Somo feitos de música
e de pinturas.
Somos feitos de beleza
e de boas conversas.
Somos feitos de olhares
e de imensidão.
Somos feitos das estrelas
e de suas poeiras.
Não era uma poesia
só de livros.
Era poesia que
tinha sorriso fácil
de olhos castanhos contra o sol,
às vezes pouco perdida,
mas ficava mais linda quando
encontrava o seu lugar na vida.
Em poesia,
tudo vira verdade,
tudo permanece eterno,
os amores nunca expiram,
os corações nunca se quebram,
o tempo para.
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