Poesia sobre Silêncio
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
Vou mochilar até às extremidades internas do silêncio: escuto a minha alma e o vocabulário da Natureza.
Não é o tamanho do silêncio que define o tamanho da serenidade; é a harmonia sussurrante que se ouve internamente entre ambos.
Vou fazer zapping com as tuas palavras até chegar ao canal onde verbalizas o silêncio que sentes por mim.
Este é o efeito que causas em mim: os meus olhos pensam, o meu cérebro observa, o meu silêncio conversa e o meu coração fala a linguagem do Amor.
Aos que perguntam sobre meu sumiço,sempre tem de mim duas respostas,meu olhar irônico em silêncio,e minha resposta educada,não volto para o mesmo lugar onde fui lesionado.
Enquanto um sorriso no espelho ou outro toque em silêncio te lembrar de mim, eu estou aí na pior forma, sem você poder me tocar.
Existem tantas palavras num silêncio com dois olhares entrelaçados,que se tornam indecifráveis aos olhos dos ignorantes.
Eu não quero silêncio dentro de mim,também não sei comer calado,as vezes nem talher,nem guardanapo eu uso,por isso me lambuzo todo,uns dizem que me falta educação,eu garanto que sobra felicidade.
Sentir a presença e ou o silêncio que, discorre nosso ser é, desenvolver a sabedoria do tempo que habita em nós, essa individualidade do agora; plurifica a beleza daqueles que, ainda não identificaram o significado da grandeza que reside na bem aventurança do eu sou.
O verdadeiro silêncio não se provoca se percebe, não se pré-ocupe, caso contrário provoca fortes paralisias celebrais.
Trabalha a vida inteira e, no silêncio de seu suor, o hoje vê as traves de tanto saber, como e limpar.
O silêncio não mais será a força pra sua grandeza ser destroçada, pela falta de momentos, retiros das inteirezas dos átomos, aguardando qualificação, pra emitir a cura das falsas sadanas.
Deixem que se fartem de seu silêncio, esse é o pão do tempo, que basta por si, orquestrando e refazendo as doçuras da vida.
Dados do silêncio, broto das harmonias, sanam velhos tecidos surrados, renovando às revelações do original noite e dia.
Perfume do silêncio, graça que se estende ao arquiteto dá abundância, digestas consciências em lembranças.
