Poesia sobre Silêncio

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⁠Noite vazia/cheia

O silêncio da noite
Um show estrelado por estrelas
Interpretam um silêncio
Um silêncio tranquilo
E tão inquieto, perturbador,
Assustador… como entender?

Depois de um dia cansativo
Chega por fim a noite vazia
Em que tudo e nada acontece
Onde pessoas e animais descansam
Ou uma invasão e roubo de algum humano
Onde animais acordam e vão viver a vida
Ou melhor pessoas com uma tal insônia
Algo que faz não conseguirem dormir
Por muitos motivos isso pode acontecer

Inserida por SementeDoMundoDaLua

Último Abraço
A noite caía lenta, tingindo o céu com tons de cinza e silêncio.
Sentados lado a lado num banco de madeira velho, o mundo parecia distante.
Ela olhava o vazio com olhos calmos — mas carregados de algo que eu não entendia.
O tempo ali era feito de suspiros, de palavras não ditas, de tudo o que poderíamos ter sido.

De repente, o som cortou o ar.
Um estrondo seco, brutal.
Dois, três tiros — sem aviso, sem motivo.
O corpo dela tremeu, e caiu contra o meu.

Meus braços a seguraram no reflexo de quem não quer deixar partir.
O sangue manchava sua roupa, e meus olhos se enchiam de um desespero infantil.
Mas ela...
Ela apenas sorriu, fraco, sereno.
Como se soubesse que aquele momento era tudo o que importava.

— "Eu senti sua falta," ela sussurrou,
com a voz de alguém que viveu dentro de mim por anos,
mas que agora se despedia pela primeira vez.

E então ela me abraçou.
Mesmo com a vida escapando, ela me abraçou.
Como se dissesse:
"Eu fui real, mesmo que só em você."

Seus olhos se fecharam devagar,
e no silêncio que veio depois,
não restou dor — apenas um espaço vazio,
como o eco de uma memória antiga
que enfim encontrou paz.⁠

Inserida por Hiroziinho

⁠"Mãe"

Ela não foi só corpo:
foi alma,
foi prece,
foi silêncio que entendia,
abraço que curava.

Ela partiu,
mas ficou no café quente,
no gesto distraído,
no calor que vem do nada
e me faz lembrar:
mãe não morre,
vira eternidade.

Inserida por rosangela_montano

Na raça


⁠Em silêncio e sozinho encontrei caminhos que jamais havia percebido antes,

A dias que só agente sabe o que passamos para sobrevivê-los,

Os falsos amores e as palavras vazias vão e vêm, mas em nós elas ficam por mais tempo e nos causam tormentas dolorosas,

Me ensinaram a viver sem máscaras, porém tive que descobrir na raça que o mais sábio a fazer é dançar com máscaras também,

Ser diferente, se apresentar verdadeiramente como somos nesse mundo não é o ideal racional.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠Hoje dói, amanhã te ensina

Hoje o peito aperta,
o silêncio pesa,
as lágrimas caem sem permissão.
A dor se instala como quem veio pra ficar.

Mas o tempo, paciente,
tece lições em meio ao caos.
Amanhã, quando o sol nascer de novo,
o que hoje foi ferida vira cicatriz —
e a cicatriz, sabedoria.

Porque a dor não vem em vão:
ela ensina, molda, fortalece.
Hoje dói.
Amanhã te ensina.
E um dia… tudo faz sentido.

Inserida por Eduardsonelias

⁠Toda noite, quando o céu se acende,
E o silêncio abraça o meu sofrer,
A saudade em mim cresce e não mente,
Mas a lua vem me socorrer.

Te imagino sob a luz serena,
Teu sorriso nas estrelas vejo brilhar,
Mesmo longe, tua falta é pequena,
Quando a lua insiste em me lembrar.

Refrão
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.

Verso 2
Já contei segredos pro luar,
Pedi pra ele te fazer sonhar comigo,
Mesmo sem poder te abraçar,
A lua vira o nosso abrigo.

Ela conhece as minhas orações,
O silêncio que o mundo não vê,
Guarda em sua luz todas emoções,
E me traz de volta pra você.

Refrão
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.

Ponte
Se a distância é o preço de amar,
Que seja a lua a me consolar.
Pois mesmo sem poder te tocar,
Ela me faz te reencontrar.

Refrão final
Porque a lua faz a saudade doer menos,
Ilumina o vazio que você deixou aqui.
Ela sussurra que o amor é sempre imenso,
E que em cada noite, você vem pra mim.
Na calmaria do céu, eu sinto tua voz,
A lua brilha... e estamos a sós.

Inserida por kepler78

"Chama e alma gêmea"

⁠Por mais que o fogo a destrua,
A vela, em silêncio, se doa,
Há um pacto entre os dois —
Um laço que o tempo entoa.

A chama dança voraz,
E a vela entrega sua essência,
Num acordo silencioso,
Feito de luz e paciência.

O fogo consome, ardente,
A vela sustenta, calma,
Mas um sem o outro é nada —
Nem calor, nem alma.

Pois mesmo na dor da perda,
No fim que sempre insiste,
O fogo e a vela sabem:
Só juntos podem existir.

Inserida por EdLuis

⁠Eu sou

Eu sou o sussurro que paira antes do grito,
o silêncio que dança nas frestas do tempo.
Eu sou a lâmina sem fio que corta o que não se pode tocar,
o olhar que não se dobra, mesmo diante da luz.

Eu sou o passo que não ecoa,
mas faz tremer o chão.
Sou a sede que não se sacia,
o caminhar sem destino,
a fome sem nome.

Sou a palavra que se nega a ser dita,
o desejo que não cabe em desejo.
Sou o rastro invisível deixado em corações que jamais saberão meu nome.

Eu sou o erro e o acerto,
o meio sem bordas,
o abraço que aperta sem tocar.
Sou quem molda a si mesmo a cada respirar,
sem roteiro,
sem permissão,
sem plateia.

Eu sou aquele que dança com as sombras,
não por medo da luz,
mas por amar a textura do escuro.
Aquele que colhe o que não plantou,
e semeia em terrenos onde ninguém ousa pisar.

Eu sou a chama que não arde,
o frio que não gela,
o toque que não acaricia...
mas marca,
finca,
mora.

Sou o que nunca se cansa,
mas finge cansaço só para sentir o gosto do repouso que nunca vem.
Sou o viajante sem mapa,
o traço sem desenho,
o verbo sem tempo.

Eu sou.
E por ser, não peço licença.
Apenas respiro...
E no meu respirar,
o mundo aprende a conter o fôlego.

Inserida por alvaro_marques_batisa

⁠Mais uma noite, um café frio com o passado.
O silêncio da madrugada me observa.
O café esfria, assim como tudo entre nós.
Sinto o peso de lembranças que não me deixam dormir.
Não sei se é saudade ou apenas o vazio me visitando outra vez.
@profunda__mente__
Profunda Mente

Inserida por willamysbas52_1099891

⁠De saída

Presumo em teu silêncio,
Que eu já esteja pronto para sair,
Preso a ti até o momento,
Será difícil me reconstruir.

Mas tenho que tentar,
A escolha não foi minha,
Deixar de te amar,
Será minha carta de alforria.

Fui escravo de um falso amor,
E enganado por palavras persuasivas,
Hoje o meu mundo se encontra sem cor,
E a minha mente com atitudes indecisas.

Estou indo embora,
Espero nunca mais voltar,
Pois chegou a grande hora,
De sonhar e recomeçar.

Não te culpo pelo o incerto,
Estou de boa e vou superar,
A terra prometida fica depois do deserto,
E logo logo,começarei a amar.

Obrigado pela experiência,
E muito mais pela decepção,
Me fará bem a sua ausência,
E também a solidão.

Foi bom o quanto durou,
Não sei o porquê de isso tudo,
Já não tenho certeza se você me amou,
E a doce voz do amor,Já não escuto.

Lourival Alves

Inserida por Diariodeumcravo

⁠"Em silêncio, encontrei a verdade que a pressa esconde.
Descobri que sou feito de instantes que não voltam e escolhas que me moldam.
Carrego vitórias, mas também feridas — e ambas me ensinaram.
Hoje compreendo que crescer não é acumular, mas desapegar do que já não me leva adiante.
Sou o reflexo das minhas lutas internas e da paz que escolho construir, mesmo quando o mundo lá fora insiste em me tirar do eixo.
Sou imperfeito, mas em construção — e nisso há beleza."
— Joel Vigano

Inserida por joel_vando_vigano

⁠Às vezes, o silêncio da noite é o único som que a alma precisa ouvir.
É nesse instante, quando o mundo desacelera e os pensamentos dançam em tom mais leve,
que a gente se encontra de verdade.

Não se cobre tanto.
Você já foi forte o suficiente hoje.
Deu conta do que pôde, e o que não deu… ficará para amanhã.
E tudo bem.

Acolha sua humanidade.
Com suas luzes e sombras, com suas vitórias miúdas e os tropeços também.
É isso que faz de você uma história bonita — imperfeita, mas cheia de verdade.

Respira fundo.
Deixa que a paz entre devagarinho,
como quem não quer incomodar,
mas vem para ficar.

Boa noite.
Durma em paz.
Amanhã, a esperança renasce com o sol.

(Joel Vigano)

Inserida por joel_vando_vigano

Não cabe...


Naquilo que se fala cabe uma vírgula, naquilo que se vê cabe o silêncio ou um ponto final, agora naquilo que se senti não tem barreiras, as linhas se tornam infinitas.

Inserida por ricardo_souza_5

Eu nem peço muito.
Peço o que é quase nada
mas que, no fundo, é tudo:
silêncio que não me fira,
presença que não me sufoque,
um canto quieto onde eu possa respirar.

Aquietei meu desejo sem fazer alarde.
Enrolei-o num véu de silêncio
e o deixei repousar onde ninguém mais alcança.

Há um tumulto lá fora.
Uma pressa que empurra,
uma sede que nunca se sacia.

Mas eu…
eu recolhi meus sentidos,
como quem apaga as luzes para ver melhor por dentro.

Permiti à solidão entrar com os pés descalços,
sem medo dela
como quem reencontra uma velha amiga.

Não me falta amor,
me falta barulho a menos.
Me falta gente que saiba calar bonito.

Hoje, fico guardada.
Não por medo do mundo,
mas por amor a mim.

Sou abrigo do que é leve,
sou pausa.
E quem souber me encontrar nesse silêncio,
não precisará bater.

Inserida por suspirandoversos

⁠O ruído do mundo corta o crepúsculo,
com crueldade e corrupção.
E o silêncio do campo desabrocha,
com pássaros cantando,
onde a terra responde sem palavras —
mas com honestidade, cercada de vida.
Viver sob expectativas sociais cria um segundo eu, um reflexo:
uma voz de perturbação e comparação.
Já a solitude permite-nos ver
um vislumbre da paz,
sem precisar de alguém —
bastando um único eu.
Uma paz que não é compartilhada,
mas vivida com amor.
Orgulho ou não,
não existe solidão:
apenas o sol, a chuva
e a felicidade nascida da simplicidade.

Inserida por domingos_costa

⁠O que as pessoas pensam ao meu respeito, são problemas delas. Enquanto pensam, em silêncio vou construindo o meu império.

Em minha alma carrego o que sou e memórias de tudo que já vivi. Sei de cada coisa sobre mim, que muitos nem sonham.

Em um diálogo, você conhece mais da pessoa que vos fala, ao contrário da que o nome é citado.

Todos cometem erros!

Então, se queres me conhecer verdadeiramente, me convide para tomar uma cerveja ao invés
de mergulhar em conteúdos rasos onde me relacionam.

PS: Se você não gosta de cerveja... Fique sabendo de quê, amo vinhos também.

Inserida por TAISARAMOS

⁠Sua dor não pode desprezar a minha, seu silêncio não pode calar o grito da minha alma.
A distância que se cria só serve para atenuar a cicatriz de uma ferida aberta em nós dois.

Inserida por luisvicthorino

⁠Muitas vezes choro em silêncio apenas com a solidão
As noites se tornam eternas, com pensamentos da saudade
Uma saudade que dói, uma falta inexplicável de se conter
Faço das noites dias em lembranças
Tento apagar um pouco com as lembranças de estar com você
Sei que tudo isso é temporário e vai passar
Mas enquanto não te abraço novamente
Me afogo nas lembranças de estar com você
E poder te dizer o quanto eu te amo
Imagino a todo o tempo
A hora que entrar por aquela porta e dizer voltei, e voltei para ficar
Porque aqui é o meu lugar
Saudade, saudade, saudade.

Inserida por seripodnanref

⁠Em cada rosto sofrido, em cada barriga vazia, repousa a inércia e o silêncio dos espectadores.
Valnia Véras

Inserida por Valnia

⁠Morte das Ilusões -

Silêncio! Calem-se as vozes!
Perfilem vossos corpos
façam silêncio ... "chora" a ilusão!

"Acendam cirios que passa a minha dor!"

Dor-de-Amor nascida de esperanças vãs
num bulício de esperas infinitas!
Ilusão que gera ilusões de ilusões
prisioneiras na teia obliqua
de um Coração "frio".

Projecção limite sem limite
de um "vazio" interior...

Teia solitária, ofensiva, defensiva,
precária ... nascida do efémero,
iludida no Eterno, reduzida ao banal.
Teia por mim tecida onde a "presa mortal"
sou Eu. Assim é a dor que "promove" a morte
das ilusões.

Dor que "arrefece" a paixão que projecta
no outro uma ilusão de absoluto.
Não é Amor, é desejo, isso que manipula!
O desejo não Ama, possui!
Desejar o Amor e não Amar o desejo
é a percepção final da dor-de-"desamor"
nascida da ilusão precária de querer "agarrar"
alguém a quem se "perde".

Alguém que vai e não vem,
alguém que vai e não torna!

Apaguem os cirios! A ilusão morreu!
A dor já não é dor, é Consciência ...
E a Consciência de "desamor" é a percepção final
de que o Amor Renasce na iluminação de cada dor!

Inserida por Eliot