Poesia sobre Silêncio
O tempo é uma roupa com saudade do algodão.
Entre eles havia o silêncio que antecedeu o big bang.
A porta estava aberta, mas ele não sabia mais sair.
Ele chorava a despedida, mas sua amada segurava sua mão.
Ele era uma bomba atômica com a aparência de um filhote de gato.
Ele era um feto em estado permanente de gravidez.
Ele construía uma escultura na areia como se fosse de bronze.
Ele tinha palácios, mas as camas eram feitas de espinho.
Ele tentava dizer, mas não tinha gesto nem cordas vocais. Estava paralisado como uma estátua.
O amor era tão profundo que a não reciprocidade anunciava a morte do sujeito que ama.
---
Te amo de um jeito que nem eu entendo.
Te adoro até no silêncio.
Te venero como quem encontrou um milagre.
Te acho incrível até nos teus defeitos.
Te amo mais do que eu sabia ser possível.
Te adoro como se fosse meu lugar favorito no mundo.
Te venero em cada pensamento que tenho.
Te acho incrível mesmo quando tudo está um caos.
Te amo com calma e com furacão.
Te adoro com cada parte de mim.
Te venero como quem respeita o que é raro.
Te acho incrível em detalhes que ninguém mais nota.
Te amo até nas entrelinhas.
Te adoro como quem não cansa de escolher.
Te venero como quem confia de olhos fechados.
Te acho incrível só por existir.
Te amo tanto que chega a doer de leve.
Te adoro até quando briga comigo.
Te venero como quem sabe que encontrou algo sagrado.
Te acho incrível só por ser você.
Te amo sem vírgulas, sem ponto final.
Te adoro de manhã, de noite, de madrugada.
Te venero como quem protege um segredo.
Te acho incrível até sem esforço nenhum.
-
Renascer
Caí, levantei
não por força,
mas por vontade.
No silêncio da luta,
encontrei o meu caminho.
A chuva passou,
a flor brotou,
e o vento sussurrou:
“Segue em frente, raiz.”
"Ela foi criada para ouvir flores.
Ele foi forjado entre espadas.
O silêncio que destrói ela… é o mesmo que constrói ele.
Onde ela chora por ser ignorada,
ele sorri por não ser esquecido.
A dor molda impérios —
mas só os duros aprendem a reinar sobre si."
— Purificação
“A dor é a linguagem dos fracos, mas o silêncio dos fortes. Não reclame da tempestade; seja o furacão que ela teme. Nas trincheiras da alma, os estoicos forjaram a coragem que o mundo ainda não aprendeu a reconhecer.”
— Purificação
---
Teu sorriso
Teu sorriso é raio leve,
no silêncio, um som que canta.
Brilha e passa, mas não some,
feito estrela que encanta.
Riso solto, doce e puro,
acende a noite mais fria.
É abrigo sem palavras,
é calor e poesia.
📜
"No silêncio entre prateleiras e o perfume antigo das palavras, o Real Gabinete se curva diante de quem já carrega literatura no olhar. Você ali parece uma página perdida de Eça — rara, elegante e cheia de alma.
A eternidade se esconde nos detalhes — e alguns olhares carregam mais livros que estantes.
Como diria Nietzsche, 'aqueles que foram vistos dançando foram chamados de loucos por quem não podia ouvir a música'. Hoje, só os sensíveis escutam as bibliotecas respirarem."
Porque você não apenas lê: você pertence às páginas.
— Purificação
Metafísica do Teu Silêncio
Dizem que o mundo é ordinário.
Que tudo caminha para o fim —
sem epifania,
sem redenção.
Mas então,
num entardecer sem pressa,
teus olhos cortaram a lógica
como uma contradição luminosa.
Tu não me disseste "salvação",
me disseste "aqui".
E esse aqui
— tão pequeno, tão presente —
rasgou a eternidade em meu peito.
Não sei se Deus existe,
mas sei que tua presença
reordena o absurdo.
Tu és a prova de que a beleza
não é uma ideia,
mas um gesto.
Um café às 8h.
Um “fica” quando tudo desaba.
Um corpo que não promete nada —
e por isso revela tudo.
Amar-te não é sair do mundo.
É habitá-lo com mais lucidez.
É aceitar a imperfeição como forma.
É compreender que a queda
também é voo
quando compartilhada.
Na filosofia disseram:
“Tudo flui”, “Nada permanece”,
“O real é o tempo que escorre”.
Mas em ti,
há um intervalo que suspende a fuga.
Um hiato onde o ser cansa de fugir
de si.
Tu és o sagrado
sem necessidade de altar.
A fé sem metafísica.
A transcendência encarnada
em carne, toque e ausência de promessa.
E talvez,
essa seja a única forma de eternidade
que o humano pode suportar:
a de ser visto
sem precisar ser salvo.
🩸 PACTO BRUTAL
Família?
Às vezes, é onde a alma sangra em silêncio.
Onde te exigem gratidão por cicatrizes que nem deviam existir.
Te cobram afeto com chantagem,
te moldam com culpa,
e chamam de amor o que é controle.
Não é lar — é um pacto de obediência.
Assinado no berço,
com lágrimas que ninguém viu.
E o pior?
Se você se afasta, é o vilão.
Mas se fica, morre em silêncio.
Romper o pacto não é traição.
É sobrevivência.
— Purificação
🌵 DEUS TAMBÉM FALA NO SILÊNCIO DO DESERTO
O deserto não é o fim.
É só o lugar onde tudo o que é falso morre.
Máscaras caem. Ilusões secam.
E só sobra o que é real: você… e Deus.
Tem gente que acha que tá sendo castigada.
Mas às vezes, é só Deus limpando o terreno.
Pra começar algo novo.
Pra tirar você de uma versão antiga
que já não te serve mais.
Você não tá preso àquilo que viveu.
Você não tá condenado a ser quem sempre foi.
Isso é libertador.
Você pode melhorar.
Você pode escolher se levantar.
Você pode ser resposta —
mesmo tendo sido ferida por tanto tempo.
Porque no deserto, Deus não te esquece.
Ele só te reencontra.
E quando isso acontece,
você entende:
o chão seco era só o começo de uma nova promessa.
— Purificação
---
🌵 Deus no Deserto
O deserto queima,
mas Deus não abandona.
Ele caminha em silêncio,
tecendo vitória no seu choro.
No meio da seca,
quando o coração grita,
Deus está cuidando —
e o inimigo só observa.
— Purificação
Silêncio, presença, raízes e movimento.
Às vezes, é só sentando com a gente mesma que percebemos o quanto já florescemos mesmo nas curvas mais difíceis da vida.
Hoje, só desejo isso: viver o máximo de mim, com verdade, com inteireza, com leveza.
E da vida só quero a plenitude de saber que vivi o máximo de mim.
CONFLUÊNCIA DOS INVISÍVEIS
Há um pacto selado no silêncio
entre o sopro breve do instante e a eternidade que espreita.
Nem sou caça, nem caçador do tempo,
apenas passo, como ele passa,
num compasso de olhos fechados.
Não corro.
Não me atraso.
Sou feito de agora.
E ele também.
Às vezes cruzo com a sombra dele
num reflexo na vidraça,
num fio branco que aparece,
num gesto que se repete sem que eu saiba por quê.
A vida?
É isso que pulsa sem forma
entre a dúvida e o desejo,
entre o que arde e o que abraça.
E a alma, essa caverna feita de ecos,
abriga lembranças, algumas minhas,
nem todas boas, mas todas minhas,
marcadas a fogo ou sussurradas na bruma.
Já a morte,
essa paz sem cor,
que recolhe tudo ao pó, de onde vim,
não me assusta mas comove.
É como ver um campo que nunca floresceu,
um nome que ninguém chamou com ternura,
ou como alguém que passou a vida inteira
escutando a música,
mas nunca se permitiu dançá-la.
Falta nela o riso que rompe o silêncio,
a febre dos que erram por amar demais,
a beleza do que foi quase.
Então eu respiro e nesse fôlego,
sinto:
sou vértice entre o que fui e o que vem,
sou tempo habitando a própria ausência,
sou instante que decidiu permanecer.
A linguagem nasce do silêncio. Sendo o silêncio denso como pedra, a linguagem é quando o silêncio extravasa. A linguagem é leve e natural, mas tem em sua raiz uma densidade profunda.
O tempo seria uma mistura de homem e lula, cabeça de homem e tentáculos de lula. Ele é manso e em cada tentáculo mora uma
Dionisio era o símbolo da loucura. Andava pelas matas e era seguido por viageiros errantes, lobos e cães. Ele nasceu duas vezes, uma delas da coxa de seu pai.
A palavra Enquanto encarna o agora sem esgotar a linguagem e nem contê-la.
É um silêncio que a gente entende só quando chega nossa vez. 🙏🏿
O fato mesmo é que a gente corre por quem ama.🖤
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
O último eco antes do silêncio comer a si mesmo seria o som de um grilo, suave, natural, como quem ignora a linguagem.
Um espelho sonha que é agua. Quando acorda está inundado de peixes.
A cor do tempo é transparente e impede que o tempo conte mentira, limitando seu alcance sem precisar sangrá-lo.
Se a lógica fosse uma escultura de vidro, permaneceria intacta, para além da impossibilidade de voar. Se suas asas é a razão, ela impera soberana.
Um livro que lê o leitor, descobre um homem falho, cuja limitação remete ao ventre de sua mãe e se prolonga no infinito. O livro choraria de
O infinito ferido é um vaso perfeitamente restaurado, que humano nenhum vê onde ele se cortou.
Um oráculo sem voz aponta as rachaduras na pedra, como quem alerta o homem de suas rachaduras humanas.
🜏 MANIFESTO DO SIGMA
O silêncio que não pede licença
Ele caminha só, não por fraqueza, mas por escolha.
Enquanto o mundo grita por atenção, ele cala por inteligência.
Ele não odeia ninguém — apenas ama a própria presença.
Não precisa provar nada. Já é. Já sabe. Já sangrou demais pra mendigar pertencimento.
O Sigma não é arrogante. É autossuficiente.
Não despreza os outros — apenas aprendeu que poucas presenças somam, muitas drenam.
Por isso, ele prefere a solitude à plateia.
Prefere a introspecção à exposição.
Prefere ser ponte para si mesmo do que caminho para os outros o pisarem.
Ele é um líder invisível.
Não precisa da luz para ser farol.
Quando todos se desesperam, ele silencia.
Quando todos atropelam, ele observa.
E quando ele age, ninguém entende como.
Só enxergam o resultado. Nunca o processo.
O Sigma não bate no peito. Não se gaba. Não coleciona seguidores.
Mas onde ele passa, ele deixa rastro.
Não de barulho. Mas de respeito.
Purificação
Com a voz embargada,
ouço o meu silencio interno.
Um sussurro dentro de mim quer dizer algo,em volta nada definido.
Quando sombras me cercam e
tudo fica cinza
eu choro e passa.
Não olho o caminho que percorri,
assim faço com minhas angústias e tristezas,
é comum este estado
e normal este momento,
mas existe uma força que luta
e abre meus horizontes,
percebo que dai sai meu novo amanhecer
cheio de luz e de vontades,
e sorrio, sorrio muito.
Não subestimes o silêncio da minha calmaria, pois é nele que a minha mente se alinha à sabedoria.
Na zona de conforto, eu reflicto, chego a uma conclusão e mudo.
E, quando tudo parece misteriosamente quieto, é aí que vejo as entrelinhas e conecto, com precisão, o sentido de tudo.
