Poesia sobre Silêncio
TEMPO
Fui gerada, esperada, amada.
Fui criança, inocente, travessa.
Fui adolescente, sonhadora, feliz.
Fui mãe, jovem, inexperiente.
Fui esposa, amada talvez, amante.
Agora sou idosa.
Agora sinto o peso dos anos.
Agora sinto o desprezo de alguns.
Me julgam ignorante, não sou.
Pouco estudei,isso não me faz insignificante.
No meu silêncio sinto teu desprezo.
Tens filhos, que eles nunca te
tratem assim na velhice.
Doce solidão
Adoro ficar sozinho, em silêncio, curtir minha própria companhia, me perco em pensamentos, silêncio absoluto, não preciso falar, as vezes tenho preguiça de falar, responder, interagir com alguém....preciso desse tempo pra mim....
Bom Dia
Hoje é dia de profundo silêncio, respeito e muita oração. De espera, muita fé e esperança. Por amor a nós Ele morreu e é por esse amor que você vive.
Obrigada Senhor pelo seu imenso amor!
Sábado - 03/04/2021
Sou tão pequena e frágil, mas com a absoluta certeza de que Deus zela por mim.
No silêncio eu encontro a resposta certa de Deus pra mim... a grandeza dEle sobre a minha vida é constante e Eu tenho a absoluta certeza que os anjos dEle estão guerreando a meu favor.
E na hora certa eu creio que Tu vai me dar a vitória.
Eu creio e confio em ti, meu Deus!
Eu acho engraçado quando as pessoas tentam me ofender dizendo que sou quiet@ e estranh@, porque ninguém sabe muito sobre mim e eu faço minhas coisas sozinh@, sem ninguém saber.
Eu não quero ser normal.
Eu não quero ser fácil de ler.
Eu quero ser um mistério.
É preciso ler nas entrelinhas, para ouvir o que a alma, em silêncio, quer revelar.
É preciso que exista afinidade, para que nos possamos despir perante o outro, sem tirar a roupa.
É preciso confiança para ...caminharmos ... de olhos fechados, saboreando esse sentir de ..."Estar em casa".
Algumas vezes, ser forte na vida significa apenas silenciar-se envolvendo-se na confiança de um Deus que cuida e, deixar que o tempo revele os planos Dele em nossa vida.
Mas é preciso muita coragem para suportar o silencio, inclusive o de Deus.
O silêncio é amor,
Respeito ao tempo.
Reflexão necessária,
Para todo amadurecimento.
Não é sentença de culpa,
Nem tampouco negligência.
É num momento solitário,
Que despertamos a consciência.
Foi no silêncio que ele nos deixou o maior ensinamento.
Foi no silêncio e infelizmente no fim, que eu pude entender o que ele queria nos dizer.
A vida é bela para nos preocuparmos com coisas desnecessárias. Não é preciso ter uma casa bela, um simples cômodo já me acomoda muito bem.
É no silêncio que aprendi que nós enquanto estamos de passagem nesse mundo, não somos nada, e que não sabemos como e nem quando será o nosso último suspiro.
Foi com meu avô que aprendi a dor da perda. A dor de não poder ter dado o meu último adeus, mas também aprendi que devo valorizar cada segundo que tenho com as pessoas que tanto amo. Não preciso de muito para ser feliz, porque o que mais me satisfaz não tem preço. Porque dizer que se a gente soubesse a hora que iríamos partir, faríamos muitas coisas diferentes? Faça de cada momento o que mais lhe agrada, não faça inimigos, dê valor a quem está conosco, porque podemos dormir e acordar já com Deus. Que lindo foi ver meu avô soltando foguetes e dizendo que chegou bem ao seu novo lar. Ficam agora as boas lembranças. Te amo para todo o meu sempre! E mesmo não podendo te ver, sei que está sempre presente comigo, e com todas as pessoas que te ama, e, que agora, você também intercede por nós. Se eu puder escolher, que eu morra no silêncio de um belo sono. Sua benção olhe sempre por nós e descanse em seu novo lar!
O silêncio também é voz.
É aquilo que não foi dito,
porque, se dito, era pouco.
O silêncio não se mede
pela medida da frase.
Excede qualquer semântica.
Não é dicionarizável.
No princípio era o verbo,
mas antes dele o silêncio,
anterior ao princípio.
Meu silêncio não significa que não tenho nada a dizer.
Significa que tenho certeza que não estás preparada para ouvir o que penso.
Ode ao silêncio
Assobios, cantos embutidos entre folhas no vazio, silêncio da minha alma, cantigas que escorrem entre os dedos da minha palma ao coração, vivo, sinto. Tum-tum... Respiro, o vento me quer vivo, pois senão parava e não mais perturbava o silêncio da minha palma, que escreve sem parar... Minha alma grita, mas é tanto silêncio... Tum-tum... Estou vivo.
Eu normalmente tenho uma resposta para a pergunta
Mas dessa vez eu vou ficar quieto (dessa vez)
Não há nada como o sentimento de incerteza,
a estranheza do silêncio
Trago no bolso uma grande vantagem
Inteligência é prata e o silêncio é ouro
E vale mais que qualquer nave na garagem
Noite
Mãe dos seres nefastos, rainha ornada com uma coroa pálida, você que acolhe almas carcomidas por um passado obscuro como o véu que você exala.
Somos nada mais que vultos mórbidos que se refugiam na melancólica penumbra; tentando se libertar desse ergástulo.
Somos seres que amam a desolação, o frio e o orvalho da chuva.
Noite fúnebre que nos faz refletir
Sobre esse caos que impera nesse mundo abastardo de ignorantes.
Por isso que amamos a solidão, o silêncio e os mórbidos rangidos agourentos das árvores tristes sob a luz moribunda da lua.
Silêncio
Busco-te entre as constelações infinitas
Carrosséis de estrelas a rondarem a lua
Subtrai-me a calma a dolorosa ausência
Frias madrugadas clamam tua presença
Desfio nas contas dos desejos os sonhos
Preciso compor para ti ternas melodias
Nos varais estendo apaixonados versos
Busco o teu sol para desenhar sinfonias
Espreito nas nuvens as imaginárias flores
Acomodo-as nos jardins sob tuas janelas
Emolduro-as com o dourado das cortinas
Entrego-te nas manhãs doce primavera
Enveredo-me sedenta em tuas entranhas
Loucos sonhos imploram urgente viver
Mas, retenho os gritos, sufoco as lágrimas,
E na penumbra sorvo em silêncio esta dor...
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta”.
(em “Se Eu Fosse Você”, do livro ‘O Amor Que Ascende a Lua’. Campinas/SP: Papirus, 1999.)
Saber calar,
Às vezes, se faz bem mais necessário que falar,
E é um ato grandioso;
Quando o momento não é propício para palavras,
Principalmente, quando estas são frias,
E não propagam o contexto
Que se encaixa no preciso instante;
Ou, quando o silêncio se faz elegante,
Definindo que nem sempre,
O discurso é propício.
