Poesia sobre Sabedoria
Ouvir tudo, guardar silêncio,
Saber o que ninguém sabe,
Mas fingir que não sabe nada.
É a arte da sabedoria discreta.
As Pedras
Se quereis saber das coisas antigas, às pedras perguntaí.
Já que elas, viram o começo de tudo, as pedras do tempo.
Elas estão na terra, desde, o tempo que há muito por cá vai.
As pedras duras e antigas, têm ciência, que vem do sempre.
Ouvi o seu silêncio e escutai o que elas dizem, não falando.
Eis que viram o começo de tudo, as pedras do mundo.
Aprendei com elas e ficai no silêncio com elas comunicando.
E então ouvi, a vossa alma falar, com o criador de tudo.
Padras! Falai com os homens e dizei-lhes as coisas antigas,
que vós vistes, com as quais cantastes, lindas cantigas.
Sim! Porque vós vistes e aprendestes as lindas ações.
Vós que sois pedras sempre mortas, aprendei a verdade,
Que das muitas pedras vivas vem a todo o vosso ser,
e sede vós pedras de sabedoria, por toda a eternidade!
Humildade
Às vezes penso que é preciso saber ser humilde; é preciso aprender a ser humilde; é preciso ir aprendendo a ser humilde; é preciso gerir a humildade; é preciso não deixar corromper na humildade; é preciso que o humilde não se transforme em arrogante, ao exaltar a sua humildade.
Nunca o humilde se deve exaltar, nem tão pouco na sua humildade.
Só o Senhor é Deus. O homem não é Deus. Mas o senhor também é humilde e manso. Sejamos mansos e humildes de coração.
Convicções
Uma conclusão que eu chego é que não sei tudo da bíblia. Nem tão pouco pretendo saber. E naquilo que sei, estou disposto a mudar de opinião, conforme a medida da minha fé. Até hoje tenho mudado muito, em muitas das minhas convicções!
Saber que tu tens vontades
E inquietante para o meu ser
Que conta os dias
As horas e os minutos para te vê
Saber que tu tens vontades
Os pensamentos
Ficam á todo vapor
Buscando lembranças
Da nossa última noite de amor
Só não queria que fosse em vão!!
Só queria saber
Só queria você
Só minha
Só pra me da alegria
Só faz o que achar melhor pra você.
Inconscientemente
Sinto que minha mente,
No mais puro inconsciente,
Já te buscava sem saber.
Nesse encontro, presenciei
Jazidas de sentimentos emergirem,
Revelando um afeto profundo.
Sobre as asas do triunfo, alço meu voo,
Na senda do saber, trilho meu enlevo.
Às oportunidades, adapto-me com ardor,
Num poema atemporal, forjo meu labor.
Intuir a verdade dói
Desespera o coração
É uma triste sensação
De saber o que não sabe
Mas que é a pura a verdade
Intuição
Arma da cabeça que atira no coração
Que brota, que apodrece que entorpece
Intuição
Dizes que é exagero, coisas da minha cabeça
Dizes que não há com o que se preocupar
Quando intuindo estou sentindo, devagar e sempre toda traição
Droga de intuição
Sinto a verdade
E a dor que a precede
Intuição é para os sensíveis
Para os bons, para os puros
Que sentem o mundo
Para quem de fato merece…
Eu queria saber o momento exato
em que as nuvens começam a se formar
O momento exato em que o primeiro pingo cai
o momento exato em que o sol se esconde.
Estou cansada de tantas mudanças de tempo
Estou cansada da chuva
Cansada do Sol
Estou cansada do frio
e das flores que desabrocham na primavera e morrem no inverno
Estou cansada de tantas estações
Cansada de limpar as folhas no quintal
Cansada do frio congelante, e do calor escaldante
Meu Deus, como eu estou cansada
Surto
Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.
O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.
E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.
Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.
É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.
É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.
Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.
Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.
O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:
— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?
"(...) o amor não é uma prisão e já deverias saber
Nem a fidelidade um dever
A sua vitalidade está em não deter
A liberdade é o seu dever
Ter coerência.
Saber, o significado das palavras.
Primeiro aprender.
Para depois ensinar.
Quem fala, com sabedoria:
É um construtor, é frutífero.
Quem diz, sem conhecimento:
É um destruidor, é infrutífero.
Comunicação:
É igual, a um equilibrista.
É semelhante, ao malabarista.
Trabalho, parapensar.
Saber falar.
Para quem, está ouvindo.
Entender, e compreender.
Muitas vezes, émau entendido.
Poucas vezes, ébem entendido.
Te conheci sem querer saber, sem planos, sem porquês, mas entre um toque e outro, me vi preso em você.
Teu corpo, um universo, teu riso, um vendaval, cada noite ao teu lado parece sempre especial.
Eu sei o que somos, sei bem onde estou, mas no fundo, confesso, meu coração te buscou.
Não quero te comprar, nem ser mais um no teu jogo, quero só te sentir de verdade... E queimar nesse fogo.
O erro não está em usar a força, seja espiritual, fisica ou das palavras, mas em não saber dosa-la.
Use a força e fale só o necessário.
Simples é dizer quantas sementes existem dentro de um fruto. O difícil é saber quantos frutos existem dentro de uma semente.
A educação é o meio multiplicador do conhecimento, seu fruto gera novas sementes, que geram novos frutos, que por sua vez geram novas sementes, em uma repetição infinita e exponencial do saber.
Evidente que quando ensinamos compartilhamos o que aprendemos com alguém. Por outro lado, só se pode ensinar quando há uma iniciativa para multiplicação do que foi aprendido. Nesse sentido, ensinar é ser fruto, mas também é ser semente.
Assim vamos seguindo, as vezes tentando contabilizar quantas sementes são parte desse fruto, mas com a conciência de nunca sabermos quantos frutos fazem parte dessa semente.
Eu caminho sem rumo, sem destino, sem saber o que me espera além do horizonte, além do ser. Eu busco novos ares, novas terras, novas cores. Eu fujo das prisões, das dores, dos horrores.
Eu sinto o desejo de viajar, de me aventurar, de conhecer o desconhecido, de me deslumbrar, de ver o mistério se revelar, de me surpreender, de sentir a vida pulsar, de me renascer, de sentir a vida que se move, que se renova.
Mas eu sou um cativo, um refém, de um corpo, de uma mente, de um lar, de um alguém, de um presente. De uma realidade que me oprime, que me consome, de uma humanidade que me afasta, que me abandone.
Eu sonho com a natureza, em sua beleza. Eu lembro da época em que eu era parte dela, em que eu era uma centelha. Eu anseio por voltar a ela, por me integrar a ela, por me libertar dela.
Eu quero viajar sem fim, sem limite, em busca de um caminho sem razão, parece que em parte alguma estou em paz, sempre a desejar um novo cais. Uma ânsia sem fim, pelas terras desconhecidas, o mistério, o desconhecido me atrai, enquanto minha alma se perde, se vai.
Aprisionado em tudo o que não sou. Eu sou um estrangeiro, em todo lugar, em todo tempo. Em busca do Éden perdido, vagando sem destino, pois somos todos eternos nômades, em busca do divino. Enquanto me perco nas ruas de concreto, a minha alma anseia pela simplicidade da terra, o aroma das flores, a luz do dia.
Estranho querer falar quando só me resta o silêncio
Estranho esperar sem saber até quando
Estranho te sentir mesmo não estando
Estranho o que essa falta sussurra, ou melhor, grita aqui dentro
Estranho ser o contrário do que desejo
Estranho a falta dos minutos nossos
Estranho o que permanece sem nunca estar aqui
ENGANO FATAL
Eu deveria saber, mas me enganei,
Pensei que você voltou por saudade,
Mas vi que era só vontade
De ter alguém para te amar.
O ser humano é fraco e falho,
E eu caí de novo no teu laço,
Voltando aos teus braços
Mesmo sabendo que era um trapaço.
Agora aprendi a lição,
De seguir em frente, sem ilusão,
E deixar para trás a tua ilusão,
Pois o meu coração merece mais atenção.
