Poesia sobre poesia

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Se você tem dúvida sobre qual estrada seguir, siga o caminho do sorriso de uma criança, ele sempre nos leva a lugares lindos.

⁠O mundo moderno é o produto de uma inversão, da vitória ao menos provisória do profano sobre o sagrado, ele surge de uma ruptura do laço que mantinha o homem unido ao além do homem, ao homem unido ao supra-humano, laço que humanizava e cujo o rompimento tem por consequência seu recuo aos níveis inferiores do ser e que assim cai em camadas mais densas de esquecimento de sua verdadeira natureza e também um sinal que a sociedade irá se esquecer dele, o homem moderno se encontra obstruido do divino, do fundamento do touro e ele se encontrar marginalizado, esquecido, traído, tratado como um boi no pasto que se orgulha da sua miséria,o mais delicioso ser para o abate.

⁠Desejo e amor encontram-se em campos opostos. O amor é uma rede lançada sobre a eternidade, o desejo é um estratagema para livrar-se da faina de tecer redes. Fiéis a sua natureza, o amor se empenharia em perpetuar o desejo, enquanto este se esquivaria dos grilhões do amor.

Zygmunt Bauman
Amor líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

Às vezes, um mal entendido acontece pra mostrar o que havia no coração do outro sobre você, mas não estava exposto. Neste contexto, a revelação do coração surpreende e explicar o que não foi entendido, perde a importância.

“Escrevo sobre as delicadezas da alma humana, aquilo que o silêncio revela quando o coração finalmente consegue escutar.”

A casa sobre a Rocha e a gente querendo um Castelo, que somos capazes de construir-Los em grandezas de ilusões em cima de areias e quando vier a tempestade, o que nos restará?

Todo o encantamento advém da admiração que se tem sobre algo ou alguém... Seja aquele que sabe encantar... Faça-se admirar... Seja agradável... E o mundo agradece!

Religiões odeiam insurgentes. Sua estrutura montada essencialmente sobre verdades dogmáticas e submissão irrestrita precisa de ovelhas que nada questionem.

Tenha o puro domínio sobre o seu instrumento, e use ele em qualquer lugar.. em qualquer música, respeitando claro! O espaço do seu semelhante.

A tarde era um cálice demarrado sobre os campos verdejantes de ramagens escarlates na boca que pronuncia a verdade sublime no instante exato de brilhar estrelas no céu e suas grandes constelações. E eu diria que seus olhos são dois abismos onde a eternidade repousa em minha memória densa de lembranças esquecidas, pois passa rápido a vida e as mãos desconhecem despedidas se acenam e não seguem em frente. Paradas, absortas no esvair de uma saudade abstrata, cuja raiz pousa os pés na terra vermelha e nascem constatações intermitentes, pois afirmar pode ser uma forma de negar indubitavelmente. E tudo é sempre mais do que parece ser, quando bem me faço entender, se a lógica diz e cala na escuridão da sala. A memória é um jardim de estátuas cobertas de musgo, já que a ação inexorável do tempo envelhece artefatos humanos enquanto a natureza cresce para além de si mesma em sua opulência e grandeza. O perfume dourado das magnólias adormece o crepúsculo e eu busco um impulso para encarar a noite e suas torrenciais correntezas. Ao ouvir o azul da tarde a doçura prateada da lua adormecia na perspicácia dos centros comerciais onde tudo tem um preço, até mesmo esquecer tinha a moeda do tempo no silêncio macio de sol envolvendo pensamentos na arquitetada paisagem da cidade planejada em minúcias para muitos e para poucos, quando se janta o almoço, em um alvoroço de viver freneticamente enquanto ainda temos um corpo. A aurora despertou lentamente os montes adormecidos e no café quente do copo eu questionava os minutos de sossego na inquietude melódica do dia a espraiar certezas vagas como um relógio antigo há muito tempo atrasado. Mas porque comer o passado se o presente tem sempre novos recomeços e a ternura genuína dos afetos alcançam glórias humildes no aconchego de um dia feliz?

A tarde alastrava sobre as várzeas encantadas e as almas vagavam na claridade sagrada das catedrais construídas com trabalho escravo, na vasta aragem a se espraiar nas páginas da eternidade. Eu me questionava quem fica e quem parte, quem é inerente e quem já vai tarde, pois acordei e a lógica me olhava atenta e me entreguei à razão, que muito sabe dos dividendos, a cobrar a velocidade do vento. A névoa alaranjada abraçava a paisagem abandonada de seres que não são mais nada. A chama da palavra rasgava a calma da alvorada. E muito mais eu pensava se na vida há quem permanece e na estrada muitos se esquecem. Era minha reflexão nas flores orquídeas de minha constatação. E deixo passar suave, sem alarde, quem parte. E me sinto mais serena se sei em quem depositar meus vales verdejantes nas colinas de ramagens esvoaçantes na exuberante luminosidade da tarde. Entre templos silentes, o azul tece preces de um tempo ascestral e me conduz ao natural elemento da natureza onde mora a certeza da sinceridade, pois tudo cresce no seu tempo. A essência perene desce lentamente pela veredas e eu me entretenho com segredos entre espelhos, que refletem nosso estado de espírito quando o crepúsculo veste a pele das serras e escurecem ecos celestes que percorrem vertentes. E cada verso fala em despedida se nunca sei o caminho da vida, mas o brilho invisível dos lírios se dilui, em sinos antigos que cintilam na vigília da alma em estado de perene calma. O passado se lembra sem viver, pois é uma forma de regresso e eu escolho seguir em frente, sempre em frente, pois a íris exibe caminhos de abundância em quem segue adiante. O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí. Minha vida segue em cantiga de roda e eu mesma traço a minha rota. Eu sou meu poema autoral que nasceu na aurora boreal. Eu traço no infinito o meu próprio destino. Sempre em frente, sempre em frente.

Cada vez que o maçom participa dos trabalhos em Loja, ele é convidado a refletir sobre a construção de seu próprio templo interior

Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.

Muitas vezes, a vida não nos oferece clareza sobre quem seremos, mas nos concede discernimento para reconhecer aquilo que jamais deveríamos nos tornar.

​"A zombaria e a humilhação que você lança sobre o outro nada mais são do que o reflexo da sua própria fraqueza; o verdadeiro poder não está em diminuir ninguém, mas em ter um coração limpo e a coragem de estender a mão."

Te incomoda me ver vivendo? Não me importo, porque uma vez eu falei sobre o que me incomodava e você também não se importou.

Não há dificuldade em se entregar à dor. Mas a covardia e a coragem andam sobre uma linha tênue. De um lado, a negação; do outro, a compreensão.

As palavras mais bonitas que dirão sobre você talvez só apareçam quando você não estiver mais aqui para ouvi-las.

Há algo errado quando você sabe tudo sobre quem aparece nas telas, mas quase nada sobre Aquele que sustenta a sua vida todos os dias.

Gosto de me debruçar sobre biografias daqueles que criaram caminhos... Que fizeram e fazema diferença, se colocando como agentes de transformação de realidades - com a certeza de que o pódio é um lugar chamado dignidade, honradez... Que fazem do propósito - que é dado por Deus - a base primeira dos seus sonhos.