Poesia sobre o Inverno

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Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.

Roube da primavera o seu aroma, do verão a sensualidade, do outono a transformação, do inverno o recomeço e reconstrua-se.

Sinto-me como uma semente no meio do inverno, sabendo que a primavera se aproxima. O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá de subir para a superfície, quando for chamada. O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existe momentos em nossas vidas que tudo que devemos fazer é esperar. Dentro de cada um, no mais profundo no ser, está uma força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber. Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem. Somos muito mais capazes do que pensamos. Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo. Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas. A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos.

Tudo é inverno aqui, mesmo em agosto, é inverno aqui. Meu coração faz o tempo correr como um Expresso Polar solitário. Eu quero segurar sua mão e ir para o outro lado da Terra para encerrar este inverno.

Nas horas de aflição os problemas parecem intermináveis. Porém, não é assim. O inverno sempre se transforma em primavera, sem falta. Não há inverno que seja eterno. Por ter sofrido muito mais do que os outros, você compreenderá muito mais os sentimentos das pessoas. Por ter passado por grandes aflições, será mais sensível à cordialidade das pessoas.

A mão que afaga pode bater, o fogo que queima aquece no inverno. Tudo na vida pode ser visto como bom ou mal, depende de quem observa.

Porque não há sentido, se não houver mudanças... Uma vez inverno, outrora primavera. Uma vez sozinho, outrora na multidão. Uma vez chorando, outrora sorrindo. Uma vez observando, outrora sentindo. Uma vez lamentando, outrora se alegrando. Uma vez silêncio, outrora cantando. Tudo está em constante mudança, até mesmo seu coração.

Oh meu menino do verão, o que você sabe sobre o medo, o medo é pro inverno quando a neve vai a 30 metros de profundidade, o medo é para noite longa quando o sol se esconde durante anos e as crianças nascem, vivem e morrem na escuridão. Essa é a hora do medo, meu pequeno lorde.

Game of Thrones

Nota: Episódio 3, Temporada 1

A Cigarra e a Formiga
Fábula de ESOPO

Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:
– Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!
As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram:
– Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?
Falou a cigarra:
– Para falar a verdade, não tive tempo. Passei o verão todo cantando!
Falaram as formigas:
– Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando?
E voltaram para o trabalho dando risadas.

Moral da história:
Os preguiçosos colhem o que merecem.

O Poeta da Roça

Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô

Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá

Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça.

O sol morno do inverno brilhava tão intensamente que chegava a incomodar os meus olhos cansados de enxergar um mundo que se esconde tão longe de mim. Meus pensamentos flutuavam no vazio e as minhas esperanças fugiram em revoada pelo céu. Acordar no limiar da tristeza é como abrir as janelas da alma e ver um jardim soterrado pelos escombros do tempo.

A vida se paralisa quando sorrir se torna um fardo. Ontem eu fui assim, mas eu me resignei por saber que eu já estive presente em dias melhores e piores também. Viver é um risco que se corre aos pouquinhos. Não adianta ter pressa e nem ficar esperando que novidades caiam do céu. E, ao caminharmos nessa toada que acontece a deriva da nossa vontade, jamais viveremos um dia igual ao outro. É inevitável que bons e maus momentos se alternem durante a nossa trajetória.

Mas, graças a Deus, se ontem as coisas não estiveram tão bem quanto eu desejei pra mim, hoje tenho pela frente a grande chance de mudar tudo e fazer do meu dia, um dia muito melhor de se viver. Nem sempre tão doce, nem sempre tão amargo. O que pode nos inundar de esperança é a possibilidade permanente de podermos misturar um pouco dos prazeres e das dores que vivemos, para atingirmos uma medida ideal de alegria que possa nutrir as nossas vidas.

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça... Mas, apesar de qualquer contratempo que eu possa ter pela frente, sempre terei a oportunidade de poder dizer a mim mesmo que um dia triste é coisa que passa, mas a felicidade quando chega, chega cheia de vontade de parar as horas e se eternizar.

Inverno existencial

Manhã nublada e fria
Natureza adormecida, desolação
Alma calada, arredia...
Olhar perdido no horizonte boreal
Gélidas lembranças
Sonhos desfeitos
Descompassos de uma ilusão...

DEPOIS
Depois da tempestade, a bonança. Depois da chuva, o sol. Depois do inverno, a primavera.
É bom acreditar e esperar um depois que há de vir carregado de esperanças. Um amanhã que se espera mesmo por toda a vida.
Acreditar que a tormenta passará. Que se abrirá um céu azul cheio de paz... Acreditar que após uma noite escura de vigílias, há de nascer um dia lindo, brilhante e promissor.
Depois da lágrima chorada na despedida, o regresso há de colorir de sorrisos a saudade.
Depois da briga, a reconciliação. Depois do ódio, o perdão. Depois da batalha perdida, uma nova luta. Depois da queda, um novo passo. Depois do barulho, o silêncio.
Acreditar num depois faz o homem caminhar. Mesmo cansado, mesmo desiludido. Grande é o homem que não se deixa abater pelas tormentas do dia. Feliz o homem que acredita, mesmo decepcionado.
Uns caminham machucando e outros machucados. Em meio a tanta mentira, há os que acreditam. Em meio a tanta covardia, há os que enfrentam as derrotas sem esmorecimento. Depois dos campos queimados, a volta do verde.
Nas árvores despidas, a nova folhagem e o matriz das flores. Tudo se renova quando se acredita no caminho, no objetivo e naquilo que se propõe a fazer. O melhor depois, é quando se tem a consciência de um dever cumprido com responsabilidade e amor.

Colaboração enviada por: Ana Cintia Souza Gomes

Meu INverno

Não entendo bem de estações
quase nunca sei onde acabda ou começa
mas aquele dia era diferente
deu pra sentir que o inverno chegara

o dia estava laranja
e o calor do sol,
nao conseguiu aquecer meu corpo
e sentia frio

ainda me lembro daquela tarde
jamais vira tarde tão triste
jamais vira frio tão itenso
jamais sentira meu corpo frio

Era inverno
mas só no meu corpo
pois o amor me deixara
e eu ainda estava com frio

Cheguei a pensar que morrera...

⁠Sou uma praia calma,
Um inverno rigoroso,
Sou a esperança de alguns,
Medo de outros,
Sou solto pelo mundo,
Sou jovem,
Não adulto.

Brilharemos como estrelas na noite de verão,
Brilharemos como estrelas na noite de inverno;
Um coração,
Uma esperança,
Um amor.

Família desencontrada
O verão é um senhor gordo sentado na varanda reclamando cerveja. O inverno é o vovozinho tiritante. O outono, um tio solteirão. A primavera, em compensação, é uma menina pulando corda.

( in: Caderno H, 1973.)

Seja inverno ou verão
Não importa a estação
seu amor está presente
seja outono ou primavera
meu coração sempre espera
por você constantemente.

INTROSPECÇÃO

Um plácido silêncio adormece, nesta tarde, em minha alma. O tenso frio do inverno contrai-se na inércia das horas do relógio da minha saudade. Um sino, ao longe, faz minhas lembranças regurgitarem devaneios latentes, mas ignorados, avisando-me que meus sonhos andam socados nas gavetas da vida. Em meus armários internos, há muito lixo para se jogar fora. Tenho caminhado sem batuta, sem maestro, sem notas musicais, sem importar se faz sol ou se chove. Tenho flores descuidadas nos vasos de minhas pulsações. Tenho janelas abertas nos quartos das emoções. Tenho ausências autografadas no meu coração. Tenho estilhaços de vidraças quebradas em meus sentimentos distantes. Tenho distancias desenhadas nos mapas de minha estrada. Já não sei mais de mim. Já não sei mais de coisa nenhuma. No cá-lice de meu refúgio, resta-me beber o vazio de meu ser para umedecer a poeira de minhas palavras mudas. Não estou triste, não estou cansada, não estou NADA

Inverno (Walmir Rocha Palma)

Música clara, clara
As gotas d´água
Batem na louça
Ouça
Esse delírio sou eu

A casa é velha, velha
Pingos de chuva
Soam nas telhas
Veja
Chamas de velas e breu

Música tanto e tanta
A casa espanta
O mais é tinta
Sinta
Hoje a manhã não nasceu!

Obs.:Este poema foi musicado por Rosa Passos.