Poesia sobre Lagrimas

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" As lágrimas não representam apenas sofrimento. Elas revelam consciência, compaixão, arrependimento, amor e transformação. São a linguagem silenciosa da alma diante dos mistérios que a razão, sozinha, não consegue explicar. "

"As lágrimas são como a chuva sobre a terra cansada: depois delas, algo invisível começa a florescer."

"O triunfo da renúncia floresce nas lágrimas abençoadas que o nosso esforço transforma em esperança."

" As lágrimas, ela sorri, porque enfim percebe que viver é participar de uma obra divina, onde cada sofrimento é semente, cada gesto é eternidade em construção, e cada ser é chamado a tornar-se luz. "

Um patife não ri da mesma maneira que um homem honesto, um hipócrita não chora as mesmas lágrimas que um homem de boa-fé. Toda falsidade é uma máscara, e por mais bem-feita tal máscara, sempre conseguimos, com um pouco de atenção, diferenciá-la do semblante verdadeiro.

Alexandre Dumas
Os três mosqueteiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

Minhas lágrimas hoje pertencem a você, amanhã espero que o meu coração pertença a você de novo.

As amizades se eternizam em risadas, conselhos, lágrimas compartilhadas, abraços silenciosos e no pesar com carinho. O cuidado por alguém, mesmo à distância ou com o tempo desconhecido, mostra que o amor não precisa de um momento certo para começar e que, quando verdadeiro, nunca terá fim.

Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.

As lágrimas de ontem, silenciosas e amargas, prepararam o solo da serenidade que hoje habita meu coração.

Cada lágrima que caiu construiu a ponte que me trouxe até aqui. As pontes feitas de lágrimas ligam o passado ao presente, cada gota virou caminho que trouxe aprendizado.

Por meio das lágrimas, Deus reescreveu minha história, o sofrimento tornou-se tinta que autenticou minhas palavras.

Chorei com medo, mas segui com coragem, as lágrimas não me pararam, me moveram, medo sentido, coragem atuante, caminho real, segui e tornei o medo em impulso.

O poder autêntico é o direito de desabar em lágrimas, para então, da própria lama, emergir por escolha e não por obrigação.

As lágrimas são a tradução visceral que a solidão utiliza para dialogar com a nossa verdade nua.

​As lágrimas, rios que secaram. As dores, que foram companhias, morreram de velhice. Muitas amizades nasceram e delas só restaram lembranças... Mas eu, em meio a tudo isso, não mudo: sou ainda aquele menino assustado, caído nas pedras frias, nas águas turbulentas. Permaneço o garoto que não consegue subir sozinho o pedregal.

A esperança é um mapa rabiscado com lágrimas e mãos calejadas, apontando caminhos que poucos ousaram pisar.

Existe um certo luxo em poder desmoronar sem plateia, em deixar que as lágrimas corram sem a pressão de ter que explicar o motivo para quem só entende de sorrisos. A dor é um território privado, uma propriedade onde só entra quem já teve o próprio chão roubado.

Nem toda reconstrução produz beleza imediata. Algumas acontecem no escuro, entre lágrimas silenciosas e pequenos atos invisíveis de resistência.

Às vezes sinto uma tristeza profunda. É uma tristeza que não há explicação. Enquanto as lágrimas teimam em cair, eu as retenho para que a alegria tome conta do instante.

As nossas lágrimas não são mais que água abençoada por Deus para lavar as impurezas do espírito.