Poesia sobre Flores
As flores do Ipê-Amarelo
ornam a minha fronte,
A minha Pátria é una
indivisível e tem nome.
Três são as minhas
inquebrantáveis Forças,
e elas são inseparáveis.
Há obscuras intrigas
que impedem que tu orças
o tamanho do estrago
que provocam as ofensas.
No meu sangue correm
a cor do Pau-Brasil
e este amor vibrante.
Cinco são as minhas
regiões que meu espírito
de Sábia-Laranjeira não
permite conviver com divisões.
(A minha Nação é brasileira
ou brasileira que não aceita
nenhuma metade porque
nasceu numa Pátria inteira).
Versos Brancos para Rodeio
Quando percebo as flores azuis
do tempo recolhidas,
Leio no Céu os Versos Brancos
do tempo para Rodeio
que não carecem de rimas,
E sempre quando menos
espero, logo chove poesia.
Apanhadoras de Flores Sempre-vivas
Pela região da Diamantina
peregrinar como poetisa
e alcançar o seu peito apaixonado
lá na Serra do Espinhaço.
Aquilo que insiste em nos
consumir nada significa,
Só quero o quê realmente
alegra, motiva e nos gratifica.
Enquanto você não vem
estar na companhia gentil
das senhoras Apanhadoras
de Flores Sempre-vivas
e ouvir as suas cantigas.
Aprender a plantar, a colher
e a enfeitar o meu caderno de poesias
com elas e com o quê inspira
a imortalidade da alma todo o dia.
Apanhadores de Sempre-vivas-de-mil-flores
Ganhei um lindo buquê
dos admiráveis Apanhadores
com todas as cores
das Sempre-vivas-de-mil-flores,
Que encheu o meu coração
de amores ao recordar
que elas também enfeitam
os embrulhos de presentes
para acalentar com afeto
os corações de todas as gentes.
Percebi que detalhes que passam muitas das vezes quase sempre batidos são aqueles que inundam
as nossas vidas com todo o sentido.
Sempre-viva-de-mil-flores
A Lua Prateada embeleza
ainda mais a cena beijando
a Sempre-viva-de-mil-flores,
O vento balançando as esferas
da Sempre-viva-de-mil-flores
escreve sutilmente poema,
Que eu te espero e continuarei
esperando não é cantilena.
Jardineira
Enfeitar os arcos com flores
para dançar a Jardineira
em tempos de Primavera
interior, suavizar ao redor
e só com o olhar demonstrar
o quanto lhe tenho amor.
De madrugada as flores
do Pau-Brasil pelo sereno
molhadas pelas estrelas
contempladas dançam
pela ventania embaladas
e ainda busco pelos teus
divinos olhos no meio
do caminho porque sinto
que sou eu o seu destino.
Madrugada ímpar
e profunda que se
revela sutilmente
nas primeiras flores
de Ibirapitangas,
Um mínimo sinal
que seja traz de ti
sempre traz esperanças
de um dia que aqui você
venha, permaneça e fique
como cidadão honorário
do meu amor sem limite.
Flores de Ibirapitangas
emprestam as suas pétalas
para embelezar a minh'alma
para esplender formosura
nesta noite que nos encontra
com o seu erotismo que nua
nos inunda é claro que tudo
de mim para ti se entrega e insinua.
Flores de Ibirapitangas
balançadas pela ventania
nesta tarde de poesia
enquanto a inspiração
entre nós caminha
e encontro nos teus olhos
tudo aquilo que motiva.
O meu sentir poético
floresce no mesmo acaso
que desabrocham
as flores do Ipê Amarelo,
É ali que se cumprem
as minhas letras dedicadas
a encantar e a poesia
do Hemisfério Celestial Sul
de toda a minha vida
para que me mostre
a rota para o seu peito
sem exigir do tempo
deixando-se orientar
somente pelo sentimento.
Na ribeira poética sentei-me
com José Asunción Flores
para agradecer pela Guarânia
que inundou a nossa música
sertaneja gentil e brasileira,
Porque além de ser
expressão máxima de beleza
nos une no sentimento
amoroso de pertencimento
a nossa América do Sul,
amada donzela dos dias
de Sol, Lua e de céu azul.
Orabutã poético florescido
nesta tarde serena
derramou sobre nós
suas flores amarelas,
O amor nos conecta
e faz com que coloquemos
os nossos pés na terra.
É noite e você tarde
demais resolveu
notar que eu existo,
Por isso prefiro
contar as flores
do Pau-rosado
sem limite até
o revelar da noite
parar conversar
com as estrelas
em busca de um
amor que me faça
acreditar que existe
e me faça te olvidar.
Ipê-amarelo-da-mata
as tuas flores fazem
companhia na minha
estrada da vida,
É verdade que escolhi
ser da madrugada:
a tal poesia declarada.
As flores do Ipê-Amarelo
saúdam o Lunísticio
neste Solstício de Inverno,
E eu aprendendo a lidar
com a poesia e seu mistério.
Tenho nas flores do Pau-Brasil
e do Ipê-Amarelo a minha
inspiração profunda e sutil,
Se existe reencarnação pediria
a Deus para voltar sempre
como brasileira todas
as vezes que me for permitido
porque é esta a minha terra
de alma, corpo, coração
e do meu mais inevitável destino,
Como mulher assumidamente
de poesia e cosmos latino-americano,
e de amor infinito sul-americano,
amar o meu Brasil Brasileiro
sempre estará em primeiro plano.
O Aipê com sua flores
aqui na minha linda
Cidade de Rodeio
nesta tarde tranquila
no Médio Vale do Itajaí
até se parece com um doce,
E toda esta beleza por
um instante me faz
esquecer de aquilo
que passei sem merecer.
