Poesia sobre a Morte de Pais
Você já parou para pensar que somos momentos, e nada além disso? Que quando morremos deixamos lembranças, mas só basta alguns anos passarem-se, para sermos esquecidos?
A vida é uma incerta, a única convicção que temos é a morte. Então, que vivamos o agora, antes que o amanhã desapareça.
Hei de por ti
Eu quero tudo .
Nao me contento com nada.
Nada que não seja junto a ti
Amante, amiga, eterna namorada.
Quero este domingo azul
E com voce ver o céu da madrugada.
Caminhar sobre a praia completamente nús
Contemplando a aurora da vida e mais nada.
E estar sobre ti num eterno deleite
Não vejo forma mais bonita de morte
De em teu belo corpo poder me perder
E novamente encontrar-te no meu tão belo norte.
Ceifar-te-ei aos poucos, (dias todos)
Para que de mim nao se vá as pressas,
Pois se de amor hei de morrer num instante
Nao ha mais nada que eu queira e resta
Quero beijos, quero abraços, teus risos
Quero sonhos, tua loucura, infinitas horas.
E derepente num domar de um sono eterno, dormir
Quero um sonho de amor que me leve.
Willas Gavronsk 16.10.19
CERTEZA DO FIM
Há dias penso.
Há noites em claro
Peno nos dias diurnos
No escuro, um descaso.
E que escuro tão medonho
Nao mais pareço a nada
Sera isso uma fase?
Talvez o pesar de um último passo?
O que isso que espantas
Se mais nada temo a viver
Eis-me aqui um fraco distante
Buscanso sem saber decerto o que.
Temo a vida à fora
Por àqueles que persistem a mim
Por ora, vivo a demora,
Mas ja me é certa a certeza do fim!
Willas Gavronsk
A vida não é justa não, é para fazer nascer, crescer e fortalecer...
A vida é a comunhão, a comunicação, a intercessão a orientação.
A morte também não é justa, porque morrer é embrulhar a vida e reduzir ao pó, é o descaso do amor, é o enfado da dor é estragar, é extinguir.
Quarentena, não acontece mais nada?
Não tem ladrão, contas pra pagar etc.
É só ficar de molho e tudo bem
Ninguém morre de outras causas...
2020 Está pior que idade média, o povo, o ovo, o corvo
A escada sempre mostrou o caminho,
mas quem queria seguir?
Só o tempo seguia.
Sempre correndo demais.
E correram rios, automóveis e touros.
Estourou a epidemia.
O mundo parou!
A bolsa caiu!
Os esquilos pularam feito loucos.
O ar enfim, respirou!
O barulho era de silêncio.
As baleias dançavam com graça e liberdade.
As horas passaram a cair feito chuva.
Era tanta hora que ninguém mais sabia o que fazer nas horas livres.
Onde não chovia, as horas ficaram curtas demais.
Ninguém mais respirava
Faltavam horas...
Naqueles dias todos choraram.
Tanta gente morreu... não havia mais hora para viver.
Escassez das Horas
Palavras em Pedaços
Encrespado Aureolo
Bloco de vida coisa que é dura.
Costura de agulha sem ter saída.
Nó de tristeza, embelezas a natureza,
Agarras-te aos vãos das manhãs,
Pois tecidos te envolvem a beleza.
És o ar rarefeito no meu peito,
Sabor a café e saliva que rejeito.
Musa toda assim delicado deleito,
És quem os meu olhos saboreiam,
Pele quente que ferve como efeito.
De leve suspeitas da mocidade,
Sinto encrespado aureolo que sabe,
Ao toque do lábio seco de inverdade.
A tensão sobe para mil sem fim
E eu no teu ventre afundo de mim.
Minha morte lenta meu medo cerrado,
Onde me enrolo, me excedo, me advenho.
Meu respirar venta no teu corpo molhado
E a cadência do teu coração tenta,
Percutir o auscultar do teu afago.
Que é ser só breve este momento,
Não pequei ao tragar-te o rebento.
Em ti eu sou a ternura do castigo,
O som que salivo e estremece por dentro,
O intimo ardor que partilho contigo.
Tragarei de ti inacabados amanheceres,
Tal como a agulha costura os doces plangentes,
Que a tua natureza pura de incastos prazeres,
Debita em mim dos teus segredos vigentes,
Que curo com a dura doçura de a mim tu te cederes.
Foi de tanto acreditar que perdeu a fé
Foi de tanto esperar que perdeu a esperança
Foi de tanto querer ver que pensou estar cego
E assim vai indo em há decepção
É hora de mudar seu rumo
Escolha outra direção
Não existo futuro certo
Tudo é um talvez
Se entregue arrisque-se e se não der certo
Comece tudo outra vez...
Estou plenamente ciente do que está acontecendo com o mundo.
Saber o que estar por vir é uma espada pesada e esperar com fé ainda é o melhor escudo.
Se preparar para luta é preciso.
Mesmo sabendo que não haverá surpresas. O desfecho é muito confortante.
Sem dor, sem calos, sem sangue.
Só uma nova vida onde antes só havia morte.
" Construímos castelos
majestosos, imponentes,
à beira mar
onde as ondas da vida vêm e
essa história todos conhecem...
"[...] é muito raro encontrar justo o qual não tema a voz rouca da consciência tanto quanto a morte"
(trecho de "O Conde de Santo Amaro")
"É o amor próprio a via para qualquer outro. Tudo que nasça do autodesprezo será daninho. Se uma relação humana, chamar-se-á subserviência, dependência. Nunca amor. E, amando-se de tal forma, a vida se replica. É sempre urgente. Justamente por isso ignoramos a inevitabilidade da morte própria. E, por isso, tememos tanto a alheia"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"A natureza do luto é isso: viver-se o luto. Por isso mesmo se veste preto por um tempo. Por isso fazem-se as missas, os cultos religiosos. Há quem festeje, recordando-se da brevidade da vida e da beleza das boas memórias. Há quem, incapaz, chore por dias a fio. E cada coisa tem sua razão. Sua bondade"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
Na recepçao você espera e nada sente, apenas olha para o lado do teto e vê o ventilador a girar... Não queria estar ali, mas ela voltou para te visitar e parece voraz novamente, quer devorar você e tudo aquilo que te faz feliz, e às vezes você se pega a pensar: "para que lutar?" Às vezes não seria melhor bater em retirada e deixar a guerra pros outros? Mas ai num resquício de lucidez você reflete que um bom comandante não abandona seus soldados numa guerra... Não deixa ninguém para trás, prefere morrer a cada dia, mas de alguma maneira vai tentar salvá-los nem que isto custe sua própria vida... E a guerra parece estar longe do fim e às vezes mais perto de se tornar cada dia mais sangrenta... O ventilador gira e você nada sente...
06/04/2018
2 anos...
A sensação de vazio mental e sentimental voltou ferozmente...
E eis que o comandante vacila de novo e pede que os soldados sigam sem ele... Eles relutam mas, ele já sente que não haverá mais forças... Ele morreu e renasceu várias vezes nessa guerra de 13 anos... Sempre renascendo mais fraco e cansado! Tentou e tentou, mas viu-se sempre vencido... O coração que só ansiava por amor, agora anseia pela morte... Não importa... Dolorosa ou doce ela precisa em breve chegar ... O comandante depôs suas armas... Mas ele só precisa de força para um último ato, porque um soldado ferido ainda anseia por sua ajuda! A guerra está quase no fim, meu bom comandante!!
Dias Negros em Sangue
Longos dias negros banhando a terra de sangue
Queimando os corpos em cinzas; sem vida; pagando a dívida
Medo de faltar; milhões não ser o bastante
Traguem os últimos maços de nicotina
Tragam esses porcos engravatos á minha frente
Será o suficiente pra saciar essa sede
O ar tá rarefeito; arde a febre como os arrependimentos em falso
A consciência pesada cuspindo em tosse as memórias amargas q os fazem desabar
A morte os abraça e conforta aceitando lhes de bom grado
De um futuro já incerto; de um fim tão próximo e mais fácil de aceitar
Falhando a respiração; desesperados procurando motivos pra lutar
Com o dinheiro e poder q não se pode pagar e erros apagar
O pulmão e alma aos destroços corroídos
As lágrimas desabam em dor e sofrimento
Me alívio e sorrio; aos ouvir se debaterem sufocados agonizando seus últimos suspiros
Enquanto o bip do monitor acelera zerando os seus batimentos cardíacos.
MINHA PRISÃO
Descobrir que minha prisão sempre foi meu corpo,
Sim, meu corpo era arma da luxúria,
Meu corpo era instrumento da promiscuidade,
Essa prisão sempre foi matéria feita Hades...
Minha prisão estava em minhas palavras,
Estava impregnada na minha mente,
Manchava com sangue minha existência
Essa prisão sempre foi matéria feita Seol...
Minha prisão era de segunda a segunda,
De noite a noite, de dia a dia
De horas a horas, de frames a frames
Essa prisão sempre foi matéria da eternidade...
Minha prisão era um templo profanado,
Uma dicotomia de sentidos,
Uma alegria transitória,
Essa prisão sempre foi matéria da morte...
Minha prisão era meu corpo,
Era minha alma,
Era meu espírito,
Essa prisão sempre foi matéria da minha ignorância!
Agora grito: Liberdade (JC)!
Nunca ninguém matou alguém por amor, isso é uma mentira dos tangos. Só se mata por cobiça, por despeito, ou por inveja, pode acreditar. O amor não tem nada que ver com isso. // Livro:
O verão das bonecas mortas
Ceifeiro das noites tranquilas,
Para que se atormentavam,
Só dizimaram vilas,
Deixaram todas dormirem,
Mas apenas deixem sorrirem,
Mesmo assim cultivavam,
Esperanças até o fim,
Critérios de capa branca diziam que a liberdade tinha fim.
Seria apenas um pedaco de mim,
Aqueles que queriam um pedaço sim,
São feitos de carne morta,
Quando pensaram que ela estava torta,
Cheguei a ver meu corpo tão esmagado contra o rio,
Senti um arrepio,
Em ter uma visao tao vulgar,
Meu corpo ja nao doia mais em nem um lugar,
Tudo desmenbrado e alguns ossos quebrados,
Me senti tao sortudo e apenas um pouco azarado,
Feliz por poder me ver morrer daquela forma,
E triste por não deixar ele em coma.
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