Poesias que falam de Olhos
"Agora é tarde
Não se podem chorar
Cebolas descascadas
Olhos de ontem
Eles não são pra sempre
Nem podem arder no presente"
Edson Ricardo Paiva.
Eu me olho no espelho
Refletido pela luz da velha porta
Impregnado e morto
Nos olhos do poeta que não mais existe
Eu me molho na chuva
Refletida na luz da janela
Aquela, que se abria em agosto
Nos dias de agostos passados
Me despeço, me peço um abraço
Pergunto por que foi que me deixou partir
Por que foi que não passaste a velha porta
E guardaste a criança que eu era
Refletida na luz da janela
Que se fecha em agosto
Me pergunto por que não se vai
Nem me deixa partir
Que se queixa em meus sonhos
Por eu ter partido
É que o tempo corre noutra direção
Quando se sonha
Depressa como uma flecha
E passa pela porta que nunca envelhece
E voa pela janela que nunca se fecha
De um agosto que não se acaba
O poeta que me busca e não se acha
À luz que meus olhos ofusca
No espelho que não te reflete.
Edson Ricarrdo Paiva.
Obrigado por não tirar os teus olhos de mim,
Obrigado por tantas vezes que perdi as minhas forças mas em imediato eu me fortalecia nas tuas forças em mim,
Obrigado por ser tão carinhoso, atencioso, e principalmente misericordioso.
Confia no Senhor de todo o coração,
Mesmo quando os olhos não veem razão.
Quando os ventos fortes tentarem soprar,
Lembra-te: Deus nunca deixará de cuidar.
Os ventos sopram, as ondas rugem,
O céu escuro ameaça desabar.
O coração treme, os olhos se enchem,
Será que Deus vem me salvar?
O que era apenas esperança distante,
Deus torna real, num toque constante.
O que os olhos não viam, Ele faz enxergar,
O que era impossível, Ele faz se formar.
E enquanto os olhos não O veem chegar,
vivemos pela fé, a caminhar.
Pois aquele lenço, suave e santo,
fala de esperança, e não de pranto.
Dois corações andavam cansados,
num caminho longo, olhos fechados.
Falavam da cruz, da dor, da perda,
sem saber que a Esperança já estava por perto.
Chegam à vila, o pão é partido,
os olhos se abrem… é Ele, o Ressuscitado!
Mas Ele desaparece, deixando só luz:
Jesus vive, e n’Ele há nova cruz.
Correram de volta com o coração a arder,
“É verdade! Ele vive, é fácil crer!”
E todo caminho de dor e confusão
se torna altar, fé e ressurreição.
No alto de um monte, o céu se inclinou,
e Aquele que venceu a morte ali Se revelou.
Seus olhos brilhavam como eternidade,
Suas palavras carregavam autoridade.
Quem O conhece se torna outro ser,
Tem brilho nos olhos, tem novo viver.
Não revida com ódio, responde com paz,
Pois a sabedoria do alto o conduz sempre mais.
Vejo o Sol Mesmo com o Céu Nublado, mesmo com os olhos molhados,
carrego no peito a fé que dança.
Porque o Deus que vê meu choro
é o mesmo que me dá esperança.
“Os que semeiam com lágrimas colherão com cantos de alegria.”
— Salmos 126:5
Eu o vi no caminho da dor,
Com os olhos cansados, sem direção.
Já não andava com o brilho de antes,
Levava no peito a contradição.
Oh, que eu viva para esse dia,
Com olhos fitos na eternidade,
Com o nome gravado entre os salvos,
Marcado pela verdade.
Senhor, grava meu nome no Teu livro com o Teu sangue, e guarda minha alma no Teu amor. Que eu nunca perca de vista a eternidade, e que a minha vida aqui Te glorifique. Em nome de Jesus, amém.
Num abrir e fechar de olhos,
os céus se enchem de glória e luz.
Os mortos em Cristo se levantam,
e a Igreja, triunfante, sobe com Jesus!
"Eis que venho sem demora",
diz o Senhor,
com fogo nos olhos e vestes de esplendor.
Cada joelho se dobrará,
e toda língua confessará:
"Jesus Cristo é o Rei que reinará!"
Com olhos fixos no céu, ela diz: “Vem!”,
anseia pelo Dia que não finda, além.
As bodas se aproximam, o Rei se levantou,
o tempo das lágrimas quase acabou.
É chegada a hora tão esperada,
as bodas eternas, a festa sagrada.
O Noivo avança com olhos de fogo,
e a Noiva sorri — é o fim do choro!
São santos de branco, com vestes lavadas,
com olhos que viram madrugadas choradas.
Mas não desistiram, não negaram o amor,
e por isso, reinam ao lado do Senhor.
