Poesias que falam de Olhos

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Noite sem sono.
Sonho entristecido.
Vontade perdida no silêncio.
Lua beijando os meus olhos.
Sono com fome do sonho que se alimenta da solidão.

Inserida por BALSAMELO

Não me limito ao limite da (in)exatidão da expressão.
Olho e os olhos percebem a intenção da sua fala anunciando retirada.

Inserida por BALSAMELO

Quando, porventura, estiver na escuridão não saia dela com os olhos abertos e acreditando em todo facho de luz.
Os sinais luminosos, em excesso, embaralham os olhos e o coração.
Permita-se se reinserir calmamente e siga sem pressa.
A luz natural da vida nos oferece a lupa adequada para o rumo certo.

Inserida por BALSAMELO

Quantos sonhos vão merejar nos meus olhos para você entender que a vida passa sem avisos?
Quantos sussurros ainda sofrerão o seu aceno de adeus?
Quantas palavras?
Quantos ais?
Por que tanta solidão a dois?

Inserida por BALSAMELO

As mãos sofregam as letras e as penas.
Os acenos que imitam a face irritam os olhos que se entregam na dorida fileira que inunda.
Hino da solidão.
Sinto saudades da pena que apenas escrevia.

25.04.12

Inserida por BALSAMELO

Olho somente para quem me olha,
mas olho para todos que os meus olhos alcançam.

Vejo o mundo e ele me vê.

Inserida por BALSAMELO

Tento não fazer verso do reverso desta hora que fecha os olhos para mim.
Outro dia bocejando e me oferecendo o seu abraço.
Não posso me dividir... Vou esperar pelo seu abraço.

Inserida por BALSAMELO

A dor é latente e estreitam-me os espaços.
Os vazios se arvoram e inundam os meus olhos... toda vez que insisto em colher as rosas que tentamos plantar neste grande jardim da vida.
Não quero que só nos restem os espinhos e, tampouco, as poucas pétalas que não sobreviverão em face à secura desta história.

Inserida por BALSAMELO

⁠#SURPRESAS

Momentos que nos pegam de surpresa...
Olhos mortos que ganham vida...
Preciso não ter medo do ridículo...
Quiçá seguir por caminhos tortos...
Vir a cair num destino...

Aquele que nada espera...
E assim, traído pela esperança...
Talvez o pouco que queira...
É o muito que alcança...

Ao vivenciar a felicidade...
Com espanto me peguei a me perguntar...
O que foi ?
O que será ?

Em me ver de um dia para o outro...
O tempo me laçou e me prendeu...
E quando o inesperado me sorrir...
Como não sorrir de volta?
Já deixei de ser eu...

A quem esperar?
De quem sentir saudades?
Por quem acordar?
Com quem sonhar antes de dormir?
Uma certeza pra toda dúvida...
Tanto por sentir...

Janela acesa em noite escura...
Como se fosse a primeira vez...
Nossos olhares a se encontrarem...
Me olhe com os olhos de uma criança que precisa de carinho, amor e atenção...

Então, assim, nos veremos com nossas almas...
E será tudo que eu sempre quis para minha vida ...
Me leve para você...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#OLHARES

Quando o dia tornar-se negro...
Saberei eu que, o brilho de meus olhos se apagaram, na medida que você se afastou...

Seria uma estrela sem palco, um artista sem fã, uma nota muda...
Um outro que não existe sem um...

Sonhando não mais estarei...
E eu em clausura mofada...
Sem vontades, sem emoções,
Sem ti...
Não mais serei...

Então vem...
É hora de pertencer...
De se entregar sem pensar.
Acordar e viver...

Quem há de aguentar tanto sofrimento?...
Uma ausência...
Cálice de tormento...

Quero ser promessa da paixão além do tempo...
De um amor puro e intenso...
Quero ser simplesmente...
Um olhar de todo instante...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#INTEIRO

Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...

Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?

Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...

Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...

Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#OLHOS

Minha alma procura-me...
Sou do tamanho de que me vejo...
Uma vida que é vivida...
Outra no erguer das asas a sonhar...

Quanto mais compreendo...
Menos me sinto compreendido...
Em tudo que aspiro e sinto...
Permaneço em silêncio apenas a olhar...

Vejo uma infinidade de mistério...
A vida passa...
Passa e não fica...
Nada deixa...
Não irá regressar...

E eu a ela ligado...
Sobre a terra...
Debaixo do céu...
Inquietação profunda...
Faz abrigo em meu peito...
De muitas coisas, desejos...

Encostado às esquinas...
Aos olhos com que sonho olhando...
Dos encantos pensamentos...
Sigo ao vento vivendo...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#QUEM ?

Quem me deu asas para sonhar?
Quem olhou em meus olhos e me apontou a direção do céu?
Aos astros me ensinou a olhar?
Quem me deu o mundo e as suas ilusões mortas?

Me pegou pela mão e junto a mim caminhou...
Corremos em verdes prados e na esquina me ensinou a decepção?

Quem roubou meus beijos?
Encheu-me de desejos?
Brincou com meus sentimentos?
Jogou-me ao esquecimento?
Dizendo me amar?

Quem me envolveu e não sabendo o que sentia agora também não sabe o que sou?
Quem muito me mentiu e causo-me tamanha dor?

Quem foi que me fez entregar-me de corpo, alma, coração aberto?
Me ensinou os caminhos do amor...
E agora...que tudo acabou...
O pouco que me resta...
O pouco sou...

Tenho fome, tenho sede do infinito...
E escondendo o meu grito...
Descobrindo a esperança, Descortinando a mentira...
Não sei por onde ando e nem para onde vou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ÚLTIMA #VEZ

Está escuro...
Fecho os olhos para sentir você...
E não o encontro...
Grito seu nome no silêncio que me abraça...
Lá fora madrugada é fria e espessa...
Chove...
Ateio fogo à chuva e ela me queima...
Não posso evitar...
Ainda amo você...
Mas sinto que algo morreu...
E não sei o quê...
Nem o porquê...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#BALANCEIO

Sou só...
Um silêncio de olhos vendados...
Cego caminhante...
De uma, duas, mil vidas...
Em erros passados...

Escondo-me...
Não porque quero...
Mas porque temo...

Sonho...
Ah...
Como eu sonho...
E me perco...
Disfarço meus desejos...
Não são puros...
Torturam meu coração...

Seu olhar sobre meu corpo...
É chicote que me fustiga...
É sofreguidão...
Que me alucina...

Não mudo...
E por você...
Me deito no chão...

Me invade...
E feliz choro...
Me entregando...
À sua devassidão...

Giro e reviro...
Arranho o chão...
Mordo meus lábios...
Enquanto lhe dou meu coração...

Amando num balanceio...
Tenho na pele o cheiro do amor...
Em você procuro aquilo que não tenho...
Enquanto satisfaço o seu anseio...
E esqueço...
A escuridão de meu peito.

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

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#A #FEITICEIRA

Com meus olhos no horizonte...
Uma sombra surge ao longe...
É mistério...
É sedução...
É um aperto no coração...

O fascínio é a liberdade...
Sonhar é o destino...
Vida doce...
Água pura...
Ir aonde o vento me levar...

Veneno derramado no coração da noite...
Cálice transbordando em beladona...
Que toda embriaguez seja enaltecida...
Como quem estrelas fabrica...

Faz-me seu amante, poeta, louco...
Deixa-me suspirar esse enigma...
Junto-me às labaredas...
Visto-me de luxúria...

E minha alma pura e crua...
Deixa de ser minha...
Torna-se sua...

Por
Paschoal Nogueira
in
facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando...
Então quem eu sou?

No luto dos meus olhos...
Foi na minh'alma que nasceu a dor...

Quem é leal e quem não nos abandona...
Quem devemos procurar...
E ser dignas de confiança...
Alguém a encontrar?

Já quase desisti...
Da inocência do desconhecido...
E a saudade?
Ainda vive em meu peito...

O que levamos da terra
É o céu que possuímos...
E à morte que damos vida...
Criam-se o sentido...

Vã filosofia...
Turvo clarão de raciocínios tristes...
Nos engana e mente...
Entre sombras nos conduz...

Quem rasteja na Verdade...
Se desencanta...
Do amor escravo...
Vítima sempre serei...

São muitas as provas na vida que servem para testar quem somos...
Seguir adiante, sem descansar...
Afinal ...
Onde tudo vai dar?

No meio da confusão é preciso ver para além do que se pode olhar…

No meio de tudo onde estou eu?...
Que serão os meus sonhos...
O que posso almejar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...

Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...

A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...

Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...

Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...

As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...

É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Mas olha, tal qual é...
Tudo de boa-fé...
Pregando olhos de fogo...
Adormeceu sorrindo…
Porém não acordou...

Madrugada gente que saiu...
Ninguem sabe ao certo o que aconteceu...
Como entrou, ninguém viu...

O que se diz...
Não pode ser bem verdade...
Mais vale o que supõe...
A vaidade...

Quando o primeiro me amou...
Muito me entreguei...
Até hoje assim sou...
Uns esqueci...
Outros nunca desapeguei...
Nunca consegui...

No murmúrio dos esgotos...
Das línguas leprosas...
De minha cidade pequena...
De fantasmas das óperas...
Talvez eu não valha nada...
Sob olhares maledicentes e invejosos...

Ah...O medo...
O medo come tudo...
Devora até o nosso sonho mais puro...

Toma para ti, de mim, o que quiseres...
Nada tenho mesmo...
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Mas não me desprezes...

Tens fome?
Comes do meu pão...
Entrego-te a ti o que mais do mundo escondo:
É seu...
O meu coração...

Silêncio imposto...
Cujas máscaras escondem meu verdadeiro rosto...
Que grande bem me queira...
Para fazer-me adormecer sorrindo...
Seguindo meu estranho caminho...

Não digas nada a ninguém...
Que eu ando no mundo triste...
E que aqui apenas existo e só...
Noite escura tanto quanto eu...
Vivendo e sonhando...
Tendo apenas as estrelas...
Para disfarçar o breu...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Olhos de fogo, alma revolucionária...
Sorriso adormecido, sonho esquecido...

Cidade pequena, ruas desertas...
Sorriso desafiador, sonho libertário...
Murmúrios de revolta, línguas libertas...

Talvez eu não saiba quem sou...
Sob olhares de mim mesmo, sombras reveladas...

Talvez eu seja mais do que pareça...
Sob olhares de desdém, sorrio com ironia...
Respondo com coragem...
Quando o medo me desafia...

Silêncio que me envolve...
Aonde encontro a verdade...
Tudo que preciso, está dentro de mim...
Sem máscaras, sem cadeias...
Apenas ser, apenas existir...
Para encontrar-me, para ser livre"

Não preciso de nada, não quero mais...
Apenas eu, apenas vida..."

Sandro Paschoal Nogueira