Poesias que falam de Olhos

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Olhos na vitrine psicodélica,
países do Oriente divididos,
Paredes coloridas sem sentido,
jamais desviarem do destino.


A felicidade floresce discreta,
entre o futuro e o encontro,
Ah, coração profundo e tolo!


Caminhamos pela mesma rua
como se fôssemos inimigos,
Tudo por causa dos impérios
e seus bombardeios cognitivos.

Com os olhos e o coração
voltados para Deus
e o Hemisfério Celestial Sul,
Sempre recebo borboletas
como as melhores companhias,
A minha voz empresto sempre
a quem precisa nesta vida.


Livros, papel, caneta e poesia,
forte ligação com a Natureza
e com a minha Pátria nativa,
A influência indígena sempre
mantenho viva desde pequenina:
Assim fui, sou e sempre serei,
mantenho inquebrável esta grei.

Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...


Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.


Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.


Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.


Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.


Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.

Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.

Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.


Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.


Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.


Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.

Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.


Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?


Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.

A Ibirá-puita-guassú
em floração de outubro,
a aliteração do futuro
nos teus olhos vislumbro
enraizada no coração.


O milagre de ser poesia
retirando o eu todo o dia,
passando a ser mais nós
como quem conversa,
canta, reza e protesta.


Ao encontro com a verdade
devida até onde a leveza
e liberdade se enraizam,
vou para que as asas cresçam,
e os sonhos aconteçam.

Não consigo mais olhar
com os mesmos olhos ingênuos
o céu da nossa América Austral,
Não dá para não imaginar
o Deus da Guerra e da consequência
dançando sobre algum
de nós sem tremer inteira,
Seja sob o Sol ou sob a Lua
está difícil de tirar o olhar
do céu sem embalar
o pior no coração e na cabeça,
Não dá nunca mais
para continuar sendo a mesma:
É sobre vulnerabilidade o poema.

Em rendição por habilidade
de Súcubo olhos nos olhos,
pronunciando o teu nome baixinho
só para receber o quê é meu
e dizendo o quanto és desejado.


Sem dar muitas voltas só
para te deixar avassaladoramente
gamado abrindo o espaço
que não cabe ser mais ocultado
para receber o quê é safado
e encaixada no teu regaço.


Endoidados pelo ambiente
e pelo vaivém premeditado
embalados ao som de Indie Rock,
Envolvidos pelo entusiasmo
do amor e da paixão nos ter
pela primeira vez encontrado.


Daqui para frente já está certo
tanto para você quanto para mim,
que não precisaremos ter cuidado,
porque valeu a pena ter esperado.

De longe percebo os teus
olhos desejosos pelos meus,
Sensivelmente imagino
o teu rosto grudado no meu,
Os teus pêlos bem cuidados
acariciando com apego
sensualmente o pescoço,
O teu charme todo fogoso,
sublime e poderosos,
Os teus dedos luxuriosos
tocando o meu corpo
entre injúrias provocadoras
de êxtases e súplicas
como se colhe ternuras
e amoras-silvestres
sem se importar com alturas.


Parece sem nenhum sentido
que algo está porvir sem
explicação, solar e intenso,
com os ventos anunciando
escolhas, capturas e malícias,
Porém, com total pertencimento
celebração e do amor romântico
como do jeito que reza o juramento.

Rio
Os olhos do leitor são dois barcos remados pela língua na imaginação do autor. Cada palavra lida o impulsiona no vocabulário possibilitando-o a experiências fantásticas (com a profundidade) de duas palavras pegas do dicionário. E molha-las na correnteza da poesia: ao sol da imaginação — faz a alegria brilha no texto gerando emoção. E abordo dos dois barcos o leitor capricha no remo rumo a novos vocábulos frases acima.

A palavra águia pousa na frase
balançando a mente com a imagem
a pupila dos olhos do leitor se dilatam
com o canto do alfabeto
por perto...
a águia voa — ai, essa palavra dança!

Desvende-me em teu olhar,

Eis-me aqui para te contar:

Nos teus olhos celestes

Resolvi uma estrela buscar.



Surpresa doce e íntima,

Com o tom de revolução,

Por ti vivo a sorrir...,

Viraste a minha doce canção.



Entregue-se ao meu tocar,

Eis-me aqui para te amar:

Os nossos corações solares

Um dia hão de se reencontrar!...



Talvez no alto da montanha,

Ou na beira do mar;

Talvez, talvez, talvez...,

Quando a gente não planejar.



Agarre-se a nossa glória,

De escrever entre os beijos

A nossa história...,

Indizivelmente nossa.



Em salto e altura,

Não haverá queda livre,

Porque sinto-me tua;

Contigo estou segura.



Não vim parar à toa,

Surpreendendo-te

No céu de (Bruges),

Em queda livre,

Libertando-te,

Pairando leve,

Envolvendo-te

Para que o teu coração

Nos faça (entregues).



Amar o amor faz parte

Da honra, da vida,

Da poesia e da arte;

Da nossa ida

Pensando na volta;

O amor abriu a porta...

Com meus olhos valorizo a vida, com minha fé valorizo
a minha alma e com Cristo, valorizo a minha salvação.

Olho nos olhos com humildade e em muitos procuro
a sinceridade; mas, em poucos encontro a lealdade.

Capturada pelos teus olhos de Coaraci
mantém os meus infinitos, o Anhangá,
a Caapora, o Guirapuru e o Uauairá.
No meu pensamento e no meu coração,
sempre comigo flamejante está.


Sim, os teus olhos de deidade
invocamo que há de mais ameríndio,
e enlevam-me à total territorialidade
fazendo-me convicta a tua Jaci.


Desde a primeira vez que percebi,
recordo que ser tua foi a senda
mais amorosa e honorífica que escolhi.


Porque de ti não há mais outro destino:
mesmo sem dizer, próximo te sinto,
e sei que o mesmo ocorre contigo.

Nutrir a ânsia com delícia
de vestir-me com os teus olhos,
absolutos, cor de mar.
Tornar-me a maruja deles
e rotas nunca determinar.


Saciar nos teus lábios,
a sede e o ímpeto
daquilo que não quero domar.
Deixar nas tuas mãos,
tudo o que não quero guiar.


Onde por ti fui colocada,
o tempo não me fez apagada.
Sair deste lugar só depende
da tua iniciativa pacificada
para ajustarmos a caminhada.


Crescente é a vontade que não
cessa de ser incendiada,
com poesia que é chama imparável
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher
na beira do rio da vida
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

Os olhos e o coração
florescem, tal qual
tajy no Rio Paraguai,
sob o céu austral,
Sempre que percebo
os teus bonitos sinais,
porque a diferença
para mim tu sabes que faz.


Revoada de papagaios
neste rio que nasceu
filho dos payaguás;
Mergulho acompanhado
do amor em prelúdio,
não quero adiar mais,
porque aprecio tudo
o que sempre me trazes
em todas as tuas fases.


Nas tuas mãos quero
ser a fera macia e domada,
a harpa etérea e afinada
que ecoa a melodia cristalina
com fascinação, a magia
e a potente inspiração
que nos una a América do Sul
em sagração a cada estação.


Tudo o que pedires e me deres,
seja em silêncio ou não,
em entrega e sedução
com prazer farei muito mais
para não deixar nada faltar,
e ser o teu abrigo e fonte de paz.

Teus olhos experientes
são capazes de ler
até mesmo o meu subtexto;
a alma, o corpo e o pensamento
ficam o tempo inteiro
em ritmo de Compas,
em anseio de se tornarem
o seu porto de paz.


Com o balanço da Palma-real
ao vento, por um
instante eu me distraio
vendo o luar esplender;
não nego que por ti
mais do que uma asa arrasto,
porque desejo bem mais
do que um simples afago.


Pensar o tempo todo
na possibilidade de vir a ser tua
tem sido todo o meu dia:
como o Rio Artibonite
flui ao encontro do mar do Caribe,
desejo muito que o céu
não seja nenhum limite
e que a distância não nos alcance;
estou pronta para viver
contigo o nosso doce romance.

⁠Nesta véspera de Ano Novo

Nesta véspera de Ano Novo
quero os teus olhos brilhando
mais do que nunca um brilho novo:
Quero que brilhem só o amor,
porque vida sempre será
o maior de todos os tesouros,
e você pode vencer os desdouros.