Poesia que Falam de Amor
A parte melancólica e falha da minha natureza humana algumas vezes pede a sua vez de fala, logo me vem um sentimento de angústia que pouco a pouco vai tomando conta, causando-me um grande desânimo.
Nem sempre existe uma razão clara pra que eu fique neste estado, mas a sensação é tão angustiante que acaba camuflando os muitos motivos de gratidão, consequemente, um vazio inexplicável surge no meu coração.
Sei que chega a ser um absurdo, entretanto, é como se eu não fosse amado, então, fico no meu mundo, sozinho pra não ser um fardo, pra diminuir os riscos de estragar tudo,
sendo o único por mim incomodado.
Muito provável que seja por isso que graças a Deus valorizo tanto meus momentos de solitude, meus risos bobos, as frações de simplicidade que estão ao meu alcance, aqueles que me fazem bem, aquilo que é relevante de verdade.
Agradeço muito ao Senhor por nunca deixar de lembrar-me da presença do seu imenso amor, o qual faz eu continuar, traz-me sobriedade,
que permite amar a mim mesmo, que deixa sentir o sabor da felicidade, acertar apesar dos meus erros.
E no fim das contas, sou apenas um humano de carne, ossos, complexos e defeitos com alguns acertos de vez quando, que ri com facilidade, feliz e grato a Deus em boa parte do seu tempo, que apreendeu arduamente a ser resiliente contrariando suas instabilidades e alguns adversos.
(página solta, sem data, do manuscrito jamais finalizado)
As paredes não falam.
O teto range.
O chão me reconhece — como se já me esperasse há séculos. E de fato, esperava. Pois sou feito dessa espera.
Sou o vulto que atravessa corredores de casas sem nome. Sou o passo que retorna sempre ao mesmo degrau onde tu, Camille, foste ausência e juramento.
Disse-me o silêncio:
“Ela não virá.”
Mas eu conheço tua forma de vir:
É quando a dor se torna bela.
É quando a sombra assume feição de vestes esvoaçantes.
É quando uma lembrança toca minha nuca como sopro — e não há vento.
Eu sou só.
E isso me basta, Camille.
Porque o que me basta não é viver...
É te carregar onde ninguém mais entra.
Faze em mim a tua vontade.
Se quiseres que eu enlouqueça — enlouqueço com dignidade de mártir.
Se desejares meu silêncio — calo como um sino afogado em cera.
Se queres que eu escreva — escrevo com o sangue dos sonhos interrompidos.
Mas não me peças que te esqueça.
Isso não sou.
Tu és a cruz que não sangra,
o vinho que nunca embriaga,
o leito onde a morte se recusa a deitar-se.
Camille Monfort, minha dama da noite que não amanhece:
Faze em mim tua vontade.
Faze de mim um relicário, um espelho partido, um véu sobre o corpo de ninguém.
Porque, mesmo entre mundos, mesmo no exílio das estrelas apagadas,
eu te amo com a força de quem aceita o destino de nunca ser tocado —
mas de sempre pertencer.
O corpo chama se o coração ama!
Agora quero falar do meu coração
esse tão obstinado, tão apaixonado
que luta tendo por seu único aliado
o meu corpo, que arde feito vulcão.
Vou falar porque ele já sofre calado
e o silêncio acalmá-lo não consegue
Faltando palavras, causa-lhe marcas
Por conta disso minha alma padece.
Então, vou gritar aos quatro ventos,
que o meu corpo está te chamando.
Então, vou repetir a todo momento,
que estou te amando... Te amando!
Marta Gouvêa
Olhes nos meus olhos, por favor,
só assim perceberás o que dizem,
eles falam silenciosamente,
chamando-te de meu amor...
Por que não posso falar de flores
se elas são lindas e queridas
enfeitam tudo ao redor
dando mais vidaà vida?
Por que não dizer dessas flores
que perfumam noite e dia
o caminho dos que passam
muitos em total apatia?
Por que não enaltecer as flores
que são presente da natureza
cheias de mínimos detalhes
enaltecendo a beleza?
Por que não amar uma flor
que de espécie rara ou comum
sempre será símbolo do amor
na vida de cada um?
Nos versos desta inspiração
posso dizer de minha alegria
moram flores no meu coração
fazendo-me companhia !
"Paulo, elogia a voz a fala autêntica das escrituras,
Pedro, ressalta o olhar amplo do escritor,
A iluminação para alguns, às vezes vem!
E quando vem?
Quando vivemos, uma vida de serviço e amor.
"Somos tão ilimitados no sentir, e tão limitados no falar!
Estamos sempre dizendo as mesmas coisas...
Eu te amo...
Eu te adoro...
Você é minha vida...
Como somos tolos!!!
Sábio seria viver toneladas de amor...
E sentir...sentir...sentir...
E sorrir...sorrir...sorrir...
E... tudo bem baixinho;
-Para o mar não escutar e o vento não espalhar...!
☆ Haredita Angel
"Um dia direi o quanto te amei,
e falarei sobre a agonia que é
amar sem ser amada!"
Haredita Angel
13.06.14
"Se um dia alguém te falar o meu nome, sorria e pense: -Essa doida me amou pra caramba!"
Haredita Angel
06.06.24
Poema para tantas coisas
poesia pra isso e aquilo
rima de coisa tola
desejo de falar
o que de fato não se faz
não é o motivo que justifica o poeta,
é a obra, se for única, autêntica..
Amar não é arte nem fingimento.
Pela obra se conhece seu autor
a falta de zelo pela língua
o desleixo com a palavra
o exagero em adjetivos
não são motivos para representar algo singelo
como a beleza do mundo
que se encontra em ambos os sexos.
A poesia se expressa melhor em símbolos
na sutileza de quem deseja e não faz
na curva da estrada que dá medo
no olhar da mulher livre e sagaz.
Respeito o artista que professa ideologia,
que luta por igualdade de gênero e de raça,
que fala e causa polêmica,
ativistas de toda sorte,
que defendem a vida,que condenam à morte....
Respeito ainda mais o artista que faz tudo isso
sem arrogância de verbo,
que consegue chegar ao coração
do homem simples, que sabe que
a dignidade humana compreende uma língua só,
a língua universal,do amor..
Bronca
Já faz mais de um ano que nos conhecemos
E ainda escuto você falar o nome dele por engano
Nas horas mais improváveis, quando digo que te amo
Você se esqueceu do bem que te fiz
Ou terá sido um mal te querer tão feliz
Quem ama cuida, está perto no abraço e na dor
Mais você só prefere as mentiras do amor
Se a escolha foi torta, se já se arrependeu
Volte então para os braços do teu falso romeu
Eu sigo em frente sozinho, pois amor não se compra
Me desculpa, querida, não suporto esta bronca.
Antes de falar ou realizar algo se pergunte sobre esses quatro pontos:
É necessário?
É útil ?
Cria alegria?
Gera cura?
São quatro pontos a serem analisados antes de fazer ou falar qualquer coisa.
Se a resposta for não é o momento de mudar de ideia e recomeçar.
Toda palavra escrita, advém.
Advém do falante ator
Do calado escritor,
Do homem comum.
Daquele que chora
Daquele que mente,
Daquele que ri.
O que fala
O que sente,
Provém do sentir.
Poesia vem da escrita rústica
Do palavreado comum,
Da gíria arrastada
Da dose tragada
Até de um copo com Rum.
É a expressão educada
Presente farsante
De amigo, parente
Amante.
Sim! É possível poetizar qualquer coisa!
É possível banalizar a dor
Amolecer o cansaço
Até, acalentar o amor.
Falo que ela é bonita, mas ela é perfeita
Falo que gosto dela, mas na verdade a amo
Falo em vê-la qualquer dia, mas quero vê-la todos os dias
Falo.... Será?
Mas, como? Que palavras usar? Como falar?
Falar, quem me dera saber falar!
Se Deus é capaz de nos escutar e decifrar por meio de um simples sussurro. imagine, o quão profundo é o seu entender para com nossas necessidades no momento em movemosnossos lábios ao falar com ele.
Jesus ama ouvir a nossa voz.
Eu andei sem te encontrar
Por quase todo lugar
Eu perguntava por ti
Teus passos sempre segui
Querendo te encontrar
Só pra falar de amor
Ontem eu falei que te amava, mas hoje eu já te esqueci
Tô nem aí, tô nem aí
Pra você que gostava de brincar de iludir
Tô nem aí, tô nem aí
