Poesia que Fala de Teatro
As pessoas cada vez mais deixam de se preocupar com pessoas. Pensam mais na sua carreira, nos negócios, em ser bem sucedidos. Menos pensam nos demais indivíduos. Pensam em conquistar o poder, acumular riquezas, e não se dão conta que a qualquer momento hão de sucumbir, e todo o seu trabalho contigo não poderá prosseguir. Sim, o que é da terra, para onde vai, o homem não leva. Vamos deixar tudo o quanto produzimos aqui, até as lembranças de nossas vidas brevemente haverão de extinguir. Eterna consciência de uma insignificante existência como indivíduo. Se não somos parte do todo, nada somos, senão um fragmento insignificante deixado no esquecimento, em algum lugar do universo.
Lindas são as rosas, adornam jardins e enfeitam caminhos. Pela sua beleza, o jardineiro suporta seus lancinantes espinhos.
Que diferença faz ser intelectual ou mero boçal? O intelectual mais sofre por compreender a razão ao passo que o boçal vive despreocupado e sem interesse em conhecimento especial. E ao final, o que sucede e não é dado o valor real, que nem um nem outro vence a morte, ela ignora tanto o intelectual como o boçal.
O mundo está cada vez mais virtual, as amizades, o amor, o bem e o mal. Mas a vida ainda procede no mundo real, onde as coisas acontecem, e as pessoas fazem suas escolhas, pela verdade e o bem, ou em favor da mentira e do mal.
Pouco tempo nos resta a cada instante, não sabemos quando findará nosso existir neste mundo alucinante. Chorar, sorrir e estar indiferente, faz parte do enquanto viver da gente. A qualquer momento vamos partir, sem saber de onde viemos, muito menos para onde vamos seguir. A fé cristã nos traz esperança, promessa de seguirmos para o lar, mas verdade é que ninguém sabe onde fica tal lugar. Também é verdade que ninguém aceita partir, porque o terror da morte é a incógnita do porvir. Entretanto, cada vida manifesta, vai findar, não sabemos o dia e a hora, mas breve vamos viajar. Numa odisseia ao desconhecido, nos é proposto o infinito, as profundezas da eternidade, destino certo de todos os integrantes da humanidade.
A morte precisa de uma desculpa, quando ela chega, alguma coisa haverá de acontecer para ela triunfar e revelar a irrefutável condição de fragilidade da vida terrena.
Não adianta temer a morte, cedo ou tarde ela vem. Para morrer basta estar vivo. Ninguém sabe quando ela vem. Cada suspiro é um triunfar da vida, que heroicamente subsiste sem saber qual será o último fôlego de vida.
Opinião é uma coisa que cada um tem a sua. E rede social não é fonte científica da verdade absoluta de nada. Aqui ilustres desconhecidos externam seus pensamentos, desfrutando de plena liberdade de expressão. Podemos concordar ou divergir, mas precisamos de uma coisa muito importante, que é respeitar a opinião alheia. E além do mais, ninguém é dono da verdade, mas sim da necessidade. Porque necessitamos uns dos outros, até dos divergentes, porque quando se trata de seres humanos, não existe unanimidade.
O ser humano não detém o monopólio da verdade, mas tão somente um rascunho daquilo pelo qual afirma verdadeiro ser.
O passado nos atormenta e o futuro fustiga a gente, mas precisamos achar o equilíbrio e viver enfim o presente.
Sofremos pelo passado e vivemos ansiosos pelo futuro, e geralmente perdemos a dádiva do presente. Certo e que cada indivíduo reage de maneira diferente, mas todos padecem de alguns desses males, indiscutivelmente.
Enquanto vivemos, aos poucos morremos. Como pedaços arrancados do ser, vemos quem amamos desfalecer. Nos restando a dor da saudade, lembranças que trazemos da tenra idade. E a esperança do reencontro, nalgum lugar da eternidade.
Viver é viajar e ver pelas janelas do ser as maravilhas da existência. Sentir a brisa das emoções, as quais fazem saltar os olhos em alegria e também as que os transformam em mananciais de águas salobras.
As tristes emoções são como tormentas que rompem os diques e deixam as águas salgadas invadir toda a face litoral do ser.
Saudade faz chorar o ser, tristeza invade, mesmo sem querer, e quanto mais se vive, saudades, muitas saudades vamos ter.
Quem poderá sopesar a dor, se entre as mãos fugiu de si o amor. Qual lenço ao vento vai ao chão, mais ainda desce o ser sem compaixão.
Enfim o tempo passou, comecei acelerado, mas devido em vida o fardo, diminuída a cadência, reduzida a força, mesmo ampliada a ciência, sigo desacelerando, rumo a inércia da massa corporal. Onde chegada será o ponto final do lapso temporal desse amontoado de moléculas nas mais diversas cadeias carbonicas.
As vezes escrevo besteiras, mas também, coisas maneiras. Importa seguir escrevendo, registrando cada palavra grifada em meu pensamento, trazendo à luz da verdade, a de ser julgada em dado momento.
Respeito é via de mão dupla. Só observo essas campanhas de mão única, onde s intolerância, a arrogância e a influência midiática atua em favor de um único lado. Dou o respeito para ser respeitado. Sou gentil para receber gentileza, sou tolerante par ser tolerado. E assim, seremos felizes com cada um no seu quadrado. Se todos observar seus respectivos limites de liberdade, não haveremos de ter problemas em nossa sociedade.
Existem lugares que jamais poderemos retornar para matar saudades, são locais aos quais nos são reservados uma única passagem, e depois ficam restritos as lembranças. Saudades eternas que levaremos para o resto de nossas vidas.
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