Poesia que Fala de Teatro
Sem desejo sem saída, apenas a fuga
A partida
Partir o coração
Sem desejo, sem um vão
Apenas a dor da solidão
Por que tanta amargura em meu coração?
Por que mereço tal prisão?
Onde estas a liberdade que mereço?
Nasci neste mundo sem ter o direito de escolher
A permissão de viver, neste mundo....
eu disse eu te amo pra tantas pessoas
uma delas foi embora
outra morreu
outra está à beira da morte
dentre todas essas a que mais me amou
fui eu.
Bela, mulher dos meus sonhos.
Não só por ser bela, mas por ser pura beleza.
Encarnação de um poema.
Poesia andante.
SONETO DE 27 DE FEVEREIRO
Dia e mês que levo os anos
Nas costas, cada vez maior
Nos sonhos hão-se planos
No afã do fado, gentil suor
Levo com cuidado esta data
Num único e poético itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário
Nunca posso dar um até mais
Pois, veloz já é naturalmente
Nas ilusões deixadas no cais
E busco ter posposto pendente
Ser mais velho, são fatos anuais
Ser feliz, é ter a vida de presente...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Seu olhar
Um simples olhar, pode mostrar
Um sentimento que não
quer se expressar...
Uma dor que não quer aparecer
Um amor que está prestes acontecer
Seu olhar diz muito sobre você.
pássaros
não podem
voar
quando você
corta
uma das
suas asas.
você
não ficou
satisfeita
em cortar
apenas
uma das
minhas asas.
você tosou
as duas
bem perto
da raiz
para ter certeza
de que eu
n u n c a m a i s v o a s s e
para nenhum lugar
jamais
outra vez.
Vou vivendo na vontade
que tenho de me atirar
no incêndio dos teus braços
a procurar no final
voltar de novo ao início
entre a poesia e o voar
pois escrever e amar
é arder
no mesmo vício
O amor soube então que se chamava amor.
E quando levantei meus olhos a teu nome
teu coração logo dispôs de meu caminho.
Caverna sombria
Inusitado os seus olhos
Sujos; coerentes; imundos
Irônico os seus sorrisos
Fingidos; disfarçados; bem desenhados
Deslumbrantes os seus olhos,
Atravessam os meus
Quando procuro o interior do seu ser
Dentre o romper das cachoeiras,
Me sufocarei nos seus braços,
No cantar dos sábias,
Procurei inspiração
Para desenhá-la, para traçá-la,
Descrevê-la
No branco das nuvens
Na brisa que procura
Serei a sua luz
Que a guiará até o fim
De uma caverna
Sombria.
Ah mas ela é tão formosa
Mas por que tão carinhosa?
Não é possível uma mulher ser tão majestosa
A cada dia que passa, vejo o tamanho de sua beldade
Que sol, que astro, que mágica deidade
Em luz criou sua beleza majestade?
Você é algo fora do normal
Me encanta, me apaixona
Um rosto que brilha, um olhar que chama, uma voz que me faz ficar.
Tira meus pés do chão, me faz pensar em coisas a qual nunca imaginei
Te amo num nível que nunca pensei amar
Te quero cada vez mais de uma forma que nunca sonhei
É assim desde que me encantei..
Pelo seu sorriso, pelos seus olhos. É paixão de um tamanho que nem eu caberei
Juro amor eterno até o fim de nossos dias
Estarei aqui do seu lado com muita alegria
Que nunca nos falte amor, harmonia
O destino nos uniu e pra sempre será assim
Você me tem e eu te tenho, teremos um ao outro pra toda a eternidade
Até o fim de nossas vidas
Uma mulher tão nobre, tão linda, com tanta paciência
Um amor tão ardente, um fogo de paixão com tanta incandescência
Você enobrece a minha existência
Esse amor é e será verdadeiro daqui, de hoje, pra sempre
Não sou nenhum escritor nem poeta famoso
Mas por você até tento ser
Pensei numa simples poesia
Mas tão bela poesia não pode ser
por que tentei demonstrar
O quanto eu amo você!
NÔMADE
Venho de longínquas terras, do mar
Peregrino no cerrado, místico errante
Em busca do meu eu, de me achar
E neste chão novo, fui caminhante
Assim, no encanto eu fiz o instante
No olhar e no coração, sob o luar
E na diverso do sertão inconstante
O fascínio me ensinou como amar
E neste aroma delicioso sonante
De vagante ao pouso, pus a ficar
Nos dias felizes aqui tão distante
Trouxe no peito o nômade sem par
Formosa vontade no bem suplicante
Cá aterrando no horizonte deste lugar
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Tome a atitude que você quiser, mas não me abandone.
É de você que preciso mesmo se for pra gente brigar por semanas
E fazer as pazes por alguns minutos.
É você que me faz bem,
Mesmo depois das nossas discussões tolas.
Inverno gaúcho
Gaúcho maneia o tempo
E para um pouquinho lá fora,
Arfa no peito este frio macanudo,
Que faz parte da nossa historia,
Sente a pele queimar as melenas balançar...
Afrouxa um pouco a fivela e deixa o minuano te invadir
Arfa com gosto, sente a goela congelar...
Relembre no frio a herança que aprendemos dês de guri
O valor da união, do calor amigo,
Da roda do chimarrão...
Da Brasa acesa, da labareda ardente...
Do calor humano em nós sempre presente.
Retorna aos braços da tua prenda
Aconchega-te nos braços do teu peão
Com a certeza que o frio é mais uma
... das bênçãos deste chão.
Desculpe o transtorno
Estou em reforma
Aqui dentro
está uma bagunça
Joguei fora
Tudo o que faz mal
Entre incerteza
Decepções e medos
Fiz uma limpeza
E no meio de tudo isso
Encontrei a paz
Que é essencial
Em breve, voltarei.
E será para MELHOR!
Desculpe o transtorno.
A chuva cessou,
E o que restou
Foi eu.
Coração quebrado,
Lágrimas quentes rolando no rosto.
Imagino cada pessoa,
Todas com sua chuva.
Cada uma com sua garoa.
Cada uma com sua tempestade.
Será que essa tempestade
Que reina em mim
Cessará?
Será que algum dia
Apenas uma brisa
Libertará minha alma
Desse frio, dessa nevasca,
Que minha alma está?
Te escrevo um verso de amor
porque tu ésespecial,
agrados, beijos, no coração uma flor,
é Dia dos Namorados, afinal!
À flor da pele
Onde foram os espelhos
Da comparação
Pra me fazerem
Lembrar o passado lasso,
Ver todas as diferenças
Retratadas
A beleza é uma quimera estética
O que vale é o que reflete
Por dentro.
Manchas rubras se derramaram
Nesta terra
Nossa raça é cerúlea
Por ironia.
Somos de garbo,
Vencemos muitas prendas!
Agressão
Um sofrimento
Que surge nos olhos
E não quer sumir,
Tantas opressões,
E em cada opressão
Uma morte na alma,
Um mundo em gelo.
À procura
Procuro algo em mim
Entre duas pedras
Dentro de um vulcão voraz.
Procuro meu ser poeta,
Que só o meu destino
Pode encontrar!
Onde não sei…
Vejo tudo em neblinas.
Você pra mim,
é sonho realizado,
que transformei em VIDA...
É o inesperado,
esperado com ansiedade
vestida de felicidade...
Você pra mim,
É a paz que surgiu
de repente
como vento...
É calmaria,
em meio a tempestade
dos sonhos desfeitos...
Com jeito,
você chegou,
sem dizer nada,
me conquistou...
Agora,
eu te amo
e já não reclamo
do sol,
nem da chuva...
Agora sou feliz!
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