Poesia que Fala de Teatro
Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo
por pretensão ser poema
a quatro mãos sendo escrito,
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).
Consciência Negra
Só um povo com uma
consciência imensa
foi capaz de cruzar
o Oceano Atlântico
e em nome dela resistir,
se libertar e seguir
libertando muitos
de nós que continuamos
presos e nem sabemos.
O Quilombo de Palmares
sempre estará vivo
sempre que houver
necessidade de heroísmo.
Ter muito o quê aprender
com a herança do passado
deve ser compromisso
para que no presente
o quê for nefasto não
seja copiado e no futuro
não seja nunca mais repetido.
(Sempre que houver chamado
a minha poesia é Zumbi,
A minha Consciência é Negra
porque com a vida eu aprendi).
#DiadaConsciênciaNegra
As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe
que na sua vida eu existo.
A minha bolsa, o leque,
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho
rotas para me tornar tua.
Trancei duas pulseiras
de palha de Bananeira,
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.
Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.
O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo
interior nunca está só.
Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem
na vida escreve poemas.
Mantenho a espirituosidade
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria
de todas os meus poéticos dias.
(Não me esqueço jamais
daquilo que me faz brasileira).
Celebro a Taquara
de pé que o vento toca,
os poemas que nela
a Lua ainda cultiva
e quero ver espalhados
por muitos lugares,
enquanto houver uma
Taquara a balançar
sombra e água nunca
haverão de faltar,
Para quem na vida sabe
observar nunca como
antes fez tanto sentido .
A falta da Taquara
heroína que alimenta
a gente e os pássaros
tem feito rastros,
As peles e os cabelos
nunca mais na vida
foram os mesmos,
Tenho medo do dia
que a Taquara acabar,
será o sinal que a vida
nunca mais vai voltar
para o seu devido lugar.
Vejo poética existência,
beleza e vida plena
na gigantesca Gameleira
e na ventania soprando
as gamelas maduras
para alimentar o cardume,
Sob a proteção de muitas
luas e mística alquimia
quando você abrir os olhos
você estará na minha e eu na tua.
Rodeio no Dia dos Namorados
O Pico do Montanhão está
coberto pela gala do nevoeiro
que vestiu o Médio Vale do Itajaí,
Te querer ao meu lado
vem sendo o meu mantra diário.
Chove por aqui na nossa Rodeio
no Dia dos Namorados,
E eu que não paro de pensar
em você o tempo inteiro.
Rodeio no Dia dos Namorados
é o destino dos apaixonados,
Sei que a nossa hora haverá
de chegar e você vai se declarar,
e seremos o tal lindo casal
que ninguém há de contestar.
Quem usa a língua
em prol da destruição alheia
Vive como Bruxa pensando
que nasceu Sereia,
É um tipo de pessoa muito
pior do que o Minhocão,
Com pessoa assim não tenho
paciência para fazer média não.
Rodeio no Dia de Santo Antônio
Chove e faz frio por aqui
no Médio Vale do Itajaí,
e um ama o outro em silêncio.
Tens deixado todo o dia claro
que por mim está apaixonado,
e eu finjo que não vejo.
No Dia de Santo Antônio
vivo aqui em Rodeio
o nosso romance com o tempo.
Nascemos com cabeça
para pensar e o dom
de se expressar
para não se confrontar
por qualquer diferença.
Ninguém precisa deixar
de existir para o outro
continuar existindo,
O Planeta Terra é grande,
lindo e colorido:
Não existe obrigação
de perpétuo convívio.
Ninguém é obrigado a ser
igual a ninguém,
Na Natureza não existe
nada repetido,
e sim semelhante
seja ele perto ou distante.
Fazer você pensar igual
a mim é um absurdo,
Cada um é um indivíduo,
e isso para mim é tudo
porque entendo o dever
do pacífico convívio.
Diversos, semelhantes,
iguais, diferentes, nem
tão iguais e nem tão diferentes,
Ninguém é obrigado
a gostar de ninguém e nem
concordar sem ver a quem.
Só sei que é dever
a gente se respeitar,
e se não der para ajudar:
melhor não atrapalhar,
e não cair na tentação de julgar.
Para que se perpetuem
o Bem e a felicidade de todos:
cada um no seu lugar,
sem os direitos de todos negar
e os deveres naturais da vida
sempre naturalmente compartilhar.
O vento sul balança
as flores da Manduirana,
O meu coração jamais
na vida me engana:
Ele me diz que você me ama.
No tempo do florescimento
das Paineiras Rosas,
Irá florescer o seu sentimento
de doce paragem amorosa,
no teu peito terei acolhimento,
nos aceitarei com fé absoluta
e sem nenhum questionamento.
Tudo começa pelo verbo,
mas também depende
como ele é empregado,
A inclusao começa
pela palavra com o plus
de como pode ser empregada,
Quem quer incluir
quem é excluído não pode
gerar nem mesmo
sentimento de apagamento
ou de sufocamento
em quem quer que seja,
Porque ninguém deve
renunciar a sua essência
para que outrem
se sinta confortável.
A inclusão sempre terá
mais a ver com a ação
do que com qualquer palavra,
Se for para escolher qualquer
forma de se expressar
que seja com palavras
mágicas que são
capazes de abrir portas
em qualquer lugar,
Usando tais palavras
não há possibilidade de errar.
Quem quer incluir de fato
deve abrir espaço
para o convívio inteligente
com a diferença global
para que não haja dano
a liberdade individual
que é a "Rainha das Liberdades"
que assegura a essência
do direito a nossa existência.
A brisa gelada sopra
e balança a Grandiúva,
A seda do nevoeiro
a envolve com doçura
e te envio este poema
para quem sabe conseguir
que você me queira só tua.
Dança a Corticeira-da-Serra
e se enfeita pouco a pouco
para embelezar a nossa terra,
Falar sobre o tempo, o amor,
escrever todos os dias ao poema
mantém vivo o meu interior;
Estar sozinha não faz com
que eu me sinta diminuída,
Sozinha ou acompanhada o quê importa é estar de bem com a vida.
Os teus beijos que vou
ganhar me inspiram
se como grumixamas
frescas numa cesta
para fazer doces
e inspirar poemas.
Se eu pudesse comparar
os teus olhos compararia
com as Cerejas do Rio Grande,
Você me olha com delícia,
e me faz querer ser poesia.
O Angoéra anda
lado a lado comigo,
o tempo todo me alegra,
sempre me rege, protege,
e jamais permite
que o desânimo domine
e a tristeza permaneça
guiando o meu caminho.
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