Poesia ou Texto Amigo Professor
Canto da dor
Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.
Umbelina Marçal Gadêlha
Anseio
Sabe o que eu anseio agora?
Encontrar alguém
Que não me diga nada
Não me pergunte nada também
Alguém que me ofereça colo
Para eu verter todo o desencanto.
Sabe o que eu mais desejo agora?
Esconder-me de mim no interior
Do meu universo particular
Para se eu quiser chorar
Chorar até me cansar
Ou quem sabe eu possa
Simplesmente divagar.
Umbelina Marçal Gadêlha
Alma terna flutuante
Abnegadamente eu mergulhei
plena de convicções,
às profundezas da minha alma
para mostrar as minhas cristalinas emoções.
Eu me rendi candidamente, despi o âmago,
o mais profundo do meu ser, e revelei
a minha alma original de forma integral.
Intrepidamente fui mais além e desnudei-me
do meu intelecto e mostrei avesso do avesso.
E após despir meu adverso, foram-se os mistérios.
Desfez-se o encanto e não me consenti verter
nenhum pranto para o meu próprio espanto.
Umbelina Marçal Gadêlha
Não quero reviravolta dramática
Tô exausta desse morde e assopra
Corações trocando rosas e socos
Só e bonito em rimas de Leminski
Por mim deixamos de lado a poética
e vamos brincar com a lógica
Quero um sentido e quero um depois
E quero a vontade permanente
Sentimento constante
Que se deixa durar…
"Nós"
O sorriso dela encanta
Como as luzes do sol
Cada conversa é um livro
Nós dois não temos temas
Somos livres versos de poemas
Nosso romance é poesia
Sinceros demais com a vida
Relógio? Não somos mais escravos
O tempo tornou-se domesticado
Morremos a todos os momentos
Mas nunca deixamos de viver
O grão de areia da ampulheta corre
Nós dois juntos envelhecemos
Não deixamos de ser belos
Deixamos de viver escondidos
Sem máscaras, somente essências
Nós amadurecemos e florescemos
Abandonando as nossas casas
Sendo até o fim
Nós.
FIM
Os pavores da minha mente, hão de ser maiores que as dores dentro do meu peito. De tantos baques fortes, já temo mais do que quem deve. Talvez esteja na hora de mudanças, me apegar ao conforto e a desistência, e que se for da vontade do Divino, me leve, pois, já não aguento mais.
O caminhar do dia se apressou, já não acompanho, o cansaço tomou conta dessa carcaça. Quem diria que a tristeza me dominaria por completo, foi de pouco a pouco me puxando para a vala, me soterrando em uma cova, minha mente.
Já busquei o perdão do criador, só falta crer no mesmo, assim não serei jogado em um dos 9 círculos do inferno. Falta pouco pro fim, e disso tenho nota. Mas talvez eu esteja blefando, como sempre.
Fome
Em nossos dias atuais, há muita fome que precisa ser saciada.
Há acentuada privação que consome almas e devasta seres a cada dia.
É urgentemente necessário alimentar o ser humano da fome
de saber
de arte
de poesia
de magia
de afago
de abraço
de amigos
de abrigo
de honestidade
de verdade
de caridade
de dignidade
de irmandade
de tolerância
de fé
de amor
de viver
de atitude
de completude.
Umbelina Marçal Gadelha (Umbelarte)
O NÓS VIROU EU
A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho
Paulo H Salah din
POEMA DA VIDA
Poetas nascem nas decepções, poetas nascem nos amores, poetas nascem nas páginas de grandes livros, poetas nascem nas páginas de pequenos livros, poetas nascem na noite, poetas nascem nas madrugadas.
Poetas nascem no fundo do ônibus, poetas nascem em um dia nublado, poetas nascem no banco de trás do carro, poetas nascem no sofá, poetas nascem no bloco de notas, poetas nascem na sala de aula, poetas nascem em todo lugar.
Todos fadados ao mesmo destino, fadados a mesma rotina tediante, fadados ao romance da solidão. Todos viverão de eterna melancolia, mas nunca morrerão infelizes.
Saúde mental
Não sabemos o que acontece na mente de ninguém.
Até pequenos detalhes podem ferir alguém.
Saúde mental é coisa séria e deve ser cuidada.
A mente pode ser nossa amiga ou nos armar uma cilada.
Não julgue quem faz terapia ou precisa da psiquiatria.
Ouvir e ser ouvido. O que há de mau nisso?
Quem nunca teve que ser ajudado?
Por que não procurar um profissional formado
que nos faça enxergar um outro lado?
Por que não podemos cuidar da cabeça
se cuidamos do resto do corpo?
Respeite quem sofre de qualquer doença,
e cuidado ao usar a palavra "louco".
Não olhe com discriminação quem faz uso de medicação.
Hoje, a saúde mental merece a nossa atenção.
Porque consumimos todos os dias muita informação.
Depressão não é preguiça, nem frescura.
Ansiedade não é sinônimo de pessoa insegura.
Às vezes, a aceitação e o respeito valem mais do que a cura.
Poema publicado no meu livro solo "Celebre a poesia que existe em você"
Viaje, mas não para fugir
Sente-se sozinho, mas não para se esconder
Olhe, mas não para preencher
Veja, mas não para encontrar
reconheça, mas não para nomear
possua, mas não para reivindicar
Ame, mas não possua
maravilhe-se, mas não fique obcecado
Aspire, mas não alcance
ensina, mas não pregue
confie, mas não espere
desista, mas não desista
Pergunte, mas não para dar significado
observe, mas não julgue
conecte-se, mas não divida
pertença, mas não se encaixe
Deseje, mas não se satisfaça
individualize, mas não identifique
Paulo H Salah Din
Bora...
Um café na padaria
A ida ao parque
Um passeio na praça
O correr na garagem
O grito de gol
O aplauso no teatro
A roda de violão
A pintura do salão
Uma linha ao lago
A fantástica gargalhada
O churrasco nas mãos
O abraço de coração
Tudo pode ser perfeito
Cada minuto é valioso
Ame, demonstre, faça acontecer
ISOLADO
As vezes tudo o que eu queria era poder gritar, alto o suficiente pra poder ser escutado, mas acabo buscando refúgio no silêncio, e na reflexão, sei que não pode parecer mas eu perdi minha comunicação, mesmo assim, vivo em uma solitude parcial, nem se eu tentasse, conseguiria me isolar completamente, por isso eu não busco um espaço infinito só para mim, eu busco algo para poder viver, e para acreditar, mas isso se torna cada vez mais difícil.
Meu diário favorito.
Sempre gostei de escrever poesias, versos e poemas para as meninas de quem eu gostava, mas nunca imaginei que um dia eu seria um poeta.
Sempre fui muito sensível e pensativo desde minha adolescência, mas nunca havia me expressado através de palavras escritas do mais íntimo do meu coração.
Já escrevi várias canções, inclusive, canções de amor, mas nunca que eu havia colocado todo o meu sentimento mais profundo em um pedaço de papel ou bloco de notas digitais.
Livro, nunca nem pensei em escrever, mas quando comecei a viver do seu lado e, com você compartilhar tantas coisas pessoais sobre mim, foi apenas uma questão de tempo.
Quando eu menos esperava já estava escrevendo minha história em seu coração.
Com toda certeza do mundo posso afirmar “Você é o meu diário favorito”, meus lábios, com toda certeza é a melhor caneta que como “autor” tenho o maior prazer em usar nas folhas do seu coração.
Você lembra quando te pedi para ser minha confidente?
Com toda certeza começava ali a minha história como autor e poeta.
Para que um autor, poeta consiga escrever algo é necessário que se tenha uma inspiração, e você além de me inspirar ainda consegue deixar-me compor sobre você, sobre as páginas do seu coração.
Quando começo a escrever e percebo o quanto você está curtindo a obra, não sinto vontade de parar nunca, mas infelizmente o tempo não nos permite ficarmos tão à vontade e sem preocupações, então paro, mas logo, assim que temos outra oportunidade você mais uma vez sem perceber abre as páginas do seu coração e então eu mais uma vez começo a compor novas e lindas histórias de amor.
Sabe menina, infelizmente, por falta de papel, por falta do meu diário favorito “você” deixei de escrever várias obras e, até desabafos, como em um diário de adolescente mesmo e isso me deixou por muitas vezes bastante irritado e imaturo, mas quando eu tinha novamente a oportunidade de usar meu diário favorito, logo tudo voltava ao normal e, novamente aquelas lindas poesias começavam a brotar e brotar.
Se hoje sou poeta e autor, sou unicamente por causa da inspiração que só encontro em teu olhar, sorriso e abraço.
Obrigado por me inspirar e me permitir compor sobre você.
Meu diário favorito é você.
Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander
Emilly, teu nome dança como brisa,
No palco dos versos, tua essência canonisa
Nome Imponente e ao mesmo tempo afável
Aquela que fala de modo agradável.
Teus olhos guardam uma constelação secreta,
Refletem visões em noites repletas.
És a musa do sonho e da ilusão,
No teatro da vida, és a encenação.
Emilly, és a pintura em tela abstrata,
Na paleta da alma, és cor que desata.
Tua determinação é um rio incessante,
No escuro do quarto, é uma dançante.
Emilly, guerreira, és espada flamejante,
Na batalha do tempo, és a constante.
Do teu nome floresce esse poema
Inteligência, diligência e graça
Fazem parte do teu ecossistema.
Celebremos a tua existência,
Emmie, Mille, Mila, Lili
Que a vida seja pra ti,
Sempre afinada, Com amor e esperança, de alma lavada.
(FELIPE REIS)
Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.
Somos incompreendidos
Não dignos de ser ouvidos, e quando nos houvem somos mal entendidos
Não dignos de ser visto, e quando nos veem somos poucos visiveis
Estamos entre a expectativa e a desilusão e quando somos incompreendidos somos mal vistos
A experiencia nunca compensa o conhecimento e quando somos sabios somos excessões de nós mesmos
Nossa fala é atitude, nosso ser é intenção nunca somos conclusão.
Os meios justificam os fins, os mesmos fins que nunca escrevemos
Sugam nossa vontade de ser e quando nada somos, somos incompreendidos.
Ontem era uma criança
E a única herança
Foi a educação
Para ela, e os seus irmãos
De família humilde
Já passou por crises
Pai operário
Não tinha horário
De sair, nem de voltar para casa
Enquanto a mãe cuidava.
Ela cresceu
Mas não se esqueceu
Dos ensinamentos
Bom comportamento
Só pensa em estudo
Fazer de tudo
Para ter um futuro melhor
Não significa ficar só
Mas ser independente
Usando a mente.
O único vício
É ler os livros
Para se manter informada
Não curte balada
Prefere ir ao cinema
Não é mina de esquema
É mina de responsa
Que passa confiança
Para um futuro relacionamento
Para todos, é um exemplo.
Romeu & Julieta - Cena Subsequente
O sorriso dela despido de todo o receio,
Seus olhos de frente para o espelho repletos de veracidades,
Enquanto seu corpo baila por entre as lacunas do tempo e espaço.
São versos inacabados; são flores no deserto; são espinhos retirados de um coração estilhaçado.
São onze da noite ou uma da madrugada, não sei ao certo.
Mas, ao final desta ópera, as portas serão trancadas e as roupas retiradas com total calma e cadência;
Seremos Romeu e Julieta à espera da próxima cena!
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