Poesia os Dedos da minha Mao
Abdon Batista
Do teu Vale do Contestado
não esqueço o passado
de heróicas revoluções,
Minha Abdon Batista
diante de tua beleza
não há ninguém que resista.
A minha indignação
profunda se juntou
com os traídos
pela autoproclamada
durante a pandemia,
eles que foram
abandonados
no deserto em Pisiga,
e em Iquique se
encontram albergados,
e assim resistem
cinco centenas
de bolivianos
com os direitos violados,
Vem acontecendo
tantos fatos
na América Latina
que me fizeram recordar
que há alguns anos
quando olhei nos olhos
de duas mulheres de pollera
no meio da rua:
que o cenário havia
sido alterado,
o mundo estava parado,
e nós três não
havíamos percebido
que a guerra suja contra
nós havia se espalhado;
Relembrando e sendo
testemunha desde este
isolamento social,
venho contando
o quê se passa na região,
e insistindo na liberdade
incondicional do General
que está preso
injustificadamente
há mais de dois anos,
prisão que foi efetuada
no meio de uma reunião
pacífica no dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
e até agora nenhuma
esperança de sair do sufoco.
Ah! Se eu pudesse
repartir minhas lágrimas
entre Chernobyl e Caracas
para apagar os incêndios,
apertar o start para um
mundo novo e conviver
com o heroísmo de ter
um coração blindado
com pessoas que fingem
que não me me veem
até para dar uma resposta.
Tema
de canção
assim és
a minha 'donzelinha
raptada',
minha
terra
amada.
Onde
não
se sabe
com
clareza
aonde
foi parar
o Coronel,
não compare
ao céu!
Terra
de Abya Yala
cheia
de sanções,
traições,
perseguições
e de mil conspirações.
Onde o General foi
preso sem motivo
não é um paraíso,
está adiado o juízo!
Tenho receio do
Brasil do futuro
que acha que usar
veneno é mais seguro.
Talvez não sejam
os versos
mais bonitos,
Porque são
os versos
mais difíceis
da minha vida
já reconhecidos,
Porque estou
habituada
a escrever sobre
romantismo,
e não sobre
autoritarismo;
Enquanto com as
crueldades não
pararem,
notícias tuas
não chegarem
e a ti não libertarem,
Todos conviverão
com estes versos
por todos os lugares.
Buscando uma saída
tenho escrito
os versos mais difíceis
da minha vida,
Não há como não
seguir sem
saber o porquê,
aonde
e como está você.
Não tenho
o menor
interesse
em desestabilizar
a tua Nação,
a minha luta
que não é luta
segue a via
do convencimento
para pedir
a libertação,
porque quem
em nome
da amizade
conclama
pela reconciliação,
também estará
ao teu lado
em dias
de inverno
ou em dias
de verão,
pois dessa história
o verdadeiro
prisioneiro é
aquele que não
entende o quê é
viver o amor
de amizade
e o valor do perdão.
Por ser a minha
voz a menor
de todas,
Posso falar
talvez mais,
passar sem
ser notada
ou ter a sorte
de ser escutada,
O importante é
não ficar calada.
Não se sabe o quê
foi feito do General
em #FuerteTiuna,
Só se sabe que
disseram que ali
ele se encontra em
#GREVEDEFOME
e não há nada
que me conforme.
Num país onde
se fala de paz,
Mas a justiça
está foragida,
Não se sabe
quando vão
soltar os policiais
E não se ouve
mais o som
da clarinetista.
Para que tu não
te esqueças
que nos sótãos
do Inferno
de cinco letras,
Todos os dias
são noites,
Ninguém sabe
e ninguém viu:
desapareceram
com quatro
militares e um civil.
das veias da minha
Avó que nasceu
no Piemonte
também vieram os laços
ciganos e do Oriente
para as minhas veias,
eu nasci brasileira
moro em Rodeio
nesta cidade bonita
do Médio Vale do Itajaí
onde as flores brancas
e azuis do tempo
dançam sobre as montanhas
escrevendo poemas
como a ninfa do Lago Carezza
cantava para si mesma,
e eu resolvi recordar as lendas
da ancestralidade
para que nos fortaleçam
com tudo aquilo
o quê nos faz saber com
quem somos de verdade
cada um vive o seu sábado
como bem entende,
eu prefiro viver celebrando isso.
Minha Mãezinha-de-Ouro,
nos caminhos do Brasil
profundo se a senhora
me ajudar encontrar
algum tiquinho de ouro
como prêmio desta andança,
ficarei muito agradecida;
embora seja outra a minha
verdadeira esperança.
Sabe, minha Mãezinha,
se a senhora resolver
me ajudar a encontrar o amor,
Daí sim! Eu vou ficar rica,
porque o ouro acaba
e o amor é que sempre fica.
A minha presença
coloca o seu peito
para batucar bonito,
Ainda não é nem
noite de Lua Cheia,
Você me inspira
como um poema;
Vou colocar na tua
mesa um Tacacá
que com certeza
fará que de mim
não se esqueça,
e morarei na sua cabeça.
A cada linha
de minha total
responsabilidade
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito
venho todo o dia
escrevendo
um poemário
sobre um General
que foi preso
injustamente
no meio de uma
reunião pacífica,
sobre uma tropa,
e também fatos
da nossa Pátria
América Latina,...
Neste nosso
continente
onde reina
o vôo do condor,
que é o protetor
dos nossos céus,
escrevo para
que jamais
deixem perder
as três virtudes
teologais,
para que seja
superada esta
noite escura,
a pandemia
e não deixem
perder a alegria;
No dia vinte
e um de março
que será
no Dia Mundial
da Poesia
que há de
ser celebrado,
espiritualmente
participarei
para não sentir
o peso desta
quarentena
pedindo gentilmente
a licença poética
para ser
mais uma
#PoesíaEnVozAltaPorVenezuela.
A madrugada abriu
a sua primícia,
No firmamento
a Lua ainda brilha,
As minha veias
do coração
estão abertas,
E vocês sabem
mais de mim
do que eu mesma.
A História natural
em carne e ossos
entre trópicos:
Eis me aqui direto
da América Latina
tentando buscar
uma mão estendida
para a Caxemira.
Mais de mil terços
pedindo justiça
e libertação
para a tropa e o General,
E os meus aguayos
de lágrimas pelo
duro golpe dado
aos indígenas na Bolívia.
Não podendo fazer
nada a não ser
me queixar
por esta Humanidade
que urge ser socorrida.
Neste janeiro que
se arrasta pesado,
fenômenos do clima
abateram Estados
da minha Nação.
A América Latina
precisa se manter
em estado de atenção:
A catástrofe
da autoproclamada
se manifestou
que concorrerá à eleição.
A América Latina
precisa se manter
em estado de atenção:
Um general criticou
a incorporação da milícia.
não se fala noutra coisa,
e não se ouve notícia.
A América Latina
precisa se manter
em estado de atenção:
A necessidade
de incorporar
a milícia é uma
necessidade de
mais de uma Nação.
A América Latina
precisa se manter
em estado de atenção:
Do General preso
injustificadamente
desde o dia 13/03/2018,
até agora nenhuma
notícia de libertação
Nesta Lua Cheia
que está
entre as nuvens
e relâmpagos,
Só aumenta
a minha
perplexidade
diante da maldade
imparável
da Humanidade.
O General está
injustamente
preso sem
acesso à justiça,
E a liberdade
de fato sem
nenhuma notícia.
É este meu oráculo
que roga por
direitos humanos
para ele e sem
ver a quem
em todo
o meu continente:
Insistindo noite e dia
por todos os que
estão presos
nos campos
de concentração,
sótãos e calabouços
por serem diferentes;
Por eles sou a voz
da utopia silenciada
na casa dos sonhos,
que é mais uma
inovação inominável
do Inferno de Cinco Letras.
Angelina
Minha Angelina preciosa,
foste nomeada como
homenagem ao Ministro,
Os imigrantes europeus
te ergueram com carinho
e se doaram com amor.
Ser Vale das Graças
de Natureza maravilhosa
e Santuário nasceu,
assim é e sempre será
para todos o destino teu.
Minha Angelina amorosa,
é no coração que te levo
com todos os detalhes
para sempre comigo;
e honro no meu peito
sempre o teu povo amigo.
Na inauguração
deste Ano Novo,
dou a mim
mesma o direito
de viver a minha
tristeza de verão:
Vejo cenas que
passam do
nosso continente
em convulsão;
E para o General
que foi preso
injustamente
e uma tropa
não há sequer
um sinal se irá
ser concedida
a justa libertação.
Sou testemunha
poética e ocular
na Venezuela
e na Bolívia como
começou o perigo
continental pelas
mãos traiçoeiras
da autoproclamação.
Quem discorda
da violência os fiéis
das bizarrices
da Rainha de Sabá
às avessas,
eles estão tratando
como se fosse
um perigo eminente:
ordenando prender
por terrorismo e sedição,
todos aqueles
que pensam diferente.
Diante do que
é verdadeiro,
independentemente
da direção não
há como flertar
com o relativismo,
Os massacres de Sacaba,
Senkata e Yapacaní
andam querendo dar
outros nomes
e tratar os crimes
com desonesto eufemismo.
Há muito tempo
venho contando
a injustiça em
versos autorais
e de minha total
responsabilidade
sobre a injustiça
cometida contra
uma boa tropa
e um General:
O círculo vicioso
contra os nossos
povos que vem
sendo imposto
não nos deu
trégua nem
no mês do Natal.
Na nossa Pátria
América Latina
virou rotina aturar
todo o santo dia
falsas notícias
a ironia e a tirania,
E morrer nas mãos
de cada uma delas
porque não
há investigação.
A Bolívia não foi
poupada do cruel
engendro deste
emaranhado,
o povo vem
sendo ameaçado
e por lá um golpe
duro foi instalado,
Desde outubro
era esperado
um informe final
sobre o resultado
da vitória eleitoral,
Somos testemunhas
de um festival
de absurdos sem
antes nunca visto igual.
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