Poesia os Dedos da minha Mao
Eu perdi a conta de quantas vezes
metade de mim foi fortaleza
sò porque a outra metade de mim
foi frágil e precisou do meu ombro para chorar...
Ser forte e corajosa sempre,
mesmo quando fragil...
eis a minha sina !
É preciso muito talento e coragem
para transitar e deixar a própria marca
na forma e substância humanamente
em justiça nesse mundo.
Somos muito pequenos e superficiais
e estamos anos luzes da grandeza
da justiça e da democracia.
É sempre assim
eu me desligo do mundo
me dou tão por mim
que nem sei como e por que
só sinto a serenidade na alma
quando estou de frente para o Mar.
Morro da Andorinhas , Parque Estadual da Serra da Tiririca
Ando preferindo lugares assim...
tão longe do nada de tudo e de todos
e simplesmente tão perto do tudo.
Naquele lugar bem escondido e protegido
das minhas memórias
vivem os nossos segredos inconfessáveis.
Deve ser porque
talvez …
a vida seja
simplesmente
essa trajetória audaciosa
que me faz almejar ir além...
Muito além!
Superficial e frágil é o silêncio do mundo
basta pouco, um ruído insignificante
para que ele esvanesça.
Eu tenho medo e me preocupo com um certo desgosto de que a crueldade do preconceito possa se tornar humanamente um conceito banal.
Tal aberração humana não pode e não deve ser usada como argumentação em discursos vários para alimentar polêmicas políticas/partidárias, mas sim ... para desenvolver a consciência humanamente humana.
A intelectualidade humana suprime a sua inteligência
e é por isso que a humanidade
se autodestrói com todo o seu saber.
Quando me perguntaram porque eu tenho essa mania de escrever, impulsivamente eu respondi que talvez... é para satisfazer a mania de quem me lê ...
Ah! Escrever é muito mais do que formular frases e versos;
escrever é comunicar sentimentos e emoções;
é sensibilizar e comocionar;
é promover reflexos e reflexões.
A leitura é muito mais que seguir com o olhar uma sucessão de letras e palavras;
é tentar uma certa sensação de simbiose que se perpetua com a alma do autor,
se não brota essa aliança... não é leitura, mas... apenas estéril curiosidade que desaparece com o tempo.
Escrever é uma droga sagrada, não um fútil passatempo.
Ler é uma dependência bendita, não um hábito trivial.
Nem todo verso ou pensamento escrito
encontra o vernáculo da alma e o dialeto da mente
de quem lê mas não quer sentir ou entender.
Deixem que as criancinhas acreditam no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e em todas as possíveis criaturas fantasiosas que quiserem!
Todos vocês (ou quase...) acreditam em porções mágicas (entre outras coisas) para emagrecer, não envelhecer, para aumentar o tamanho ou o volume disso ou daquilo e etc...
Entre as páginas da vida
mesmo com letras amareladas
e versos enferrujados...
ainda há flores cultivadas pelos poetas.
Sobre o racismo e seu atual protagonismo descarado,
acredito convictamente que ele sempre existiu, atualmente está tendo incentivos potentes, até mesmo governamentais, para que seja "descoberto" do velo da conduta moral e cívica no qual hipócritamente se escondia e protegia de penalizações várias. Antes era uma vergonha, atualmente parece ser um orgulho.
A humanidade deveria se preocupar com o nascimento e com a odisséia das várias crianças do presente
para poder então festejar com farturas na mesa e com felicitações essa data chamada Natal .
*Observação: Na Palestina ( o mesmo lugar de origem de Jesus Cristo ), Oriente Médio , especialmente naquele tempo ( nascimento de Jesus) a população era morena , não tinha loiros com olhos azuis como nas várias imagens de Jesus Cristo divulgadas por todo esse tempo pela igreja católica.
Deixo ao mundo a incubência de entender à si mesmo e de gritar ao vento
a sua ignorância, enquanto isso ,vou escrevendo com a alma e com a minha ignorância do viver, do amar, do pensar e do sonhar que o tempo me concede.
Fiquem atentos quando estiverem
no meio das multidões
e tenham cuidado com quem
não consegue viver longe delas.
Quando sozinha eu escrevo
o que reflito sobre o que leio ...
Entre as pessoas eu leio
o que elas refletem ...
E quando imersa na natureza
eu me reflito, me leio,
me escrevo e me deleito.
Venham á noite, melhor durante a madrugada
quando as crianças já estão dormindo,
venham devagar , usem armas com silenciadores ,
para que elas não acordem aterrorizadas.
Não atirem por atirar!
Deixem as crianças vivamente abraçadas ao sonho,
não façam delas estatística de morte
durante vossas operações.
Durante o dia, façam silêncio!
Non atirem por atirar!
As crianças estão nas creches e nas escolas,
deixem-as tranquilas estudando.
Não atirem por atirar!
As crianças gostam de balas,
mas não essas que vocês usam.
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