Poesia os Dedos da minha Mao
Fogo e Gelo
Juvenil Gonçalves
Teu beijo é fogo a arder,
labareda que me conduz.
Teu toque é gelo a correr,
frio que corta e me seduz.
No corpo, o desejo a ferver,
entre chama e cristal reluz.
A língua desliza em lava,
sobre vales de neve e mar.
O calor que incendeia e agrava,
o frio que me faz delirar.
Fogo e gelo em dança brava,
fazem todo o corpo vibrar.
O suor mistura o ardor e o frio,
rios de prazer a se encontrar.
O corpo rende-se ao desafio,
cada toque é fogo a brilhar.
No êxtase se cumpre o desvio,
onde os extremos vêm se casar.
Fogo e gelo em plena fusão,
chama e gelo a se confundir.
Cada suspiro é oração,
cada tremor a se expandir.
No templo do corpo, a paixão,
faz do prazer puro existir.
Olhar profano
Juvenil Gonçalves
Teu olhar, açoite e prece,
Labareda em tom sombrio,
Entre o céu que me enaltece
E o inferno onde me fio;
És luxúria que me impele,
Olhar de cachorro no cio.
Fere, inflama, envenena,
És astro em desvario;
És serpente que envenena
Com veneno doce e frio.
És pecado em forma plena,
Eucaristia do desvio.
No templo da tua face
Arde o culto proibido;
Teu olhar, quando me abraça,
É altar de amor bandido.
Nele o anjo perde a graça
E o santo cai corrompido.
Por ti rasgo o Livro Santo,
Profano a fé que te evoco;
Pois me tomas pelo encanto
Que se oculta em teu sofoco.
E o que era virtude, em pranto,
Faz-se brasa em fogo louco.
Ó delírio que me assalta,
Labirinto sem saída;
Quando teu olhar me exalta
Desmantela a minha vida.
Nele a morte se ressuscita
E o inferno vira guarida.
Se sou servo ou penitente,
Nem o céu define o fio;
Pois me entrego inteiramente
Ao prazer que desafia o brio.
E tudo começa novamente
No olhar vagabundo no cio.
OBRA DA VIDA: Sentido e Propósito Existencial
"Se já nascêssemos sabendo tudo sobre a existência, qual seria o mistério da vida?"
O Paradoxo dos Alicerce
Juvenil Gonçalves
Ergue-se o teto alheio em mãos vazias,
Com calos que não têm onde repousar;
Quem molda o lar de alheias fantasias
Não vê sequer tijolo pra habitar.
Do prumo e praga, em meio à argamassa,
Escorre o pranto oculto do operário,
Que, noite adentro, à sombra que o ultrapassa,
Sonha em silêncio um canto necessário.
Mansões surgem do esforço que não dorme,
Palácios brotam do suor sem nome,
E enquanto o pobre a vida assim conforma,
Nem mesmo o chão lhe serve de renome.
Quem mais constrói, sem ter onde se assente,
Faz do trabalho um cárcere eloquente;
Cimento e dor no mesmo alicerçar—
Que mundo é este em que o abrigo é negado
A quem, com mãos, o abrigo fez brotar?
Serpenteia-me
Juvenil Gonçalves
Tu serpenteias meu peito em espirais,
como cobra de cipó nas rendas do mato,
enroscando teu ser nas fibras vitais
do meu íntimo bosque, denso e insensato.
Teu gesto é lasso, é laço, é nó, é enredo,
é perfume de seiva, é canto de galho,
é murmúrio que roça o sono e o medo,
e enlaça minh’alma num doce agasalho.
Teus olhos, duas luas em pleno enlevo,
teu toque, vertigem de liana e vento,
teu beijo, raiz que adentra o meu enlevo,
e brota em mim jardins de encantamento.
Assim me vences: sutil, doce, voraz,
teu corpo é serpentina a me habitar,
e eu, rendido, sou tronco, flor e paz,
nas voltas do teu seio a me enlaçar.
O sábio e o Idiota apaixonados
Juvenil Gonçalves
Dizem que o sábio é prudente,
e o idiota é sem noção,
mas bota um amor na frente
e se igualam na paixão!
É um tropeçando em sonho,
outro perdido em ilusão...
O sábio, que lia estrelas,
chora por causa de flor;
o idiota, que lia nada,
vira poeta do amor!
Ambos babando besteira,
sem medo, vergonha ou pudor.
O sábio, que em tese ensina
que o mundo é só ilusão,
liga de noite pra amada
chorando igual um bobão;
o idiota, que já chorava,
vira o rei da lamentação!
Amor, esse bicho danado,
não olha a nota nem a razão;
ele laça sábio e idiota
com a mesma corda na mão.
E faz dos dois um só tolo
brincando no mesmo chão!
O AVESSO DO POEMA
*JUVENIL GONÇALVES *
O avesso do poema
é o que sobra quando o verso cai,
quando a rima escapa,
e a palavra — nua —
fica olhando o poeta de frente.
É o silêncio que não coube no poema,
a rascunhada dor que não virou metáfora,
o eco do que não se disse
mas insiste em arder na ponta do lápis.
O avesso da poesia
é o poema quando termina —
ou quando nunca começou.
Juvenil Gonçalves
Há quem critique as chamadas “burocracias imobiliárias”, mas é importante compreender seu papel. Muitas vezes, esses procedimentos são justamente os mecanismos que garantem segurança jurídica para todas as partes envolvidas, preservando o interesse social e a integridade das negociações.
Se alguém não concluiu um negócio por conta da burocracia, é provável que busque alternativas mais alinhadas ao seu perfil — assim como ocorre com quem é aprovado e segue adiante. Portanto, a burocracia não é um obstáculo arbitrário, mas sim parte do fluxo natural do mercado imobiliário, funcionando como um filtro que organiza, protege e direciona os processos.
Como Corretor de Imóveis, compreendo as críticas que algumas pessoas fazem à atuação de profissionais e imobiliárias. No entanto, é importante destacar que o equívoco está em generalizar. Assim como em qualquer segmento da sociedade, existem profissionais comprometidos e éticos, e outros que infelizmente não representam bem a categoria.
Generalizações acabam por obscurecer o trabalho sério e dedicado de muitos corretores que atuam com responsabilidade, transparência e respeito ao cliente. Valorizar a individualidade e reconhecer a diversidade de condutas é essencial para construir relações mais justas e conscientes no mercado imobiliário.
Capítulo 7 — A travessia do campo para a cidade.
Um pouco de mim!
A travessia nunca termina.
Sou parte campo, parte cidade.
Sou silêncio e sou voz.
Sou trator e sou palavra.
Sou memória e sou futuro.
Sou perda e sou encontro.
Todos nós cometemos erros entretanto é preciso fazer e refazer pra que tudo seja diferente.
Ei! levante a cabeça, resistência e perspectivas jamais poderá ser considerada como fraqueza ou derrota, lembre-se que tudo é válido nunca desista.
Epigrama
Bom é ser árvore, vento:
sua grandeza inconsciente.
E não pensar, não temer.
Ser, apenas. Altamente.
Permanecer uno e sempre
só e alheio à própria sorte.
Com o mesmo rosto tranqüilo
diante da vida ou da morte.
- Marly de Oliveira
“Não me dê flores quando eu não estiver mais aqui.”
Não espere o silêncio pra reconhecer minha presença.
Não espere a ausência pra dizer que eu fui importante.
Homenagem bonita é abraço em vida,
é palavra dita no tempo certo,
é carinho que alcança quem ainda pode sentir.
Flores no fim não consolam quem partiu,
só aliviam a consciência de quem ficou.
Se for pra me homenagear, que seja agora.
Enquanto eu respiro.
Enquanto eu escuto.
Enquanto ainda dá tempo.
No fim das contas, as coisas só são coisas. Elas vêm, vão, quebram, perdem valor… mas as memórias ficam. São elas que dão sentido às fases da vida, às pessoas que passam, aos lugares que a gente chama de lar, mesmo quando não são mais.
Às vezes a gente se pega correndo atrás de algo material achando que ali tá a felicidade, mas o que realmente marca são os momentos: uma conversa que confortou, uma risada inesperada, um dia difícil que virou aprendizado, um abraço que chegou na hora certa.
As coisas até podem fazer parte da história, mas nunca são a história.“Nada na vida é sobre coisas. É sobre memórias.”
"Muitos acreditam que sucesso é ter dinheiro e mulheres. Outros acham que é ter fama e poder. Mas o sucesso de verdade é ser amigo de Deus, ter saúde e paz na família."
— Anderson Silva
Não fique triste de ser diferente de muitos,
afinal ser igual a todos é
comum, ser diferente é uma sabedoria.
Quem fala esquece, mas quem escuta sempre lembra, cuidado com que falas, palavras mal faladas é como tomar uma bala, ao escuta-las ficaram várias marcas que nunca poderão ser curadas...
A vida é feita de montanhas e vales. E é nos vales, nos momentos mais desafiadores, que somos moldados, fortalecidos e preparados para alcançar os picos com mais sabedoria. Deus está no processo tanto quanto no destino.
Já passou por um 'vale' que, hoje, você vê como preparação
'ABELHAS'
Sob a mesa amarroada,
abelhas polonizam a carne crua.
Zumbidos ao redor de um copo caído parece infinita cena.
Embebidas com o cheiro acre,
destilado,
decalque...
Próximo a elas,
papéis jogados,
acolhendo a letargia de algumas,
veemente saboreando seu pedaço de carne.
Asas parecem bater mais fortes,
volúpias,
vaidades, ...
Para onde fora o própolis?
Sem significado,
os papeis sofrem:
abelhas já mortas,
sem voo,
empalhadas pelo próprio 'mel' que criara.
Vilipendias,
caminham lentamente na emoção...
Parado na reflexão,
a casa de palha observa-me petrificada.
Serás casa nos dias que virão?
Ou apenas lembranças de rodas dentadas?
Tudo será abelhas,
engrenagens?
E em meio a tantas,
sopeio as que ainda restam.
Mas outras voam sem rumo,
sempre a procura,
carnes cruas,
colmeias...
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